22/11/2007

SCOLARI


Joaquim Jorge

Scolari ao abandonar energicamente a sala de imprensa do estádio do Dragão, depois de ter conseguido a qualificação para o Euro2008, repudiando todas as críticas feitas pela comunicação social nos últimos jogos.

As suas frases proferidas mostram uma arrogância e um queixume, de mentalidade portuguesa e não brasileira que levam tudo com alegria e com um sorriso nos lábios.

Ditos como :"Portugal consegue a qualificação e o burro sou eu? O ruim sou eu? E Portugal qualificou onde? Na baía das almas? Ou vocês estão mal acostumados ou então não sei".

A sua irritação e a mania de pairar acima de todos , não só pelo que ganha como por ter agredido um jogador adversário é lamentável.
Primeiro tem obrigação de se qualificar e não mostrar que está mega -pressionado e que teve que descarregar nos jornalistas. Em Portugal já temos um primeiro-ministro que não gosta de críticas agora um seleccionador nacional . Era o que faltava! Por mim este Senhor ou muda de atitudes ou lá por ter bons resultados , porque o resto deixa muito a desejar ( exibições e condutas) , não tem o direito de viver num Mundo à parte.

Eu como português , detesto clubites e adoro a selecção nacional ,mas quero à frente da selecção de Portugal , alguém diferente e não tão turbulento e sempre com todo o tipo de desculpas .

Nunca ,mas mesmo nunca quando algo é evidente, fazer mea culpa , perceber que as coisas não são como ele acha que são, mas como na realidade acontecem.

Lembra-me o governo com o que diz e o que está a fazer ( cosmética e simulação) e a realidade da maioria dos portugueses em completa penúria e sentindo as agruras das políticas seguidas.

A conclusão que tiro é que ficou ressabiado com o ter que pedir desculpas pela sua agressão. Classificou-se e descarregou a sua fúria vangloriando-se que é o maior...

As pessoas valem pelo que são e pelos seus actos , não pelos cargos que desempenham e pelo que conseguem . Temos que saber como o conseguem e a forma como lá chegam . Essa é a lição que tenho tirado ao longo da minha vida.