27/12/2017

MUDAR A PÁGINA





António Fernandes 

No PS-Braga, é preciso!

É senso comum de que a situação a que chegou a secção de Braga do Partido Socialista não pode continuar.
E não pode continuar por vários motivos.
Desde logo porque:
       “golpes de cintura”;
       “maquilhagem de ocasião”
       “vaidades saloias”;
       irresponsabilidade política;
       incapacidade limitante de liderança;
       vazio político ideológico;
       devaneio estrutural ao nível do comportamento;
       entre outros desvios políticos e sociais que não prestigiam o partido e muito menos aquilo que são os valores da republica e do socialismo democrático;
       assim como, a imagem nacional do Partido Socialista, as suas responsabilidades políticas locais e nacionais para com a cidadania em todas as vertentes problemáticas das populações que urge resolver e aquelas para que é necessário ter discernimento mas também, para a construção de um novo modelo de organização política e social que acompanhe as mudanças que acontecem em resultado de opções políticas e de necessidades sociais conjunturais presentes, com projeção no futuro.

Condições que exigem uma mudança profunda na forma desorientada e desorganizada que a classe dirigente da Secção de Braga do Partido Socialista tem vindo a dar mostra.
a)    Uma mudança consistente assente num conjunto de militantes com maior acutilância, sensibilidade e, politicamente melhor preparados;
b)    Uma mudança que entronque naquilo que são os princípios pelos quais o Partido Socialista se rege;
c)     Uma mudança de paradigma entre a militância por convicção e a militância por interesse.
d)    Uma mudança que reconheça a todos os militantes do PS no Concelho de Braga valia para as tarefas a desempenhar em prol das populações e da credibilidade política;
e)    MUDAR A PÁGINA!;
O Partido Socialista foi quem colocou a cidade de Braga no patamar nacional e internacional em que se encontra em diversos domínios ao ponte de, tendo perdido a eleição autárquica em 2013 e em 2017, continuar a ser, a sua marca d'agua de referência indelével.
Para além disso, o Partido Socialista que é o partido que governa o País após as eleições Legislativas de 2015, em minoria, facto pelo qual é apoiado por uma maioria de esquerda, com o sucesso nacional e internacional que lhe é reconhecido e em que inverteu todas as tendências negativas para a vida dos Portugueses assim como o continuo clima de austeridade então vigente incutindo uma nova dinâmica nas políticas gerais que geraram mais e melhor qualidade de vida em todos os setores sociais e das atividades económicas, mas também, todos os indicadores de confiança e de esperança para todos os Portugueses.
Não pode por isso, a Secção de Braga do Partido Socialista, destoar neste ciclo de recuperação da confiança publica que é reconhecida ao PS por todos os quadrantes e que, não é tida em conta pelo eleitorado da cidade de Braga, que governou durante quase quatro décadas, e em que deixou marca indelével incontornável e, incomparável.
Todos sabemos que o PS em Braga não se muniu de quadros políticos capazes para poder proceder à reestruturação da sua organização local e assim estar à altura das consequências que a Lei n.º 46/2005, de 29 de agosto lhe trouxe.
Lei essa que, como sabemos, foi aprovada na Assembleia da Republica  -X  Legislatura – por uma maioria absoluta do PS no Parlamento que dava suporte ao governo do País. Lei que só começou a produzir efeitos nas autárquicas de 2013.
Neste contexto,  a mudança de página ora pretendida é um acontecimento estritamente local por vicissitudes locais e nada mais do que isso.
Porque, o Partido Socialista, é um partido que sempre lutou pela liberdade e pela democracia.
Importa por isso que dê esse exemplo aos seus militantes e simpatizantes mas também, e sobre tudo, ao eleitorado e demais cidadãos em particular, no Concelho de Braga.