22 Março 2012

Despesas do Governo

A ASPJ ( Associação Sindical dos Juízes Portugueses) , a partir de uma ordem judicial entregou no Ministério Público a documentação das despesas dos vários ministérios do Governo de Sócrates. Desejam apurar despesas com uso de cartões de crédito,telefones de uso pessoal por ministros,secretários de Estado,chefes de gabinete e despesas de representação.
 Ao abrigo da Lei de Acesso a Documentos da Administração , os respectivos ministérios foram obrigados a facultar toda a documentação de despesas. Porém, além da relutância , nem todos cumpriram esta ordem judicial.
 Não tenho a mínima dúvida que só os juízes tinham a capacidade para o fazer , porém sabe a revanche depois de terem perdido algumas benesses com o governo de Sócrates. Deste modo devem fazer o mesmo com o governo de Pedro Passos Coelho. Aliás tudo isto me faz muita confusão , por um lado os juízes fazem parte de um órgão de Soberania, que são os Tribunais , por outro lado não entendo como num órgão de Soberania pode existir um sindicato. Depois, qualquer governante deve ser contido no gasto de dinheiros públicos , auto- disciplinar-se e não gastar mais do que deve , sem abusos e atropelos. Por fim, nesta sociedade duvidamos de tudo e de todos e não confiamos em ninguém , daqui a pouco nem em nós próprios.
  Vivemos numa sociedade de suspeita, de dúvida,de discórdia, de melindre,corrupta, viciada,traiçoeira, de maus instintos,perigosa,malvada, perversa e difícil.


JJ

2 comentários:

  1. Esperemos que "isto" seja bem investigado, e havendo motivos sejam punidos, os que indevidamente procederam.

    A.Küttner

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  2. Quem devia ter denunciado a situação seriam os responsáveis pelo controlo de despesas nos ministérios.
    Consta-me que devem fidelidade ao Estado e não ao ministro.
    Além da responsabilidade que deverá ser assacada ao perpetrador do crime de delapidação de dinheiros públicos, deve ainda ser extraída a competente responsabilidade criminal de quem aceitou escriturar como legítimas despesas que o não são.
    As despesas ou têm cabimento nos parâmetros definidos ou não têm. Ou então aceita-se tudo e nem é preciso ninguém para analisar da legitimidade ou não das mesmas.
    Já parece o proverbial "patrão" português, que chega com uma mão cheia de despesas ao contabilista e lhe diz para levar tudo a despesas de representação da firma.
    Tudo: férias no estrangeiro com a legítima e a amante, a conta dos charutos, os almoços diários no restaurante conceituado, a despesa de mercearia mensal no Jumbo e aldecetera...
    Mas quem põe funcionários destes nos ministérios?

    O caixa d'óculos

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