19/01/2015

Joaquim Jorge na RTP2





Joaquim Jorge , hoje no Jornal 2, da RTP 2 , a partir das 21h. Estará à conversa sobre temas da actualidade,com o jornalista João Fernando Ramos.

17/01/2015

Crónica de Genebra




Nélson Magalhães Fernandes 

«  Ai Amor, toma lá Pinhões … ! »

     Não tivesse eu estado aqui a cronicar vão lá dois dias, a propósito das pinhas que o meu Pai ia apanhar nos pinheiros do Compadre, António do Souto e dos pinhões com que depois de abertas as pinhas jogava-mos ao RAPA, e nem daria atenção à noticia que venho de ouvir hoje (05.01.2015) no Canal de Televisão Francês TF1.
     Os Espanhóis e os Portugueses a carregarem Semi-Trailers de pinhas « MANSAS » nos pinhais  da Ilha de RÉ do « Compadre Francês » … !
     Se ainda apanhassem as pinhas e não « Magoassem os Pinheiros » … ! vai cus Diabos. Mas não, preguiçosos para trepar aos pinheiros, para fazer a (COLHEITA), partem as arrancas e aí o « Compadre Francês » mandou-se aos ares … ! Fazem-me lembrar a Canção do « BONGA » … « comeram a fruta e a casca ficou no chão »… !
     Diz a TF1, que os trailers uma vez carregados, rumam à Península Ibérica, onde as pinhas vão ser abertas, não em nenhum forno depois de cozida a broa, mas em fornos industriais, porque as suas sementes, uma vez libertadas do seu rígido envelope, são vendidas entre 80€ e 120€ o kilo.
     Para aqueles que tenham dificuldades de entendimento geográfico, a Península Ibérica é uma região da Europa aonde o dito-cujo pinhão, têm grande apreciação, (mesmo com direito a uma canção), particularmente nesta época do ano. O Bolo Rei, as Pinhoadas e outras Guloseimas aproximadas … !
     Ora, em tempos idos, essa árvore que na Península Ibérica dá pelo nome de Pinheiro Manso, desapareceu, com o aparecimento de uma raça « aparentada » com a Humana que dá pelo nome de : Pirómanos.
           Contrariamente ao que a maioria dos analistas da matéria, poderão pensar, que os fogueadores, são sub-humanos, tipo orangotangos essa casta : os Pirómanos, são gente de boa formação e bem formada, pelo menos nos objectivos a atingir, com o acender de um simples, (Cabeça vermelha) … !
     Mas a populaça, com crise ou sem ela, acreditando ou não no Natal ou em qualquer outra coisa Sagrada, o que quer é Bolo Rei e Pinhoada … !
     Já lá vão uns anos quando BRUXELAS enviava diariamente Trailers de DINHEIRINHO VIRGEM para que o Portugal dos « pequenitos crescesse », era eu gerente de uma grande pastelaria, na qual se fabricavam durante a época natalícia umas largas toneladas de Bolo -Rei e afins.
     Nesses longínquos tempos as mãos dos portugueses já estavam demasiado mimosas para trabalhos duros, quanto mais para andar a trepar pinheiros para as encher de resina e esmurradelas … !
     Assim nesses tempos de FARTAZANA o Bolo Rei que se comia em Portugal era feito com pinhão IMPORTADO DA CHINA. Vinha em latas de cerca de 60kg, com a tampa soldada a estanho e quando se abriam era um cheiro a Ranço que tresandava. Contabilizei e abri muitas. Pouco importava, a abundância era tanta que uma parte era para comer e a outra era para deitar fora. E depois os portugueses são adeptos de comer com os olhos.
     É o faz de conta. E depois dizem que é para inglês ver… ! A culpa nunca pode morrer solteira … !  Em *Boa Verdade* vos digo, o coração é que conta, mas esse,ninguém o vê … !
     Assim, queimados os Pinheiros Mansos e acabada a FARTAZANA de €UROS VIRGENS, para comprar pinhões à China … ! Rançosos fossem eles, para que haja Bolo  -Rei na mesa do Zé, vão-se roubar as pinhas a ILHA DE RÉ … !
     Ai português, português … ! Pediste um e vais pagar três … ! A fartura deu em miséria e o melhor, ainda o que esta para vir … !
     Quanto aos portugueses « pequenitos, cumpriram à letra aquilo que Bruxelas lhes disse para fazer » … ! Cresceram e … desapareceram … !
     Quanto aos PORTUGUESES PEQUENINOS, estão tal e qual como aqueles que habitam ao lado da Quinta Das Lágrimas. Condenados ao abandono.
Ai amor, toma lá pinhões …   /   Ai que banho agora da feira …
Ai casar-me e ganhar pra dois …  /    Ai mais valia estar solteira… !

