19/11/2014

Vistos Gold dão prisão




A justiça portuguesa tendo à frente Paula Teixeira da Cruz começa a funcionar e mostra que quer punir os prevaricadores. 

O presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo, e o empresário chinês Zhu Xiaodong ficam em prisão preventiva sem possibilidade de prisão domiciliária.Ao director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, e à secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, que entretanto pediu a demissão, foi decretada a medida de coacção de prisão preventiva, mas convertível em prisão domiciliária. Nas mesmas condições está o empresário Jaime Gomes.

Zhu Baoe e Xia Baoliang ficam proibidos de sair de Portugal e obrigados ao pagamento de uma caução de 250 mil euros e 500 mil euros, respectivamente.

Aos arguidos Paulo Eliseu, Paulo Vieira, José Manuel Gonçalves e Abílio Silva foi determinada a suspensão de funções nos serviços centrais do IRN. Ficam também proibidos de contactar com funcionários dos serviços centrais do Instituto dos Registos e Notariado.

É importante a policia ter meios e condições para exercer as suas funções independente do poder político. Não me posso esquecer que um dos detidos trabalhava no Ministério da Justiça . Isto prova que a erradicação da corrupção é difícil e muito complicada. Denota que a corrupção começa logo no local de quem pretende acabar com ela ( Ministra da Justiça).


É uma luta tenaz, hercúlea e com muitos espinhos. Mas tem que ir para a frente, os cidadãos estão atentos e à espera que a culpa não fique solteira e todas as questões processuais e a possibilidade de ter bons advogados não permita que tudo fique impune.

Deste modo as  suspeitas de crimes de corrupção activa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influências na atribuição de vistos "gold" a cidadãos estrangeiros sejam punidas exemplarmente.

No futuro quem tentar cometer este tipo de delitos pensa duas vezes e os cidadãos portugueses ficam descansados que há gente que cumpre o seu dever de evitar tais situações.

JJ

18/11/2014

Governo: uma boa medida sobre pensões




O governo propôs para este OE 2015 salvaguardar os direitos dos funcionários públicos que decidiram prolongar a sua vida activa mesmo reunindo as condições para se reformarem, recuperando um regime que vigorou de 2011 e 31 de Dezembro de 2013.

Em causa estão os funcionários que reuniam condições para se aposentar em 2010, mas que optaram por só o fazer em 2014. Estas pessoas poderão pedir à Caixa Nacional de Pensões ( CGA) que a sua pensão seja recalculada com base no salário de 2010.

E, quem se aposentar em 2015, mas tinha condições para o fazer em 2010 e é abrangido pelas regras que determinam que o cálculo da pensão tem por referência o salário do cargo à data da aposentação, poderá requerer à CGA, no prazo de 90 dias, para que seja considerada a remuneração de 31 de Dezembro de 2010.

Uma medida acertada e equitativa havendo um recalculo da pensão para quem já está reformado e também para quem se vai reformar ter outras condições.

Quem se reformou entre 2011 e 2014 teve uma uma pensão mais baixa ( sendo baseada no salário que tem cortes entre 3,5% e 10%) recuperá rendimento .

Não sei se sobre a sobretaxa de IRS será feito o acerto, contudo já é alguma coisa e há mais equidade entre uns e outros . Um funcionário público não tem culpa de ser mais novo , não se poder reformar e nessa ocasião ter saído uma lei penalizadora.

JJ

AMIGO - PALAVRA SÉRIA





Tereza Halliday
Muito antes das redes sociais, os brasileiros já usavam a palavra “amigo” de maneira mais ampla do que alemães, ingleses e americanos empregam seus respectivos termos “freund” e “ friend”. Para eles, é diferente de conhecido, colega, seguidor, aliado, parceiro de alguma atividade  - a não ser que o parceiro se qualifique na categoria Amizade – aquela relação pessoal, afetiva, cheia de confiança e confiabilidade, que se constrói com o tempo,  gentilezas, lealdade, ternura.

            Não critico o novo uso do velho termo para designar contatos de Facebook, onde alguém pode gabar-se de ter centenas de “amigos”. Em qualquer língua, uma mesma palavra pode ter várias acepções.  Um sociólogo observou que, para o brasileiro, amigo é qualquer pessoa que não lhe arreganhe os dentes.  Por esta ótica, amigo é quem quer  que não lhe seja hostil. Por outro prisma, há amigos de Facebook,  amigos sociais, amigos afetivos e amigos profundos.  Com os sociais você vai a eventos, enturma para alguma coisa de interesse comum, mas não desabafa nem oferece o ombro, como no caso dos afetivos – categoria mais densa, mais próxima. Amigos podem mudar de status, conforme o curso da vida.  Amigo profundo é o raro “amigo-irmão”, confidente, diante de quem  não temos medo nem vergonha.  Sabe ser presença, escutar, falar, calar.  Amigos profundos nunca são muitos, são pouquíssimos.

