02 Julho 2012

CLUBE DE PENSADORES…UM DIVAGAR DE PEQUENAS REFLEXÕES



Hoje o Clube dos Pensadores é, sem dúvida, um espaço incontornável da liberdade de expressão em Portugal e um espaço único onde todos têm direito a opinar sem amarras nem constrangimentos (embora nem todos saibam aproveitar este espaço com grandeza e nobreza de espírito). Mas ao mesmo tempo o Clube é, sem dúvida, a alma e o espírito do Joaquim Jorge fortemente interligados que proporcionaram o seu êxito e projeção, transversal a toda a sociedade portuguesa. Como ponto de referência em que hoje se tornou, o seu estatuto também adquiriu uma outra dimensão com reflexos no aumento de responsabilidades dele (Joaquim Jorge) como fundador e de nós como corresponsáveis pela divulgação e sucesso de todo este projeto. Mas como tudo o que é marcante e tem sucesso, também traz à liça algumas contrariedades, quer de índole financeira, quer ainda na possibilidade de cada um trazer ainda uma maior valia ao Clube, com ideias, sugestões e até um outro tipo de contribuições para a sustentabilidade do próprio espaço. Falou-se aqui em organização formal (que não de índole jurídica), em orçamento sustentado e programado, em cotizações e até na possibilidade de outros membros substituírem o seu fundador em caso de impossibilidade deste.
Pois muito bem. Relativamente à organização formal parece-me que contraria um pouco este espírito naif e algo descomprometido do Clube que lhe granjeou êxito e respeitabilidade. Quanto à cotização sou integralmente contra, pois se existe uma conta, já do conhecimento público, cada um vai ajudando com o que pode, dentro das suas possibilidades e o que cada um contribui é da sua inteira responsabilidade. Substituir o Joaquim Jorge não me parece o caminho ideal, sendo mais a favor com aquilo que Joaquim Jorge já faz quando acha oportuno: delegar funções e responsabilidades em membros que vão falar do Clube nas várias situações que possam, eventualmente, ocorrer.
Meus caros o Clube precisa essencialmente de gente que o patrocine, de gente que dê ideias e contribua para o seu engrandecimento mas não tenhamos dúvidas, a «alma- mater» do Clube é Joaquim Jorge e no dia em que o seu fundador der por concluído o seu trabalho, o Clube morre com ele.


Daniel Braga 

3 comentários:

  1. Amigo Daniel Braga

    Excelente reflexão, e com a qual eu concordo totalmente.
    É evidente que quando o principal mentor e "motor" deste Clube tiver que por qualquer motivo deixar de estar ao seu serviço, nunca ninguèm poderá continuar este projecto...!
    Até porque,mesmo que tivesse muita força de vontade, jamais o conseguiria fazer com o mesmo carisma e a mesma qualidade.

    Um grande abraço

    Hercília Oliveira

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  2. Caro Daniel Braga, caros Pensadores,

    Lamentavelmente não pude estar presente no jantar.

    Não sei se sou um membro deste clube. Simplesmente assisti e tive o privilégio de participar em alguns debates. Entre mim e a génese do CdP existe uma partilha de espírito. Uma identificação absoluta com o conceito.
    O meu contributo mais relevante não pode ser com dinheiro (infelizmente), mas com participação, disponibilidade e divulgação.

    Não me sinto no direito de fazer grandes dissertações, apesar de considerar inevitável e urgente (como já tive oportunidade de dizer ao JJ) a formalização do clube em nada colocando em causa o seu espírito e respeitabilidade. Pelo contrário, apenas o fortalecia.

    Em relação ao fim do CdP com a eventual saída do seu grande líder e mentor, parece-me que apesar das palavras quererem ser simpáticas, são o maior atestado esterilidade que se pode passar a alguém que conseguiu transformar este nome (Clube dos Pensadores) numa referência do panorama cívico nacional. Um grande e carismático líder só o é se tiver obra feita. Joaquim Jorge tem-na. Com esforço dedicação e talento, conseguiu aquilo que a maioria de nós nunca conseguirá. Clube dos Pensadores.
    Uma verdadeira obra (como é o CdP) não pode cair, porque o seu criador atravessou a rua, deixou de a suportar e passou a apreciá-la.

    Já tive oportunidade de o dizer e reforço: contem comigo. Com as minhas mãos, com as minhas pernas e com o meu cérebro. É o que tenho de mais valiosos e é tudo o que posso dar.

    Abraço e desculpem se me alonguei.

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