José Manuel Pereira
Sacode o capote
Faz um pinote
Duas de letra
Uma pirueta
E o mundo é teu.
Amarra o escravo
Não vale um chavo
A seguir amordaça
Não é da tua raça
E o mundo é teu.
É assim que tu fazes
Para depositar mais uma migalha
No teu banco
Que é do teu mundo
Que de nada te serve
(Para morrer basta estar vivo!)
Com ou sem escravo.
Julgas-te um Deus
Um grande Senhor
Que já mandas
Que dominas
Não precisas de nada, de ninguém.
Não pensas no outro
Só na sua silhueta
Por mais que pises
Não a esmagas.
Azar!
Não vais longe
Nem perto.
Pensa.
Olha-te.
Que vales? Nada.
Nem um vintém.
Ninguém.
engenheiro, escreve poemas por prazer, membro do clube