            Não está mais na moda, mas ainda é boa leitura “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. Segundo ele, amigos se cativam – “cativar quer dizer criar laços”. Faz-se aos poucos e a gente se torna responsável por aquele a quem cativa. Senti o doce peso dessa responsabilidade quando recebi e-mail que começava com “Amiga de verdade:”. Se especificou, é que existem amigos de mentira. Que pena! E que bênção ter ou ser  amigo de verdade!

(Diário de Pernambuco, 17/11/2014)

17/11/2014

artigo de opinião de Joaquim Jorge no PT Jornal




OS VISTOS GOLD, E OS VISTOS OCULTOS




Hercília Oliveira 
Os vistos gold , por si só, não são  uma medida assim tão maravilhosa por poder abrir portas  a todo o tipo de visados e alguns pouco recomendados. Ora  desses, o país tem já que chegue e dê para exportar. Mas, também, se bem "vistos",  não seriam  algo  que se devesse rejeitar, até porque o país está de tal maneira de mão estendida que tudo que cheire a entrada de dinheiro" limpo", é bem vindo.
O problema, é que este país tem sido governado desde há décadas, por gente sem escrúpulos e que só pensa no seu próprio interesse e não no interesse do país que "assaltaram" prometendo que o iam governar e democratizar.
Acontece, que o transformaram no caos em que temos vivido e que se tem repetido por várias vezes!
Este caso dos vistos gold, é o típico caso das "LUVAS", a que todos que no país se metem no pesadelo de dar início a qualquer tipo de negócio ou de construção seja do que for e até só  para seu usufruto, como uma simples habitação.
Tudo neste país, só funciona por cunhas, ou luvas aos que se acham donos dele.
E se nos casos mais vulgares e de pequenas luvas são os da raia miúda que se envolvem, nos casos de milhões como os dos vistos gold, é a raia graúda que se envolve e tira proveito.
Sim..., porque "milho" é para os pardais...! Estes pardalões alimentam-se de outras coisas que não o simples "milho"
Até nisto, a dita democracia só funciona para proveito dos grandes abutres.
Enchem a boca com a Democracia, achando que com isso o povo tudo aceita e tolera.
Só que com tudo isto cada vez mais o povo deles se afasta.
Quando oiço esta gente sem escrúpulos dizer o que diz sobre Salazar e regime anterior, mais eu me torno  grande admiradora.

16/11/2014

Miguel Macedo demite -se, Marques Mendes mete os pés pelas mãos



Miguel Macedo demite -se, Marques Mendes mete os pés pelas mãos.

Miguel Macedo , ministro da Administração Interna demitiu-se e mostrou dignidade e prevaleceu a instituição Estado , ao contrário, de Marques Mendes que até teve direito como comentador a ter tempo de antena em sua defesa, mas meteu os pés pelas mãos e as mãos pelos pés. Marques Mendes não tem condições para comentar o que quer que seja: a sua credibilidade é zero.

A operação Labirinto conduzida pela PJ mostrou uma ligação privilegiada do Ministro Miguel Macedo e Marques Mendes com Ana Luísa Albuquerque, filha do presidente do IRN ( Instituto dos Registos e Notariados). António Figueiredo detido.
Miguel Macedo , ministro da Administração Interna demitiu-se e mostrou dignidade e prevaleceu a instituição Estado , ao contrário, de Marques Mendes que até teve direito como comentador a ter tempo de antena em sua defesa, mas meteu os pés pelas mãos e as mãos pelos pés. Marques Mendes não tem condições para comentar o que quer que seja: a sua credibilidade é zero.
A operação Labirinto conduzida pela PJ mostrou uma ligação privilegiada do Ministro Miguel Macedo e Marques Mendes com Ana Luísa Albuquerque, filha do presidente do IRN ( Instituto dos Registos e Notariados). António Figueiredo detido.

Pensamento



"Quem não quer pensar, é fanático; quem não pode pensar idiota ; quem não ousa pensar, um cobarde."

Francis Bacon

15/11/2014

Selecção JJ - El DeBarge - Lay With You ft. Faith Evans



Costa ao ataque





António Costa desafiou, hoje o governo a aceitar no OE 2015 as suas propostas.

