25/03/2015

Humor




24/03/2015

Selecção JJ - Spend The Night - Rahsaan Patterson




Planoclima



Aviso Não Oficial - Calor fora de época até à mudança na Páscoa 2015

Caríssimos,
" Páscoa e Páscoa em Abril, ditoso de quem a vir..."
Foi bem-vinda esta chuva a Sul e não só, no entanto para os próximos dias um cheirinho a Verão o uma Primavera consolidada pelo calor e bom tempo até à sexta-feira Santa mas temo que esse fim-de-semana de Páscoa possa ser molhado e fresco.
Assim, a próxima fase de Crescente Lunar será de bons estados de tempo e com uma subida das temperaturas, em especial entre 28 e 31 de Março onde poderá atingirem 27/28 graus na metade Sul. Após essa data aguardo uma diminuição da temperatura, embora os bons estados de tempo possam durar até 02 Abril.
Depois, no fim-de-semana de  Páscoa espero uma mudança breve para algo mais fresco e húmido.
O Vento será quadrante N/NE por vezes forte mas diminuindo de intensidade a partir dia 28, onde o regime de Nortada se instalará.
De assinalar, dias de calor fora de época a que é propício para o fomentar de pragas e alergias desde na saúde pública até à agricultura.
Resumindo, Sol, calor, algum nevoeiro e bons estados de tempo até FDS Páscoa, altura de mudança.
Bem-haja
Mário Marques
Planoclima 2014


Diário Digital

MaiaHoje

Miguel Cadilhe (Clube dos Pensadores, 16 03 2015, Gaia, texto base da intervenção, somente na parte da democracia)



 
Miguel Cadilhe 
Democracia, “por vezes num segundo se evolam tantos anos”



Talvez estejamos no mais baixo ponto de funcionamento da nossa democracia. Será a ausência do grande reformador o mais sério sintoma, presságio, de uma perturbação funcional da democracia?
1.     Por vezes, a democracia também falha... 

O processo de selecção da democracia deveria conduzir à escolha dos melhores. Por vezes, porém, conduz à escolha dos piores. Por vezes, a democracia escolhe pessoas que não prestam. Como é que a democracia nem sempre distingue, a tempo, e não segrega, os políticos de pouca diligência, de débil carácter, por vezes o puro sacana e velhaco, por vezes o venal? Para mim, isto é quase um mistério.
A democracia deveria ter mecanismos de alerta, e tem, mas funcionam mal e tarde. E por vezes, a democracia afasta os melhores e flagela o mérito, a honra, a rectidão. Por vezes, a democracia guia-se mais pelas belas palavras do que pelas boas ideias.

E, por vezes, fecha os olhos ao nepotismo, oportunismo, facilitismo, e a outras formas de corrupção intelectual ou material.

Por vezes, a democracia embarca em erros e omissões que nos desestruturam, por muitos anos. Por exemplo, tivemos a opção de uma entrada desproporcionada na moeda única. Foi logo no início dos anos 90, quando iniciámos as etapas da “convergência nominal”. Escrevi então várias vezes, como outros fizeram, sobre as nefastas e longas consequências da opção, mas em vão.

Por vezes, a democracia tolera perigosos desvios à ética da responsabilidade de políticos que estão no topo das funções do Estado. Por exemplo, um dos maiores erros dos presidentes da República foi aquele, de 2004, em que o PR concordou que a democracia fosse subalternizada, diria, humilhada, pelo primeiro-ministro que trocou o seu lugar democraticamente eleito pelo lugar de chefe dos eurocratas.

Noutro campo, já não por vezes, mas em predomínio, a democracia cultiva o centralismo e está de costas voltadas para o bom princípio da subsidiariedade política. Somos um dos países de finanças públicas mais centralizadas de toda a UE. Ora, foi sob o manto deste centralismo que ocorreu o histórico colapso das nossas finanças públicas.