Charlie Hebdo - edição depois do atentado e tão desejada em PDF















 Ler de baixo para cima as 16 páginas. Clcar na imagem para aumentar.
Agradeço ao meu amigo jornalista José Alberto Magalhães, ter-me facultado o jornal em PDF.

Entrevista de Joaquim Jorge





Estou a preparar um novo projecto e estou analisar trabalhos antigos e descobri por acaso esta entrevista dada a um amigo que tinha um programa de televisão Blogs e Companhia e  gostei de colaborar. Estive a revê-la e na altura, em meados de 2011, não deixa de ser interessante o que digo... Ora vejam  entrevista de Joaquim Jorge com José Ferraz Alves . Obrigado

16/01/2015

Porquê vender?



Miguel Mota 
No tempo do governo PS de Sócrates e quando o país já estava em grande penúria financeira e a serem extintos muitos serviços públicos, como Centros de Saúde e maternidades, acções de extrema-direita, de um partido que se diz “de esquerda”, foi declarado que o estado ia nacionalizar um banco falido (o que motivou o meu escrito “Socialismo ao contrário”) com o custo inicial da astronómica quantia de 4.000 milhões de euros.
Quando foi evidente que o governo estava a manter o banco em questão – o BPN – como entidade separada, para depois vender, eu disse que, na minha modesta opinião, depois de ter sido feito o que eu considerei  um erro grave, o que se devia fazer era a transferência de tudo o que restava do BPN, nomeadamente balcões e pessoal, para a Caixa Geral de Depósitos, o banco de que todos os portugueses são o dono.
(Não me furto a contar que, quando num grupo expressei essa opinião, uma pessoa, que sabe que sou anticomunista, pois não gosto de ditaduras, declarou, com um certo espanto, “mas isso é o que propõe o Partido Comunista!” Respondi-lhe que, se eu considerava algo como certo, não alterava a minha posição por o PC também a perfilhar. Aliás, os vários governos, principalmente o PS de Sócrates e o PSD de Passos Coelho, têm dado amplas razões para Jerónimo de Sousa dizer muitas verdades, não só na minha opinião mas na de muita gente.)
Depois de meter ainda mais dinheiro no BPN, o governo vendeu o banco... por uns míseros 40 milhões de euros! Se vendesse por um valor idêntico ao que lá meteu, acrescido dos avultados juros desse capital, compreendia-se. Como quem o comprou não foi, certamente, para perder dinheiro, a pergunta que surge é: o que é que o novo dono vai fazer que a Caixa Geral de Depósitos não é capaz?
Parece que algo semelhante se está a passar com o BES. Eu repito a pergunta: porquê vender?

Uma outra pergunta me ocorre. O governo clamou que uma das razões para ter de vender a TAP – uma entidade do maior interesse nacional e uma presença de Portugal no mundo – era ela precisar de uma injecção de capital. E que a UE não permite que o governo o faça, algo que, se é verdade – vi indicações que dizem não ser – além de considerar que essa interferência excede o que deviam ser as suas competências, me deixa perplexo. Então o governo não pode meter dinheiro numa empresa que é totalmente sua – diz-se que a bem da concorrência – e pode meter verbas avultadíssimas em empresas privadas?

