17/06/2016

Banca para que te quero...


Li, hoje no Público. CGD, BES/Novo Banco, BCP e BPI com perdas no crédito de 17.000 milhões em cinco anos. Esta perda de créditos configura algo inenarrável para Portugal e os portugueses.É um forrobodó , em que se emprestava dinheiro à grande e à francesa. Não havia garantias desses créditos. 
Quem assinou essas ordens de créditos deveria responder criminalmente.

Não será muito difícil saber-se como tudo se processou. Não há vontade. A maioria das pessoas que concedou crédito indevido já está reformada e com os bolsos cheios de luvas ilícitas.
Uma vergonha, um escândalo e um crime de lesa-pátria.

Apetece-me dizer banca para que te quero . O melhor é pernas para que te quero e fugir desta gente. Não há volta a dar a este Portugal. Todos os dias há novas broncas e novos golpes e surripianços .Um país sem rei nem roque.

JJ

16/06/2016

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no Record




NOVIDADES NO FUTEBOL
O futebol tem novidades, mas não é por transferências de jogadores, mudança de treinadores, casos de corrupção ou declarações bombásticas. A FIFA aceitou as novas propostas do International Board, organismo que tutela os regulamentos. Muitas delas já entraram, em vigor, neste Europeu.
Aqui ficam as principais novidades:
1 – Pontapé de saída: já não é necessário tocar a bola para a frente no início do jogo ou no início da 2.ªparte. Pode fazê-lo para qualquer direção.
2 – Penálti e expulsão: o fim do triplo castigo. Se um jogador interrompe uma jogada de golo iminente com falta mas em correcta disputa, isto é, a tentar jogar a bola de forma legítima, marca-se penálti e o jogador verá cartão amarelo.
3 – Lesionados: jogador que precise de assistência, em campo, não terá necessariamente que sair do relvado para depois voltar a entrar.
4 – Interrupções: se algum suplente, técnico, delegado, médico ou massagista interrompem o jogo o árbitro marca livre directo e pode, no limite, marcar penálti. Até agora era bola ao ar.
5 – Relva mista: um relvado de futebol pode ter relva natural misturada com relva artificial.
6 – Beber água: se o jogo é interrompido para um ou vários jogadores beberem água, o árbitro toma nota do tempo e contará para o prolongamento provocado pelas paragens de jogo.
7 – Fora de jogo: as pernas e os braços deixam de contar para o off-side.
8 – Paradinha no penálti: a paradinha no penálti só é permitida antes de iniciar a corrida. Essa finta, usada por muitos jogadores, deixa de ser possível. Jogador que o faça é castigado com cartão amarelo.
Com novidades ou sem elas, Portugal, tal como eu previa e escrevi na semana passada, deu uma pálida imagem do que é capaz. Este empate contra a Islândia, a equipa teoricamente mais fraca do grupo, pode comprometer o nosso apuramento. A Hungria surpreendeu com a vitória sobre a Áustria por 2-0, mas principalmente pela qualidade do seu jogo e pelo seu conjunto.
Portugal passou de candidato ao título Europeu a tentar passar a fase de grupos à rasca. Tem que vencer a Áustria, mas para isso, tem que o demonstrar em campo. Acho uma tarefa possível mas nada fácil.
Nunca gosto nestas alturas de muitas festas, recepções, almoços e discursos. Gosto de contenção, concentração e humildade. O futebol vence-se em campo, e não, por declarações ou manifestações de apoio.
Tenho pena pelos nossos emigrantes, que não mereciam isto, mas é assim mesmo. Fale-se menos e jogue-se mais. Só no fim é que se deve falar do que se passou. Falar-se do que se acha que vai acontecer dá nisto. Menos bazófias e exageros, mais modéstia e simplicidade

O futebol tem novidades, mas não é por transferências de jogadores, mudança de treinadores, casos de corrupção ou declarações bombásticas. A FIFA aceitou as novas propostas do International Board, organismo que tutela os regulamentos.…
RECORD.XL.PT

Jantar de Amigos do Clube dia 29



No dia 29 de Junho , o CdP encerra o ciclo de debates. Para evitar sobrecarregar quem vem sempre aos jantares privados com o convidado de honra. Vai-se nesse dia realizar, também  o jantar de Amigos do Clube dos Pensadores, aberto a quem queira estar presente:
Inscrições : 22 3755431

