(...) Um político deve ter um vencimento digno de acordo com o seu cargo e ser tratado como qualquer cidadão que faz descontos e tem um emprego. As subvenções devem acabar de uma vez por todas. Ponto final! Custa-me pensar que não haja, dentro dos partidos ou fora deles, homens e mulheres
de alto valor moral e intelectual, animados pelo desejo de serem úteis à Nação e não pensarem neles próprios.
Sou contra os abusos, injustiças, favoritismos ou imoralidades. Esta atitude política tem que ser o exemplo e não cortar somente 10% das subvenções. Uma coisa é uma pensão de reforma, outra é uma subvenção vitalícia.
As subvenções públicas devem ser abolidas para quem as tem: membros do Governo, deputados, juízes do Tribunal Constitucional.
País pobre, sem recursos, intervencionado, em regime de protectorado não pode e não deve dar benesses a ninguém. Não há dinheiro, isso é para todos e não pode haver excepções. (...)
08/05/2015
Excerto de Pedagogia Cívica (3)
Primeiras eleições “livres”
07/05/2015
Excerto de Pedagogia Cívica (2)
A minha formação em Ciências, pouco tem a ver com Letras, mas há uns anos a esta parte verifico que escrever tem um poder assinalável de intervir e alertar. Os temas que mais me preocupam, por exemplo, são a política, em geral, alguns políticos e determinadas situações com as quais me
sinto mal quando tomo conhecimento. Faço-o para que tenha relevância pelos outros e para o bem-comum. Escrever, por outro lado, potencia a criatividade e a resolução de determinado problema. Escrevo sem medo e sem pensar nas consequências. As minhas ideias vão fluindo. Procuro
converter o complexo em simples. Muitas vezes, ouço críticas, outras vezes elogios. Charles Reade disse: “Semeia um pensamento e colhe um acto. Semeia um acto e colhe um hábito. Semeia um hábito e colhe um carácter. Semeia um carácter e colhe um destino”.
Não tenho dúvidas de que as minhas palavras, os meus pensamentos e as minhas ideias estão ligadas a uma finalidade: lutar pela cidadania, dar voz aos cidadãos, lutar pela sua participação activa, lutar pelos seus direitos,proporcionar mais e melhor democracia, etc.
Passe a jactância, não sei se é um destino, mas não deixarei de continuar a fazê-lo pelo uso da palavra
escrevendo ou falando.Tenho-me apercebido de que a minha escrita chega cada vez a mais gente, logo tem mais poder e influência.
Utilizo a internet no blogue e no Facebook, mas também em vários jornais de referência locais e nacionais. Tenho grande feedback do que digo e escrevo, o que é preocupante para alguns mas um prazer para muitos.
A minha escrita tem como finalidade melhorar. Quem é poder tudo o que faz está na arena pública, para o bem e para o mal. Não podem querer só aplausos. ( ...)
06/05/2015
Excerto do livro Pedagogia Cívica
(...) Neste país, há a mania de marcar o andamento de uma pessoa. De facto, a sociedade e quem a dirige diz-te que caminho tens que seguir, como tu deves actuar, onde ir, os restaurantes da moda ou discotecas in para onde ir de férias, como te deves vestir, como deves pensar e em quem deves
votar. O teu gosto não é para aqui chamado. Deves seguir à risca o estipulado socialmente. Há normas e costumes que se devem acatar de forma resignada, amorfa e insípida. Se
não o fizeres, és um herege e um alvo a abater. O teu maior problema foi fundares o Clube dos Pensadores e fazeres debates da forma como os fazes, pois há muito tempo que há
debates para todos os gostos, mas não como os teus. Porém, a forma como os fazes, os conduzes e quem convidas marca a diferença e faz escola. Os teus debates têm emoção, um pouco de magia e são únicos. Por isso, quando alguém é diferente, sai do normal e segue em contracorrente, começa por surpreender, chega a desagradar e, depois, como não conseguem modificá-lo,começam a prestar-lhe atenção, porque podem revoltar-se contra o que está estabelecido, contra o que está imposto.( ...)
(...) Fazer o que fazes não tem nada de extraordinário. É um dever e um privilégio que muita gente não o pode fazer. No fundo, algo que é absolutamente normal e natural, mas que Adolfo Suárez definiu como ser preciso “elevar à categoria de normal o que é normal”.
O problema é que há muita gente que não aceita que tu sejas apenas tu mesmo, que o teu copo pode ser pequeno, mas é só dele que bebes. Que tu estabeleças os teus objectivos,
segundo as tuas preferências e prioridades, que tenhas o pernicioso vírus da independência e que por si sejas um grão de areia na engrenagem que chateia toda a gente. (...)
RETOMA
Parece finalmente que vamos ter uma retoma económica, pela ajuda da queda do preço do petróleo, pela depreciação do euro e pelo BCE.
O problema é o que acontecerá depois de estes três efeitos desaparecerem. Todavia acho que vamos continuar a sentir a crise nos próximos anos. Em Portugal seria importante que a economia se tornasse auto-sustentada.
