01/11/2013

Portugueses e a Crise

A propósito de um estudo onde se comparam as percepções de cidadãos portugueses, gregos, espanhóis e irlandeses sobre o impacto da crise nas suas vidas e sobre a forma como encaram o desempenho económico dos seus países . Este estudo, de Robert Manchin revela que os portugueses são pessimistas, resilientes e sem confiança nos governantes. Salienta entre outras coisas que, um em cada quatro portugueses gostaria de emigrar.

Nada que não se saiba ou pressinta, os portugueses culturalmente são assim mesmo com crise ou sem crise. Evidentemente que com o desemprego, a deterioração das condições económicas estes parâmetros  acentuam-se.

Os portugueses precisam de recuperar a confiança e unidade perante a crise. Perante esta crise os portugueses tem-na enfrentado com coragem e demonstrado uma capacidade de sacrifício notável e incomum. Deveríamos todos remar para o mesmo lado por cima de tensões, desencontros e  discrepâncias.

O presente é negro e ameaça o futuro. Os portugueses inúmeras vezes mostraram, no passado,capacidade de sobrepor-se às dificuldades e fazer frente ao pessimismo , à frustração e desconfiança que afectam hoje a maioria dos portugueses.

Por outro lado é perfeitamente compreensível compreender e respeitar este sentimento de frustração, pessimismo e desconfiança e as razões que os motivam . Não podemos ficar imóveis temos que reagir perante este estado de ânimo. Os nossos governantes não tem sabido actuar na recuperação das nossas ilusões e confiança.

A solução dos problemas em Portugal começa pela atitude dos seus cidadãos , mas também pela atitude dos seus governantes.

Há milhões de portugueses que lutam todos os dias , para chegar ao fim do mês com muito esforço , com honestidade, valentia e humildade. Não podemos nunca mais cair em erros e excessos inadmissíveis.

A contrapor a esta ola de adversidade é ter o sentido do dever e ser responsável.

Estou cansado que Portugal seja uma paródia de si mesmo.

JJ