2.     Por vezes, a democracia não equaciona “fins e meios”...

Por vezes, a democracia entra em negação e recusa ver a realidade. O exemplo mais flagrante é o da dimensão do Estado e da sua sustentabilidade, ou, por outras palavras, a questão dos “fins” e dos “meios”. Há dez anos escrevi um livro sobre isto e dizia que o abismo estava perto, se não se fizesse a reforma estrutural do Estado. Debalde. O desabamento das finanças públicas e a troika surgiram em 2011, e a austeridade instalou-se por uns anos, que ainda não acabaram. Hoje, o nosso esforço fiscal é dos mais severos da Europa. Mesmo assim, a dívida pública está elevadíssima,  porque, na implacável questão dos “fins” e dos “meios”, estes são sistematicamente inferiores àqueles.
Percorri a constituição em busca da racionalidade dos “meios”, mas nada. A democracia e a constituição sobrecarregam o Estado de “fins” e funções mas, no outro prato da balança que é o das finanças públicas, não encontramos uma única palavra sobre a temperança dos “meios”.

Além disso, por vezes, a democracia convive com monstruosidades do despesismo, como certas obras em auto-estradas demasiado densas, ou certos equipamentos militares de motivação duvidosa, ou o enorme “défice tarifário” das energias, ou a extravagância de diversas PPP, etc. Por vezes, a democracia abre portas a “negócios públicos” que são péssima afectação de recursos do Estado e, pior, são plausível fonte de corrupção ao mais alto nível.

3.     Por vezes, a democracia é tardia...

Regressemos ao início deste escrito. A qualidade das pessoas que andam na política conta muito. Todavia, penso que precisamos de subir bastante mais a montanha e tentar avistar lá de cima o que se passa. Já não é o político A ou B quem avistamos, já não é um Passos ou um Costa, pessoas de bem, o que mais importa. O problema essencial está acima disso.
O que está em causa é a democracia. Como sistema de sistemas (sistema de governo e de separação de poderes; sistema de mais ou menos presidencialismo; sistema eleitoral e sistema de partidos; sistema de instituições da República, etc). Como organização e super-estrutura, como rede de forças endógenas, como esfera de relações e escolhas, de poderes e contra-poderes. Como conceito e matriz constitucional. Como função estabilizadora, mas, por vezes, capaz de destabilizar as coisas a fim de as re-estabilizar noutro equilíbrio...
Não vou falar em eficiência no sentido económico do termo, claro que não vou. Mas, no fundo, do que se trata é de uma espécie de eficiência da democracia, no sentido mais filosófico e qualitativo da expressão.  
E chegamos ao âmago. Como hei-de compreender, nestes tempos da democracia, a absoluta ausência de um grande reformador? Como hei-de explicar, do ponto de vista do bom funcionamento da democracia, o quase “grau zero” de autêntico reformismo do Estado? Pois, pergunto, não foram estes quatro anos, em quatro decénios da democracia, a maior oportunidade reformista e o melhor ensejo social e político para chegarmos à solução estrutural da equação dos “meios” e dos “fins”, de que tanto necessitamos? Não foi este o tempo mais propício para a democracia gerar a aparição do grande reformador?
Lamento dizê-lo, uma democracia que deste modo se desperdiça não pode estar bem. Tem dentro de si um “mal ruim”, como se diz em bom pleonasmo popular. Desse mal ruim, provavelmente, as eleições de 2015 nada vão tratar e resolver, infelizmente. O que é grave e muito delicado. Sinto, como outros sentem, crescentes preocupações sobre a governabilidade da nossa democracia, embora acredite que a democracia também contenha, em si, sementes de regeneração. Só que, por vezes, é tardia, “por vezes ah por vezes num segundo se evolam tantos anos”, veio-me à lembrança o belo poema de David Mourão-Ferreira.

23/03/2015

Crónica de Genebra.



