04/04/2009

Barak Obama é o ícone da esperança


Mário Russo

Antes víamos o ódio que era nutrido a George Bush. Atiravam-lhe tudo, até sapatos em plena conferência de imprensa. Com Obama é diferente. Por onde passa é ovacionado e querido. Magnetiza e infunde esperança e confiança por onde passa. Como presidente da maior economia da terra, muito recentemente temida e odiada, passou a ser nação querida e uma parceira nas soluções, impondo pela razão valores éticos e morais ao mundo.
Já não é a nação opressora, invasora e imperialista e isto faz a diferença numa era de graves acontecimentos na economia com repercussões sociais que devem ser limitadas antes que redundem em convulsões sociais.
Até a Rainha do Reino Unido quebrou o gélido protocolo ao pôr a mão na cintura da Primeira Dama dos EUA. É apenas um sintoma de que nada será como dantes com Barack Obama. Algo de bom está a mudar neste mundo pejado por quadrilhas de assaltantes de colarinho branco. Os valores que os antepassados queriam para os seus descendentes estão a ser resgatados. Quem ousar impedir terá os seus planos frustrados.
Por aqui, na nossa aldeia, continua o folhetim Freeportgate, como diz Joaquim Jorge, minando dia a dia a credibilidade deste governo, paralisando a sua acção. As metas em diversos dossiers não se cumprem por inércia. O QREN tem a sua aplicação atrasada. A meta na produção de energias alternativas está comprometida. As centrais de biomassa são um fiasco, de 16 apenas arrancaram 2, porque a burocracia para beneficiar uns compadres, deitou tudo a perder. Milhares de empregos não saem do papel.
Precisamos de um novo actor na nossa política. Precisamos de um Obama para sair também da crise profunda que se agrava a cada dia. Precisamos de um novo rosto, novas ideias e sem os vícios da mesma “tropa” de sempre.