
Mário Russo
Vivemos tempos conturbados não só em Portugal, como por esta Europa. As bolsas de valores, que são termómetros da economia, despencam num dia e sobem no outro em movimentos de sanfona, denunciando movimentações de manada.
Governos avançarem com medidas de austeridade, com terapias diferenciadas. Uns fazem cortes de despesas públicas, e o português aumenta os impostos.
Há quem defenda a suspensão temporária das grandes obras (faraónicas), enquanto outros defendem o seu contrário. Uns condenam os cortes salariais ditados por Sócrates no governo, a contragosto, enquanto outros as defendem porque são pedagógicas e indicadoras de um provável caminho a percorrer. Um exemplo que deve vir de cima.
Sócrates anda perdido. Os seus ministros também. Nas Obras Públicas está instaurado o caos com um ministro que é um profundo erro de casting que evidencia a confusão de liderança de Sócrates.
A União Europeia assobiou para o ar no decorrer da crise grega. A Sra.Merkl julgou que poderia deixar cair a Grécia, livrando-se deste fardo onde imperava o regabofe, mas depois arrependeu-se e apressou-se a apoiar um plano de emergência criando um fundo cujos contornos revelam o ziguezague táctico.
O governo português age por reacção e não por acção. O Estado foi colonizado por uma casta de marajás das Índias (veja-se o que gasta o nosso PM: 219 mil em telefone, 63 mil euros em flores para a casa oficial que não utiliza, 12 motoristas (deve ser para iniciar uma frota de táxis), um número de assessores por ministro que dá vergonha aos britânicos, pois temos 300% a mais. Gasta-se mais de 90 milhões em gasolina, mais de 2 milhões em viagens estrangeiro em executiva, 12 milhões em decorações de natal, mais de 92 milhões num ano em estudos para o novo aeroporto. Empresas públicas que não têm objecto mas vários administradores pagos a preços de ouro, com BMW e motoristas à porta. Bons exemplos onde se gasta à tripa forra.
Tudo isto é um enorme sinal do desnorte em que vivemos. Eu não sei se as medidas de austeridade que o nosso governo está a implementar são as necessárias e suficientes ou não, simplesmente porque não é possível acreditar nos dados que são passados para a opinião pública. Este governo não tem capital de confiança que convença o Rato Mikey a fazer seja o que for. O Presidente da Republica aquartelou-se na sua segunda eleição, que não se importa deixar cair o país. A oposição estrategicamente pretende ver o governo definhar e imolar-se no fogo que ateou, porque o que interessa é a sua agenda de ascensão ao poder, porque o país está em segundo lugar.
O país está parado. Não se tomam decisões (excepto as erradas) aos mais variados níveis da Administração, com reflexos no sector privado, que lhes segue as pisadas. O país aguarda por D. Sebastião.
A Europa precisa de um líder que se assuma definitivamente e seja o guia que aponte os caminhos, por mais duros que sejam. Tem de ter a determinação e audácia de quebrar barreiras e enfrentar, seja quem for. As tímidas, mas significativas palavras de Durão Barroso acerca do comportamento cretino dos políticos alemães acerca do euro foram uma leve chamada de atenção. Chegou a hora de Durão Barroso fazer jus ao seu nome e honrar os heróis portugueses do passado.
Em tempos de desnorte é que emergem os verdadeiros líderes. Se Durão não tiver medo, pode ficar para a história, como ficaram Koll, Miterrand e Delors. Se há uma crise na Europa, será no seu seio que se resolve, obrigando todos os países a aderir às terapias selectivas que permitam a salvação dos seus membros. Quem não estiver de acordo não terá acesso aos fundos europeus, nem ao fundo de emergência. Seja o que for, a Europa ou demonstra agora a sua união, ou estará à mercê dos abutres dos fundos especulativos. É hora de Durão Barroso assumir-se, se quiser ser lembrado.
Vivemos tempos conturbados não só em Portugal, como por esta Europa. As bolsas de valores, que são termómetros da economia, despencam num dia e sobem no outro em movimentos de sanfona, denunciando movimentações de manada.
Governos avançarem com medidas de austeridade, com terapias diferenciadas. Uns fazem cortes de despesas públicas, e o português aumenta os impostos.
Há quem defenda a suspensão temporária das grandes obras (faraónicas), enquanto outros defendem o seu contrário. Uns condenam os cortes salariais ditados por Sócrates no governo, a contragosto, enquanto outros as defendem porque são pedagógicas e indicadoras de um provável caminho a percorrer. Um exemplo que deve vir de cima.
Sócrates anda perdido. Os seus ministros também. Nas Obras Públicas está instaurado o caos com um ministro que é um profundo erro de casting que evidencia a confusão de liderança de Sócrates.
A União Europeia assobiou para o ar no decorrer da crise grega. A Sra.Merkl julgou que poderia deixar cair a Grécia, livrando-se deste fardo onde imperava o regabofe, mas depois arrependeu-se e apressou-se a apoiar um plano de emergência criando um fundo cujos contornos revelam o ziguezague táctico.
O governo português age por reacção e não por acção. O Estado foi colonizado por uma casta de marajás das Índias (veja-se o que gasta o nosso PM: 219 mil em telefone, 63 mil euros em flores para a casa oficial que não utiliza, 12 motoristas (deve ser para iniciar uma frota de táxis), um número de assessores por ministro que dá vergonha aos britânicos, pois temos 300% a mais. Gasta-se mais de 90 milhões em gasolina, mais de 2 milhões em viagens estrangeiro em executiva, 12 milhões em decorações de natal, mais de 92 milhões num ano em estudos para o novo aeroporto. Empresas públicas que não têm objecto mas vários administradores pagos a preços de ouro, com BMW e motoristas à porta. Bons exemplos onde se gasta à tripa forra.
Tudo isto é um enorme sinal do desnorte em que vivemos. Eu não sei se as medidas de austeridade que o nosso governo está a implementar são as necessárias e suficientes ou não, simplesmente porque não é possível acreditar nos dados que são passados para a opinião pública. Este governo não tem capital de confiança que convença o Rato Mikey a fazer seja o que for. O Presidente da Republica aquartelou-se na sua segunda eleição, que não se importa deixar cair o país. A oposição estrategicamente pretende ver o governo definhar e imolar-se no fogo que ateou, porque o que interessa é a sua agenda de ascensão ao poder, porque o país está em segundo lugar.
O país está parado. Não se tomam decisões (excepto as erradas) aos mais variados níveis da Administração, com reflexos no sector privado, que lhes segue as pisadas. O país aguarda por D. Sebastião.
A Europa precisa de um líder que se assuma definitivamente e seja o guia que aponte os caminhos, por mais duros que sejam. Tem de ter a determinação e audácia de quebrar barreiras e enfrentar, seja quem for. As tímidas, mas significativas palavras de Durão Barroso acerca do comportamento cretino dos políticos alemães acerca do euro foram uma leve chamada de atenção. Chegou a hora de Durão Barroso fazer jus ao seu nome e honrar os heróis portugueses do passado.
Em tempos de desnorte é que emergem os verdadeiros líderes. Se Durão não tiver medo, pode ficar para a história, como ficaram Koll, Miterrand e Delors. Se há uma crise na Europa, será no seu seio que se resolve, obrigando todos os países a aderir às terapias selectivas que permitam a salvação dos seus membros. Quem não estiver de acordo não terá acesso aos fundos europeus, nem ao fundo de emergência. Seja o que for, a Europa ou demonstra agora a sua união, ou estará à mercê dos abutres dos fundos especulativos. É hora de Durão Barroso assumir-se, se quiser ser lembrado.

