07/11/2012

Crónica de Angola

Valdemar F. Ribeiro

A ÉTICA  ENTRE OS CIDADÃOS 

A propósito dos privilégios do sr.  Mário Soares e outros senhores “VIPS” .
Eu , um simples cidadão pensante , consciente de meu eu ,  quando morrer sei que naturalmente meus átomos diluir-se-ão no espaço sideral aonde me insiro .
Para o meu “eu” ,  essa consciência do que sou apenas um conjunto de  simples átomos incarnados fazendo parte de um colectivo humano que por sua vez  faz parte de um universo transcendental ,   é muito importante  e me satisfaz obrigando-me a ter uma  atitude  ética e respeitosa para com o mundo que me rodeia  .
São lógicas simples , fundamentadas na ciência    e  não em teorias de um além aonde há privilegiados DEUSES e seus acólitos terráqueos .
O facto de alguém , por ter exercido um cargo administrativo no governo , ter mais privilégios do que os outros cidadãos ,  não se justifica , se a lógica for universal .
Quando se morre , o corpo físico se transforma ,  e todos os seres     sem excepção diluem-se no espaço físico atómico , nada mais , o resto são teorias de alguns sapientes.
Ninguém , ao morrer ,  tem mais privilégios do outro lado da vida , gostem ou não .
Por quê  alguém deve ter mais privilégios do que os outros cidadãos  quando  o conjunto de cidadãos é que fazem a nação ?
É claro que quem trabalha mais pode ter mais compensações compensando seu esforço físico ou mental  mas nada mais do que isso ,  mas não se pode esquecer que o trabalho pode ser interpretado com diferentes lógicas , algumas individuais e outras universais .
O simples facto de alguém ser um administrador exercendo cargos públicos ,  não o transforma em Deus .
Concluindo , o Sr. Mário Soares  e  todos os administradores  públicos não podem ter mais privilégios do que os outros cidadãos comuns pois todos são importantes para a nação .
Não é ético haver privilégios para uns  e  sacrifícios para outros .