12/10/2012

FAR WEST

Far West é um termo com que se denomina popularmente o período e episódios históricos que tiveram lugar no século XIX durante a expansão da fronteira dos Estados Unidos da América.No cinema, o género designa-se western e narra histórias de cowboys. Muitas cenas vimos de fora da lei e em que se mata por um desacato e uma rixa.

O Far West chegou a Portugal com o objectivo de cumprir o défice . As prestações de desemprego vão passar a ser sujeitas a uma contribuição de 6% enquanto as prestações de doença descontam 5%.Estas contribuições segundo o Público revertem para o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. 

Tirar a um desempregado ou a um doente ou a um velho deveria ser considerado crime! Ler destas noticias no dia que se compram carros para o Estado ,  se gasta dinheiro em torneio de golfe e se favorecem empresas com fundos estatais, etc., etc. Eu tenho vergonha dos governantes que tenho. 
Não há ninguém que diga: 
- Pára aí , isto não é possível ! Não temos moral para exigir aquilo que não fazemos. 
Uma vergonha!
Portugal parece uma verdadeira cowboyada em que não há lei . A lei é o saque , o roubar e o vale tudo.
Com os novos escalões de IRS , mais o aumento do IMI , o dinheiro não vai chegar. Esta gente não tem a noção do que está fazer.As pessoas estão a passar mal mas "eles" não ouvem ninguém a não ser os troikanos.

O país vive em impunidade constante!Comportamentos impróprios e infelizmente em democracia prevalece a ideia que o único veredicto das decisões públicas reside no sufrágio eleitoral.
Uma vez eleito e escolhido, converte-se numa carta-branca e de impunidade, não só para membros do governo e grupos e interesses por ele protegido.
Daí, entram em contradição com os princípios da democracia: o direito do cidadão à participação nas decisões políticas, o direito a expressar opinião e o direito à informação verdadeira.
Porém actualmente não se põe em prática a exigência, tanto por corrupção, como por incompetência manifesta.
A opinião pública vive num enorme desassossego, que está perto do abismo por erros descomunais de gestão e de privilégios injustificáveis.
Fica perplexa pela desinformação e vaivéns de respostas e questões colocadas.
Perante o que se está a passar na política portuguesa com a perda de direitos dos cidadãos sem precedentes e alterações das regras de convivência com o Estado português. O Estado não honra a sua palavra e não é uma pessoa de bem.
Sou a favor de uma revolução pacífica de ideias, comportamentos e mentalidades , porém as únicas armas que tenho ao meu alcance contra o que está acontecer: objecção de consciência e desobediência civil. Mas há quem pense em violência e manifestações de rua brutais...
O direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os meus direitos, liberdades e garantais está consagrado na Constituição Portuguesa.
Quando não há exemplos de quem manda e exerce o poder, não nos resta mais nada.
É preciso indignação permanente e exibição ostensiva da mesma. A indignação não pode ser em vão.

JJ