Nelson Magalhães Fernandes 



Já me tinha atravessado a ideia de fazer o paralelo entre os dois personagens que hoje me trazem aqui dada a semelhança entre os dois quer no real, quer no figurado.                                                                                                                          
Este Nono (Nónio, Pedro Nunes), Aniversário  do CLUBE DOS PENSADORES fez-me recuar quatro séculos no tempo, Ano por Ano à procura do meu Personagem de predilecção, para extrapolar para o Personagem, graças ao qual aqui estou a escrevinhar.
O Espanhol, CERVANTES, começou a escrever o Don Quixote de la Mancha, em 1605 e terminou-o em 1615.
O nosso (Cervantes) D. Quixote PORTUGUÊS, Joaquim JORGE, sonhou com o CdP em 2005 fundou-o em 2006 e em 2015 festeja 9 Anos de Vida. Que linda Idade. 
Não pedi opinião, nem tão pouco, autorização ao nosso ( Cervantes) D. Quixote Português, Joaquim JORGE se estaria de acordo que o ASSEMELHASSE a Cervantes ou ao seu personagem D. Quixote, nem tão pouco lhe poderei servir de Sancho Pança, visto que sou um magricela. E quanto a Dulcineias é assunto que não é da minha competência.
Agora uma coisa é certa, o nosso (Cervantes) D. Quixote Português, Joaquim JORGE merece, pela sua coragem, abnegação e teimosia em se bater contra os arcaicos moinhos de vento portugueses, todo o nosso apoio, respeito e admiração.
Caríssimo Joaquim JORGE continue a sua Missão. Não está sozinho. Dos moinhos de vento contra os quais CERVANTES (no seu personagem de D. Quixote) se bateu nem ruínas existem. Em contrapartida volvidos quatro séculos o Nome e a Obra de CERVANTES continuam vivos.
(Curiosidade : foram identificados há dias, os restos mortais de Cervantes).
« Os Homens morrem. A sua OBRA vive Eternamente ». 
« Os palhaços vivem o tempo, dum espectáculo de circo ».


