Mário Russo
O Clube dos Pensadores está de parabéns pelos seus 4 anos de vida ao serviço da liberdade e do pensamento. Nestes quatro anos realizaram-se mais de 40 debates sobre assuntos de relevo na vida do país, protagonizados por figuras de proa da vida nacional.
Discutiu-se a educação, a justiça, o sistema político, o sindicalismo e o trabalho, o ambiente, a corrupção, o desporto, a economia e finanças, o jornalismo, enfim, praticamente tudo o que deveria ser discutido no seu exacto momento, graças à perspicácia do fundador do Clube, o Biólogo e professor Joaquim Jorge.
Não me cabe fazer nenhum balanço, porque é tão positivo e evidente a importância cívica de que se reveste este laboratório de ideias que mantém a mesma áurea dos primeiros debates, que dispensa qualquer retórica em sua defesa.
Considero que é um serviço público, executado por pura carolice do seu mentor e animador, JJ, e de um restrito grupo de pessoas que lhe dão apoio, quantas vezes apenas moral.
O Clube não tem nenhuma estrutura profissional, porém actua com uma logística tão eficiente que parece que misteriosamente tem.
No entanto, há legitimidade para se perguntar o que é que o Clube, ou o Joaquim Jorge, em particular, pretendem fazer no futuro e como. Manter a actual organização apaixonada e platónica ou caminhar para uma estrutura organizada com personalidade jurídica?
Há vantagens em qualquer delas. Na primeira é simples acabar, basta o JJ não se dispor a organizar os debates e está ao assunto arrumado. No segundo caso já não será assim, porque os membros por que se terá de organizar, terão responsabilidades que os obrigarão a responder à missão que for estabelecida para o Clube.
O que o Clube tem realizado é mais que suficiente para justificar a qualidade da organização e a seriedade com que se executam os eventos. Como entidade não organizada juridicamente, não pode almejar a financiamento público para a realização de eventos. Se, ao contrário, passar a estar sob um regime jurídico, poderá pleitear financiamentos como tantas outras organizações não governamentais o têm feito e deles beneficiar. As vantagens de tal organização é que o alcance deste conceito revolucionário de participação, poderá chegar a mais locais, formando consciências e cidadãos melhor preparados para a participação pública.
Como se sabe, as sociedades estabelecem as suas prioridades de acordo com a sua cultura. Nós estamos sempre a dizer que os políticos que nos governam têm pouca qualidade, esquecendo que os mesmos emanam da sociedade, que equivale a dizer que é a própria sociedade que não produz cidadãos interventivos o suficiente para reverter o quadro.
O Clube dos Pensadores, neste aspecto, poderá constituir-se num instituto de debate político e fazer escola como fizeram os filósofos gregos e mais recentemente em Portugal, as célebres tertúlias de onde emergiram Antero, Garret, Guerra Junqueiro, Herculano, Pessoa, etc. Poderá, para além de realizar debates, organizar e suportar workshops para discussão de propostas de intervenção sócio-política.
Pelos 4 anos, é evidente a alegria de muitos que, como eu, beneficiam da existência de um Clube com esta dimensão ética, assim como o dever do preito de gratidão a Joaquim Jorge pela ideia original e a capacidade de conduzir e animar este fórum de germinantes pensamentos em prol de uma sociedade mais participativa.
A todos os convidados, que não nomeio para não esquecer de nenhum, e que nos têm brindado com a sua experiência rica e simpático convívio, cabe uma especial referência por estes 4 anos, de agradecimento e reconhecimento pela importância que tiveram em engrandecer esta marca Clube dos Pensadores. Sem eles dificilmente este conceito sobreviveria. Mas também a todos os membros e simpatizantes que mantêm vivo este instituto do pensamento livre e genuíno, sem amarras nem espartilhos, uma mensagem de apreço.
O Clube dos Pensadores está de parabéns pelos seus 4 anos de vida ao serviço da liberdade e do pensamento. Nestes quatro anos realizaram-se mais de 40 debates sobre assuntos de relevo na vida do país, protagonizados por figuras de proa da vida nacional.
Discutiu-se a educação, a justiça, o sistema político, o sindicalismo e o trabalho, o ambiente, a corrupção, o desporto, a economia e finanças, o jornalismo, enfim, praticamente tudo o que deveria ser discutido no seu exacto momento, graças à perspicácia do fundador do Clube, o Biólogo e professor Joaquim Jorge.
Não me cabe fazer nenhum balanço, porque é tão positivo e evidente a importância cívica de que se reveste este laboratório de ideias que mantém a mesma áurea dos primeiros debates, que dispensa qualquer retórica em sua defesa.
Considero que é um serviço público, executado por pura carolice do seu mentor e animador, JJ, e de um restrito grupo de pessoas que lhe dão apoio, quantas vezes apenas moral.
O Clube não tem nenhuma estrutura profissional, porém actua com uma logística tão eficiente que parece que misteriosamente tem.
No entanto, há legitimidade para se perguntar o que é que o Clube, ou o Joaquim Jorge, em particular, pretendem fazer no futuro e como. Manter a actual organização apaixonada e platónica ou caminhar para uma estrutura organizada com personalidade jurídica?
Há vantagens em qualquer delas. Na primeira é simples acabar, basta o JJ não se dispor a organizar os debates e está ao assunto arrumado. No segundo caso já não será assim, porque os membros por que se terá de organizar, terão responsabilidades que os obrigarão a responder à missão que for estabelecida para o Clube.
O que o Clube tem realizado é mais que suficiente para justificar a qualidade da organização e a seriedade com que se executam os eventos. Como entidade não organizada juridicamente, não pode almejar a financiamento público para a realização de eventos. Se, ao contrário, passar a estar sob um regime jurídico, poderá pleitear financiamentos como tantas outras organizações não governamentais o têm feito e deles beneficiar. As vantagens de tal organização é que o alcance deste conceito revolucionário de participação, poderá chegar a mais locais, formando consciências e cidadãos melhor preparados para a participação pública.
Como se sabe, as sociedades estabelecem as suas prioridades de acordo com a sua cultura. Nós estamos sempre a dizer que os políticos que nos governam têm pouca qualidade, esquecendo que os mesmos emanam da sociedade, que equivale a dizer que é a própria sociedade que não produz cidadãos interventivos o suficiente para reverter o quadro.
O Clube dos Pensadores, neste aspecto, poderá constituir-se num instituto de debate político e fazer escola como fizeram os filósofos gregos e mais recentemente em Portugal, as célebres tertúlias de onde emergiram Antero, Garret, Guerra Junqueiro, Herculano, Pessoa, etc. Poderá, para além de realizar debates, organizar e suportar workshops para discussão de propostas de intervenção sócio-política.
Pelos 4 anos, é evidente a alegria de muitos que, como eu, beneficiam da existência de um Clube com esta dimensão ética, assim como o dever do preito de gratidão a Joaquim Jorge pela ideia original e a capacidade de conduzir e animar este fórum de germinantes pensamentos em prol de uma sociedade mais participativa.
A todos os convidados, que não nomeio para não esquecer de nenhum, e que nos têm brindado com a sua experiência rica e simpático convívio, cabe uma especial referência por estes 4 anos, de agradecimento e reconhecimento pela importância que tiveram em engrandecer esta marca Clube dos Pensadores. Sem eles dificilmente este conceito sobreviveria. Mas também a todos os membros e simpatizantes que mantêm vivo este instituto do pensamento livre e genuíno, sem amarras nem espartilhos, uma mensagem de apreço.

