19/10/2012

IDEIAS

O domínio quase absoluto que os partidos políticos exercem sobre a vida pública portuguesa é avassalador e é um problema.

A partidocracia está a destruir a democracia.

Portugal tem uma democracia insuficiente e débil devido aos partidos políticos que temos.

Só os partidos políticos podem  limitar o seu poder e abrir-se à cidadania

Os partidos controlam  tudo que é nomeações públicas e pouca coisa lhes escapa, controlam uma infinidade de organismos públicos e semi-públicos.

E o mais caricato financiam-se a eles próprios.

Os partidos têm uma rede de relações pessoais com um domínio social absoluto e ditam leis que ajudam a perpetuar no poder os seus membros numa teia asfixiante

Os partidos converteram-se em focos de corrupção, clubes fechados e de funcionamento muitas vezes anti-democrático. Dominados por direcções de ferro, que fomentam o servilismo, fomentam a incompetência entre os seus membros e castigam o dissenso.

Como podem estes partidos desempenhar funções governamentais com todos estes defeitos?

Como podem ser veículos de transmissão dos anseios dos cidadãos? Infelizmente são instrumento de ambições arrivistas.

É preciso acabar com este estado de coisas nos partidos políticos , não para romper com a democracia, mas para a tornar menos débil , insuficiente e mais real.

Tudo isto está nas nas mãos dos partidos políticos com o seu enorme poder : democracia real, limpa, sem corrupção, processos democráticos, abertura à cidadania dando possibilidade aos melhores e não aos piores.

Refazendo uma frase de  Chesterton sobre Deus : « quando se deixa de acreditar na Democracia pode-se acabar a acreditar noutra coisa qualquer.»

JJ