28/10/2012

A CAPITULAÇÃO …PERANTE A EUROPA E O PAÍS

1.Ao repassar na minha memória todas as opiniões dos “Opinion Makers” (formadores de opinião) deste País e sobretudo aqueles com responsabilidades Governativas, fico surpreendido por verificar que das análises explanadas sobre “a  crise”  e sobre o programa de “ajustamento” com a Tróica, sobretudo da parte do Sr. Victor Gaspar,- principal responsável pelo empobrecimento do País - não haver uma total abertura  e honestidade, no que se refere  aos pesados  impostos que sobrecarregam os cidadãos em Portugal.

2. A situação é tanto mais grave, por verificar, que quando o Sr. Gaspar se apresenta ao País, anunciando cada vez mais impostos, é sempre sob o rótulo da “inevitabilidade” e que não há outra alternativa.  Nunca ninguém é detentor da verdade total.
3.O Sr. Professor Doutor Victor Gaspar para se credibilizar já neste País – pois até já não tem confiança na sua folha de Excel – veio invocar, “como estandarte” o dinheiro que o Estado gastou na sua formação na Europa.
4. É triste, como é que este Professor, com créditos excepcionais na Europa e no mundo junto dos grandes decisores financeiros dos Bancos Internacionais, desce à rua e perante o país pretende de “motu proprio” mostrar as suas artes mágicas nas finanças, que a continuar neste Governo fará cair “esta Terra” com nove séculos de existência na mais vil pobreza e indigência que se prolongará por muitas gerações.
5.Este Senhor e o Governo ainda não se aperceberam que o “segredo” não está em Portugal e no “Portugal Profundo” das nossas gentes, humildes e trabalhadoras – pois é nestas que recai a canga mais pesada dos impostos – e que estão destroçando, com a fome, famílias inteiras e se tiverem qualquer dúvida, basta darem o primeiro passo, visitando os Postos da Cáritas.
6.Estes Senhores não se aperceberam que a crise - resultante da austeridade em Portugal - não pode ser resolvida, senão ao mais alto nível no Conselho Europeu, de Governo, para Governo – de Nação Soberana para Nação Soberana, de igual para igual?
7. Estes Senhores não se aperceberam ainda de que no Conselho Europeu está havendo uma reviravolta e que o “poder e as teorias da Srª. Merkel” estão perdendo brilho e força, porque o projecto imperial desta alemã - o caminho da austeridade - vai conduzir a Europa a um divórcio Europeu, fazendo ressuscitar os fascismos e a consequente destruição do euro?
8.Estes Senhores ainda não se aperceberam da visita recente que o sr. Mário Draghi fez ao Bundestag alemão, pois ainda não há a certeza que foi travada a implosão do euro - porque ainda não é um dado adquirido - e a UE deixará de ser um espaço de solidariedade e de bem-estar social e no mínimo a Europa viverá um empobrecimento profundo e será governada nestes anos, mais próximos, por Berlim que levará à destruição maciça de direitos na área do Trabalho, na Saúde e na Educação?
9.Estes Senhores ainda não se aperceberam que os elementos que compõem a Tróica são altos funcionários (2.º nível) ao Serviço da Srª. Merkel e das suas políticas, cujas políticas e contradições estão conduzindo a Europa e o sistema financeiro para soluções governativas antidemocráticas? É ali no Conselho Europeu que o Governo de Portugal deve explicar  a crise profunda de Portugal e não as contas da “sebenta”  do  Sr. Victor Gaspar presente a estes altos funcionários que cumprem ordens da Alemanha. Infelizmente, o responsável  deste  Governo, neste último Conselho Europeu entrou e saiu mudo. Estará este Senhor preparado?  
10.Será que só agora estes senhores se aperceberam de que o “programa do Sr. Gaspar” está precisando do apoio do PS para seguir por diante “este Orçamento” que vem e vai destruir o País, sobretudo a juventude, deixando marcas e destruição, ultrapassando, em larga escala, a erosão da juventude que foi vítima da guerra colonial?
11.Não é do alto púlpito das Jornadas Parlamentares do PSD e do CDS/PP que Paulo Portas convida as Instituições e o PS a juntarem-se ao Governo para cumprimento deste Orçamento. Onde estava Paulo Portas, neste ano e meio?
12. Creio que será tarde, pois ao longo de ano e meio, as propostas do PS, têm sido, ostensivamente, rejeitadas pelos partidos que compõem o arco da Governação. 
13. Além de muita incompetência tem havido falta de humildade democrática.







António Ramos