Daniel Braga
Timor vai entar numa nova fase da sua curta história como país
independente. Dois homens, duas visões diferentes de ver o mundo e o
País.
Um,José Ramos Horta, prémio nobel da paz em 1996, o grande arauto da
libertação do seu povo nos meandros da diplomacia e de dar a conhecer
ao mundo toda uma luta de resistência ao longo de 24 difíceis anos, o
outro, Francisco Guterres "Lu Olo" um homem da resistência e da
Fretilin, que combateu ao lado de Xanana Gusmão o opressor indonésio.
o primeiro apoiado por grande parte da sociedade civil timorense, por
alguns dos candidatos da primeira volta (Francisco "Lassama" de
Araújo, antigo dirigente da Renetil-organização estudantil da
resistência timorense,Lúcia Lobato do PSD local cujo Presidente é
Mário Carrascalãp, ex-governador de Timor no tempo indonésio,Xavier do
Amaral, primeiro secretário-geral da Fretilin, João Carrascalão ,
líder da UDT) e ainda Xanana Gusmão, actual Presidente da República e
a grande referência da luta heróica do seu povo. O segundo apoiado por
um dos candidatos da primeira volta (Manuel Tilman, antigo deputado da
ASDI no Parlamento Português e líder de um dos partidos timorenses
actualmente) e principalmente Mari Alkatiri, secretário-geral da
Fretilin e o grande rival de Xanana e Ramos Horta e com algum apoio
também nas franjas mais pobres da população timorense.
Perante estes dois mundos de ver o mundo e de lutar pelo bem estar
do seu povo terá que se pronunciar a população timorense, para que de
uma vez por todas desapareça e desanuvie este clima de guerrilha e de
insegurança que paira sobre o território e que faz com o
desenvolvimento se atrase ou se faça a conta-gotas, num país que
necessita urgentemente de paz para que o progresso seja efectivo e
para que o país não continue a ser eternamente adiado.
Eu, como timorense, estarei do lado do progresso e da estabilidade
daí o meu apoio incondicional a José Ramos Horta.
professor de matemática, timorense, membro do clube

