18/07/2007

IDEIAS K


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Hoje eu queria acordar num destes sítios, longe de tudo, deste barulho, de ti, para arrumar as coisas que tardo em pôr no sítio, e esquecer o perfume que elas já estiveram.

Blue Palace - Creta
Hotel Katikies- Santorini
Isola di San Giulio - Itália

«As ilhas são lugares peculiares. Classificam-se de acordo com critérios diversos: a sua distância da costa, a natureza do canal que dela as separa, a possibilidade de lá chegar a remos ou a nado. É nelas que melhor se percebe como o mar aproxima e como divide. As ilhas distinguem-se igualmente pela imagem que oferecem ou pela impressão que deixam: umas parecem flutuar ou afundar-se, outras parecem ancoradas ou petrificadas; estas não passam de fragmentos incompletos, arrancados à costa, aquelas largaram a tempo o continente e, independentes, bastam-se a si mesmas. Algumas permanecem numa desordem e num abandono mais ou menos completos, enquanto noutras tudo está arrumado, a ponto de se acreditar que é possível fazer reinar uma ordem ideal. Atribuem-se às ilhas estados de alma ou características humanas: também elas são solitárias, tranquilas, sequiosas, nuas, desertas, desconhecidas, malditas, afortunadas, às vezes felizes ou abençoadas. (…)”

Pedrag Matvejevic

E ter finalmente ter tempo para (re)ler

Marca D'Água de Joseph Brodsky – Um livro magnífico sobre Veneza. Mas não é “ um guia destinado a turistas de Verão. Trata-se do encontro de um homem estrangeiro com o lugar dos seus sonhos”.

Breviário Mediterrânico de Pedrag Matvejevic – “É um livro como deviam ser muitos livros: cada palavra e frase pressentem uma infinitude de outras coisas, uma evocação, uma enumeração, uma análise e um itinerário exaustivo. Passa por nós como o vento que nos branqueia a cara à vista do arquipélago das Elafitas, em Dubrovnik, ou com os reflexos do brilho da água quente de Rovinj, na Ístria. Breviário Mediterrânico é uma viagem como deveria ser cada viagem: completa, com o seu «alegre saber», e gradualmente mais leve e parecida com um fantasma de si própria: na memória e na nostalgia”

Um Outro Mar de Claudio Magris - "O desencanto é uma forma irónica, melancólica e aguerrida da esperança ".