As propostas apontam, designadamente, para o prolongamento por mais seis meses do subsídio social de desemprego, para a redução da taxa do IVA para a restauração, para o aumento "bastante acima da inflação" do abono de família, para uma majoração especial de 15% neste abono para as famílias monoparentais e para o restabelecimento do passe escolar.A introdução de uma cláusula de salvaguarda no IMI para que este imposto não possa aumentar mais de 75 euros por ano, e a suspensão das penhoras das casas das famílias em execuções fiscais são as medidas propostas pelo PS para garantir o direito à habitação.
Propostas que qualquer comum dos cidadãos apoia. 
Todavia porque é que a coligação PSD/CDS não as fez e não as aceita?
Por questão política ou desequilibra o Orçamento do Estado? Aumenta a despesa e diminui a receita mas são propostas exequíveis , sensatas e o mais importante - humanas. 
Sou a favor do apoio ao emprego, combate à pobreza e apoio à habitação.
Podem ser propostas a cheirar a eleições, mas colhem na opinião pública. É necessário separar o trigo do joio e há tantas coisas do Estado que se pode poupar sem ser tirar a quem menos tem e pode.

JJ

Mais um que “fugiu”




Miguel Mota 
O próximo Presidente do Conselho Europeu será Donald Tusk, o actual primeiro-ministro da Polónia. Do artigo “O homem da esperança”, no “Público” de 1 de Setembro de 2014, da autoria do Embaixador da Polónia em Lisboa, Bronislaw Misztal, transcrevo:
“Portanto é com muita esperança, além de óbvio orgulho e humildade necessária que nós, os polacos, damos as boas vindas à nomeação do presidente da Europa. Donald Tusk, o primeiro-ministro da Polónia, é a escolha da esperança, confiança e valores comuns.”
Também não tenho dúvidas de que os dinamarqueses sentiram o mesmo “óbvio orgulho” quando o primeiro-ministro da  Dinamarca, Anders Rassmunsen, deixou esse cargo para assumir o de Secretário-Geral da NATO, outro importante cargo internacional.
E em Portugal? Quando o primeiro-ministro Durão Barroso deixou esse cargo para ir exercer o de Presidente da Comissão Europeia, o chefe do executivo da União Europeia, outro cargo de muito grande importância internacional, o que é que se ouviu? Que ele “fugiu”, que não devia abandonar o cargo, que devia ficar para cumprir o seu mandato, etc. O “óbvio orgulho”? Os grupos que clamavam contra essa fuga não sabem o que isso é. E nós sabemos bem quem são, pois se mostram em bem orquestradas manifs.
E os que sabem, pois acredito que ainda existem? Com raras excepções, são a tal “maioria silenciosa”, que se deixa espezinhar e consente em chamar democracia a esta feroz ditadura partidocrática, responsável por delapidar Portugal, que continua a vender o país, principalmente a estrangeiros, continua a tirar aos pobres e remediados para dar aos ricos e clama que o país está melhor que em 1974, como se Portugal, no dia 25 de Abril desse ano, tivesse parado no tempo.
O primeiro-ministro português que “fugiu” foi António Guterres, a meio do seu segundo mandato. Do seu discurso em que anunciou a demissão, transcrevo:
 “Se olhasse para estas eleições e passasse por elas como porventura seria integralmente o meu direito, continuando a exercer as funções de primeiro-ministro, o país cairia inevitavelmente num pântano político e minaria as relações de confiança entre governantes e governados, que são indispensáveis para que Portugal possa vencer o desafio que tem pela frente.
Nessas condições, entendo que é meu dever, perante Portugal e perante os portugueses, evitar esse pântano político. E por isso mesmo, pedirei ao Senhor Presidente da República que me receba, para lhe apresentar o meu pedido de demissão das funções de primeiro-ministro, querendo com isto contribuir para a criação duma situação que permita o pleno restabelecimento da confiança entre governantes e governados.”
Se o Eng.º Guterres foi eleito para um segundo mandato, foi graças às realizações já em meio, que recebeu do governo anterior e que lhe permitiram fazer um brilharete, com os exemplos típicos da Ponte Vasco da Gama e a Expo 98.
Quanto a esta última realização, não me canso de lembrar o que considero uma falha clamorosa, bem reveladora da ausência do “óbvio orgulho” nacional e que bastante prejudica a projecção de Portugal no mundo. O tema da Expo era “Os Oceanos” e a organização ignorou completamente o que considero o feito maior dos portugueses no século XX, a I Travessia Aérea do Atlântico Sul, por Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Essa falha clamorosa fez o país perder uma oportunidade magnífica, como talvez não volte a haver, de mostrar ao mundo – visitaram a Expo muitos milhares de estrangeiros – esse feito notável dos portugueses.
Na minha modesta opinião, a Travessia devia ter um pavilhão a ela dedicado, com painéis a descrever o que foi essa epopeia, filmes – alguns da época – sobre esse feito, o hidroavião Santa Cruz ou uma réplica construída para o efeito, edição de livros antigos  e de outros escritos para a ocasião, e uma série de palestras por pessoas qualificadas. Como nada se fez, o mundo continua a conhecer bem o nome de Charles Lindbergh – cuja Travessia, cinco anos depois, é um feito importante, mas muito menos importante que o dos nossos navegadores – e quase ninguém sabe quem eram Arthur de Sacadura Cabral e Carlos Viegas Gago Coutinho.