PT Jornal

Jornal de Negócios

Web Noticias

Guia político gratuito para António Costa vencer as eleições



Mário Russo

António Costa foi o líder desejado pelas gentes do PS ante o inseguro líder que o partido tinha, porque apesar das malvadezas que o Governo estava a fazer ao povo português, sobretudo ao que trabalha, não havia meio de descolar nas preferências dos portugueses.
No entanto, pese embora ter subido um pouco nas preferências dos eleitores, não é o suficiente para que Portugal tenha um governo estável, pelo contrário, parece que se pode formar um verdadeiro lodaçal com o PS a ter uma votação semelhante ao PSD+CDS, tornando o país ingovernável.
O que se pergunta é porque é que António Costa não capitaliza o descontentamento a seu favor?  De facto, após 3 anos em que o Governo atirou a economia para o fundo do poço, com a falência de centenas de milhar de empresas, de aumentar os impostos como nunca se viu, de cortar os salários aos funcionários públicos, de aumentar a dívida pública de forma expressiva decorrente das políticas de austeridade para além da Tróika, com desemprego galopante e consequentes despesas com subsídios ao desemprego e aumento da dívida pública. O facto de não ter feito reformas estruturais, mas apenas cosméticas para tapar buracos momentâneos. Enfim, o Governo de Pedro Passo Coelho ( PPC ), que antes dizia cobras e lagartos do governo PS e do seu famigerado líder, afirmando que este tinha mentido aos portugueses e feito o contrário do que prometeu, nomeadamente que o aumento dos impostos era uma vergonha. Pois bem, PPC, logo que assumiu o governo PPC fez o oposto do que prometeu aos portugueses em campanha, para ganhar as eleições.
Mais se torna intrigante este pífio resultado do PS de António Costa, cujos assessores o estão a guiar ao fracasso. De facto, os assessores dos políticos, na maior parte das vezes dão – me a sensação que vivem noutro país.
Tomo, por isso, a liberdade de oferecer gratuitamente este guia político estratégico para António Costa vencer as eleições, mesmo sendo um aprendiz de feiticeiro, mas que vive em Portugal e contacta com o povo, de carne e osso e não os fantoches que polulam nas máquinas partidárias autistas. Ao longo dos anos tenho acertado mais que esses marqueteiros  de araque.
Em primeiro lugar António Costa tem de romper definitivamente com Sócrates e proibir e afastar toda a canalha socratista, sob pena de perder a credibilidade de milhões de Portugueses. Até que os Tribunais se pronunciem definitivamente sobre as  gravíssimas acusações que impendem sobre Sócrates, deve suspender a sua filiação e expulsão após ser condenado pelos crimes que é imputado, porque nenhum partido tem de dar guarida no seu seio pessoas desonestas, ladrões, traficantes, sob pena de se transformar em instituição criminosa. Os partidos devem zelar para que os seus membros sejam impolutos, sérios e imbuídos de boa-fé. Aliás, como em qualquer associação profissional que tem conselhos  disciplinares, justamente para evitar que seus membros possam denegrir a instituição, os partidos também devem ter procedimentos inequívocos que não se compadecem com compadrios com membros desonestos ou sob forte suspeita.
É uma matéria sensível, mas onde se define o peso da liderança. António Costa deve afastar todos os militantes que com suas ações prejudicam o Partido. Afastar Sócrates e os seus inefáveis prosélitos é tarefa imprescindível de saneamento.
As figuras socráticas mais visíveis, devem ser impedidas de falar em nome do partido. Têm direito à sua opinião, mas devem ser advertidos que não podem fazê-lo em nome do partido. A treta do partido plural é nefasta e propícia a misturar o trigo e o joio. Facilmente a máquina propagandística PSD lança a confusão generalizando, que são todos iguais. O que vão tentar fazer é isso mesmo, Costa ou Sócrates é a mesma coisa. Costa não pode permitir. Não pode titubear nem ter receios dos sectários seguidores de Sócrates que cada vez que abre a boca complica a vida ao partido.
António Costa deve afastar-se da tentação de prometer o que não pode cumprir, como aliás, já disse. Para isso é fundamental elencar 5 eixos de atuação do seu futuro governo para ficarem nos ouvidos dos eleitores. Nada de fazer o que Seguro fez, elencando 80 medidas de atuação. Ninguém decora mais de 5.
Não pode deixar-se apanhar na ratoeira do PSD de não responder de forma categórica às provocações de como reduzir o défice? Como repor os cortes aos funcionários públicos?
Responder com precisão ao ataque PSD/CDS de que as medidas anunciadas vão agravar o défice. Tem de responder que o país poderá cobrar mais receita não pelas taxas elevadas dos impostos, mas pelo alargamento da economia através de uma política de estímulos ao seu crescimento e evidenciar quais os instrumentos que tem (apoios à internacionalização, inovação e ciência aplicada nas empresas, beneficio da conjuntura internacional favorável, fundos comunitários disponíveis, condições para alívio da carga fiscal que aportam mais dinheiro à economia, entre outros).
António Costa não deve contestar os parâmetros macro económicos que indicam melhorias no ambiente económico, mas que é fácil de entender após o país ter passado por uma dieta de 3 anos no fundo do poço, de tal forma que qualquer melhoria é sempre vista como uma conquista, cujo mérito não pode ser assacado ao Governo, mas consequência do tempo esforço dos portugueses, sem ajuda do governo.
De facto, deve realçar que tais melhorias decorrem de fenómenos que a incerteza dos nossos dias torna férteis, designadamente a ação de Mario Drahgi no BCE permitindo Portugal financiar a sua economia a juros baixos (e não a mérito das políticas do governo PPC). Bem como os baixos preços do petróleo, devido às guerrilhas politico-estratégicas do setor que beneficiam a fatura energética portuguesa quase equivalente ao serviço da dívida externa em termos anuais, e não por ação de PPC. Por outro lado, Portugal começa a receber fatias chorudas do novo Quadro de apoios comunitários que potenciam o crescimento. Mas essas condições o PS saberá potenciar como o atual governo não soube fazer, que até pretende adotar novas medidas de austeridade para cumprimento do défice, tal o facciosismo do défice.
António Costa deve ser implacável na defesa à acusação da máquina propagandística PSD/CDS de despesismo e de com o PS no Governo, Portugal vai perder as “conquistas” conseguidas com o sacrifício dos portugueses. É a reedição da teoria do “ou comigo, ou o caos”. Mas que conquistas? É o que deve salientar Costa: desemprego, aumento da pobreza, emigração para fugir à pobreza, desesperança, alienação das principais empresas portuguesas a estrangeiros, aumento da dívida pública, ausência de estratégia para o país, benefício contínuo aos grandes conglomerados de interesses, seguidismo e fiel intérprete dos desejos dos credores. Total ausência de defesa dos interesses dos portugueses.
Enfim, António Costa deve escolher bem quem ouvir. Não apenas os que lhe batem as mãos nas costas, os lambe-botas autistas, ou arrisca-se a ter uma vitória de Pirro, se não for uma derrota, porque estas condições externas favoráveis aliadas à fraca memória dos portugueses que perdoam o seu carrasco que alivia a tortura, constituem uma tempestade perfeita para derrubar o barco de António Costa.