Inscritos para o dia 29:

1-José Ângelo Pinto
2-Cláudia Bernardo
3-José Rodrigues
4-João Vieira
5- Vítor Vieira
6- Abel Guedes
7-- Filipe Melo
8 – Isabel Lima
9 - Simão Pedro
10 José Luís
11- Gracinha Tavares
12 -Álvaro Piedade
13- Tito Pinto 
14 – José Sampaio
15 – Mário Jaime 
16- Daniel Braga 
17- Maria João
18- Jorge Castro 
19- Carolina Graça
20- Joaquim Jorge 
21 - Maria Jacinta 
22 - Fernando Guilherme

15/06/2016

Selecção JJ - Charlie Wilson - I Still Have You [Soulpersona Remix 2013]



Opinião de Joaquim Jorge em destaque no Noticias ao Minuto






Ensino Particular vs. Ensino Público .

Ensino particular vs. Ensino público


Os portugueses, nos últimos tempos, têm assistido a várias manifestações sobre a escola. Umas a favor do ensino particular e colégios privados, outras a favor do ensino público e escolas públicas. No dia 18 de Junho haverá uma marcha em defesa da escola pública.
Esta polémica, numa recente sondagem para o Expresso e a SIC: metade dos portugueses (49,8%)   concorda com o Governo na revisão dos contratos de associação com colégios privados; pelo contrário, 39,7% dos portugueses mostraram estar em desacordo. Nota-se uma clivagem, evidente, entre o PS a favor da escola pública e o PSD e CDS a favor dos colégios privados.
Sou a favor da livre concorrência entre ensino público e privado. O ensino particular foi, é, e será, importante como complemento do ensino público. Muitos alunos no local onde residiam não havia uma escola do ensino público para frequentar.
Ao Estado ficava mais barato colocar alunos num colégio privado e financiar essa frequência do que fazer uma nova escola. Os pais dos alunos pagavam zero para o seu filho estudar num colégio privado que convivia e usufruía de todas as condições de um aluno que pagava uma substancial mensalidade.
A questão que se coloca neste diferendo é a defesa do bem público e o gasto público. Precisamos de uma classe política que sejam cidadãos simples, que se preocupam com que realmente é importante.
 A política é o momento, não é ser de direita ou de esquerda. O bem público não tem cor, nem ideologia. Não devemos ter pruridos em defender algo em que o PCP está de acordo, assim como Mário Nogueira da Fenprof.
O governo veio definir que só serão financiadas as escolas nas zonas onde não existe oferta pública ou, existindo esta oferta, mantém-se apenas o financiamento das turmas até que estes alunos acabem o ciclo de ensino que actualmente frequentam.
Por exemplo, um aluno está no 8.º ano fica no ensino particular até fazer o 9.º ano. Só depois, no secundário, no 10.º ano vai para uma escola pública.
Como infelizmente a natalidade decresceu drasticamente, há espaço para incorporar esses alunos nas escolas públicas.
Argumentar a liberdade de escolha entre público e privado seria se houvesse as mesmas condições. Mas não é isso que acontece. Frequentar o ensino privado paga-se ao contrário do ensino público. Argumentar que o Estado não cumpre os contratos e que os interrompeu é uma falácia. Se um contrato é ruinoso para o Estado deve ser denunciado e alterado.
Lembro-me de ter um amigo que se gabava que tinha o filho num colégio no Porto, e que desdenhava do ensino público. Mais tarde vim a saber que nada pagava do seu filho ao abrigo do contrato que esse colégio tinha com o Estado para ter alunos do ensino público, a custo zero.
Querer ter privilégios de ricos e pagamento de pobres, não é correcto.
O ensino público é gratuito, mas é o Estado que decide onde esse ensino é feito, não são os pais dos alunos, nem os professores, nem os alunos do ensino particular que o decidem. Se há pais que querem ter os seus filhos no ensino particular, podem fazê-lo mas têm que pagar. Não o podem fazer à custa de todos os portugueses.
Sermos pobres porque não se dispõem de recursos é triste. Mas sermos pobres porque não sabemos utilizar os recursos que temos ao nosso alcance é estupidez.
JJ

13/06/2016

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no ECONÓMICO


Será que vale a pena?
00:05 Joaquim Jorge, Fundador do Clube dos Pensadores

O sistema é avesso ao que não controla. Valha-nos que alguns partidos vão incorporando ideias de outros e da sociedade civil quando lhes dá jeito.