Voltando ao governo Guterres, convém notar que, no governo que o antecedeu, a economia portuguesa tinha crescido sempre acima da média europeia. A partir de 1995, começou a crescer menos do que a média europeia, sempre cada vez menos. Quando o PS voltou ao governo, em 2005, entrámos em recessão. Tudo consequência de políticas erradíssimas. E por muito que o governo actual apregoe melhorias – ao mesmo tempo que continua a cortar ordenados e pensões e a aumentar o número de milionários – as perspectivas de futuro, para a grande maioria dos portugueses, são muito negras.

12/11/2014

Selecção JJ - Llorca - My Precious Thing




Pensamento



Os partidos políticos com esta lei eleitoral fizeram com que existisse uma casta política que se destaca pela sua incompetência e submissão. Deste modo quem tem ideias e luz própria é ostracizado.
A história mostra-nos que é preferível reformas a rupturas. Os senhores dos partidos não aprendem, nem mudam. Podemos acabar mal...

Joaquim Jorge 

Clube dos Pensadores em dose dupla com Ana Drago e Daniel Oliveira



cdpUma noite fria e chuvosa, com sala repleta (mais de 200 pessoas) para ouvir os convidados Ana Drago e Daniel Oliveira e perceber quais os passos seguintes que o Fórum Manifesto vai dar. No blogue do Clube mais 100 pessoas assistiram ao debate em directo. Um debate moderado por Joaquim Jorge em que se percebeu que Ana Drago e Daniel Oliveira se complementam. A Ana mais dócil e o Daniel mais acutilante
Para já nada de coligações pré-eleitorais com o PS mas tudo leva a crer um entendimento com o Partido Livre para concorrer à próximas eleições legislativas em 2015.
Percebeu-se no debate que Daniel Oliveira ficará nos bastidores e Ana Drago é que pode integrar futuras listas do Partido Livre de Rui Tavares.
Joaquim Jorge provocou os convidados dizendo que não se pode votar só por fé e pediu para dar razões a escolher em próximas eleições, Ana Drago e Daniel Oliveira.
Ana Drago e Daniel Oliveira sem fugirem à pergunta escusaram-se adiantar pormenores que estão em negociações e dependem de um amplo consenso.
Antes do debate desta segunda-feira , Ana Drago e Daniel Oliveira tiveram reuniões com gente do Porto e afecta ao seu Manifesto e informaram que nos próximos dias haverá novidades da evolução da sua plataforma política.
Não se falou do BE mas falou-se do PS e um possível acordo dependendo do programa de governo do PS e de António Costa . Daniel Oliveira sem desvendar linhas programáticas falou na inevitabilidade da reestruturação da dívida e acabar com os cortes aos funcionários, defesa do Estado Social e da escola pública.
No final Joaquim Jorge informou que o próximo debate será com convidados socialistas, no dia 27 de Novembro, antes do Congresso.
JJ

11/11/2014

Selecção JJ - Earth Wind & Fire " September " After The Love Has Gone "