22/03/2015

Novo livro



A Chiado Editora desafiou-me a publicar nova obra . Mostrei alguma relutância, pois já publiquei diversos livros e, publicar por publicar, não estava para aí virado. 

Por outro lado, dá imenso trabalho: organizar, esquematizar, elaborar e definir um livro. Lá me convenceram a pôr mãos à obra. 

Para muita gente distraída, ou que não acompanha assiduamente o Clube dos Pensadores , pensa que a sua intervenção se resume a fazer debates. Todavia isso não é verdade, também passa por um  blogue aberto aos cidadãos, palestras, publicação de livros, artigos de opinião , comentário e análise política. Chegamos, em tempos idos, a ter um programa de rádio e de televisão.

O novo livro chama-se Pedagogia Cívica, vai estar nas bancas em Maio, espero, mais uma vez, (desculpem estar-vos sempre a pedir ) a vossa presença. É sempre, um incentivo e uma espécie de  doping , o vosso calor humano, a vossa presença , o vosso interesse, para seguir em frente.

Este livro tem muito de pedagógico e como estamos próximo das eleições será interessante ler as suas reflexões e sugestão de caminhos.

Levanto um pouco do véu e deixo-vos aqui parte da capa do livro.

JJ

Selecção JJ - George Benson - Love X Love (Slayd5000)



Humor




Dia Mundial da Água




Recurso para todos. 89% da população tem hoje acesso a fontes de água seguras, segundo a ONU, que calcula em 800 milhões de pessoas que não conseguem o abastecimento básico de água. Uma melhor gestão ampliaria essa percentagem. É necessário o uso responsável da água.

21/03/2015

Miguel Cadilhe : A Democracia




Miguel Cadilhe enviou-me , este sábado, amavelmente o texto na íntegra, sobre A Democracia, proferido no 9.º aniversário do Clube dos Pensadores. Pediu somente para não o publicar , antes de sair parte dele, no JN de 2.ªfeira. Vamos ter o prazer de ler aqui, o seu texto para a semana.

Numa troca de emails, Miguel Cadilhe diz num deles:« Boa noite, Joaquim Jorge, agradeço o modo como o Clube me recebeu e acho que a noite valeu a pena!».


Caro Amigo se valeu! Foi um dos melhores debates do Clube. Pelo seu conteúdo, incisivo , critico e diabolicamente pertinente , acertando na mouche. Mas também da sua surpreendente boa disposição e descontracção que apanhou todos de surpresa, até a mim próprio. Não se estava à espera, daí o serão ter sido fantástico.


O aniversário não podia ter corrido melhor . As pessoas presentes gostaram muito e fizeram-me chegar essa informação de viva voz. Notou-se que Miguel Cadilhe estava connosco de corpo e alma e só se ausentou depois do bolo e champanhe, participando na simples cerimónia com agrado e simpatia.

A sua presença passou em toda a imprensa nacional e até deu direito a um vídeo que circula na Net, com grande audiência, sobre ter dito que a democracia segrega políticos velhacos e sacanas.

A sua estatura intelectual é elevadíssima mas também a sua estatura humana e perceber o que o rodeia. O jantar privado do Clube dos Pensadores a anteceder o debate com o convidado de honra é pago por todos os presentes, menos o convidado de honra.

Quando se apercebeu que o Clube, não tem apoios públicos de qualquer espécie e vive de apoios pontuais e parcos de amigos, prontificou-se a pagar o seu jantar. Claro que não aceitei, mas registo esse gesto, nobre e digno de um senhor com S grande.

