23/06/2007

HELENA ROSETA - Eleições Lisboa



“Candidato-me a governar Lisboa porque não me conformo com o marasmo e o declínio da minha cidade. Lisboa está a perder o seu principal recurso que são as pessoas. Em apenas vinte anos perdeu mais de um terço dos seus habitantes. Uma cidade assim não é sustentável. O despovoamento de Lisboa não se resolve só em dois anos nem com medidas voluntaristas. Mas podemos desde já começar a inverter o ciclo, agindo sobre as principais causas. O envelhecimento demográfico combate-se abrindo novas oportunidades de residência e emprego na cidade. Para isso, é preciso pôr termo à desregulação do mercado imobiliário. E é preciso construir, de forma participada, uma nova visão para a cidade, que permita fazer convergir os esforços de todos os que decidem, trabalham, actuam e vivem na cidade. Coloco os interesse da cidade acima dos interesses partidários. Dediquei uma parte importante da minha vida a lutar, dentro de partidos políticos, pela qualidade da democracia e por uma vida melhor para as pessoas. Reconheço e respeito o espaço próprio de intervenção dos partidos políticos. Mas nos últimos dois anos, e em especial nos últimos meses, assistimos todos à incapacidade de entendimento e convergência que levou à queda da Câmara. Estamos num momento grave de crise do governo local e crise da cidade. Já vivi outras situações de emergência, como as cheias catastróficas de Cascais, em 1984, quando estava à frente Câmara Municipal. Sei por experiência própria que em situações de emergência governar implica ser capaz de envolver todos numa estratégia comum. Lisboa precisa de um Programa de Emergência para os próximos dois anos. Sou a única candidata em condições de o propor a todas as forças políticas e de obter em torno dele o máximo consenso.”

Um abraço
Helena Roseta