30/04/2014

COISAS

Tenho vários rituais, mas os que pratico mais assiduamente é descansar um pouco de tarde e praticar desporto. Ler sempre...

Caminhar a bom ritmo ou correr é o melhor para ter ideias e escrever.

Hemingway dizia que, quando contas algo de um livro, antes de este ser publicado, algo se perde. O mesmo acontece comigo nos debates, não gosto de falar antes de eles se realizarem, dá azar.

Sempre que tenho uma ideia tomo notas nem que seja num guardanapo de papel de um café, numa confeitaria, etc.

Sou muito rigoroso e sigo um plano. Planeio tudo com antecedência e cumpro escrupulosamente horas. Sou muito exigente comigo próprio. Depois de um debate vejo sempre coisas que estiveram mal imperceptíveis para os outros.

Antes de um debate fico nervoso mas controlo esse tipo de ansiedade de não saber o que se vai passar.

Um longo historial de debates não é suficiente para me deixar em paz. Não posso falhar,o reconhecimento do meu trabalho não é suficiente. Tenho que estar constantemente a provar.

Incerteza, angústia e não controlo do que não depende de mim é constante antes de um debate.

Procuro seduzir as pessoas que este caminho de pedagogia cívica vale a pena, mesmo sem resultados imediatos.

Não sou nada formal mas nos debates gosto de estar de fato e gravata

Há algumas diferenças como sou num debate e na minha vida pessoal , mas não muitas.

Pensar não é suficiente para mudar mas é alguma coisa.

Aprendi a ouvir com os olhos e a ver com os ouvidos.

Na realização de um debate há um misto de prazer e dor 

Cada um tem o seu caminho,o mais difícil como diz um amigo, mas é o meu. 

JJ

4 comentários:

  1. Pois é JJ, as pessoas responsáveis e que gostam de fazer o que fazem com qualidade, nunca estão satisfeitas ou tranquilas quanto ao trabalho a fazer. Querem sempre fazer mais e melhor.
    É isso que faz há mais de oito anos, e bem.

    Hercília Oliveira

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  2. Parabens J pelo herculeo trabalho que tens desenvolvido ha' tantos anos. Esperemos que os frustrados e inuteis da sociedade portuguesa, nao facam do teu trabalho, algo em vao, com a apologia da ditadura e por consequencia, deixes de poder passar, seja que mensagem for, porque estas de novo amordacado...
    Pedro-Liverpool

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  3. Ama o que faz, mas não é um amador. É um profissional.
    Cumprimentos e saúde
    A. Duarte

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  4. «Aprendi a ouvir com os olhos e a ver com os ouvidos». Este axioma assenta-me como uma luva. Na verdade, detesto falar ao telefone. Tenho um horror carnal ao telefone. Gosto de falar com as pessoas olhos nos olhos, vendo as suas reacções, os seus tiques, a sinceridade das suas palvras, ou não, porque também sou um livro aberto. Digo o que penso com educação e elevação, respeitando as ideias do interlocutor, embora não concordando muitas vezes. Digo sempre: Prezo mais os meus adversários políticos que são firmes nas suas convicções do que os meus correligionários que mudam como o vento. E é olhos nos olhos que a gente se entende. Um abraço. Francisco Azevedo Brandão.

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