14/04/2015

Joana Amaral Dias, no Clube dos Pensadores, esteve endiabrada e convicta de um bom resultado do AG!R



Com o mote de "É saudável ser louco" , Joana Amaral Dias começou por agradecer o convite e a presença do fundador AG!R, Nuno Ramos de Almeida e   "Que se lixe a troika" . Joaquim Jorge aproveitou para dizer que isso mostra a abertura do Clube a todas as correntes de opinião e tolerância democrática. Relembrando que o movimento “Que se lixe a troika” tinha realizado a  manifestação “Grândola Vila Morena” aquando da presença do ex-ministro Miguel Relvas, tendo-se tornado um acontecimento nacional e consequente queda do Ministro e que pôs em risco a realização do debate.

Joana Amaral Dias disse que vinha para uma conversa aberta e franca e ser necessário união para discutir valores democráticos e republicanos. A propósito da sua saída do BE,Joana Amaral Dias relembrou uma frase de seu Pai Carlos Amaral Dias "só tu para seres rebelde até no Bloco de Esquerda".

Sobre o que disse Joana Amaral Dias na sua introdução.

Breve esclarecimento e propostas do movimento AG!R:
Nas manifestações estiverem presentes pessoas de esquerda e de direita, pessoas com longo trabalho politico e outras que nunca tinham participado e sem posicionamento politico, desempregados, monárquicos e anárquicos, ou seja, estavam pessoas de todos os quadrantes.
- Ouvir as pessoas e fazer "escuta activa". Olhar com olhos de ver e escutar com ouvidos de ouvir!
- denominadores comuns nas manifestações :
saber ouvir e saber representar as necessidades das pessoas.
respostas concretas para os problemas das pessoas que precisam de soluções urgentes
Escutar Ideias das pessoas.

Há uma minoria egoísta que se apropria do sistema 3 eixos do movimento AG!R:

a)1º Combate à corrupção sem tréguas!
Muitas vezes uma corrupção do próprio estado, como por exemplo VISTOS GOLD: vender a bandeira portuguesa a quem quer lavar dinheiro e fechar as portas a quem vir trabalhar e produzir .
Com a carga fiscal asfixiante o que nos impede de fazer progredir o país, para pagar a divida que na maioria pertencem às PPPs! Queremos saber para que serve o nosso dinheiro. Desde 2008, 86,6 mil milhões só dos bancos!
b)2º Poder económico tem que estar subordinado ao poder politico. A Economia tem que servir o cidadão e não o contrário. Possibilidade de escolher o modelo económico que queremos."Este modelo económico não foi decidido nem escolhido por nós cidadãos"
c)3º Aprofundamento da democracia. Há um abismo entre os cidadãos e a classe politica. É preciso realizar, referendos e legislação de iniciativa popular.
Democracia participativa e fazer com que os cidadãos não se afastem cada vez mais da politica! Há um punhado de gente medíocre que se julga proprietária da democracia! É necessário mudar e tirar-lhes esse poder.
Temos que arregaçar as mangas e pôr mãos à obra!

AG!R - É uma associação politica que não tem posicionamento politico de direita ou de esquerda.

Se for eleita deputada faz coligação com António Costa ? Joana Amarala Dias respondeu : «Não».
Está mais preocupado com os reais problemas do país e unir as pessoas que têm problemas comuns: desemprego, reformas, falta de capacidade produtiva do país, pagamento da divida, etc... pessoas essas que estão a ser castigadas com a austeridade.
trabalhar a assembleia do cidadão ; vários debates e várias discussões.
Não recolhemos as 7.500 assinaturas porque achamos que não é justo que o tenhamos que fazer.
Quem decide se um partido politico é legitimo ou não, são os cidadãos e não o Estado.
Não são o partido dos indignados.
Queremos ser governo: construir a batalha e começar a casa com os alicerces e as fundações!
Queremos disputar o poder e achamos que temos direitos para isso! Porque não podemos ser governo!? Somos cidadãos como os outros.Não quero ser muleta de ninguém!

A uma pergunta de Joaquim Jorge se aceita um pacto pré-eleitoral com o Livre e outras forças políticas? Joana disse ,«que sim, está aberta a discussões sobre ideias , propostas em defesa dos cidadãos».
é fundamental resgatar valores democratas e republicanos que foram perdidos

Maria João
Joaquim Jorge em tom de brincadeira pediu a Joana Amaral Dias para traçar o perfil psicológico do Clube dos Pensadores. Joana fugiu à pergunta dizendo que não mistura vida política com vida profissional , sendo psicóloga. Mas lá acabou por dizer que estima todas as iniciativas que trazem pessoas a debater e que sejam fora de Lisboa pois existe a hiper- centralização de Lisboa.

Assistiram ao debate mais de 100 pessoas , mais as que acompanharam em directo via online no blogue do Clube ( à volta de 80 pessoas).