JJ

Humor




Séc. XVIII


Isabel Coutinho

"Exmº. Sr. Duque de Cadaval

Se meu nascimento, embora humilde, mas não tão digno e honrado como o da mais alta nobreza, me coloca em circunstancias de Vª. Exª. me tratar por tu, caguei para mim que nada valho.
Se o alto cargo que exerço, de corregedor da Justiça do Reino em Santarém, me permite a Vª Exª., Corregedor-Mor da Justiça do Reino tratar-me acintosamente por tu, caguei no cargo. Mas, se nem uma nem outra coisa consente semelhante linguagem, peço a Vª. Exª que me informe com brevidade sobre as particularidades, pois quero saber ao certo se devo ou não cagar para Vª. Exª.

Santarém, 22 de Outubro de 1795
Pina Manique
Corregedor de Santarém"


(Subscreve
Isabel Coutinho
a titulo de e para todos os títulos)

20/03/2015

Selecção JJ - High Inergy - You Can't Turn Me Off (In The Middle Of Turnin Me On)



Eclipse do Sol





retirado do site da Rádio Renascença 

O aniversário do Clube dos Pensadores e a Câmara de Gaia



Ponderei antes de escrever este artigo, pois é um artigo a falar de mim e do Clube dos Pensadores (CdP) que fundei em 2006. E, falar em causa própria pode ser entendido como promoção, presunção ou vaidade.

Promoção do CdP, não o é com certeza, pois os senhores jornalistas divulgam e noticiam amplamente tudo que é feito com eco nacional. O CdP, como diz o meu amigo Mário Russo (professor do PVC), “o Clube dos Pensadores já é uma marca”. No meu dia-a- dia apercebo-me de tal facto. Todavia, segundo João Vasco Almeida (jornalista) escreve na missiva enviada ao Clube, “o que Joaquim Jorge conseguiu nos últimos nove anos já é parágrafo na História do país”. Acho de mais e não tenho essa noção.

Presunção, mostrando uma opinião (excessivamente boa) em público acerca do CdP, não o vou fazer mas falar unicamente do 9.º aniversário. E, vaidade por falar num artigo de opinião do que faço, não é o caso, porque não tenho uma ideia exageradamente positiva do CdP. Deste modo não serei fátuo.

Neste 9.º aniversário em que esteve presente Miguel Cadilhe. Convidei-o, por não estar na política activa, pela sua lucidez, ter sido um dos melhores Ministros das Finanças das últimas quatro décadas e ser um resistente do Porto. Tem a chancela de qualidade intelectual, económica, profissional e técnica. É militante do PSD, mas um outsider da política partidária, o que não significa que se demita de uma intervenção cívica. Talvez por isso é que tenha estado no aniversário do CdP.

O debate foi brilhante, informal e surpreendente pela postura de Miguel Cadilhe. Miguel Cadilhe tem uma imagem distante, sisuda e raramente se ri em público, todavia mostrou-se descontraído, informal e divertido, não deixando de falar de coisas sérias com um timbre que ecoou na sala. Escolheu um tema querido ao CdP, "a democracia". Esta crise actua como uma lupa, em que mostra os defeitos da democracia que já existiam, mas não se tinha a exacta percepção. A resposta a esta crise está entrelaçada: a resposta para a saída da crise está na política e nos políticos, mas por sua vez a política e os políticos estão em risco pelo descrédito e má imagem na opinião pública. A nossa democracia está num processo de expectativas defraudadas e de frustrações acumuladas.

Aproveitei o ensejo para prestar uma homenagem: à educação; à oposição; ao jornalismo; ao CdP. Convidei para usar da palavra respectivamente Filinto Lima (vice- presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas), Firmino Pereira (líder do PSD em Gaia); João Vasco Almeida (jornalista da extinta revista Focus) e Miguel Azevedo Brandão (advogado e membro do CdP).

Fi-lo porque o Clube, para além de promover cidadania e participação cívica, faz pedagogia cívica. Chamar à atenção, lançar alertas e lembrar a importância de certas coisas e decisões. Procuro denunciar e que se tome consciência.

Um país não vai a lado nenhum sem educação. Não existe democracia sem oposição. Não existe democracia sem liberdade de imprensa e bom jornalismo. O Clube dos Pensadores já representa algo na cidadania e participação.

No final várias pessoas abordaram-me que repararam que não estava ninguém presente da Câmara Municipal de Gaia.

