Caríssimo Jota, aqui segue a mensagem carinhosa prometida e devida. Bom jantar e felicidades para ti e para o nosso clube. Teu muito amigo, VicenteCaros amigos e distintos pensadores: com muita tristeza minha, não poderei estar convosco neste novo encontro de um clube pelo qual tenho um carinho muito especial e de que me sinto adepto genuíno desde o primeiro instante.
Estou prisioneiro, neste momento, no meu círculo insular, depois de ter andado dez dias a vaguear por outras ilhas atlânticas – e há tanto mar pelo meio.
Este clube é, a seu modo, também uma ilha que descobrimos e aonde aportamos com aquilo que considero mais precioso – cada vez mais precioso e mais raro nestes tempos de “melancolia democrática”: a liberdade de pensarmos pela nossa própria cabeça e o respeito pela diferença fecunda das ideias, experiências e vivências que gostamos de confrontar e partilhar.
Ausente mas presente, envio a todos – em especial ao pai-fundador desta tão simpática quão informal associação de gente livre, o Joaquim Jorge – uma saudação muito amiga, esperando estar convosco em breve.
Vicente