13/04/2015






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Clube dos Pensadores (CdP) recebe Joana Amaral Dias



Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores ( CdP) convidou Joana Amaral Dias para estar presente no dia 13 de Abril , segunda-feira, pelas 21h30 , no Hotel Holiday Inn.

O CdP continua a ouvir e a debater com personalidades distintas e com pensamento diverso no espectro político português.

Joana Amaral Dias foi uma destacada militante do Bloco de Esquerda (BE) : deputada à Assembleia da República e fez parte da Mesa Nacional do BE. Mais tarde começaram as divergências e o afastamento com o BE, por ter apoiado Mário Soares à presidência da República em 2006 e pela possibilidade de poder integrar as listas do PS às eleições legislativas em 2009.
Em Maio de 2014,acabou por se desfiliar do BE.

Recentemente Joana Amaral Dias formou o grupo político Agir. O Agir vai concorrer às próximas eleições legislativas coligado com o PTP ( Partido Trabalhista Português) e mudou a sua designação para PTP/Ag!r ( com ponto de exclamação no lugar do i). As listas vão incluir Joana Amaral Dias e Nuno Ramos de Almeida dinamizador do Ag!r e do movimento ‘”Que se lixe a troika”,que esteve por detrás da célebre manifestação do “ Grândola Vila Morena” no Clube dos Pensadores em que o ex-ministro Miguel Relvas foi interrompido e levou mais tarde à sua demissão.
Joana Amaral Dias tem um discurso : contra a corrupção; direito a escolher o modelo económico; salvaguarda dos serviços públicos; somar gente à democracia.

É importante unir camadas sociais e politicas diferentes. Todavia parece-me que a esquerda está muito fragmentada. Se o PS de António Costa vencer as próximas eleições e não tiver maioria absoluta vai precisar de somar e não de dividir. O problema é que grande parte da população sente-se excluída do processo democrático e não consegue reconhecer-se no leque de representação. À esquerda do PS , existe o BE, o PCP, o Livre e agora o PTP/Ag!r.

Este ano de 2015 , passaram pelo CdP, Sobrinho Simões, Rui Rio , Miguel Cadilhe no 9.ºaniversário e recentemente António Costa.

CdP





hoje noticia do debate pág.10

12/04/2015





Armando Sevinate Pinto



Miguel Mota 
Como foi amplamente noticiado na comunicação social, faleceu no dia 29 de março o Engenheiro Agrónomo Armando Sevinate Pinto. Era um especialista de alto nível em Economia Agrícola, que exerceu elevadas funções no Ministério da Agricultura português, na Comissão Europeia e foi ministro da Agricultura no governo de Durão Barroso. Grande apaixonado pela terra, foi valiosa a sua contribuição para várias instituições.
Estive com ele por duas vezes no seu gabinete em Bruxelas, quando ele era Director do FEOGA (Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola), sendo responsável pela distribuição de muitos milhões de contos. Os temas que fui tratar eram principalmente os relativos às escassas verbas que a então CEE dedicava à investigação agronómica, o que eu considerava um erro.
Nem sempre concordei com o Sevinate Pinto. Por exemplo, num jantar na Ordem dos Engenheiros, em que participou quando era ministro, critiquei, no debate, a fusão do Instituto Nacional de Investigação Agrária com o Instituto Nacional de Investigação das Pescas, que só têm afinidade, como com muitas outras, serem dedicadas à investigação científica. E perguntei-lhe o que é que ganhava, apenas economizar um Presidente? A resposta, esfarrapada, foi que era para agilizar.
Neste caso acredito que a imposição viesse de cima. Há muito estava em vigor, como continua, uma “lei” não escrita, que manda destruir todos os organismos de investigação científica públicos que não sejam das universidades. É uma “lei” bastante evidente mas parece que nem os mais directamente afectados querem ver.  Ao abrigo dessa “lei”, usam o conhecido método de não extinguir duma só vez, aquilo que se quer fazer desaparecer. Se o fizessem, isso poderia dar violenta reacção que talvez comprometesse o objectivo. Começa-se por cercear meios para fazer o sector definhar. Depois, vão-se juntando parcelas, para que cada entidade vá ficando mais pequena. Nas instituições de investigação científica começa-se por juntar departamentos; depois juntam-se instituições, mesmo que sejam de campos bem diferentes. Quando tudo já está muito reduzido, a sua extinção já não causa grandes protestos.
Há uma alternativa à destruição. É roubar a instituição ao ministério em que se encontra e entrega-la a uma universidade. Que eu saiba, isso já foi feito, pelo menos, a duas instituições e preparavam-se, recentemente, para o fazer a outra. Numa conferência na Universidade de Évora, há uns anos, declarei que, como Professor Catedrático, me sinto insultado por essa prova de mediocridade e inveja.
Em Portugal, para a investigação científica, este processo está em marcha há pelo menos três décadas e o que o país já perdeu com tal destruição, só em termos económicos, é algo fabuloso. A investigação científica, convém lembrar, é a fonte principal da agora muito badalada “inovação”.
A última vez em que estive com Sevinate Pinto foi há pouco mais de dois anos, em Serpa, em casa dum colega de curso, também grande especialista de Economia Agrícola. Para comemorar o seu aniversário, convidou para um almoço numerosos amigos, entre os quais colegas, alguns da sua especialidade, um deles igualmente antigo ministro da Agricultura, Fernando Gomes da Silva. Calhou-me ficar na mesma mesa que o Sevinate, o que permitiu uma mais longa troca de impressões sobre os problemas da agricultura.
O desaparecimento de tão ilustre agrónomo é certamente uma perda para a agricultura portuguesa.

