
José Carvalho
Não vão desaparecer os cépticos, os críticos, os inimigos etc, etc… Claro que não desaparecerão. O CP comemorou de forma simples, sóbria e simultâneamente elevada, o 4º aniversário da sua contribuição para a existência de um espaço para a reflexão e debate de ideias, por parte dos que não querem ficar apenas a ver televisão e à espera que alguém faça acontecer alguma coisa.
Uma das particularidades deste Clube é a sua capacidade para fazer discutir e trazer à baila, nos momentos certos, os assuntos e problemas certos. Este dia de aniversário foi marcado pela agudização, de forma violentíssima, da instabilidade financeira e do ataque que as agências de “rating” resolveram declarar contra o nosso País.
O Clube recebeu, como convidado especial neste dia, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia Luís Filipe Menezes que teve a seu lado, além do fundador do Clube Joaquim Jorge, o deputado europeu Diogo Feio e o juiz António Monteiro.
Além do clima de comemoração deste 4º aniversário, o que só por si justificaria a presença, este debate foi para mim um dos mais agradáveis de seguir. Claramente LFM não estava em perfeitas condições físicas, mas pareceu-me que as suas capacidades de análise e coragem de reflexão e afirmação foram reforçadas nesta ocasião. Sem atribuir exclusivas responsabilidades a nenhum dos “figurantes políticos” de hoje ou de há alguns anos atrás, analisou as dificuldades actuais e além de apontar a falta de “Um Desígnio” nacional, esboçou algumas responsabilidades do enquadramento europeu e mundial em que estão inseridos actualmente os países europeus, Portugal em particular.
A crítica à leviandade com que se encara, impondo a todos os mesmos critérios de execução, a inclusão de países com diferentes estágios de desenvolvimento industrial, económico e social, numa mesma organização supranacional sem as devidas e necessárias ponderações e respectivos mecanismos de compensação, será a maior responsável da actual situação. Correndo o risco de ter interpretado incorrectamente as palavras de LFM, fiquei com a impressão que o Presidente da CMG é da opinião (que eu agarro), que a União Europeia e a Globalização são dois dos males menores por que países como o nosso têm de optar.
Quem não aprecia as vantagens e a sensação de “bem estar” que a EU, o Euro e a Globalização proporcionam? Os custos destas sensações quando se traduzem? Será este o tempo? como se pagam? Que sensações virão a seguir? Durante quanto tempo? Quantos países darão as mãos com intenções solidárias?
Gostei de ouvir LFM, gostava de ter sentido mais acção, por parte de quem tem infinitamente mais influência que este “mal pensante”, quando da tomada das decisões que nos encaminharam para aqui.
Um país que não produz riqueza suficiente, que abandona por imposição, meios de criação de trabalho e riqueza (pescas, indústria, agricultura). Um país que sem prevenir a invasão dos que, sem condições de vida comparáveis, são mais facilmente explorados. Um país que simultâneamente permite concentrações da riqueza e fantásticas fugas de capital, não tem outra saída a curto ou médio prazo que não aquela com que os “Expert” agora enchem a boca: É necessário fazer sacrifícios, é necessário fazer poupança, é necessário “Forçar a bem ou a mal” a poupança. Dizem, e que difícil que é chegar a essa conclusão, que não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades.
Mais uma vez a culpa morrerá solteira, mas todos os que não tiveram capacidade para amealhar nos Off-shores vão saber e sentir o resultado e o efeito das soluções que irão ser encontradas para remediar os males provocados pelos “culpados”.
Parabéns ao CP por continuar tão actual e actuante, parabéns ao seu Presidente, Mobilizador e Fundador Joaquim Jorge
Não vão desaparecer os cépticos, os críticos, os inimigos etc, etc… Claro que não desaparecerão. O CP comemorou de forma simples, sóbria e simultâneamente elevada, o 4º aniversário da sua contribuição para a existência de um espaço para a reflexão e debate de ideias, por parte dos que não querem ficar apenas a ver televisão e à espera que alguém faça acontecer alguma coisa.
Uma das particularidades deste Clube é a sua capacidade para fazer discutir e trazer à baila, nos momentos certos, os assuntos e problemas certos. Este dia de aniversário foi marcado pela agudização, de forma violentíssima, da instabilidade financeira e do ataque que as agências de “rating” resolveram declarar contra o nosso País.
O Clube recebeu, como convidado especial neste dia, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia Luís Filipe Menezes que teve a seu lado, além do fundador do Clube Joaquim Jorge, o deputado europeu Diogo Feio e o juiz António Monteiro.
Além do clima de comemoração deste 4º aniversário, o que só por si justificaria a presença, este debate foi para mim um dos mais agradáveis de seguir. Claramente LFM não estava em perfeitas condições físicas, mas pareceu-me que as suas capacidades de análise e coragem de reflexão e afirmação foram reforçadas nesta ocasião. Sem atribuir exclusivas responsabilidades a nenhum dos “figurantes políticos” de hoje ou de há alguns anos atrás, analisou as dificuldades actuais e além de apontar a falta de “Um Desígnio” nacional, esboçou algumas responsabilidades do enquadramento europeu e mundial em que estão inseridos actualmente os países europeus, Portugal em particular.
A crítica à leviandade com que se encara, impondo a todos os mesmos critérios de execução, a inclusão de países com diferentes estágios de desenvolvimento industrial, económico e social, numa mesma organização supranacional sem as devidas e necessárias ponderações e respectivos mecanismos de compensação, será a maior responsável da actual situação. Correndo o risco de ter interpretado incorrectamente as palavras de LFM, fiquei com a impressão que o Presidente da CMG é da opinião (que eu agarro), que a União Europeia e a Globalização são dois dos males menores por que países como o nosso têm de optar.
Quem não aprecia as vantagens e a sensação de “bem estar” que a EU, o Euro e a Globalização proporcionam? Os custos destas sensações quando se traduzem? Será este o tempo? como se pagam? Que sensações virão a seguir? Durante quanto tempo? Quantos países darão as mãos com intenções solidárias?
Gostei de ouvir LFM, gostava de ter sentido mais acção, por parte de quem tem infinitamente mais influência que este “mal pensante”, quando da tomada das decisões que nos encaminharam para aqui.
Um país que não produz riqueza suficiente, que abandona por imposição, meios de criação de trabalho e riqueza (pescas, indústria, agricultura). Um país que sem prevenir a invasão dos que, sem condições de vida comparáveis, são mais facilmente explorados. Um país que simultâneamente permite concentrações da riqueza e fantásticas fugas de capital, não tem outra saída a curto ou médio prazo que não aquela com que os “Expert” agora enchem a boca: É necessário fazer sacrifícios, é necessário fazer poupança, é necessário “Forçar a bem ou a mal” a poupança. Dizem, e que difícil que é chegar a essa conclusão, que não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades.
Mais uma vez a culpa morrerá solteira, mas todos os que não tiveram capacidade para amealhar nos Off-shores vão saber e sentir o resultado e o efeito das soluções que irão ser encontradas para remediar os males provocados pelos “culpados”.
Parabéns ao CP por continuar tão actual e actuante, parabéns ao seu Presidente, Mobilizador e Fundador Joaquim Jorge

