29/07/2014

FÉRIAS e as PESSOAS


Os portugueses em geral e os meus amigos têm um hábito com o qual eu não concordo nem partilho. Está na moda falar por SMS ou por e-mail. Eu sei, mas não gosto de falar sem palavras e sem voz. Faço-o por necessidade, mas não há nada como ver os sinais faciais e de conduta para rapidamente entender o seu significado. Só quando as pessoas se vêem olhos nos olhos directamente, a partir daí existe uma base real de comunicação. Um sorriso é a mais positiva de todas as expressões emocionais. Pela impossibilidade da vida das pessoas gosto de ligar via telefone fixo ou telemóvel para falar com amigos e pessoas que me dizem algo. Mas, cheguei à conclusão que sou eu sempre que o faço, da parte deles não se verifica o mesmo. Eu ligo às pessoas para comunicar e falar, não para pedir nada ou quando tenho problemas.

Quando estou mal ou tenho problemas não ligo a ninguém, procuro resolvê-los o mais rápido possível. Muitas vezes ligo e nem se dignam devolver a chamada – são mal-educados. Outros dizem a lengalenga do costume, falta de tempo, questões a tratar, etc.. Uns tristes... Como se todos nós não tivéssemos montes de coisas para fazer.
Desta forma vou fazer uma rebelião contra estes meus "amiguinhos", se quiserem que me liguem. Eu já lhes liguei muitas vezes, desta forma poupo dinheiro e deixo de me incomodar e de os incomodar. Esta casta de "importantes" e "atarefados", sempre a ter que fazer, sem tempo para uma pequena mas animada conversa, julgando que o mundo gira à volta deles, e que eu, e gente como eu, não tem vida própria, problemas, compromissos, etc. Os portugueses sempre tiveram a mania da importância, são todos muito importantes e ricos. Vê-se bem porque estamos na cauda da Europa, em tudo: qualidade de vida; rendimento; falta de educação; etc.. Mudem os vossos hábitos e lembrem-se que devem de vez em quando ligar aos vossos amigos e perguntar-lhes como têm passado e se a vida corre. É um simples gesto, digno, nobre, elegante e educado. As relações entre as pessoas são biunívocas e não unívocas. As férias estão à porta vou esperar para ver mas não me iludo.

 Eu sou a favor da revitalização das relações interpessoais e de amizade constantemente. Presencial, falar, opinar, discordar, perguntar, pedir conselhos, criticar, etc.. 
Todavia as pessoas sempre fechadas no seu casulo vivendo para si e os seus problemas não têm tempo para os outros. Pessoas que se encontram no dia-a-dia as relações são superficiais às vezes dava jeito nem conhecê-las temos que fazer cerimónia e esses encontros não têm substância nem conteúdo. As relações com substância são as mais capazes e a comunicação aumenta significativamente. Porém as relações não conseguem ter o nível desejado. Uns falam de "coisas" – nem ajuda nem prejudica é a conversa de elevador, fala-se do tempo, roupa, obras do vizinho, etc.. Outros falam de outras pessoas – de quem não está presente, das suas vidas, etc.. Quando começamos a falar de sentimentos começa a comunicação de verdade. Dos nossos sentimentos e mais tarde do que diz respeito com quem falamos ou dialogamos.
Por vezes gosto de fazer um refresh nas minhas relações, uma espécie de auditoria e estou cada vez mais selectivo, algumas relações que tenho tido estão a caminho da morte natural, outras serão reacendidas,enquanto outras estão em letargia.
Gosto de relações com oxigénio, conversação rica, olhos nos olhos, aberta, franca, cumplicidade, amizade. Gosto de relações especialmente interessantes e de pessoas com alguma disponibilidade temporal e mental.
Por agora vou deixar a iniciativa para os outros...

JJ

1 comentário:

  1. Boa tarde JJ
    Só para lhe dizer o seguinte:
    APOIADO!
    Como eu o compreendo; Nas gerações + novas ainda se dá 1 certo desconto,mas nas gerações + velhas é de facto incompreensível e inaceitável.
    Amigos dignos desse epíteto,hj em dia contam-se pelos dedos das mãos e de certeza que sobram dedos; Agora,conhecidos e amigos de ocasião,isso é o prato do dia e da estação,ou não estivesse-mos nós na "SILLY SEASON" !!
    1 fraterno abraço

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