21/10/2012

PORTUGAL…PODERÁ CAIR NUMA DITADURA?



1.Recordo, há pouco tempo, ter ouvido Vítor Gaspar afirmar que aquilo que estava fazendo pelo país era uma forma de pagar aquilo que o Estado tinha feito por ele, nas instâncias Internacionais.
2. Sendo um homem clonado nos gabinetes de estudos na Europa, para ele, um Parlamento, a casa da democracia e o Estado social passa-lhe ao lado.
3. Através da subjugação da política às Finanças, Gaspar está a destruir a classe média, suporte duma democracia.
4.Com certeza, que ele tem conhecimento que esta política de austeridade vai permitir que o poder se concentre num pequeno núcleo muito restrito do Governo e como tal passando a ter o poder de cortar qualquer aumento da despesa, torna-se o centro do poder.
5. Está o caminho aberto para uma ditadura. Tanto a Troica como a srª. Merkel sabem que a mudança da estrutura da política dum país faz-se através duma política de austeridade.  
6. Com a apresentação da TSU de uma forma rápida ao País e agora este Orçamento leva-nos a pensar, como bom aluno, Portugal será um campo de ensaio para a criação de um novo modelo económico, social e até político. Não importa que morram milhões de pessoas à fome…
7.Importa, a nosso ver, a Europa, terá que afastar o mais rapidamente possível a Srª. Merkel, porque ela está preparando a Alemanha para dominar outra vez a Europa, mas sub-repticiamente tem que destruir primeiro a estrutura política dum País e o melhor caminho é a austeridade.
8. Os exemplos que ela apresenta falam por si: neste último Conselho Europeu, cuja agenda era o estudo e a implantação da União Bancária, ela apressou-se e veio, de imediato, defender que, nos orçamentos nacionais, o Comissário europeu para a área económica deveria vetar os orçamentos de cada País. Não vingou ainda esta tese, mas se estivermos atentos, ela virá outra vez a insistir.
9.Daí que, se não houver uma forte oposição dos Países sob “agendamento financeiro” sairão fragilizados, os Estado passarão a marcar as prioridades, onde as prioridades financeiras determinarão todas as outras.
10. Na sequência da análise atrás efectuada, só agora se compreende, porque Passos Coelho entrou e saiu mudo deste último Conselho Europeu e não aproveitou as palavras de Christine Lagarde, quando indicou que o diagnóstico em Portugal tinha sido errado.
11.Logo, no cumprimento destas políticas, o País caminha para o empobrecimento até à indigência.
12.Resta saber se o primeiro- ministro e o seu núcleo sabem que caminho estão a trilhar ou então se desconhecem, chegou, o momento, para se retirarem, porque a mudança que vier, não virá com cravos na ponta das espingardas.

António Ramos