Eu respondi: por vezes aparece alguém, por exemplo, Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal da Câmara de Gaia ou a vereadora Mercês Ferreira. Mas o CdP não convida ninguém para estar presente, limitando-se a convidar o convidado de honra. A entrada é livre e gratuita, quem quiser aparece.

Antigamente nas sessões de aniversário, Luís Filipe Menezes enviava sempre um representante da autarquia de Gaia para assistir, porém este executivo, nem se dignou enviar uma missiva a felicitar e dar os parabéns como é de bom-tom e manda a boa educação.

A Câmara de Gaia considera provavelmente o Clube dos Pensadores que eleva bem alto o nome de Gaia, algo hostil, adverso, contrário e ameaçador.

É compreensível, tenho criticado inúmeras vezes a Câmara de Gaia, sempre pelo bem de Gaia. As críticas são entendidas por este executivo como ataques pessoais. Todavia, o CdP não precisa e é superior a isso. Relativiza essas atitudes e comportamentos. Quem o CdP queria que estivesse , estava lá. Não vive do erário público , é livre e independente. As acções ficam com quem as praticam.

O que interessa é que foi um serão memorável, vivido por quem esteve presente. O resto são peanuts.

A Humanidade é um cabo-de-guerra entre aqueles que querem tudo e as pessoas que tentam defender o melhor. Em Gaia, e quem manda actualmente, passa-se um pouco assim.
Quem está à frente dos destinos de Gaia, ainda não percebeu bem a força do CdP e o que ele representa. Não perceberam que será melhor não o hostilizarem e respeitarem a sua idiossincrasia.

Ou, por este andar, teremos que ponderar realizar as nossas iniciativas, noutra cidade, em que sejamos mais bem acolhidos. Enquanto estiver este executivo autárquico do PS na Câmara de Gaia, ao estilo de secar tudo à sua volta como um eucalipto e querer o protagonismo todo para ele.

JJ
*artigo de opinião publicado no PT Jornal 

19/03/2015

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no PT Jornal




A CM Gaia não tem estado bem com o Clube dos Pensadores

A obrigação de pensar



João Vasco Almeida 
A aventura de pensar, em Portugal, tem custos. Joaquim Jorge sabia-o naquela tarde de Sintra, em 2006, quando depois de uma estafada viagem da Invicta, se sentou connosco a almoçar. O seu plano era simples: criar uma tertúlia das antigas, com a linguagem dos tempos que corriam. Eram dias diferentes dos que vivemos hoje. As pessoas não se relacionavam a mal com a política, não tinha sido inventada a crise do sistema financeiro, o país parecia tranquilizado com as suas escolhas. Mas algo premonitório estava na cabeça do professor que insistia, na soalheira tarde: “Precisamos de ouvir as pessoas e, mais importante, de as pôr a falar. As pessoas gostam muito de falar. Todas. Até eu, vê tu!”.
Joaquim Jorge tinha razão. Não sei se o nome se estabeleceu ali ou se lhe surgiu no regresso ao Porto. Os comensais, o então director da revista, Frederico Valarinho, eu, que estava como chefe-de-redacção, os redactores principais João Ferreira e E. Leão Maia comentámos depois que eram raros ou sonhadores loucos que nos apareciam com boas ideias. A retirada em força das redacções dos centros das cidades tinham afastado os bons homens e mulheres – o jornalismo ia-se tornando pobre e nada pensador.
O que Joaquim Jorge conseguiu nos últimos nove anos já é parágrafo na História do país. Durante este tempo o Clube dos Pensadores, nome mais ou menos pomposo mas empregue com a seriedade necessária ao rigor do objectivo, tornou-se indispensável à sociedade. Não há outro, volvida a década, que cumpra o que promete e promova tão bem e tão assertivamente o simples objectivo de saber mais e criar mais dúvidas e curiosidade sobre a nossa vida comum.
Por isso há neste Clube uma obrigação: de ir além do parágrafo, de se manter vivo, relevante e crítico. Aqui já se fizeram e desfizeram ministros. Daqui já saíram notícias relevantes e banalidades que confortam. Mas, acima de tudo, aqui está um grupo de gente, liderada com sabedoria e apego, com ternura e dedicação, a quem o país, às vezes sem saber, muito deve.

Lisboa, 16 de março de 2015


João Vasco Almeida

Jornalista /