O fracasso eleitoral de Paulo Morais e Henrique Neto nas últimas eleições presidenciais deixou-me a pensar. Depois de tanto esforço o que conseguiram mudar? Já conseguirem as proposituras para concorrerem à presidência da República não foi pouco. É o mesmo que formar um partido político. Numas eleições legislativas alguns partidos têm menos votos dos que precisaram para se fundarem.

No fundo, estes dois candidatos com boas ideias prometeram mudanças e foram contra a hegemonia dos partidos políticos. A sua luta já vem de trás procurando criar alternativa às políticas vigentes. Encabeçaram a luta contra a corrupção, denúncia de intocáveis privilégios, contra a delegação de poderes, a responsabilização de quem exerce um cargo público e negam-se a participar na repartição de influências.

Eram pela recuperação de competências do Estado na educação e saúde. Reivindicam o direito universal à igualdade de oportunidades e à mudança da lei eleitoral. No seu 'staff' não tinham gente imputada nem suspeita de corrupção.

Então a que se deve esta votação tão fraca quando a maioria dos portugueses concorda com este tipo de discurso? Uma das respostas a este acontecimento é que o espaço político está ocupado pelos partidos políticos, principalmente pelo PS e PSD. Por outro lado, o efeito Marcelo Rebelo de Sousa secou tudo à sua volta.

Depois deste fracasso eleitoral, muitos acham razoável retirarem-se com dignidade e renunciar ao impossível. Outros acham que o coração tem razões que a própria razão desconhece. As razões não deixam de ser razões e o gosto por intervir e querer mudar as coisas suplantam todas as dificuldades. Põem roupa limpa e continuam.

Mas será que os portugueses, alguma vez, mudarão o seu sentido de voto? É bom para os portugueses terem a oportunidade de votar em gente séria, limpa e correcta. Muitos rir-se-ão e acharão risível, todavia causam sempre um determinado sobressalto. E só por isso vale a pena.

Manuel Monteiro também atirou a toalha ao chão. As suas intervenções continuam no âmbito da cidadania sem passar por sufrágio eleitoral. É alguém com boas ideias e pensamento político. Infelizmente, os espaços de debate e informativos passam pelos partidos políticos com assento parlamentar. Tem que se seguir sem desânimo. Mas será que vale a pena?

O 'establishement' não deixa espaço para além dos partidos políticos. A maioria das pessoas que pretendem emergir militam em partidos e como nada conseguiram dentro deles procuram fazê-lo fora. O sistema é avesso ao que não controla. Valha-nos que alguns partidos vão incorporando ideias de outros e da sociedade civil quando lhes dá jeito.


O sistema é avesso ao que não controla. Valha-nos que alguns partidos vão incorporando ideias de outros e da sociedade civil quando lhes dá jeito.
ECONOMICO.SAPO.PT

Jornal de Matosinhos



Excelente peça do Jornal de Matosinhos que acompanha o que o Clube dos Pensadores vai fazendo. Joaquim Jorge agradece muito , como alguém nascido nessa bela terra que é Matosinhos - S.  Mamede de Infesta. Ao contrário em Gaia, o jornal que vai saindo regularmente evita e nem fala do Clube dos Pensadores.  Deve ser para agradar a alguém! Que saudades de Luís Filipe Menezes... O Clube o que fazia chegava a sair na revista da CM Gaia e era entendido como uma mais-valia para a cidade de Gaia. Que diferença!

Uma tentativa de ignorar, a quem tem luz própria  e incomoda,porque na verdade não conseguem. Foi amplamente noticiado , televisão jornais nacionais e rádio. Os nossos agradecimentos ao director do JM; Pinto Soares e ao seu jornalista José Cameira.