Humor: o bêbado!




enviado por Paula Carqueja

14/01/2015

Um milhão de euros no cofre do amigo de José Sócrates





A investigação do caso Sócrates encontrou um milhão de euros em dinheiro vivo num cofre do Barclays, pertencente a Carlos Santos Silva. O juiz Carlos Alexandre ordenou o congelamento do montante por suspeita de pertencer a José Sócrates.
Carlos Santos Silva, amigo de infância de José Sócrates e ex-administrador do Grupo Lena, tinha um milhão de euros, em notas, num cofre alugado numa agência do banco Barclays, noticia esta manhã o jornal "i".

Segundo o matutino, na semana de Novembro em que José Sócrates e Carlos Santos Silva foram detidos, a investigação liderada pelo procurador Rosário Teixeira realizou buscas numa agência do Barclays no centro de Lisboa, onde encontrou o cofre com o dinheiro, que suspeita pertencer ao ex-primeiro ministro.
Também estão sob investigação outros depósitos em dinheiro vivo pertencentes a Carlos Santos Silva, espalhados por mais de uma dezena de agências.
Na terça-feira da semana passada, no mesmo dia em que foram efectuadas buscas na sede Portugal Telecom e na PricewaterhouseCoopers, o juiz Carlos Alexandre visitou uma agência do Barclays situada a 260 metros das instalações da PT, com o propósito de investigar os dados de Carlos Santos Silva que ali estariam guardados, acrescenta o "i".
O ex-administrador do Grupo Lena, constituído arguido por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, terá acumulado uma quantia de 23 milhões de euros, em contas na Suíça, que foram repatriados em 2010 para Portugal e depositados na conta do BES, igualmente sob investigação.
Os investigadores acreditam que o dinheiro colocado em nome de Carlos Santos Silva pertence na realidade a José Sócrates, que está detido preventivamente por suspeita de crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

noticia do Expresso.

Petição para soltar José Sócrates







Petição Pública  para soltar José Sócrates . Um homem inocente não deve e não pode estar preso

Sócrates pressiona Costa e PS



Dos “contornos políticos” do processo à “perseguição política” foi um passo - José Sócrates tem vindo a subir o tom nas críticas à Justiça. Em contrapartida, António Costa tenta afastar o PS a todo o custo do olho do furacão e limitar a questão a um “caso de Justiça”. E apesar de estar a conseguir estancar a contaminação deste 'activo tóxico', a prisão de Sócrates não deixa de ser um “embaraço” para o PS. Que se pode prolongar, incomodamente, até às legislativas e presidenciais do final do ano.
Sócrates tem vindo a endurecer as acusações
Na primeira carta enviada à TSF e Público logo após a prisão, a 26 de Novembro, Sócrates dizia não ter “dúvidas que este caso tem também contornos políticos”, mas deixava ainda alguma margem de separação entre os dois campos: “Este é um caso da Justiça e é com a Justiça democrática que será resolvido”. No dia seguinte nova carta, agora ao Diário de Notícias, onde tecia críticas aos magistrados (“Quem nos guarda dos guardas?”) e à “cobardia de políticos”. 
À medida que se aproxima uma decisão da Relação sobre a permanência em prisão preventiva, Sócrates tem vindo a endurecer as acusações. Agora, em entrevista à TVI, critica a tolerância face a “prisões sem provas ou sequer fortes indícios de crimes que ao menos se perceba quais são!”. “Lamento dizê-lo, mas daqui à suspeita de perseguição política não é um passo de gigante, é um pequeno passo”, salientou. 
Se, no início da sua prisão, o ex-primeiro-ministro falava num caso com contornos políticos, agora sobe mais um degrau: “Este processo, pela sua natureza, tem contornos políticos. E digo mais: este processo é, na sua essência, político”.
As visitas que vai recebendo em Évora também têm vindo a questionar cada vez mais a Justiça e a pedir provas que, segundo Sócrates, ainda não lhe foram apresentadas. “Só se deve prender quando há provas”, declarou o ex-ministro Mário Lino, um dos mais recentes visitantes. 