PT Jornal 

JPN

RTP N


TVI 24

noticias ao minuto

Porto Canal

Ana Drago e Daniel Oliveira, uma Esquerda consequente no Clube dos Pensadores



Mário Russo
O Clube dos Pensadores recebeu a convite de Joaquim Jorge dois Pensadores incómodos ao “status quo” instalado. Ana Drago e Daniel Oliveira, gradas figuras que estiveram na origem da criação e ascensão meteórica do Bloco de Esquerda dissertaram sobre as inquietações de uma democracia doente em Portugal. Ana Drago iniciou o debate explicando as razões da sua divergência com o BE e o porquê de se ter demitido, invocando o seu passado estudantil e de lutas sociais, pela inquietação pelo rumo que a política portuguesa tem vindo a trilhar nos últimos três anos, com uma visível degradação da qualidade de vida em termos sociais, económicos e o esfrangalhamento dos laços de solidariedade e de liberdade que caracterizam uma democracia participativa e de liberdade. Por isso considera que Portugal vive uma emergência nacional que exige uma regeneração da vida política de modo a reconstruir esses laços de solidariedade e de liberdade que exigem disponibilidade para o diálogo, que vincou não ser uma coligação, mas caminhar e dialogar com quem é contrário. Só que a direção do BE não é da mesma opinião e por essa razão optou por sair e lutar pelo que é um ideal dos seus tempos de juventude por achar que é mais justo e necessário.
O seu discurso é franco, simpático e sobretudo, transparente, firme e convicto. Irradia simpatia, o que é uma faceta importante para as lutas políticas que diz estar preparada para encetar. Para já em diálogo com o “Partido Livre” fundado por um antigo companheiro Bloquista, Rui Tavares.
Daniel Oliveira é a expressão da força da natureza. Fleumático e contundente. Muito objetivo no que diz ser o essencial da sua luta e disponibilidade e generosidade em dar um pouco de si para regenerar a política e a democracia que se faz e vive em Portugal, que está em crise. Teceu argumentos que explicam, em parte, este estado de coisas, extensivo à Europa e contrariou a ideia feita de que todos os políticos são iguais, que são incompetentes e que são corruptos. Pretende lutar para que esta percepção não seja uma realidade na vida portuguesa. Está disponível para combater a ideia feita de que a situação nacional e o caminho levado pelo Governo PPC é inevitável, com o discurso de que Portugal para sair da crise tinha de empobrecer, executando à risca o programa político de governo feito pela Troika, como bons alunos executores das políticas tecidas pelos credores, traindo as promessas e os votos em quem os elegeu com promessas. Daniel Oliveira não concorda com outra das ideias que se quer fazer crer, que é o novo deus, “os mercados”, que são uma entidade divina, que pensa, que não gosta, que não quer, que impõe. É o discurso do medo.
Recusar o discurso da inevitabilidade e do medo e aprender a dizer não à Europa, que em vez de ser parceira é, afinal, punidora, é que é o caminho da soberania. O poder social é capaz de contrariar o que é inevitável imposto por outros.
A sua disponibilidade para discutir o triplo vértice do problema nacional: (i) o tratado orçamental; (ii)  a dívida externa e (iii) o Estado social, não abdica deste último, ou seja, nem mais um corte à educação, à saúde e às pensões. Sobram, por isso, dois vértices e aí é que se centra a discussão de como fazer esse equilíbrio.
Ambos acham que a dívida, como está, é impagável e para se ser sério é preciso reestruturar, como quase todos acham, com exceção da teimosia de PPC e mais uns quantos que se lhe seguem, tentando iludir a opinião pública que reestruturar é não pagar. Na verdade não está em causa não pagar, mas a forma como se deve fazer. A responsabilidade é partilhada entre devedor e credor. É, pois, uma questão de ética.
Ana Drago fez referência ao levantamento de consciência popular do 15 de Setembro mas que se esfumou pela fragilidade social portuguesa, ao contrário de Espanha em que os movimentos sociais se organizaram e estruturaram e já têm força política traduzida em votos. Em Portugal, quando emergem lideranças nos movimentos sociais, os partidos políticos tratam de os cooptar, silenciando-os de seguida ao dilui-los na turba existente (digo eu). Foram várias as perguntas da plateia que tornou o debate muito rico e vivo, numa sala completamente à pinha.
Quer Ana Drago, quer Daniel Oliveira, foram uma agradável surpresa para este escriba, porque tinha-os em conta de contestatários do poder mas sem ambição por ele, o que os tornaria inconsequentes. São generosos na sua luta, porque querem que o retorno de uma participação cívica ativa e em liberdade seja materializado em garantias sociais fundamentais para cimentar a solidariedade e os laços sociais numa sociedade mais justa e livre e sem medo.
Ambos prometeram a Joaquim Jorge que voltariam a este fórum logo que se constituíssem candidatos… num futuro próximo. Parabéns Joaquim Jorge, este debate fortaleceu mais a marca CdP e parabéns aos convidados.

10/11/2014

Clube dos Pensadores recebe Ana Drago e Daniel Oliveira


HOJE

Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores (CdP) convidou Ana Drago e Daniel Oliveira  para estarem presentes, dia 10 de Novembro, pelas 21:30, no Hotel Holiday Inn em Gaia.

Ana Drago é socióloga, foi deputada na Assembleia da República e dirigente do BE, mas recentemente demitiu-se do BE e renunciou ao lugar de deputada da Assembleia Municipal de Lisboa, alegando divergências com o BE.
Daniel Oliveira jornalista e fundador do BE, é colunista dos jornais Expresso e Record, e participa no programa da SIC Notícias O Eixo do Mal . Abandonou o BE em 2013 por discordar das últimas opções políticas do BE. 

