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| Valdemar F. Ribeiro |
A ÉTICA ENTRE OS CIDADÃOS
A propósito dos privilégios do
sr. Mário Soares e outros senhores “VIPS”
.
Eu , um simples cidadão pensante
, consciente de meu eu , quando morrer sei
que naturalmente meus átomos diluir-se-ão no espaço sideral aonde me insiro .
Para o meu “eu” , essa consciência do que sou apenas um
conjunto de simples átomos incarnados
fazendo parte de um colectivo humano que por sua vez faz parte de um universo transcendental
, é muito importante e me satisfaz obrigando-me a ter uma atitude
ética e respeitosa para com o mundo que me rodeia .
São lógicas simples ,
fundamentadas na ciência e não em teorias de um além aonde há
privilegiados DEUSES e seus acólitos terráqueos .
O facto de alguém , por ter
exercido um cargo administrativo no governo , ter mais privilégios do que os
outros cidadãos , não se justifica , se
a lógica for universal .
Quando se morre , o corpo físico
se transforma , e todos os seres sem excepção diluem-se no espaço físico atómico , nada mais , o resto são teorias de
alguns sapientes.
Ninguém , ao morrer , tem mais privilégios do outro lado da vida ,
gostem ou não .
Por quê alguém deve ter mais privilégios do que os outros cidadãos quando o conjunto de cidadãos é que fazem a nação ?
Por quê alguém deve ter mais privilégios do que os outros cidadãos quando o conjunto de cidadãos é que fazem a nação ?
É claro que quem trabalha mais
pode ter mais compensações compensando seu esforço físico ou mental mas nada mais do que isso , mas não se pode esquecer que o trabalho pode
ser interpretado com diferentes lógicas , algumas individuais e outras
universais .
O simples facto de alguém ser um
administrador exercendo cargos públicos ,
não o transforma em Deus .
Concluindo , o Sr. Mário Soares e
todos os administradores públicos
não podem ter mais privilégios do que os outros cidadãos comuns pois todos são
importantes para a nação .
Não é ético haver privilégios
para uns e sacrifícios para outros .

