29/10/2012

Deputados

O que se está a passar no CDS/PP , demonstra e põe a nu as deficiências do sistema político. A hegemonia dos partidos no seu pior. 

José Manuel Rodrigues , presidente do CDS/PP da Madeira disse que votaria contra o OE 2013. Antes, já tinha dado indicação e a entender que o CDS/PP deveria votar contra este Orçamento . Aquando da apresentação da TSU foi frontalmente contra. 


Numa posição de elevada postura e verticalidade demitiu-se de vice-presidente do CDS/PP nacional , assumindo as consequências do seu acto de rebeldia. Esta rebeldia é em defesa dos cidadãos que o elegeram pela Madeira e o que lhe diz a sua consciência.
Porém não se livra da abertura de um processo disciplinar. O CDS/PP nacional esclarece que o sentido de voto do partido em matérias como o Orçamento do Estado, Programa do Governo, moção de confiança ou moção de censura é da competência própria e intransmissível dos órgãos nacionais do partido, aplicando-se, como é sabido, o princípio da disciplina de voto.
Um deputado é candidato em listas de partidos, isoladamente ou em coligação , podendo as listas integrar cidadãos independentes. 
Os deputados são eleitos círculos eleitorais mas depois de ser eleitos , os deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos. 
Como se vê um deputado não passa de um mero funcionário do partido. Qualquer deputado para ser mesmo livre é passar a independente e sair do partido porque foi eleito.
O sistema politico e o sistema eleitoral deveriam consagrar a possibilidade de eleição de deputados independentes. Actualmente os deputados são escolhidos pelos chefes partidários  não concorre quem quer ou pretenda fazê-lo fora da esfera partidária.

JJ