JJ
05/05/2015
COELHO EM LATA OU LATA DE COELHO
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| Hercília Oliveira |
O banho
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| Carla Ribeiro |
A música suave A água corria na banheira. Recostei-me na banheira O meu corpo relaxado. Fechei os olhos. Entras-te, mas não te ouvi. Colocaste pétalas na água, E suavemente, beijaste os meus lábios. Abracei-te e puxei-te para dentro da banheira. O teu corpo deslizou suavemente. Lentamente, despi a tua roupa. Queria sentir o teu corpo no meu. As tuas mãos percorriam o meu corpo Os teus beijos incessantemente procuravam os meus. Os nossos corpos flutuavam na água Procurando-se para se acariciarem. Puxaste-me para ti. Senti as tuas mãos nas minhas nádegas A tua boca beijava o meu peito. Deleitei-me ao prazer de te sentir. Todo o meu corpo desejava o teu. Os teus beijos percorreram o meu corpo As tuas mãos procuravam o meu sentir. Afastaste as minhas pernas e a tua mão tocou-me Sentiste o meu corpo estremecer de desejo. A tua língua ardente de desejo percorria-me. Acariciaste a minha vulva Soltaram-se suspiros e gemidos de prazer. Sentia todo o teu corpo desejar o meu. Suspiros, gemidos, sussurros de prazer e paixão. Mergulhávamos os nossos corpos na água, Como que se buscassem novos prazeres. E ao som da música suave, Os nossos corpos, fundiam-se num só. Numa dança, num bailado De desejo, de Amar, de paixão. As minhas camoesas eram agora tuas, O meu desejo era teu. Oferecia-te todo o meu sentir. Amamo-nos, sem receios, sem pudor, Queríamos apenas nos oferecer o desejo de sentir, De nos Amarmos.
04/05/2015
Livro
Dia 25 de Maio é um dia especial para mim. Este livro é uma súmula do trabalho que venho ,há uns anos a esta parte, a desenvolver no Clube dos Pensadores.Gostava muito que estivessem presentes, por mim , pelo Clube, pelo que representa, independentemente de quem vai apresentar a obra... Por outro lado, ninguém tem a obrigação ou o dever de estar presente. O Clube é um free space.
"Numa sala repleta de comunicação social, onde meio milhar de pessoas acorreu a matar a curiosidade de longa data sobre a obra que retrata todos os eventos, foi uma noite de glória para o inconformista pensador que tem tido a ousadia de discutir em público os tabus do nosso quotidiano e tem conseguido, para isso, a colaboração e presença de figuras públicas dos mais diversos quadrantes da sociedade.
Joaquim Jorge continua a "ousar pensar".Contundente e sempre muito atento, foi afirmando a sua posição e é hoje objecto de notícias permanentes na maior parte dos órgãos da comunicação social portuguesa.
Criou um espaço público de debate de ideias que é inédito na sociedade ocidental contemporânea, para que tem convidado personalidades de incontornável preponderância na gestão dos destinos nacionais".
nota: até à data de lançamento de Pedagogia Cívica deixarei aqui pequenos enxertos de textos do livro.
Clube dos Pensadores lamenta morte de Tereza Halliday
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| Tereza Halliday |
Há pessoas que nunca conhecemos mas gostamos. Esta era uma delas. Este espaço perdeu alguém com valor erudito e de educação extrema. E, que os seus escritos iam para além da crónica política.
Um dia enviou-me esta mensagem:
O Clube dos Pensadores lamenta profundamente o falecimento, na madrugada de sexta-feira , no dia 24 de Abril, Foi professora do curso de Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco.
Uma homenagem póstuma à minha querida amiga Tereza Halliday e do Clube, com um texto escrito por Isabel Carmo ( também já não está connosco).
MULHER!
Mulher! Como inspira a tua tolerância!
Mulher, onde a beleza é indescritível
Mulher, flor de doce fragrância
Mulher meiga de beijos de mel…
Mulher vestida de elegância…
Às vezes de lágrimas de dor
De sorrisos de feiticeira
Sem que seja entendido o seu amor…
Mulher, mãe dedicada
Nem sempre apreciada.
Mulher sofredora,
Nem sempre respeitada
Mas sempre boa trabalhadora…
Mulher de responsabilidade
Que faz da sua lealdade
A bandeira da vida…
Mulher Mãe!
Doce Mãe querida,
Sofredora se já mãe não tem…
Mulher amante
Dando todo o seu amor
É como um precioso diamante
Cheio de brilho e esplendor…
Isabel Carmo
03/05/2015
MÃE
Para Sempre
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
02/05/2015
Como os pilotos da TAP afundam a companhia de bandeira
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| Mário Russo |
01/05/2015
Manuela Moura Guedes sem papas na língua na Clube dos Pensadores
A jornalista Manuela Moura Guedes
(MMG), é uma pessoa incómoda sobretudo para o poder instituído, seja ele qual
for. Pelo seu prestígio nacional, Joaquim Jorge convidou-a para dissertar sobre
o jornalismo, política e a liberdade de imprensa em Portugal. Depois da
habitual bem estruturada apresentação do convidado, neste caso, convidada, Joaquim
Jorge deu a palavra à distinta jornalista que começou por fazer uma resenha do
início da sua carreira de jornalista e a sua passagem pela política, onde foi
independente nas listas do CDS. A sua versatilidade e talento levaram-na ao
mundo da música, tendo editado um álbum que foi o mais vendido em Portugal na
década de 80.![]() |
| Mário Russo |
Manuela Moura Guedes, no Clube dos Pensadores, falou de jornalismo e de Sócrates
Manuela Moura Guedes no 92.º debate do Clube dos
Pensadores mostrou mágoa e tristeza pela
incompreensão da forma como sempre procurou fazer jornalismo. ![]() |
| Maria João |








