10/06/2016

CM Gaia


Sinto-me triste e desiludido com as constantes notícias sobre Gaia. Agora foi Nuno Oliveira que foi exonerado num dia, mas no outro, vai continuar no Parque Biológico. Não percebo nada disto!
Tudo que acontece em Gaia nos últimos tempos são trapalhadas sobre trapalhadas. Falta de tacto e de lucidez .
Existe um clima de crispação constante sempre que há diferentes pontos de vista. Foi na VL9, foi a odisseia no Marés-Vivas, agora no Parque Biológico e noutras circunstâncias.
Este ambiente inquieto, constrangido, manipulador e de medo. Sente-se no ar uma pressão de quem não pensa, como quem está no executivo da CM Gaia.
Que saudades tenho de Luís Filipe Menezes. A propósito de Nuno Oliveira, um dia, perto da minha residência apercebi-me que os serviços da CM Gaia estavam a cortar umas árvores. Liguei para Luís Filipe Menezes e ele de imediato pôs-me em contacto com Nuno Oliveira. Nuno Oliveira explicou-me que as árvores que estavam a ser cortadas, as suas raízes estavam a danificar os alicerces das casas circundantes. Para ficar descansado que se iriam plantar no lugar das árvores abatidas outro tipo de árvores.
Luís Filipe Menezes perante um alerta de um cidadão, neste caso, Joaquim Jorge , biólogo , que é contra o corte de árvores. Entendeu essa critica por bem e procurou inteirar-se desse problema e resolvê-lo.
Que diferença!
Uma critica foi entendida como positiva e para o bem público, e não , como uma ataque pessoal ou outrem.
Tenho saudades de uma cidade de Gaia sem deslumbramento e com gente que governa para os cidadãos e com os cidadãos de Gaia. Nunca contra os cidadãos que tenham opiniões diferentes.
Uma cidade integradora , tolerante ,flexível e bondosa. E que aceite novas circunstâncias facilmente. Lamento mas não é isso que acontece.
Eu não sei o que anda a fazer a oposição em Gaia!? A começar pelo PSD, partido com responsabilidades porque foi poder durante muitos anos e é o maior partido da oposição.

JJ

Candidato à CM Porto


António Tavares lançou Marco António Costa como candidato à câmara do Porto em 2017. É importante tratar-se atempadamente de uma alternativa seja no Porto seja noutra cidade qualquer. A essência da democracia é o contraditório, políticas diferentes e perspectivas de abordagem dos vários assuntos que surgem numa cidade.
Uma coisa destas não se faz em cima da hora. Até para os eleitores irem assimilando as suas propostas e as suas ideias.
Depois há o processo de escolha dentro da distrital do PSD Porto. Virgílio Macedo actual presidente da distrital do PSD Porto em termos de estatutos não pode recandidatar-se.
Miguel Seabra presidente da concelhia tem sido uma voz activa nas críticas à actual gestão de Rui Moreira.
Mas uma coisa que é importante os sociais-democratas não se podem esquecer. Marco António Costa em Gaia apesar de ser o candidato à sucessão de Luís Filipe Menezes, à última da hora deixou o PSD sem candidato e muitos gaienses que apostavam na sua candidatura. Foi para Lisboa.
O que se seguiu está à vista…
Deste modo não me acredito que Marco António Costa seja o candidato do PSD no Porto. Marco António nunca foi a eleições para um cargo público. Marco António concorreu sempre em eleições internas do PSD sem haver outro candidato.
Deste modo, não tenho muitas dúvidas que será o candidato único para a distrital do Porto. O resto esqueçam.
O melhor candidato à cidade do Porto seria António Tavares , todavia o seu compromisso com a SCMP, não o permite. É importante as pessoas levarem até ao fim os seus projectos.
Mas, Miguel Seabra pela sua postura, pela experiência em Paranhos como autarca e, pelas suas posições de oposição constante e com argumentos é um candidato natural do PSD Porto.
Mas os jogos de bastidores e influências é que vão decidir o candidato. Mas também a figura de Rui Moreira que condiciona.
JJ

09/06/2016

Opinião de Joaquim Jorge em destaque no Noticias ao Minuto


Opinião de Joaquim Jorge sobre a Reforma da Segurança Social


Artigo de opinião de Joaquim Jorge no Record


A minha opinião sobre a selecção no Record. Não se iludam... A Estónia é muito fraquinha...
Tenho pena mas estou apreensivo. A nossa sorte é que o nosso grupo em que está a Islândia, Áustria e Hungria não é nada de especial.
RECORD.XL.PT

