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| Daniel Braga |
Culpados todos sabemos quem são, tendo
durante muito tempo a ideia que seríamos um autêntico el-dourado, onde gastar e
esbanjar sem critério seria ponto de ordem, Fizemos disparates do arco-da-velha,
construímos um CCB, estádios de futebol, um Parque das Nações, auto-estradas em
multiplicidade crescente, quisemos fazer novos aeroportos e um TGV e
aperfeiçoámos as escolas através de um elefante branco chamado Parque Escolar.
Entretanto outros elefantes brancos de cariz ainda mais grave se tomaram
conhecimento - as célebres PPP´s – com gravíssimas consequências para o País. E
que medidas se tomaram para obstar a que o País saísse deste verdadeiro
desvario em que se transformou no período pós-troika e perante os disparates
calamitosos ao longo de largos anos? As medidas mais fáceis de implementar que
foi exercer um poderoso garrote no orçamento das famílias através da supressão
dos subsídios e do “enorme aumento de impostos” viva voz anunciado pelo próprio
Vitor Gaspar, que se traduziu em autênticos sufocos para as famílias que num
ápice se viram colocadas perante situações de enorme desassossego financeiro e
sem ferramentas para fazer face a ele.
É certo que vivemos todos debaixo do
cutelo do “Memorandum da Troika”, em que as condições impostas para o
financiamento nos obrigam a ceder e a seguir perante determinados pressupostos
de contenção despesista. Mas esse facto não implica que se imponham apenas
medidas de sentido único penalizando quem menos pode e não de ataque ao
verdadeiro “monstro” que é a despesa do Estado. Um verdadeiro crescimento e
desenvolvimento económico não se conseguem quando toda a economia do País e das
famílias se encontra totalmente ostracizada e em recessão permanente.
Portugal
e as empresas precisam de incentivos, as famílias necessitam de um maior desafogo
financeiro para que a economia possa rolar e crescer de modo que se consiga
novamente que os mercados confiem em nós e Portugal retome a mais breve trecho
o seu ritmo de crescimento e desenvolvimento numa simbiose de fé, crença e
confiança em nós próprios. Nem que para isso troquemos de políticos. Nem para
para isso sejam necessárias outras políticas. Para bem de todos,
para bem do País.

