12/08/2007

IDEIAS K

mt



Uma pessoa que eu gosto muito, para me irritar (?) que eu sou uma "light-power", presunçosa, com a mania dos livros e das viagens. Tenho esses dois vícios, mais outros tantos que para aqui não interessam.
Não gosto de política. Mas, encontrei uma informação, que para aqueles que gostam de vir a este blog deve interessar:

• Think tanks & EU policy-making
http://www.euractiv.com/en/pa/think-tanks-eu-policy-making/article-142652

• Information on the most important EU-based think tanks
Think Tank Directory Europe
http://www.eu.thinktankdirectory.org

Mas, para não deixar de ser eu, recomendo, neste que parece ser o princípio do Verão, duas músicas e um lugar onde se não deve ir, neste tempo. Veneza. Gosto de Veneza longe da tribo que inunda o canal, com máquinas fotográficas, mochilas e sapato confortável e gente que faz o roteiro turístico, seguindo fio a pavio o que dizem os guias.

Veneza



A minha Veneza é outra, fria, com as pedras molhadas, de cachecol e chapéu, e onde me recolho ao fim da tarde, no café Florian, a tomar um chá quente e a ler. Ponho sempre as luvas no mesmo sítio, procuro a mesma mesa, e quando olho procuro a mesma coisa. Veneza é serena. Não é a minha cidade. Essa é outra. Mais ocre e quente. Mas em Veneza, um dia, fui verdadeiramente feliz, algures numa varanda sobre o canal, numa noite muito fria, mas de céu estrelado.


Cafe Florian - Piazza San Marco, Veneza


César Pavese escreve que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. Não é esta a minha verdade. Devemos sempre regressar, mas quando voltamos ali, nunca é o mesmo olhar que nos levou ali mesmo num noutro tempo. O que é verdade é que os tempos nunca se voltam a encontrar.

Gosto da frase que não me canso se (re) ler em Macbeth ,”let every man be master of his time”.
O filme “A idade da Inocência”, deixa-me sempre a pensar nos malditos desencontros que a vida nos dá. Paulo Portas, escreveu há muitos anos, um texto belíssimo, que guardo comigo dentro de um livro.
Surpreendam-se com as palavras:


E nestas noites de Verão, gosto muito de ouvir, no I pod na praia, no carro de janela aberta, no meu jardim já muito de noite, com o barulho da água:

Incognito


O filme “A idade da Inocência”, deixa-me sempre a pensar nos malditos desencontros que a vida nos dá. Paulo Portas, escreveu há muitos anos, um texto belíssimo, que guardo comigo dentro de um livro. Não o transcrevo porque um blogue o torna demasiado extenso.


No Verão apetece voltar a acreditar que há varandas onde podemos ser – voltar a ser – felizes.