Daniel Braga
Alerta lançado pela FENPROF e que serve de grito de alerta:" 20 000 professores podem vir a ter horário zero" . Pasme-se mais uma vez a machadada que lentamente agudiza e estrebucha na sua agonia o ensino. Fala-se em qualidade e atiram-se professores para o desemprego. Quer-se estabilidade mas criam-se instabilidades profundas aos seus agentes primeiros , os professores. Foi criado uma nova forma de avaliação para " primar a excelência" mas com o que está a acontecer com o concurso a professor titular é a não avaliação da competência científica e pedagógica , mas sim a avaliação da "competência do tacho e do cargo". Hoje os "competentes" não são os que exercem condignamente a profissão que um dia abraçaram, mas sim aqueles que dentro duma sala de aula são uma autêntica nulidade, mas que pavoneiam as suas frustações pelos corredores das escolas em cargos e tachos de conveniência pessoal. O que a tutela está perigosamente a criar é a desconfiança, a estimular a delação e a colocar professores contra professores, causando um mal-estar cada vez mais evidente. Quem perde com tudo isto? Os alunos, pois vão encontrar docentes desmotivados, humilhados na sua dignidade profissional, revoltados pelas desigualdades criadas e pela falta de coragem política de criar condições para uma maior dignificação e qualidade do ensino em Portugal.
professor de matemática, membro do clube , frequente e bloguista
Alerta lançado pela FENPROF e que serve de grito de alerta:" 20 000 professores podem vir a ter horário zero" . Pasme-se mais uma vez a machadada que lentamente agudiza e estrebucha na sua agonia o ensino. Fala-se em qualidade e atiram-se professores para o desemprego. Quer-se estabilidade mas criam-se instabilidades profundas aos seus agentes primeiros , os professores. Foi criado uma nova forma de avaliação para " primar a excelência" mas com o que está a acontecer com o concurso a professor titular é a não avaliação da competência científica e pedagógica , mas sim a avaliação da "competência do tacho e do cargo". Hoje os "competentes" não são os que exercem condignamente a profissão que um dia abraçaram, mas sim aqueles que dentro duma sala de aula são uma autêntica nulidade, mas que pavoneiam as suas frustações pelos corredores das escolas em cargos e tachos de conveniência pessoal. O que a tutela está perigosamente a criar é a desconfiança, a estimular a delação e a colocar professores contra professores, causando um mal-estar cada vez mais evidente. Quem perde com tudo isto? Os alunos, pois vão encontrar docentes desmotivados, humilhados na sua dignidade profissional, revoltados pelas desigualdades criadas e pela falta de coragem política de criar condições para uma maior dignificação e qualidade do ensino em Portugal.
professor de matemática, membro do clube , frequente e bloguista