O distanciamento de Costa

Ao mesmo tempo, António Costa insiste em separar os sentimentos da política e em respeitar a Justiça.  “Costa lidou bem com a situação e minimizou-a. Mas minimizar não é excluir. É inevitavelmente um embaraço e um problema para o PS. Esperemos que as pessoas não confundam o plano de um cidadão com o plano do PS partido”, admite ao SOL fonte da direcção.  
Logo após a detenção do ex-primeiro-ministro, Costa - que seria consagrado líder do PS nesse fim-de-semana - enviou um sms a todos os militantes para separar os “sentimentos de solidariedade e amizade pessoais” da “acção política do PS”. E é isto que tem repetido, em diferentes versões, sempre que se pronuncia sobre o caso Sócrates. 
No Congresso, Sócrates foi um nome proibido. “Todos temos sabido separar os sentimentos da política, mostrar a fibra de que se faz um partido como o PS, uma fibra dos que, contra ventos e marés, acreditam e não resvalam na confiança num Estado de Direito e nos seus ideais”, congratulou-se Costa. 
O líder do PS deixou para o último dia do ano a sua ida a Évora. À saída da prisão, ressalvou mais uma vez que “o importante é que deixemos a Justiça funcionar em todos o seus valores”. Questionado sobre se acredita na inocência de José Sócrates, Costa preferiu sublinhar que o ex-primeiro-ministro é “um lutador por aquilo que acredita ser a sua verdade”.
noticia do Sol

Edite Estrela e Mário Lino defendem divulgação das provas contra Sócrates



A antiga eurodeputada do PS Edite Estrela e o ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino defenderam hoje que as provas contra José Sócrates deveriam ser divulgadas e disseram acreditar na inocência do ex-primeiro-ministro.
"Não conheço o processo. Agora, gostaria de saber quais são as provas que existem. Deveriam ser divulgadas e ainda não foram", afirmou Edite Estrela à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, onde visitou o ex-primeiro-ministro, acompanhada de Mário Lino.
Perante a insistência dos jornalistas, a antiga eurodeputada limitou-se a dizer que acredita na inocência de José Sócrates e que foi visitar um amigo de quem gosta muito e cuja detenção considera que é "injustificada".
Ao seu lado, Mário Lino manifestou-se preocupado, porque disse constatar que "uma pessoa pode ser presa preventivamente sem se saber porquê".
"É um facto. Nem o próprio sabe", referiu o antigo ministro do Governo de José Sócrates, realçando que o ex-primeiro-ministro "diz que não foram apresentados nenhuns factos".
"Eu não sou jurista nem estou a discutir o código de processo penal. Estou a dizer que não faz sentido que uma pessoa possa ser presa, no século XXI, numa democracia, sem se saber porquê", reforçou.
Mário Lino mostrou-se "convicto que ele [José Sócrates] está inocente" e disse esperar que o antigo líder socialista abandone a prisão "o mais rapidamente possível".
Questionado pelos jornalistas se se trata de um caso político, Mário Lino respondeu: "Não sei se é político se não é, eu gostava era que a justiça fosse mais transparente para os cidadãos".
"Eu acho que prender uma pessoa é uma coisa muito grave e que só se deve prender quando há provas e elas ainda não foram apresentadas", assinalou.
Sobre a prisão preventiva de José Sócrates para evitar possíveis perturbações do inquérito, o ex-governante afirmou que "o inquérito está a ser perturbado todos os dias mas é pelas fugas de informação".
José Sócrates está preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora por suspeita de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada, num caso relacionado com alegada ocultação ilícita de património e transacções financeiras no valor de vários milhões de euros.
A 21 de Novembro, o antigo líder do PS e ex-primeiro-ministro foi detido e, após interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva, por o juiz considerar existir perigo de fuga e de perturbação da recolha e da conservação da prova.