11/04/2015




hoje no VE, a noticiar o debate

10/04/2015

Livro




O Clube dos Pensadores, do qual faço parte, como muitos de vós, da maneira que entendem e gostam, sem pressão ou obrigação.
Muitos estão presentes, outros seguem-me nas redes sociais e no blogue. Todavia este é um momento importante, numa altura em que existem 24 partidos políticos que vão concorrer a eleições e provavelmente 13 candidatos a eleições presidenciais. Haver alguém que em vez de concorrer, faz pedagogia e gostaria que a política fosse realizada de outra forma. Esta é a maneira que concebi de intervir politicamente, fazer pedagogia cívica. O Clube dos Pensadores tem como essência e foi concebido como um open mind, que funciona como complemento dos partidos políticos. A minha luta é a regeneração da democracia... Quem quiser tirar um ticker de cidadania faz favor de estar presente dia 25 de Maio, na apresentação deste trabalho.

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no PT Jornal



Ensino: Finlândia versus Portugal

10/04
Ensino: Finlândia versus Portugal


Noticias ao Minuto

Séc. XIX !



Isabel Coutinho

Bom dia Joaquim Jorge,

Este texto surpreende muitíssimo pela sua similitude com o nosso inicio de Séc. XXI, neste mesmo povo e nesta mesma pátria.
Quase fico atónica com uma paragem no tempo, ou com um efeito paralisante, como num pesadelo que corremos, corremos e não saímos do lugar, criando uma desespero e angustia...!!

Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar".

Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'

Ainda meio atordoada...
Isabel Coutinho

09/04/2015

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no jornal Record



JOAQUIM JORGE | 12:49

GREVE SIM..., GREVE NÃO...!



Hercília Oliveira 
Não são só os maus governos que têm destruído o país.
Eles são, sim, os principais culpados de todas as graves crises financeiras e económicas que nos tem levado aos caos e por mais de uma vez em pouco mais de três décadas.
Mas, outras  forças  políticas  que nos tem destruído e conscientemente..., são os sindicatos!
É impressionante, que durante 40 anos da dita democracia, nunca..., nunca, estejam de acordo com nenhuma lei ou medida, que qualquer que seja o governo vigente tome...!
Todos os anos, e várias vezes no ano..., têm que vir com reivindicações, sabendo na maioria das vezes, que o que pedem, sobretudo quando exigem aumentos de salários  em épocas que sabem de antemão não ser possível...,não se importando minimamente com o transtorno e prejuízo que causam aos  outros trabalhadores que sendo até a maioria, são tão penalizados com essas situações.
É cansativo, revoltante e descredibiliza por completo , certos sindicatos como os que representam os trabalhadores dos transportes públicos, que são capazes de decretarem greve duas ou três vezes por ano e todos os anos!!
 A sensação  que dá..., é que se não houver motivos para fazerem greve, tratam de os arranjar!
Eles têm, é que mostrar "trabalho" aos que os sustentam e lhes fazerem crer que são indispensáveis!
E, além de todo o transtorno que uma greve de transportes públicos causa a milhares de cidadãos que ficam por vezes privados de trabalhar e com isso terão o seu já tão pequeno salário, ainda mais reduzido..., alguns deles se por acaso não puderem mesmo faltar, têm que pagar um transporte alternativo (táxi por exemplo...) já depois de terem pago o seu passe mensal!
Mas..., o mais revoltante e inadmissível..., é escolherem propositadamente dias festivos, como Natal e Páscoa, para fazerem greve, e com isso privar ou transtornar completamente, os encontros de famílias que nessas épocas gostam de se juntar.
Na maioria dos casos, estas pessoas passam o ano planeando estas visitas à família, e por causa de uns tantos irresponsáveis, ficam  privados desses mesmos encontros!
Se eu mandasse..., greves nestas épocas festivas, que transtornam e prejudicam tantas pessoas, jamais seriam permitidas, JAMAIS!
E todas estas greves acontecem e  com toda esta assiduidade, porque estes sindicatos recebem uma cota específica para um  fundo de greve que paga os salários dos grevistas, que por isso mesmo não ficam prejudicados nos seus salários!
Ora, como fazem desconto para quando fazem greve, vai daí..., há que as fazer!
Parece demasiado simplista e até demasiado vulgar, esta minha ultima apreciação, mas que bate certo..., bate!
E entretanto..., lá temos mais umas tantas greves dos transportes públicos, até que o país rebente de vez...
E foi para isto que se fez uma revolução: para permitir a algumas centenas de cidadãos,  que "brinquem" com outros milhares que o que querem é trabalhar.