A Fórum Manifesto é uma corrente fundada por Miguel Portas, que se desvinculou recentemente do BE, a qual integra  Ana Drago e Daniel Oliveira e querem fazer parte de uma solução e admitem convergências com os partidos de esquerda disponíveis. 

Deste modo  a Fórum Manifesto vai em coligação com o partido Livre às próximas eleições legislativas . O partido Livre que integra Rui Tavares teve nas últimas  eleições  europeias 70 mil votos o que permite acalentar a esperança de um bom resultado em próximo acto eleitoral.

No PS com a mudança de liderança para António Costa é importante que defina a sua política de alianças : recentemente esteve no congresso do Livre e é uma sinal mas não passa disso. Por outro lado, a forma cautelosa e sem hostilizar Marinho e Pinto que formou o PDR ( Partido Democrático Republicano) pode querer dizer alguma coisa no futuro. Tudo depende do score eleitoral nas próximas eleições legislativas do Livre e do PDR.

Dificilmente o PS em próximas eleições legislativas, se vencer, terá maioria absoluta.Assim terá que pensar em fazer alianças com outras forças políticas para ter um governo com maioria parlamentar. O BE e o PCP já rejeitaram uma possível aliança pós – eleitoral . Uma das questões que se vai colocar é saber o modo como o PS vai estabelecer essa política de alianças que pode ser de incidência parlamentar ou de natureza governativa.

Como António Costa é perito em acordos e entendimentos , assim aconteceu na CM Lisboa com Helena Roseta e Sá Fernandes pode-se antever algo semelhante para um futuro governo de Portugal.

Será interessante ver como reage o PSD e o CDS a esta eventualidade pois ainda não definiram se vão coligados ou em listas separadas às próximas eleições. Será definido no primeiro trimestre do próximo ano um eventual acordo e o candidato a Presidente da República.

O CdP continua  os debates deste ano, que se iniciaram  com Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças do governo de  José Sócrates, em seguida, Carlos Barbosa, presidente do ACP, Arménio Carlos, líder da CGTP, António Capucho, ex- PSD,  Henrique Neto, empresário e ex-deputado do PS e Marcelo Rebelo de Sousa ex-líder do PSD e Ribeiro e Castro ex-líder do CDS.

Clube dos Pensadores 

Noticias do debate






noticia na página 20










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excelente noticia sobre o debate

A passar nos noticiários comentários ao debate de Joaquim Jorge










noticia do debate na página 2

08/11/2014




A passar informação do debate no Clube












noticia do debate página 4

07/11/2014

[Previsão Planoclima] - Estado do Tempo até 19 Novembro 2014 - Outono pegado, com frescura, humidade e variabilidade atmosférica diária




Caríssimos,

"  Mondar a chover, dinheiro a perder "

Nesta fase de Lua Velha (Quarto Minguante) a continuação do padrão de Outono será uma realidade, com temperaturas, humidade e fluxos da época que poderão durar...quem sabe até ao fim do mês.


Assim, até 19 de Novembro 2014 prevejo a continuação do padrão atmosférico verificado nos últimos dias, com as oscilações de temperatura de uns dias para os outros, a humidade com aguaceiros, sobretudo nos dias 08, 09, 13 e 14, tal como por vezes períodos de chuva ( Morrinha), em especial dia 10 e 12.
A neve será também rainha acima dos 1600/1700m, ou seja na serra da Estrela  nos dias 09, 14 e 15.
Com Anticiclone dos Açores ligeiramente mais para Oeste deixa caminho ao fluxo zonal, ou seja, depressões que afectam em cheio o UK e que ramificam bandas até Portugal, depois podemos ter uma ou outra depressão mais intensa onde a trovoada e granizo também se farão sentir, assim como um  vento variável da noite para o dia mas sem nunca deixar de se fazer sentir.e até um dias ou outro poderá ser forte.

De assinalar, os altos e baixos da temperatura (ora mais ameno, ora mais fresco), de difícil adaptação de um dia para o outro, pelo que ao nível da saúde pública será um período propício e fértil para o absentismo, uma vez que os vírus da época ficarão mais activos ou melhor despertam para a actividade, como as constipações, infecções de otorrino, falta de ritmo de adaptação à variabilidade climática que se fará sentir, etc.

Resumindo, continuação da humidade, frescura e a variabilidade atmosférica normal da época e que já não levava-mos com ela há 5 anos...altura perfeita para a mudança de guardar-oupa e colheita de cogumelos.


Resumindo, continuação da humidade, frescura e a variabilidade atmosférica normal da época e que já não levávamos com ela há 5 anos...altura perfeita para a mudança de guarda-roupa e colheita de cogumelos.