Reforma da Segurança Social




O PSD propôs uma comissão para discutir reforma da segurança social. Reconheço que é imperioso fazer uma reforma que tem que ver com o futuro dos actuais e vindouros pensionistas. É necessário um debate sério, construtivo, sem querelas partidárias e construir consensos indispensáveis. Todavia o PS, BE, PCP e "Os Verdes" rejeitaram a criação de uma comissão para esta reforma.
As pensões assentam no princípio de que são os activos de hoje que asseguram o pagamento das pensões de hoje. O critério de manter a natureza contributiva e o sistema de gerações sobrepostas, ou seja, não haverá corte de pensões a pagamento está errada.
Deve haver abertura para fazer cortes de pensões a pagamento de quem não fez descontos para usufruir dessa pensão. As pensões devem ser calculadas em função dos descontos feitos.
Em 2005 houve um aumento na idade da reforma que foi justificada pela insustentabilidade da segurança social. A idade da reforma passou dos 60 para os 65 anos com um período de transição de dez anos. Essa alteração que só terminava em 2015 foi antecipada para 2013.
Foi a insustentável leveza do ser (cortar direitos adquiridos) que vingou. Quem se reformou até 2005 teve um cálculo de pensão muito favorável, mas quem se reformou depois de 2005, foi sempre a perder direitos.
Os governos que se seguiram depois de 2005, continuaram a penalizar as pensões dos portugueses. Todavia, deveriam sim, proibir com efeitos imediatos, todo o tipo de benesses em forma de pensão ou subvenção vitalícia a políticos, dirigentes políticos, entre outros, antes dos 65 anos.
O lema seria uma pessoa - uma pensão. Mas o que acontece, é uma pessoa - uma pensão, porventura uma subvenção vitalícia e um emprego.
Portugal precisa de exemplos. Esse exemplo deve vir de quem faz as leis: governo e deputados. A convergência das pensões dos funcionários públicos com o regime geral da Segurança Social deve avançar gradualmente até se tornar igual. Para além desta convergência, é necessário reformular-se o cálculo das pensões. Não chega taxar pensões douradas. Eu sei que dá trabalho mas tem que se fazer: processo a processo. Deve aproveitar-se o momento para estabelecer regras limpas e de equidade.
Distribuir o mal pelas aldeias, como diz, o sábio povo. Não pode haver pensionistas de primeira, reformados até 2005, pensionistas de segunda reformados depois de 2005 até 2013, pensionistas de terceira reformados a partir de 2014, e assim sucessivamente. Tem que ser distribuído o sacrifício por todos sem excepção. A democracia deve consubstanciar elites pensantes, não elites com os bolsos cheios ou chico-espertos ou aproveitadores de leis enviesadas. Não pode haver, uns antes e outros depois.
Se fez descontos pelo que está a receber, nada a opor. Todavia se usufrui de uma pensão choruda, por um cargo exercido nos últimos anos e não pela sua efectiva contribuição para a Segurança Social ou Caixa Nacional de Aposentação, deve ser feito uma reanálise da sua pensão. Outros fizeram descontos mínimos e só nos últimos anos fizeram altos descontos para usufruírem de uma choruda pensão. Temos que reformular e reanalisar essas pensões para o bem comum. Só assim iremos a algum lado.
A regra de não se poder acumular a pensão com um vencimento deve ser um facto. Um bom exemplo de equidade, transparência e repartição dos sacrifícios por todos.
Nesta crise ao longo dos anos os direitos adquiridos têm sido postos em causa para o bem comum, então o princípio da não retroactividade, isto é, o que está para trás não se mexe (até 2005 e depois), terá que ser revisto. O Tribunal Constitucional não será com certeza insensível a esta questão.
A política é feita para abranger o bem-estar do maior número de pessoas e não de uns tantos.
A verdadeira reforma da segurança social é o recálculo das pensões mais antigas que não fizeram descontos correspondentes, e não, aumentar unicamente a taxa de sustentabilidade e a idade de reforma.
JJ

08/06/2016

Selecção JJ - Patti Austin - Smoke Gets in Your Eye



Humor


















enviado por Paula Carqueja