noticia do DN

MAUS COMPORTAMENTOS




Tereza Halliday
Janeiro continua com os malfeitos que esperamos consertar a partir dele, no rastro das fantasias de passagem de ano. Metáfora do Brasil é o calçadão onde caminho regularmente junto ao mar. Não posso curtir a caminhada e a bela paisagem porque preciso defender-me dos perigos que não deviam estar lá. Tenho de enfrentar ciclistas que não usam a ciclovia bem ao lado e preferem apropriar-se da pista dos pedestres. Tenho de enfrentar skates e patins de jovens que fazem piruetas e tiram fino em caminhantes, corredores, carrinhos de bebê e cadeiras de rodas. Não têm espaço destinado a eles, então resolvem seus direitos roubando-nos o direito de caminhar com segurança e gosto. Tenho ainda de desviar-me dos cocôs de cachorros. Alguns donos ainda esquecem de levar o saco recolhedor de dejetos.

No calçadão Brasil, mensalões, petrolões, gestores públicos sem noção, políticos e empresários que sabem muito bem o que estão fazendo, continuam a comportar-se mal – com as sempre honrosas exceções. Maus comportamentos “os males do Brasil são”. Quantos brasileiros sabem o que é mau comportamento? Quantos acreditam na importância de agir bem? Educação, palavra mágica onde todo mundo diz que está a solução, mas quase ninguém se importa. Educação não é somente adquirir habilidades. Abrange ética e civilidade. Do contrário, o mau comportamento prevalece  no calçadão onde caminho  e nos descaminhos do país.

O lema do segundo governo Dilma é “Pátria Educadora”.  Isto deve incluir educação para formar mão de obra - a carência notada; e educação para formar cidadãos decentes - carência relegada. Este aspecto não compete somente à escola, mas aos pais e a um todo de exemplo, cobrança, punição, incentivo ao bom comportamento. Somente assim chegaremos, um dia, a ser respeitáveis, a  ter  um país que preste.


13/01/2015

Selecção JJ - Baby blues - Barry White.wmv



Missiva de Sobrinho Simões




Caro Doutor Joaquim Jorge, caro Joaquim Jorge

Muito obrigado e parabéns a si, sua Mulher e Amigos pelo excelente ambiente sob todos aspectos. Tive imenso gosto em participar e as fotografias estão muito boas (Agradeça por favor em nosso nome ao fotógrafo). 
Manuel Sobrinho Simões  

