11/07/2014

O Camaleão Durão Barroso




Durão Barroso terminou o segundo mandato na Comissão Europeia sem glória. Um português ao mais alto nível poderia ser motivo de orgulho. Foi assim que me senti quando ele foi indigitado para o 1º mandato. Porém fazendo um balanço não posso deixar de lamentar como foi ele o principal causador da estagnação Europeia nestes últimos 10 anos, ou melhor, regressão.
De facto, Barroso que em Portugal, na oposição a Guterres, fazia alarde de defender os pequenos países, virou o bico ao prego e colou-se aos poderosos, desde a cimeira nos Açores com Bush e Blair. Com Sarkozy na presidência francesa foi um capacho deste. Colou-se depois a Merkel e abandonou desde a primeira hora qualquer ideia acerca dos mais desprotegidos países da UE.
Foi incapaz de uma atitude à Jaques Delors, um verdadeiro Estadista, com ideias, independente e visão estratégica. Tinha uma ideia de Europa e impunha a sua visão aos governantes. Ao contrário do lambe-botas Barroso, Delors traçou metas, a Europa era solidária e caminhou para o progresso e equilíbrio no desenvolvimento de todos os países. Todos tinham voz. Barroso traiu os pequenos com o tratado de Lisboa, tirando-lhes o pio.
Barroso alinhou com os seus patrões europeus anglo-saxónicos massacrando e impondo uma dieta de fome e miséria a título de ajuste das finanças dos países periféricos, não se importando com os programas de austeridade draconianos que estão a levar-nos ao precipício, sem honra nem glória.
É este Barroso que espreita um lugar ao sol, seja na Presidência de Portugal ou em qualquer el-dourado no areópago internacional. Este camaleão, ou bagre, porque se mexe bem no lodo, começa a querer fazer o regresso à defesa dos “pobres” e pequenos, que não passa de uma manobra desviante do caminho trilhado nestes dois mandatos à frente da CE e justificando a sua vergonhosa posição naquele posto que poderia honrar os portugueses.
Este senhor tem o rosto do declínio e desprestígio da União Europeia.
Aliás, não me admiro de começar a haver cada vez mais eurocéticos. Afinal para que serve estar na UE? Para ficarmos amarrados e amordaçados? Sem liberdade de nos livrarmos das amarras e grilhetas, não prever o futuro, ou melhor, lutar por ele? Uma Europa de egoísmos, sem solidariedade? Uma Europa donde vem austeridade e gozo por haver países a sofrer?
É esta Europa que Barroso conseguiu construir. As suas lágrimas de crocodilo não me comoverão. Uma deceção como português, que me envergonha.

Mário Russo

4 comentários:

  1. Caro Mário Russo

    O grande problema deste país..., são os camaleões, os abutres, os camelos etc..., e pior ainda são aqueles que para continuarem reinando, metem o rabinho entre as pernas e acenam a cabeça a tudo e a todos que lhe garantam esse reino!

    Depois..., temos os MANSOS! Que não reclamam, não querem saber o que estes animais todos fizeram ao país. A não ser..., quando lhes vão ao bolso...! Aí é que cuidado...! Só que muitas vezes já não serve de nada reclamar e exigir que lhes devolvam o gamado; já é tarde!
    Por isso e que o país se tornou num autentico jardim zoológico.
    E ainda há aqueles que continuam acreditando nos mesmos animais!

    Hercília Oliveira

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  2. De BEStas a BEStiais



    Nos nossos jornalistas são bestiais, de um dia para o outro não há jornalista tuga que não justifique um lugar de chefe de redacção do Financial Times, sabem de economia que se fartam, são-lhes reconhecidas grandes capacidades na avaliação de economistas candidatos a gestores bancários, conhecem o currículo pessoal de todos os economistas disponíveis no mercado.



    De repente sabe-se tudo do BES, do GES, da dona Maria do Carmo, dos investimentos da CGD na Comporta, das divergências e ciumeira entre o Ricardo e o filho do comandante. Não há jornal nem jornalista que não conheça a situação financeira da família e das suas holdings, o Marcelo sabe da coisa que se farta e se lhe perguntarem até é bem capaz de saber o que comeram os Espírito Santo na ceia de Natal.



    Os únicos que não eram bestiais mas apenas BEStas sou eu e o meu velho amigo sôr Costa, o governador do Banco de Portugal escolhido pelo Teixeira dos Santos. Que eu não soubesse nada ainda e entende, mas que o sôr Costa tenha sido mantido numa total ignorância já parece uma conspiração, toda a gente neste país sabia das intimidades do BES e do seu buraco financeiro, mas combinaram nada dizer ao sôr Costa.



    Até o Pedro Santana Lopes, um conhecido gestor desde os tempos em que faliu num projecto agrícola e teve de trabalhar como secretário de Estado da Cultura de Cavaco para endireitar as contas, sabe à farta do BES. Sabe tanto que até já fez um comentário para a CNN. Aliás, a estação americana encheu a SIC de orgulho, não só o pessoa da SIC sabe tudo sobre o BES como noticiou com orgulho que a CNN consultou um dos seus.



    Se toda a agente sabia o que se passava no BES e a sua situação era tão evidente então alguém terá de explicar o porquê de tanto silêncio. OS jornalistas não sabiam de nada e agora sabem tudo? O governador do BdP recebeu um dossier do Queiroz Pereira sobre as vigarices e nada sabia? O Ministério Público apanhou as vigarices fiscais do BES e não sabia de nada?



    Ontem eram todos BEStas, agora que o DDT está à rasca e em queda são todos BEStiais.

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  3. 300 milhões para o povo pagar

    «A exposição da Caixa Geral de Depósitos (CGD) a sociedades detidas pelo Grupo Espírito Santo ronda os 300 milhões de euros, mas todos os créditos têm garantias reais como acções ou imobiliário. Entre as empresas que se foram financiar junto da CGD está a Espirito Santo Internacional, que controla o Espírito Santo Financial Group (ESFG), o maior accionista do BES, e que pode vir a pedir a protecção de credores.

    O PÚBLICO apurou que a ESI terá entregue como aval do empréstimo que contraiu junto da CGD, por exemplo, acções da ESFG - que anteontem pediu à CMVM a suspensão da negociação na bolsa de Lisboa. A decisão da holding, com sede no Luxemburgo, terá tido a ver com a possibilidade de o seu controlador, a ESI, avançar com um pedido de insolvência com protecção judicial.»
    É incrível como a CGD financia os grandes interesses privados.

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  4. O PCP não precisa de fazer muito pois conta com uma nova geração que faz mais pela implantação do comunismo em Portugal do que muitas gerações de militantes. A nova geração de comunistas é formada por gente como o Passos Coelho, o Ricardo Salgado, o Carlos Moedas, o Vítor Bento, o José Seguro, o Oliveira Martins, o patriarca de Lisboa, o Paulo Macedo, o Carlos Costa, o Vítor Constâncio, o Durão Barroso, o Fernando Ulrich, o Cavaco Silva, o Fernando Lima, o José Manuel Fernandes, o César das Neves e muitos outros são a ínclita geração do comunismo português, estão fazendo mais pelo comunismo que gerações de militantes do PCP.

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