Nicolas Sarkozy com os tumultos há uns anos atrás , em que a França ficou paralizada e a greve dos camionistas tinha o seu destino traçado. O protesto por vezes não tem efeitos imediatos mas abre espaço para no futuro se mudar o estado de coisas.
Com esta vitória desenha-se uma nova forma de abordagem da crise europeia que vai ter repercussões em Portugal.
Venceu outra receita contra a crise. A política de austeridade seguida até agora não é o único remédio. Hollande procura recompor o binónimo ajustamento e crescimento.Sem crescimento não se poderá reduzir o défice e é preciso flexibilizar os prazos de aplicação dos objectivos para redução do défice, para permitir políticas de impulso da economia.
Deste modo vamos ver em França outra forma de combater a crise , e não , esta miopia pró-défice. Essa capacidade de combater o gasto público com medidas efectivas para incentivar a economia serão uma boa janela de oportunidade para Portugal e os europeus.
Como diz Felipe González : « a austeridade até à morte leva à morte da Europa». A austeridade até á morte vai efectivamente conduzirmos até à morte. Quem não cresce não paga. O objectivo da economia é melhorar a vida diária das pessoas , como diz Paul Samuelson, prémio Nobel da Economia. Esta crise não só não protege os mais débeis como rouba os sonhos de milhares de famílias.
A economia deve estar ao serviço da cidadania e não dos mercados. O desemprego tem que baixar e principalmente o desemprego jovem. Estamos a desperdiçar uma geração com imenso talento.
A obsessão do défice , os falsos alarmes de quebras,as reformas anti-sociais por decreto-lei e os cortes continuados não nos estão a levar a uma via de saída.
Temos que seguir por outro caminho...
JJ