CIVA (Centro de Investigação da Vida Alheia)




1 - O Lar Santa Isabel em Gaia que tem por finalidade cuidar de idosos e olhar pelas suas condições de vida, está transformado em vaidades e protagonismo de uns poucos.
2 - Durante 9 anos o Lar Santa Isabel teve a presidi-lo Fernando Vieira ex-presidente da Junta de Mafamude. Desde Dezembro de 2013 está à frente dos seus destinos Jorge Oliveira
3 - As suas Assembleias nem sempre decorrem com elevação democrática e existe um complot para utilizar a Instituição e não para a servir.
4 - Um qualquer lar de idosos, como o Lar Santa Isabel existe para cuidar de idosos, dar-lhes uma vida digna e alguma qualidade de vida. Não existe para outros fins.
5 - As pessoas ainda não se aperceberam que qualquer Instituição é das pessoas e existe para resolver os problemas das pessoas. Um Instituição não existe para refúgio de derrotados ou trampolim político.
6 - Acho piada quando tenho um convidado no Clube dos Pensadores, determinadas pessoas acercam-se de mim para me dizerem que o conhecem e são próximas dessa pessoa. Assim aconteceu com a presença de António Costa. Eu já percebi porque o fazem. Primeiro, para eu não pensar que sou importante por ter uma figura deste protagonismo, segundo não toleram e não aceitam que realmente António Costa tenha estado no Clube pelo que ele representa e por Joaquim Jorge.
7- Albino Almeida há tempos solicitou um encontro com Joaquim Jorge (estou a divulgar publicamente porque foi-me dito que era institucional e não particular, de outro modo não o faria). Pela troca  de ideias e diálogo construtivo, mostra atenção, preocupação e capacidade de leitura do que é importante para Gaia.  Como diz o provérbio , « da discussão nasce a luz». Eu lembrei-me de outro provérbio , « a falar é que a gente se entende». O Clube em Gaia tem o seu espaço conquistado há alguns anos, sem hostilizar ninguém. Não gasta um tostão ao erário público e eleva bem alto o nome de Gaia. É da mais elementar justiça, ser respeitado e não ignorado por quem está no poder. Albino Almeida mostra lucidez e percepção.
8 - Se o actual poder em Gaia hostilizar o Clube dos Pensadores com atitudes e comportamentos deselegantes. O Clube ponderará essa situação e não lhe faltam cidades para realizar os seus debates e ser acolhido de braços abertos. Os presidentes de câmara passam e o Clube fica, por outro lado, o Clube não foi, não é, nem será dependente de qualquer poder.
O Clube dos Pensadores tem recebido inúmeros convites para fazer debates noutras cidades.
9- Este executivo camarário, de forma dissimulada deixa transparecer alguma incomodidade, um nervoso miudinho pelo Clube conseguir com muito esforço, muito trabalho, mas porque não dizê-lo com muita qualidade, trazer vultos da política nacional. Mas esperem para ver, ainda agora começou… É feio ter ciúmes e inveja, de algo, feito pela cidadania e participação cívica. Enfim!
10 - Luís Filipe Menezes sempre respeitou o Clube dos Pensadores, a sua independência e a sua autonomia. Eduardo Vítor Rodrigues, aqui e acolá tem demonstrado atitudes menos elegantes para com o Clube. Não entendo o porquê dessa situação? Firmino Pereira tem tido palavras de apreço e simpatia pelo que representa o Clube dos Pensadores em Gaia.
11 - Alberto Paiva, um social-democrata a ter em conta em próximas eleições do PSD. O PSD em Gaia precisa de gente com novas ideias e sem os vícios do passado.

JJ
*artigo de opinião publicado no jornal Audiência 

08/04/2015


JPN

Viva Porto




Sunset








O sunset , o entardecer, o pôr do Sol está na moda. Eu sempre tive o hábito de ver o pôr do Sol. A casa de férias dos meus pais em Afife permitia ter uma vista deslumbrante de qualquer pôr do Sol. Recordo-me de estar um dia chuvoso e nebuloso, mas tinha sempre a esperança que ao fim do dia poderia ver o Sol. Recordo-me de estar a jantar na varanda da casa e a ver o pôr do Sol. Um dia sem ver o Sol é um dia triste para mim.
Actualmente fazem-se festas e há música em diversos bares ao sunset. Há quem goste mais do sunrise, o nascer do dia. Eu particularmente aprecio o sunset, então junto à praia, sem vento, uma boa temperatura e com boa música é excelente.


O sunset é  uma mudança de hábitos e um novo conceito. Dá para depois de um dia na praia, ouvir um pouco de música , podendo estar com os filhos ou pessoas mais velhas, tomar uma bebida  e depois ir para casa, sem ter o inconveniente de se deitar tarde, ou não poder ouvir boa música porque não se tem onde deixar os filhos. Outras pessoas vêm de propósito depois de trabalhar até ao bar na praia. Outros aparecem depois de estarem a dormir durante o dia e a curar a ressaca começando na sunset, o dia.