Bem - Haja


Mário Marques
Planoclima 2014


Vejam a previsão resumida em:
http://facebook/planoclima

senão abrir tentem este logados no FB.
https://m.facebook.com/index.php?lh=edbc04c47f2bd70ec1ee20139412747d&eu=gfl1jeic-OEwtWsNMznT5g#!/home.php?lh=edbc04c47f2bd70ec1ee20139412747d&eu=gfl1jeic-OEwtWsNMznT5g


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Noticias do debate





JPN








noticia sobre o debate na página 26













06/11/2014

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no jornal Record




JOAQUIM JORGE | 11:15

A falta de credibilidade da vida pública



A nossa democracia não é fruto da improvisação, mas sim da vontade expressa pelo povo português de constituir Portugal num Estado social e democrático de direito inspirado nos princípios de liberdade, igualdade, justiça e pluralismo, em que todos os cidadãos e instituições estão submetidos, por igual, perante a lei.
Contudo a discórdia, a divisão, os casos de corrupção, a falta de respeito e observação destas normas têm debilitado a nossa democracia. Não há a garantia necessária de que todos os portugueses sejam iguais perante a lei, possam exercer os seus direitos e para que a nossa vida colectiva funcione normalmente e ordeiramente e que se sinta que há ordem, respeito e civismo.
Os portugueses estão muito preocupados com o estado da democracia e reagem de diferentes formas. Uns já deitaram a toalha ao chão, a grande maioria não quer saber - não vota, a abstenção grassa. Outros formam novos partidos e muita gente apoia, outros protestam nas ruas, outros votam no anti-sistema, etc..
A sociedade precisa de normas morais, admirar e respeitar quem o merece. É preciso elogiar o enorme sacrifício e esforço dos portugueses para superarem esta crise económica. O exemplo de muitos cidadãos que demonstram admirável capacidade de esforço e sacrifício neste tempo de desencanto, pessimismo e desconfiança. Muitos portugueses têm enfrentado com coragem, a adversidade, e demonstrado uma capacidade de sacrifício fora do comum. São milhares de portugueses que todos os dias lutam para seguir em frente, com honestidade, com tenacidade, com valentia e com humildade. Estas pessoas é que fazem de Portugal uma nação que vale a pena viver e que vale a pena lutar.
Há uma grande vontade de querer acreditar nas instituições, mas a frustração dos portugueses é enorme pelos péssimos exemplos da vida pública. Não sabem como mudar este saque público a que estivemos e estamos sujeitos ao longo dos anos.
Serão os partidos capazes de se regenerarem a si mesmos, antes que possam ser varridos do mapa eleitoral? Não sei, veja-se as últimas sondagens em Espanha com o Podemos, que consegue ficar à frente dos partidos institucionais (PP e PSOE). O que vejo é uma aparente preocupação com a abstenção em plenas eleições, mas deixando passar a onda esquecem. Outras vezes ficam-se pela cosmética das aparências e lavam somente a cara não chegando ao fundo da questão. Por exemplo, haver eleições primárias para primeiro-ministro num partido aberto a simpatizantes, mas não permitem que um simpatizante possa concorrer. Por outro lado, não abrem as eleições primárias a simpatizantes para a escolha dos candidatos a presidente de Câmara.
Os partidos sabem que têm que fazer algo, mas estão sempre em compasso de espera para ver no que dá e procuram ganhar tempo para mudar o menos possível. Andam sempre a reboque, nunca por sua iniciativa. É imprescindível não pactuar com a corrupção dentro dos partidos e fora deles, modificar as normas do seu financiamento tornando-as claras, transparentes e sérias.
Todavia o rei vai nu, por falta de vontade, por impotência, falta de qualidade intelectual dos seus dirigentes e puro clientelismo. Os que regem as instituições cobrem-se uns aos outros, incumprem leis, burlam os controlos e enganam-nos. Qualquer tentativa de regeneração tropeça, logo à partida, na falta de credibilidade que é o seu obstáculo maior.
As pessoas dos partidos que deixaram chegar o sistema a este estado não podem ser elas a regenerar e melhorar o sistema político. A sua credibilidade está perdida. Os principais partidos pouco a pouco tomaram conta de tudo que é poder, procurando estender o seu poder ao controlo dos órgãos encarregados de fiscalizar e julgar. O sistema político precisa de válvulas de segurança, de mecanismos de controlo e auto-regulação. A legitimidade do voto tem um papel fundamental em democracia mas não lhe dá o direito de influenciar e interferir noutras áreas.
A nossa democracia ao longo das últimas décadas foi frequentada por um bando de saqueadores (nem todos) que funcionou como uma bomba ao retardador que nos estalou na nossa frente.
É necessário um controlo efectivo, dar explicações e erradicar a impunidade. É fundamental prestar contas à sociedade. A arbitrariedade, a corrupção e negócios escuros têm que ser banidos.
Os partidos têm que ceder parte do seu poder à sociedade, abrir as suas portas e janelas para quem quer entrar e perceber de forma detalhada e perceptível o que é feito.
Se não o fizerem o preço a pagar será altíssimo, o barco da democracia pode encalhar e destruir-se nas rochas.
Os partidos fazem-me lembrar um velho anúncio na escolha da cor de um automóvel, em que se pode escolher todas as cores desde que seja preto. Isto é, os partidos deixam decidir desde que vá de encontro às suas pretensões e que esteja já previamente decidido.
George Orwel dizia: “ver o que se tem na nossa frente exige uma luta contínua”. As coisas como estão vão levar ao desastre e ao bloqueio da vida pública por este sistema político caduco.
A hora é da regeneração da democracia e a despolitização das instituições públicas a começar pela Justiça. O sistema político tem que saber regenerar-se para evitar o descrédito total e que fique nas mãos dos anti-sistema ou do populismo.
JJ
*artigo de opinião publicado no PT Jornal 

