17/07/2007

HERMÍNIO LOUREIRO


Ao Joaquim Jorge,

Gostaria de começar dizendo que me sinto triste por não poder estar presente em Vila Nova de Gaia nesta noite de convívio promovida pelo Clube. Só compromissos de natureza profissional que fazem com que esteja longe do Norte me impedem de participar, fisicamente, em mais este encontro.

Mas não sou capaz de dizer que não estou e calar o resto. E o resto é uma imensidão de palavras que não conseguirei reproduzir. O resto é um sem número de sentimentos que me fazem reflectir sobre o carácter quase único deste clube (e quanto Portugal teria a lucrar com mais exemplos). O resto é uma imensurável esperança de que este movimento continue a crescer e a ele se associem cada vez mais vozes que alarguem o seu espectro e consciência crítica.

Será que se é ou se está na política?

Eu não tenho dúvidas: estou na política. Ser eu sou cidadão, livre, capaz de reflectir sobre os problemas sociais, económicos, demográficos ou ideológicos do meu País.

E é por isso que estou na política e sou deste clube. É por isso que tenho pena de não estar hoje ao vosso lado, sentidamente e sem falsas palavras, porque este clube, a sua obra, o seu espaço e – permitam-me destacar – o seu grande timoneiro, Joaquim Jorge, merecem que o apoio cresça mais.

É na pluralidade que as democracias de emancipam. É na inteligência e no saber que uma nação cresce. É com este clube que o Norte de Portugal e o País demonstram vitalidade.

Parabéns a todos e até amanhã.

Hermínio Loureiro