Antigamente  apenas um público selecto ia a esses locais. Mas agora está popularizado. As pessoas, principalmente malta nova, e não só, adere a este conceito ao fim do dia e depois arranca pela noite dentro. 

Alguns dizem que o conceito de Sunset Party surgiu na Europa. Locais como Ibiza e Ilhas Gregas aproveitaram os belos cenários para convidar os turistas a festas que iniciavam mais cedo. Outros contam que foi na Califórnia, nos anos 2000, que grupos de jovens começaram a  reunir-se no final da tarde para ouvir bandas tocarem na beira da praia.

Em Portugal  a moda pegou, mas no Algarve as condições climatéricas são melhores. No Norte nunca se sabe como vai estar o tempo. Um dia de Sol , sem vento e boa temperatura é mesmo um dia de festa.


JJ

07/04/2015


Diário Digital

PT Jornal

MaiaHoje

Farol da Nossa Terra

Crónica de Genebra



Nelson Magalhães Fernandes 
« A DITADURA DA DEMOCRACIA, TÊM OS DIAS CONTADOS »

     Não é a primeira vez, que nestas Colunas do CdP, verso sobre esta «percepção», que eu, num primeiro momento, pensava que era o único a sentir. E como o assunto me interpelava, comecei a meter mão, quase sem procurar, a textos recentes de especialistas da Matéria, alguns dos quais referirei em fim de texto. Eu sou apenas um humilde leigo, que me limito a admirar, aqui do alto duma montanha, a enxurrada da DITADURA da Democracia que varre tudo o que se lhe apresenta pela frente. Antes de continuar na minha dissertação, vou abordar alguns pontos que eu considero chave para a minha Cronica de hoje : Primeiro vou procurar, descrever a origem no passado e depois vou procurar, posicionar a posição do Nosso PORTUGAL no contexto. Pela minha parte não sou mais que um átomo Viriatista, à deriva dentro do meu vizinho « Collimateur de particules » do CERN.

1.     A DITADURA da Democracia MUNDIAL à qual hoje chegamos, com raras excepções; (Suiça, Democracia Directa. USA, Grandes Eleitores ...!) começou na Inglaterra com a Revolução Industrial. Contudo, como é evidente não tinha nada a ver com a actualidade.
1.1.                    Portugal já na Idade Média implementou a Democracia e viveu em Democracia.
1.2.                    D. AFONSO III em 1254 convocou as “AS CORTES de LEIRIA” aonde pela primeira vez estava representado “O POVO” para celebrar na altura o que se deu o nome de “ PACTO POLITICO” ..!  entre a Nobreza o Clero e o Povo.
1.3.                    Digam-me ..! não era isso Democracia ..? Que pulhice vir em 1974 dizer aos portugueses que ia-mos viver, debaixo dum regime político, milagroso, a Democracia. Depois vêm dizer que tinham sido os Gregos a inventar a Democracia. Não há para ai ninguém que queira ir viver hoje, na democracia Grega ...?

2.     Assim sendo, esta Democracia, (Contrariamente ao Pacto Politico de D. Afonso III) não foi feita para o Povo, nem o Povo foi educado ou tem cultura para viver em harmonia, sob semelhante, Regime Politico. Eu comparo os povos da actualidade, que vivem como Portugal sob o jugo da Ditadura Democrática a um rebanho de ovelhas na Escócia, guiadas e dominadas por um, APENAS UM, terrier inglês sob o comando do assobio do pastor. As ovelhas lá berram: “ Méééééé ..! mas nem mé, nem meio mé. O rafeiro mesmo deitado, mantém 500 ou mil ovelhas arrebanhadas, com uma simples abanadela de cauda ..! Depois cada país têm a sua raça de animal, para guardar o rebanho ..! Nós em Portugal, tínhamos uma boa raça de cães para guardar as nossos parcos rebanhos de ovelhas, enviá-mo-lo ao Sr. Barack Obama. Sim, o nosso cão “D’Água”..! lá foi para os USA. Agora não se queixem ..!

