22/07/2007

LFM


Joaquim Jorge

Luís Filipe Menezes, depois de analisar o resultado do Conselho Nacional de não permitir a existência de uma comissão independente para supervisionar as eleições directas, não deve avançar. Aquando da sua última disputa que partiu quase do zero e teve à volta de 45%, já foi uma vitória e não moral, foi uma vitória pela persistência o acreditar e envolver.
Não vem mal nenhum ao Mundo, que concorra sozinho , o Marques Mendes e que vença , para ele e os que o acompanham. O país tenho a certeza não o quer. Mas é o sistema partidocrático que temos , para se concorrer a primeiro-ministro tem que ser líder de um partido. Aliás já escrevi aqui no blogue e vai sair um artigo, em que eu acho, que alguém decente intelectualmente que assume o ónus da derrota mas por um passe de mágica volta a concorrer, não tirando as devidas ilações é algo Kafkiano. Mas pior é concorrer a uma eleição em que à priori, controla esse processo. Essa eleição não é credível e está inquinada.
José Sócrates agradece e a sua reeleição, está consumada, não por uma maioria, pois a contestação, já é grande, basta falar na rua com as pessoas, mas porventura com uma votação como teve António Costa.
Menezes, apesar de merecer uma oportunidade, não deve avançar, sobre o risco de voltar a perder, tem um projecto com aplicação em algumas áreas em Gaia, pensa e é mais acutilante. Não o querem, tudo bem… É pena, ainda vou ver a pedirem-lhe para que encabece a oposição em Portugal. Winston Churchill , foi primeiro-ministro aos 65 anos , para quem tem as iniciais L – lúcido , F – felino e M – medicatriz ( para o país), mais tarde ou mais cedo vai lá chegar é uma questão de tempo e ainda a tempo...