12/04/2014

Um novo 25 de Abril

Às vezes penso que se terá que se fazer um novo 25 de Abril, mas não com armas. As minhas armas são as palavras.
Quando se festeja o 25 de Abri , dia da liberdade e da conquista de direitos para os cidadãos, no momento actual, nada disto tem sentido e começo a pensar que é necessário a refundação da República e do regime vigente.

Cresce a indignação popular contra uma classe politica e dirigente , alguma dela corrupta , incapaz de tirar o país do abismo e deste túnel sem luz ao fundo.

Não podemos deixar de estar atentos às estatísticas da  Cáritas e da OCDE que alertam contra o injusto crescimento e o fosso abismal nas desigualdades, em que condenam milhares de pessoas à exclusão social.

Os cidadãos estão imóveis , aterrorizados, para ver quando isto acaba e começa a verdadeira recuperação, e não, a tão propalada propaganda versus eleições e discursos de políticos.

Os cidadãos impacientam-se, indignam-se e protestam , mas de pouco vale.

Um regime que abandona os seus pode estar em causa. Os cidadãos abandonados à sua sorte poderão protagonizar um novo 25 de Abril . Os partidos do turno , PSD e PS , ora um ora outro lideraram os vários governos depois do 25 de Abril,porém, não têm dado conta do recado.

O bipartidarismo não tem resolvido o nosso endémico problema de sustentabilidade. É preciso alguém que tire Portugal do túnel e desta desgraça.

JJ

7 comentários:

  1. Tenho; que enquanto a crise for negócio, nenhum partido com maiorias ou não, tira este país deste fosso, cada vez mais visível a olho nu.
    Ninguém precisa de ser douto, para perceber que a crise, é como digo um negócio, caso assim não fosse, os ricos não estariam mais ricos e os pobres mais pobres.
    E nisto temos uns governantes generosos, os portugueses é que são ingratos... Porque estes srs até aumentam tanto os ricos como os pobres, os ricos na riqueza, os pobres na pobreza, é tudo, simplesmente uma questão de pontos de vista.
    Quando o sr diz que um vinte e cinco de Abril só de palavras permita-me que lhe pergunte! Que são estes politiqueiros senão palavras, falam muito nada fazem, ou melhor, fazem aquilo os credores mandam. - Eu não me vejo a emprestar seja o que for a alguém que já tem dividas que não consegue pagar. Isto é outro negócio para o qual não vejo explicação; a não ser, que haja alguém capaz de o fazer de forma sucinta e clara. Mas isto nunca vai ter explicação, é como a culpa, não lhe faltam namorados mas quem a leve ao altar jamais.
    IM

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  2. Um golpe de Estado num regime democrático?!

    Só ser for, então, para acabar com a Democracia...

    E, nesse caso, não seria então um novo "25 de Abril" - mas, antes, um novo "28 de Maio".


    Quanto ao mencionado "bipartidarismo",

    Ele não existe, na realidade...

    Pois, quer a dita "esquerda", quer a dita "direita", são controladas pelos mesmos interesses - que são os grandes interesses económicos...

    (Mais especificamente, os banqueiros e capitalistas internacionais que estão por trás da UE, FMI e afins.)

    Está quase tudo, em boa parte, denunciado num livro, que foi alvo de censura em Portugal: http://img594.imageshack.us/img594/8449/bilderbergfocusfev09.jpg

    E, sobre a "esquerda" e "direita" europeias, podem ler o que teve o autor desse livro a dizer, aquando do lançamento da sua obra (posteriormente censurada) em Portugal, aqui: http://blackfernando.mypressonline.com/semanario_entrevista.html


    Quanto a uma solução para tudo isto,

    A solução não pode ser ficar eternamente à espera de um D. Sebastião... (Que não vai surgir - pois, só raramente é que, em 6 mil anos de História da Civilização, a classe política serviu verdadeiramente os interesses do Povo.)

    A solução terá de passar pelas pessoas tomarem conta das suas próprias vidas e passarem a interagir directamente, sem terem políticos como intermediários que o façam por elas - construindo, deste modo, modelos de democracia directa, onde não haja necessidade alguma de políticos corruptos e mentirosos.

    (Vejam o exemplo da Suíça e levem as coisas ainda mais longe, nesse sentido.)

    Isso, ou então, formar novos partidos políticos de "base" (um conceito que suponho que seja desconhecido em Portugal, mas que, quer dizer organizações em que sejam os seus militantes - e não apenas um qualquer líder dos mesmos - quem mais decide sobre o que se faz) que verdadeiramente exprimam e exerçam uma genuína vontade popular de mudar as coisas.

    (Vejam o que aconteceu na Islândia e quem é que ocupa lá o poder, agora.)


    Mas, isto tudo, se houver mesmo vontade de mudar as coisas...

    (Pois, conhecendo eu já bem, como conheço, este país de panhonhas... Já estou mentalmente preparado para o pior, neste canto da Península Ibérica...)

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  3. Caro Sr JJ
    Desde o primeiro dia que os obreiros do 25 de Abril estavam pouco preocupados com a liberdade ou bem estar do povo. O que eles pretendiam era acabar com a guerra do ultramar que já tinha passado a sua pior fase, e conseguir melhores situações para eles. Foi tudo dado ao desbarato sem nexo, e muitos políticos que andam ainda por cá a dizer parvoíces bem se governaram!

    Carlos Gonçalves

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  4. Obrigado pelo comentário Inocêncio e Carlos.

    Fernando não lê mesmo o texto. Pega em frases e descontextualiza-las para dizer o que quer e referir-se ao que pretende.

    Outros blogues , etc. É pena... Eu já sei que não está de acordo comigo mas por favor não ponha por escrito aquilo que eu não disse.

    Se acha que isto é comentar prefiro que não comente o que escreveo e envie um texto com a sua opinião eu publicá-lo-ei e depois farei o meu comentário à Fernando Negro

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  5. Clube dos Pensadores,


    Terei, então, sido induzido em erro(?) pelo uso do termo "25 de Abril"...

    (Que - pelo menos, para mim - se tratou de um golpe de estado - e não de uma "revolução". Ainda que, uma verdadeira revolução tenha sido o que veio a seguir a este, dois anos depois.)

    Pois, o autor do texto apenas faz referência a este golpe de Estado - e não concretamente ao que viria a seguir a algo semelhante.


    E, discordo, uma vez mais, (se é a favor de Democracia que as pessoas são) da necessidade de um qualquer golpe, ou alteração das regras.

    Pois, os mecanismos democráticos para mudar a sociedade existem. E, as pessoas é que não querem, ou são incapazes de, exercê-los.


    Quanto ao resto que digo,

    Penso que denunciar o falso "bipartidarismo", que é mencionado, vem muito a propósito. E, para o fazer, preciso de apresentar provas/argumentos.

    E, penso também que, falar na Europa, tem tudo a ver com o que é dito. Pois, o nosso país há muito que deixou de ser um estado independente. E, é num super-Estado europeu que agora vivemos, do qual Portugal é uma mera componente.

    Se é reflectir sobre a sociedade que queremos, temos de primeiro estar bem informados sobre essa mesma sociedade.

    (Mas, se é uma regra não colocar aqui hiperligações para outros sítios, com informação que visa educar as pessoas, sobre o que realmente se passa na nossa sociedade, deixarei de o fazer.)


    Quanto a falar em termos meramente teóricos, deixei então as minhas ideias.

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  6. (O meu comentário, era à versão anterior do comentário que ocupava/ocupa a 4ª posição nesta lista, mas, pensei não haver necessidade de alterar também o meu.)

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