2.1.                    Agora vamos lá a saber, como é que os Ingleses chegaram à Ideia de Partilha democrática, aquando da Revolução Industrial ...!?
2.2.                    Foi Portugal que serviu de COBAIA. Quando Adam SMITH escreveu o que veio a ser o 1° livro de Economia Politica a Teoria de “ Wealth of Nations”, foi baseado na “ democracia (à inglesa) de partilha das tarefas”. Portugal começava por essa altura a instalar uns teares para tecer fio, tendo em vista, vestir os nossos paisanos. Logo vieram os ingleses, dizer que Portugal era bom era a produzir Vinho do Porto. Assim eles, os Albiões produziam tecido todo os dias para trocar por vinho espirituoso, que os Durienses produziam apenas uma vez por ano.! Linda troca não acham.?  Depois vieram as Invasões Francesas, a Guerra Civil, o Mapa Cor de Rosa, o Ultimatum e outras ...!
2.3.                    Assim, lá fomos caminhando, gemendo e chorando até hoje e até que Deus queira. O pouco que temos de bom e que nos resta, ou não o  roubam ou o damos, exemplo o nosso cãozito d’água que tanto jeito daria para guardar as “vacas bravas” quando o Tejo transborda ..!
2.4.                    Leiria no tempo de D. Afonso III, viveu em Perfeita Democracia. Depois dele passaram por lá uns pedreiros, que deixaram as “ CAPELAS IMPERFEITAS”..!!!
2.5.                    Agora volvidos sete séculos, sabem os meus queridos leitores qual é o nível de qualidade em parâmetros internacionais, atribuído à nossa Democracia ...??? “ DEMOCRACIA IMPERFEITA”...! É preciso ter galo ...!
2.6.                    Portugal faz hoje parte, daqueles Países que começam a ser definidos como “Estados Falidos”. Isto é um Estado que não consegue garantir o sustento e a segurança dos seus cidadãos, sem recorrer à mendicidade. E o que é curioso é que as grandes Nações da actualidade, os G5, G7, G20, preferem hoje, tratar com os outros estados “Definidos como ARRUACEIROS” (Coreia do Norte, Irão, Paquistão, Afeganistão etc.) que com os outros, os pedintes, que nem um cão têm para guardar um rebanho, que se pudesse penhorar.
2.7.                    E dizer que Portugal foi o Primeiro Estado Nação do Mundo...!
2.8.                    E dizer que Portugal valeu mais que os G5, 7 e 20  todos juntos. Enfim muitos anos mais tarde, ainda chegamos ao G3. Mas ficamos por aí. Em todo o caso, hoje de pouco nos serviria...!

     Eu lanço hoje e aqui um apelo, a todos os Portugueses de Boa Vontade: Vamos meter todos juntos mãos à obra e fazer desse lindo pedaço de terra e mar, que nos viu nascer, qualquer coisa” De Superior” de que todos nos pudéssemos ORGULHAR.
     Quanto aos nossos compatriotas que como eu, estão fora de Portugal e que eventualmente me leiam, eu aconselho que acordem, porque um dia destes podem chegar a Vilar Formoso para entrar e Portugal não existe mais.
     Saiamos duma vez por todas desse nevoeiro de perdição Sebastianistico. Olhemos em frente. Portugal é amanhã. Os parâmetros são outros é verdade. Não podemos ir sozinhos descobrir mais nada, em contrapartida podemos ir na companhia dos descobridores. Portugal pode ser uma mina de ouro para os que lá residem e para os expatriados. Temos é que nos dar as mãos. Aonde está o Candidato a Pastor que tenha um cão, capaz de reunir as ovelhas tresmalhadas ao “rebanho”, rafeiro seja ele ...???

06/04/2015

Jornal de Matosinhos



Esta semana estive ao telemóvel a falar  com Pinto Soares , director do Jornal de Matosinhos. Teceu rasgados elogios ao Clube dos Pensadores e eu agradeci  a publicação das actividades do Clube com o destaque que tem dado. Apercebo-me das dificuldades de um jornal independente e que não está dependente do poder. 
Lamento como mamedense  e por inerência matosinhense, que possa dar-se o caso, do  desaparecimento do Jornal de Matosinhos . 
Se isso acontecer, será uma perda irreparável. Já me chega ter vivido em S. Mamede e sentir, que era Trás-os -Montes de Matosinhos, em que só se liga e olha para o mar e se esquece e ignora quem é mais do interior. Agora não haver imprensa local é o fim.

Uma cidade como Matosinhos com mais de 100.000 habitantes, não pode existir sem imprensa regional, massa critica e diversidade de opinião. A Rádio Clube de Matosinhos, desapareceu e deixou de dar voz a quem é da terra, o jornal MatosinhosHoje desapareceu. Por este andar poderá desaparecer o Jornal de Matosinhos. Um que se vai aguentando é o Noticias de Matosinhos, mas a sua periodicidade é mensal.
É importante haver um jornal semanal em Matosinhos, isento, independente e que dê voz aos anseios dos cidadãos.
Todos nós sabemos como estas coisas se fazem a nível local. As instituições públicas, a começar pela câmara quando o que é escrito não lhes agrada mandam cortar na publicidade. Há publicidade institucional paga pelos impostos dos cidadãos matosinhenses que deve ser distribuída equitativamente pela imprensa local, e não , favorecendo uns em detrimento de outros.
Fico triste e lamento se o Jornal de Matosinhos desaparecer.  O seu director Pinto Soares é um decano da imprensa ,mas  mais do que isso, um oráculo que vai fazer 90 anos. Penso que deveria ser tratado de outra forma. Se Matosinhos ficar sem imprensa torna-se uma cidade amorfa, sem poder reivindicativo e sem massa cinzenta. Acho que Guilherme Pinto será o último a querer tal coisa , como bom democrata que é.
A democracia tem destas coisas, com a crise instalada fala mais alto o dinheiro e quem não nos contraria. Lamento!
JJ 

05/04/2015

Os debates do Clube também dão para fazer humor




Este sábado o Correio da Manhã fez humor com a presença de António Costa. Há uns tempos atrás o Clube também foi objecto de um texto no Inimigo Público. Interessante...

