Algumas ideias marcantes desta entrevista :
O Presidente deve chamar os três partidos imediatamente e dizer-lhes: vamos acabar com a conversa, vamos fazer um Governo de coligação e vamos traçar um programa, todos de acordo e vamos todos jurar que vamos cumpri-lo.
Não é esta história de dizer eu não já gosto, vou-me embora, não estou de acordo, não sabia. Como é que não sabem? Claro que sabem, o que é, é que se aproximam as eleições. Vamos esquecer as eleições. Vamos fazer isto e todos assumir o compromisso de defendermos uma única ideia.
A forma como estão a ser anunciados despedimentos na Função Pública :não se corta despesa de um dia para o outro . O corte da despesa por esta via deve ser enquadrado por um plano a vários anos. Só alguém que nunca fez um exercício de corte da despesa é que julga que isto se faz num ano, isto tem que envolver as pessoas, inclusive as que vão ser despedidas. Tem que se explicar o que lhes vai acontecer, se vão mudar de serviço ou não, quais as condições de indemnização.
O despedimento de milhares de contratados a prazo na Função Pública pode colocar em causa o funcionamento dos serviços.Tem que se pedir colaboração, porque os serviços não é só dizer corta ali dez pessoas. E depois, como é? Os serviços deixam de existir, os impostos deixam de ser cobrados apenas porque teve de se cortar neste tipo de despesa? Não. Isto são programas a três, quatro e cinco anos. Não se corta despesa de um dia para o outro.
Os partidos políticos continuam a pensar da mesma maneira de há 15 anos, 20 e 25 anos e não percebem que estão a perder a credibilidade.
Não percebem que o povo português, hoje, tem um grau de educação muito superior que há 30 anos e percebe exactamente as coisas. Começa a correr-se o risco de os partidos deixarem de ser credíveis.
Devia haver uma redução do número dos deputados à Assembleia da República, que actualmente é de 230.Se estamos em regime de austeridade, porque é que eu preciso de duzentos e tal deputados, porque é que eu não hei-de cortar, se a Austrália, que é muito maior que Portugal, tem 155 deputados. O Orçamento da Assembleia creio que são 100 milhões, porque é que não dizemos à Assembleia que 30% vão cair fora. Agora resolvam aquilo que vocês querem.
Uma entrevista tout court mas um tratado do que se deve fazer. Para quem se vai reformar está numa excelente forma. É uma pena se deixa de intervir publicamente.
JJ
A forma como estão a ser anunciados despedimentos na Função Pública :não se corta despesa de um dia para o outro . O corte da despesa por esta via deve ser enquadrado por um plano a vários anos. Só alguém que nunca fez um exercício de corte da despesa é que julga que isto se faz num ano, isto tem que envolver as pessoas, inclusive as que vão ser despedidas. Tem que se explicar o que lhes vai acontecer, se vão mudar de serviço ou não, quais as condições de indemnização.
O despedimento de milhares de contratados a prazo na Função Pública pode colocar em causa o funcionamento dos serviços.Tem que se pedir colaboração, porque os serviços não é só dizer corta ali dez pessoas. E depois, como é? Os serviços deixam de existir, os impostos deixam de ser cobrados apenas porque teve de se cortar neste tipo de despesa? Não. Isto são programas a três, quatro e cinco anos. Não se corta despesa de um dia para o outro.
Os partidos políticos continuam a pensar da mesma maneira de há 15 anos, 20 e 25 anos e não percebem que estão a perder a credibilidade.
Não percebem que o povo português, hoje, tem um grau de educação muito superior que há 30 anos e percebe exactamente as coisas. Começa a correr-se o risco de os partidos deixarem de ser credíveis.
Devia haver uma redução do número dos deputados à Assembleia da República, que actualmente é de 230.Se estamos em regime de austeridade, porque é que eu preciso de duzentos e tal deputados, porque é que eu não hei-de cortar, se a Austrália, que é muito maior que Portugal, tem 155 deputados. O Orçamento da Assembleia creio que são 100 milhões, porque é que não dizemos à Assembleia que 30% vão cair fora. Agora resolvam aquilo que vocês querem.
Uma entrevista tout court mas um tratado do que se deve fazer. Para quem se vai reformar está numa excelente forma. É uma pena se deixa de intervir publicamente.
JJ

