A Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, carácter, comportamento) deve guiar o melhor comportamento e carácter que um cidadão deve ter no quotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, que se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos. Também se diferencia da lei, apesar de muitas leis terem na ética o seu pilar fundamental.
Vem a propósito das notícias que dão como certo os aumentos dos lucros dos bancos e grandes empresas nacionais e drástica diminuição dos impostos a pagar (pretensamente pelos lucros obtidos).
O BES pagou menos 23,4 M€ que o ano passado, apesar de ter subido o lucro em 12,4%. O BPI poupou 29,5 M€ também em relação a 2009. A PT não vai pagar o imposto de 570 M€ que qq mortal pagaria se tivesse uma mais-valia como a que a empresa teve com a venda da brasileira VIVO. O BCP poupou de impostos 27,2 M€ no mesmo período. Américo Amorim, o maior milionário português não paga qualquer imposto sobre as milionárias mais-valias que tem com a GALP.
E tudo isto é feito de forma legal.
Isto acontece porque o poder económico tem dinheiro suficiente para recrutar tropas de elite jurídica e financeira, a mesma que o Governo contrata (grandes sociedades de advogados) para assessoria na feitura da lei, à medida para os seus clientes.
Nestas circunstâncias a legislação apresenta “buracos”, adequadamente deixados na lei, que legaliza as operações que lesam o erário público em milhões de milhões de €uros todos os anos.
De facto é legal, mas não é ético nem moral. É um escândalo que raia a indecência, perpetrada por senhores que aparecem olimpicamente dar conselhos para o país sair da crise.
Estes grupos económicos ao fazerem isto estão a obrigar que o povo português pague por eles. Como o povo não pode fazer o que eles fazem, paga com língua de palmo. E aqui é que começa o cerne porque Portugal não pode sair da crise. O roubo “legal” é imenso e não há cofres que possam suportar esta sangria.
Estes senhores podem ficar a saber que as centenas ou milhões de milhões que conseguem “poupar” com engenhosas manobras, legais, não é nada mais que o roubo que fazem a cada português que paga impostos.
O que o Governo espera para acabar com estes escândalos?
Mário Russo
Vem a propósito das notícias que dão como certo os aumentos dos lucros dos bancos e grandes empresas nacionais e drástica diminuição dos impostos a pagar (pretensamente pelos lucros obtidos).
O BES pagou menos 23,4 M€ que o ano passado, apesar de ter subido o lucro em 12,4%. O BPI poupou 29,5 M€ também em relação a 2009. A PT não vai pagar o imposto de 570 M€ que qq mortal pagaria se tivesse uma mais-valia como a que a empresa teve com a venda da brasileira VIVO. O BCP poupou de impostos 27,2 M€ no mesmo período. Américo Amorim, o maior milionário português não paga qualquer imposto sobre as milionárias mais-valias que tem com a GALP.
E tudo isto é feito de forma legal.
Isto acontece porque o poder económico tem dinheiro suficiente para recrutar tropas de elite jurídica e financeira, a mesma que o Governo contrata (grandes sociedades de advogados) para assessoria na feitura da lei, à medida para os seus clientes.
Nestas circunstâncias a legislação apresenta “buracos”, adequadamente deixados na lei, que legaliza as operações que lesam o erário público em milhões de milhões de €uros todos os anos.
De facto é legal, mas não é ético nem moral. É um escândalo que raia a indecência, perpetrada por senhores que aparecem olimpicamente dar conselhos para o país sair da crise.
Estes grupos económicos ao fazerem isto estão a obrigar que o povo português pague por eles. Como o povo não pode fazer o que eles fazem, paga com língua de palmo. E aqui é que começa o cerne porque Portugal não pode sair da crise. O roubo “legal” é imenso e não há cofres que possam suportar esta sangria.
Estes senhores podem ficar a saber que as centenas ou milhões de milhões que conseguem “poupar” com engenhosas manobras, legais, não é nada mais que o roubo que fazem a cada português que paga impostos.
O que o Governo espera para acabar com estes escândalos?
Mário Russo