04/04/2015

Primavera


fotos:JJ




A Primavera traz uma variedade de coloração na paisagem lindíssima...

03/04/2015

02/04/2015

Manuel de Oliveira




Manuel de Oliveira morreu. Lamento profundamente a sua morte. Aprendi com ele que se deve trabalhar sempre até morrer, mesmo com idade avançada. Não conheço ninguém com tanta energia , gosto por fazer e realizar algo , de que tanto gostava - filmes . O cinema era tudo para ele...

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no jornal Record



JOAQUIM JORGE | 12:52

António Costa




António Costa, ao vir ao Clube dos Pensadores (CdP), demonstrou sagacidade e que nem sempre liga ao aparelho partidário.
Um líder subjugado por um aparelho partidário tem os dias contados. Essa tarefa não é fácil. Esteve muito bem no Clube dos Pensadores, a falar para a sociedade civil, para os cidadãos, sem ser num registo comicieiro e para socialistas ansiosos de poder. Foi uma boa jornada de esclarecimento e de opinião.

Apercebi-me na organização da presença de António Costa, de algum amadorismo e desconhecimento, de quem o acompanha, para onde vinha e, como se desenrolam estas actividades do Clube. E, da importância da sua presença.

António Costa veio de propósito de Lisboa para o debate. Mas notei que alguns socialistas do PS Porto que  tentaram colar-se a ele, e vir na onda para estarem no jantar privado no clube. Alguns não conseguindo disfarçar
 desagrado e incomodidade, pela sua presença no Clube, só demonstrando como estão desfasados da realidade e como se deve fazer política no futuro.

Ora bem, o CdP realizou um jantar privado e restrito com convidados habituais devidamente organizado e planificado. Não é em cima da hora que se pode vir jantar ou fazer-se de convidado.

Se algumas pessoas queriam vir ao jantar com Joaquim Jorge e António Costa, pegavam no telefone e ligavam a pedir para estarem presentes. Ou, já que se dizem tão próximos de António Costa falavam com ele e António Costa bastava dizer-me que vinha A, B ou C. Porém isso não aconteceu.

António Costa, e bem, como convidado limitou-se a fazer-se acompanhar do seu assessor.

O CdP respeita muito toda a gente, mas exige que o respeitem. No Clube não há gente de primeira e de segunda, há gente educada, respeitosa e cordial que se entende para que um debate decorra da melhor forma. Os cargos, os doutores, os pseudo- importantes ficam à porta da entrada deste Clube.

Por outro lado, Joaquim Jorge convidou expressamente Orlando Gaspar porque é alguém que representa muito para o PS Porto, sendo um oráculo socialista com uma experiência e um savoir faire que deveria ser aproveitado. Porém não me parece que assim seja.

O PS Porto está dividido em coutadas de Manuel Pizarro, José Luís Carneiro, etc., o que é mau para o partido e para a sua imagem. Todos querem aparecer na fotografia e dizerem que estão com António Costa mais do que todos os outros, apesar de muitos até há pouco tempo serem Seguristas convictos. Mas o cheiro a poder tem destas coisas, incompreensíveis para pessoas como eu, que tem coluna vertebral e defendem ideias e valores, e não, lugares.

 António Costa esteve muito bem, percebendo para onde vinha e da importância da sua presença. Confidenciou-me antes do debate se iniciar que poderia abdicar dos 15 minutos de intervenção inicial e começar logo com as perguntas da plateia. Acho-o uma pessoa cordial, educada e para quem
 não vale tudo na política, a começar por ataques pessoais. 

Fez bem, não falar de assuntos internos portugueses no estrangeiro, como aconteceu recentemente em França. Fez bem, também, perante uma plateia de chineses, não dizer mal de Portugal. Há questões nacionais que estão acima de questões partidárias. António Costa é socialista, mas antes disso, é português e tem deveres patrióticos.
Fez bem, recentemente, recusar responder a uma jornalista para dar a sua opinião sobre as dívidas fiscais de Pedro Passos Coelho.
Fez bem, no caso Sócrates, não empolar a situação, deixando isso para a Justiça. Só demonstra mestria e sensatez.
A uma pergunta que lhe fiz durante o debate: «O que achava de se criar um Ministério do Entendimento, entre políticos portugueses? Um Ministério de Compromisso Nacional»? Há uma aridez e virulência no conflito ideológico muito grande. A dificuldade de os portugueses se entenderem e fazer acordos é gritante. Há uma tendência para a deslegitimação do outro que é surpreendente.