Sobrinho Simões deu um Concerto no Clube dos Pensadores




 O cientista médico Sobrinho Simões é uma personalidade Maior em Portugal e uma das maiores autoridades mundiais na área da medicina oncológica convidada por Joaquim Jorge para iniciar as atividades do Clube dos Pensadores no ano de 2015 com pontapé de Ouro. Após uma homenagem à tragédia no Charlie HEBDO e de uma sumária, mas brilhante resenha biográfica do convidado de honra, Joaquim Jorge deu a palavra a Sobrinho Simões que dissertou sobre a nova medicina, com novas doenças, novos médicos e novos doentes.
Com efeito, os médicos defrontam-se hoje com doentes que deixaram de ser passivos e que tinham os médicos paternalistas do passado, porque já submeteram os seus problemas a possíveis respostas em pesquisas na internet, colocando novos problemas e escrutínio aos médicos, com os perigos que isso representa a quem tem uma grande iliteracia médica. Mas induzindo uma incerteza nos médicos e crescente dificuldade no diagnóstico.
Hoje em Portugal envelhece-se mais tarde mas com menos qualidade de vida quando comparando com o que sucede no norte da Europa, onde as pessoas envelhecem mas com qualidade de vida. Tem a ver com os comportamentos alimentares e de estilo de vida. Porque estamos a ficar tão obesos? Com hipertensão? Com alergias? São respostas que o passado pode dar, mas que nem sempre sabemos interpretar.
Os portugueses exageram na automedicação, especialmente nos antibióticos de modo que o seu efeito começa a falhar em doenças do passado, como a tuberculose, que hoje é uma nova doença devido a esse comportamento.
Os médicos, por sua vez, beneficiam de uma panóplia de ciências e tecnologias complementares a aumentar a sua capacidade de diagnóstico jamais observada. A engenharia, a informática, a física, a matemática, a nanotecnologia, etc., vieram dotar o ensino e investigação médica de meios jamais tidos no passado. Os avanços na genética têm sido usados para prever doenças, mas a ideia que resolve tudo é disparatada. Os médicos têm de voltar a ver os doentes e evitar os sobrediagnósticos que não trazem benefícios para a saúde. Sobrinho Simões deu o exemplo de micro cancros detetados por exames sofisticados no intestino que podem ser deixados porque o paciente não morrerá deles, mas de outra maleita. Com efeito há possibilidades de se ter muita informação, porém sem se saber que uso dela fazer.  
Sobrinho Simões traçou com precisão o quadro do sistema de saúde português que está sobrecarregado nas urgências devido ao comportamento dos portugueses. A rede de cuidados de saúde tem excessivos hospitais, um em cada esquina que fazem de tudo, centros de saúde a menos e a atuação de médicos onde deveria ser de enfermeiros e de outros técnicos de saúde, assistentes sociais, etc. Aliás, disse que temos enfermeiros de grande qualidade, que seriam médicos de qualidade em muitos países. Pois no acompanhamento de muitos casos de doenças seriam os técnicos mais qualificados para isso, mas os portugueses querem sempre um médico e não dispensam umas pastilhas. Automedicam-se e pressionam para os médicos receitarem antibióticos indiscriminadamente (matar a mosca com morteiro).
Garantiu que vamos atingir os 100 anos, tal o avanço da medicina, mas devemos ter comportamentos que levem à qualidade de vida, ou o EA, envelhecimento ativo. Os Estados devem por isso aproveitar esta sabedoria por mais tempo, em vez de dispensar esta força de trabalho precocemente como acontece hoje.
Os médicos têm desafios a vencer nesta nova medicina com novos doentes e novas doenças, regressando ao passado, baseado na Prevenção, no Prognóstico, na Participação (do e com o doente), na Personalização e na Precisão. Doentes e médicos lidam mal com a incerteza e por isso estes devem voltar a debruçar-se sobre os doentes personalizando o diagnóstico e a terapêutica, pois somos o reflexo dos nossos antepassados e dos nossos comportamentos atuais. Podemos estar a pormo-nos a jeito em algumas situações de doença. Por isso, é preciso evitar/prevenir.
Mário Russo
Sobrinho Simões consegue explicar o complexo mundo das ciências médicas de modo que todos entendem, apenas possível a quem de facto sabe muito. É uma pessoa simpática, bem-humorada, bom contador de histórias, muito culto e muito afável que logo à primeira é impossível não nos identificarmos e sentir uma empatia e grande confiança, que normalmente é o segredo dos bons médicos. É demasiado modesto, pois acha que não é importante, quando todos sabemos que é o nosso Ronaldo da Medicina e um orgulho para os portugueses.
Uma sala cheia de pessoas ávidas de saber mais e mais. A conversa poderia durar horas que ninguém arredaria pé da sala tal o interesse com que todos acompanharam a sessão. Parabéns Joaquim Jorge, pois é um inicio de atividade ao mais elevado nível e um bom augúrio para 2015. Sobrinho Simões prometeu que viria de novo ao CdP, pois sente-se bem neste serviço cívico ao povo português.  Já reservei a cadeira.







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debate em imagens


fotos: Vítor Alves