Neste tempo de chuva intensa , foi por água abaixo , a ideia de os funcionários públicos poderem receber um dos subsídios para o ano. Depois da depressão do corte , veio a euforia da possibilidade de receber um dos subsídios , mas acabou na resignação , «do ter que ser». Miguel Relvas insistiu que o corte nos subsídios é inegociável.
A convicção que fica é que António José Seguro tudo fez para proteger um pouco os funcionários públicos desta razia que aí vem. Por outro lado Pedro Passos Coelho fica com o ónus da inflexibilidade e de não aceitar alternativas , isto é , todos pagarem este sacrifício.
Tudo não passou de um flop , um fiasco , goradas as expectativas. Compreende-se a folga orçamental para colmatar mais surpresas ou excesso de precaução para em anos de eleições dar algo. Porém estamos a lidar com pessoas e parece-me que estão a ignorar o impacto destas medidas. Até agora a austeridade fez uns arranhões , mas a partir deste mês e do próximo, no corte em parte do subsidio de Natal , a escalada vai subir e temos pela frente uma vida difícil,árdua , custosa,complicada, arriscada e perigosa. O que se passou é que foi para os portugueses mais uma carga de água e ficou mais uma vez claro como água que alguém quis pescar em águas turvas e trazia água no bico . O PS não levou a água ao seu moinho. Mas esta irredutibilidade do governo , de não ceder, ainda vai dar água pela barba. Penso que é preciso um pouco de água benta...
JJ