António Costa concordou referiu, como exemplo, os debates no Parlamento nada edificantes e que os debates quinzenais  muitas vezes transformam-se
 em duelos em que parece que têm que haver um vencedor, e não, troca de argumentos. Dando outro exemplo, que também contribui para esta crispação, os debates na televisão, em frente-a-frente.
Eu estou plenamente de acordo, e até, acho que os debates no Parlamento deveriam voltar a ser mensais em vez de quinzenais. Não vejo necessidade da presença do Primeiro-Ministro de quinze em quinze dias no Parlamento. Penso ser mais necessário um Primeiro-Ministro no Parlamento, quando lá vai, não fugir às perguntas dos deputados e respectivas interpelações.

Esta quarta-feira no debate quinzenal o líder parlamentar do CDS-PP acusa PS de "sonsice política" , depois do que António Costa disse no Clube dos Pensadores. A coligação PSD/CDS não esteve bem. Primeiro, ao referir-se a António Costa que não é deputado na Assembleia da República e desse modo não se pode defender. Segundo,a vida politica
não é  exemplo nenhum, no plano do confronto verbal e pessoal, antes pelo contrário, sendo por vezes vergonhosa,indecente, imoral e difamatória. 

Na política não pode valer tudo. Sou a favor do debate de ideias com elevação e educação sem ataques pessoais. Pode-se divergir de uma pessoa no plano de ideias, no plano político, mas nada tendo contra essa pessoa. António Costa até deu como exemplo, que se dá muito bem com Rui Rio, apesar de serem de famílias políticas distintas e terem ideias diferentes em alguns aspectos.

Eu, em Gaia, também me apercebo que o presidente da CM Gaia confunde as minhas opiniões e críticas para o bem de Gaia com ataques pessoais e na linha da sua pessoa. Neste debate no Clube dos Pensadores esteve presente Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal da CM Gaia. Já me disse, várias vezes, muito bem do Clube e que é um adepto da cidadania, só lamento que no aniversário do Clube dos Pensadores, não digo ter estado presente, mas se dignasse enviar um SMS, a dizer qualquer coisa. A política precisa de acabar com pessoalização, mas nunca deixar de ter boas maneiras.

JJ

01/04/2015

Crónica de Genebra.



Nelson Magalhães Fernandes
« Os MANIFRATES ».
     
Portugal está tão pobrezinho, tão pobrezinho, que mesmo os Dicionários de referência da defunta Língua Portuguesa, não têm definição para este título da minha Crónica. Felizmente que os Dicionários do Ipiranga o definem.
     Andava eu esta tarde a trabalhar à volta do alto, da torre de uma Igreja e enquanto executava a minha missão, dei comigo a pensar que faltava ali qualquer coisa naquela torre. Tinha os sinos e suas naves, mas faltava algo e eis que, como que ali naquele alto lugar pudesse ver uma Igreja de Portugal, imaginei a torre da Igreja da minha Aldeia e logo me apercebi do que aqui faltava. Os MANIFRATES como se chamam na Beira Alta.
     Estava sozinho a executar a minha tarefa, o meu cérebro só era distraído pelo agudo silvo dum vento do oeste, que me era trazido pelo Anti-ciclone dos Açores depois de ter passado pelo meu Portugal, como que para me trazer dolorosas saudades duma Época Pascal de tempos passados que não voltarão mais. E assim na minha meditação, veio-me à ideia uma imagem bem clara… !
     O MANIFRATE ali era Eu. É isso, Caros Leitores, nesta Suíça as Igrejas são desprovidas de manifrates. Os manifrates aqui, são os milhares de portugueses que vêm para « A Terra Prometida », como me dizia um dia destes um dos meus herdeiros que sempre recusou emigrar.
     Mas porque razão milhões de Portugueses se espalham sistematicamente pelos Quatro Cantos do Mundo à procura da Terra Prometida … ?
     Porque Portugal, vão lá umas décadas a esta parte, depois que os Democratas Políticos eleitos depois do « 25 Abril » conseguiram esbanjar o Ouro dos Cofres, que o Estado Novo tinha granjeado e economizado, não têm outra alternativa do que ser « POLÍTICOS MANIFRATES ».

1.     Manifrates da Democracia. Sim porque para se ser Político em Democracia têm muito que se lhe diga. Para ser democrata têm que engolir muito sapo. Se não gosta de sapo, vira Ditador.
2.     Manifrates da Comunidade Europeia.
3.     Manifrates do FMI.
4.     Manifrates das Multinacionais.
5.     Manifrates da TROIKA.
6.     Manifrates do futebol.
7.     Manifrates dos Países produtores de Petróleo.
8.     Manifrates da Comunicação Social.
9.     Manifrates das sondagens.
10.   Manifrates dos grupos de pressão… !

Só um Pai que TRABALHE DURO e ganhe o suficiente para alimentar a família e ainda fazer uma reserva para Futuros contratempos, se libertará da triste condição de Cata-Vento.