17/04/2008

(DES)ACORDO NA EDUCAÇÃO


Joaquim Jorge

A actuação desta Ministra e deste Governo em relação aos professores foi algo que nunca se tinha visto depois do 25 de Abril .
A aproximação do 3ºperíodo , a época de exames , exige bom senso para não se prejudicar os alunos. Todavia o essencial ficou na mesma, restaurou-se um pouco de dignidade e respeito pelos professores.
Esta acalmia pode ser perene e as (re )negociações deverão ser abertas até 2009 , ano de eleições.
Mas ficou-me gravado na memória , o desrespeito por professores incapacitados de dar aulas, o concurso de titulares, perseguição de professores com chamada da polícia, incitamento à bufaria, desrespeito das leis criadas pelo Ministério, não auscultarem os sindicatos e os professores, dar enfoque excessivo às associações de pais que subsidiam, contratar crianças para aparecer na TV a trabalhar em PC`s com grande desenvoltura , dar trabalho para além das 40h , etc.
Vamos ver , mas falar de vitórias é excessivo , o tempo o dirá como sempre...

1 comentário:

  1. Sobre o acordo? Pouca coisa há a dizer, mas diga-se: o acordo era sobre o quê? Para que se procurava o acordo? Para os "alunos" saberem mais umas coisas ou para o ministerio poupar mais uns cobres? Não consegui descortinar. Se se pretender que na escola pública se aprendam umas coisas muita coisa terá de ser alterada. À cabeça as atitudes e comportamentos dos alunos, pois, pelo que se ouve, eles estão pelas/nas escolas como se está numa sala de estar. De seguida restaure-se, se se quiser que os professores ensinem e não guardem simplesmente os alunos, a capacidade de os professores porem na ordem( a da sociedade, pois então) os que não querem estar na ordem. Por último haja alguém que diga às cabeças pensantes do ministério que sejam estabelecidos objectivos claros sobre o que pretende da escola pública neste país e nos meios de os alcançar. Diga-se, se for esse o caso, às escolas que daqui em diante servirao de OTL's e o pessoal das mesmas fará a guarda dos petizes. Diga-se às escolas que terão de instruir(mas concedam-lhes as condições materiais e as imateriais) os petizes e elas hão-de instrui-los(no saber--matemática, biologia...-- ou no saber fazer-- se querem metalúrgicos, carpinteiros ou qualquer outro tipo de profissional-- ou no que se decida).Diga-se às escolas que elas apenas devenm educar para o saber estar que elas fá-lo-ão. Mas, acima de tudo, digam lá a essas cabeças pensantes que têm de se decidir sobre o que querem para as escolas públicas(as privadas continuam a sabê-lo e os privados sabedores também) e que depois o transmitam às escolas para estas saberem o que hão-de fazer. Digam-lhe que não as podem deixar neste transe de ninguém saber o que deve fazer, nem para quê.
    Digam-lhes lá que têm de estabelecer objectivos claros e precisos(sem equivocos e sem ambiguidades), mesmo que desacertados, pois se o forem alguém depois os há-de corrigir. Mas digam-lhe que precisa de ser feito e que isso é inadiável.
    Digam-lhe...
    Ah! pois o acordo. Era sobre o quê a negociação? Qual temática da negociação sobre a qual se queriam os contendores pôr em acordo? Não Sei, mas digam-lhe que ninguém os percebeu e ninguém percebe em que é que se puseram de acordo.
    Anónimo Z(de José Soares)

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