25/06/2009

FACHADA



A MEMÓRIA NÃO TEM APENAS A INCIVILIDADE DE FALTAR QUANDO FAZ FALTA!?
No passado dia 16 deste mês, ao visitar este blogue, eu sim fiquei surpreendido com as atitudes sobre a fachada da capela de Santo Amaro, há muitos anos que foi demolida.
Em que o Sr. A.C. chama de “fachadas” e diz: “Não podia deixar de partilhar consigo e com todos os participantes e amigos do seu blog, uma imagem e um pensamento que hoje se apoderaram…”
Ao ler os comentários sobre este texto “fachada” fiquei novamente espantado com tamanha ignorância ou desconhecimento, excepto o comentário de Júlia Príncipe, que o achei muito oportuno e correcto.
Apetecendo-me recordar a frase de O.Orwell: “AQUELE QUE CONTROLA O PASSADO CONTROLA O FUTURO, AQUELE QUE CONTROLA O PRESENTE CONTROLA O PASSADO”
A defesa do património como a do ambiente deve ser preocupação de todos os cidadãos, e, estes, organizados ou não, devem usar de todos os meios lícitos, de todo o seu poder de mobilização para ajudarem a defender o que pertence a todos nós.
O que pretendo com esta muito modesta comunicação, è esclarecer que para muitos não seja necessário, pois continuo a defender que todos nós devemos preservar o nosso património, nomeadamente através de iniciativas conjugadas com o Poder Local, Central e Comunitário.
É esta riqueza do valioso património e para que essa riquíssima componente patrimonial não se venha a perder, como aconteceu com a demolição da capela de Santo Amaro, que foi construída em frente à doca, local onde está hoje o Mercado Municipal, daí o nome de Largo de Santo Amaro.
Assim sou da opinião que foi uma iniciativa de aplaudir, ao colocar a fachada da Capela de Santo Amaro no local mais perto da sua existência, talvez o cenário das suas traseiras não seja o melhor!
Então não é bonito quando vamos à quinta da Conceição e reparamos na fachada da entrada do Convento, não seria igualmente bonito, fazerem o mesmo com as pedras da Ponte do Carro?
POR ISSO, HÁ QUE ACOSTUMAR A MEMÓRIA!?
Em anexo um pouco da história da CAPELA DE SANTO AMARO e sua foto, extraída dum livro de Guilherme Felgueiras

JORGE CARVALHO