04/11/2014

Selecção JJ - Lee Ritenour - Papa was a Rolling Stone



Pensamento



"Pensar é fácil. Agir é difícil. Agir conforme o que pensamos, isso ainda o é mais."Autor - JohannGoethe 

TRAUMA DE DISCURSO




Tereza Halliday
Quando recebo convite para ritual de posse em alguma academia que não seja de ginástica, envio presente e/ou cartão como assertiva de meu apreço, mas não compareço à solenidade. Minha ausência sistemática tem origem num trauma de discurso sofrido há muito anos e para o qual não procurei cura.

A nova acadêmica era Estephânia Nogueira, poeta ensaísta, minha ex-professora de inglês, que me introduziu a belos poemas de Elizabeth Barrett Browning, Archibald Mc.Leish, Emily Dickinson, Robert Frost... Por afeto e gratidão, lá fui eu assistir a sua posse na Academia Pernambucana de Letras. Estava ansiosa por ouvi-la.  O presidente da mesa alongou-se e dilatou seu discurso desmesuradamente, somente para abrir a sessão. O designado para saudar o novo membro da Casa castigou-nos com outra exposição oral quilométrica. Quando chegou a vez do discurso cerimonial da empossada – a estrela da celebração daquela noite – nós, da plateia, estávamos exaustos. A mais importante oradora da noite foi botada para trás pela incontinência verbal de bem intencionados saudadores, talvez carentes de uma audiência cativa.

 Pesquisas antigas atestam que só conseguimos prestar atenção plena a uma fala por, no máximo, 20 minutos. Palestras atuais de alto nível, procuradíssimas na Internet,  em programa chamado TED, duram 18 minutos e dizem o que importa. No inditoso caso que me deixou traumatizada, foi um despautério roubarem o tempo de gala da nova acadêmica e massacrarem a plateia com excesso de falação. Soube que foi bem diferente, muitos anos depois, na posse de Luzilá Gonçalves, com gerenciamento perfeito dos discursos, significativos e de bom tamanho. E que perdi uma bela festa.   Será que a fala enxuta em rituais de posse de acadêmicos passou a prevalecer? Ainda tenho medo de ir lá conferir.


03/11/2014

Selecção JJ - lee ritenour- is it you








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02/11/2014

AS ANEDÓTICAS PROPOSTAS DO COSTA




Hercília Oliveira 
Como bom anedótico político, António Costa mal fala; e sobretudo pouco ou   nada tem dito sobre as  medidas que tomará caso venha a ser o novo PM deste país.
Mas.., lá vai deixando sair de vez em quando pérolas como estas três medidas anunciadas:

1ª- REPOR FERIADOS SUSPENSOS,  Claro, que os votos não aparecem em quem diz que  tira, mas sim em que diz que dá! Mesmo que logo de seguida se dê o dito por não dito, ou..., como agora  é moda, que não foi isso que quis dizer...!

2ª- SER A EUROPA A TRATAR DA DÍVIDA GERADA POR SÓCRATES.
Pois..., é que os socialistas são bons é a gastar e a fazer dívidas, particularmente quando não e dos bolsos deles, depois..., bem, depois os outros que resolvam.

3ª- CRIAR UM DIA CONTRA A HOMOFOBIA E A TRANSFOBIA.
SIM..., porque com o lobby  gay cada vez mais com influência em tudo que cheire a poder, são favas, ou melhor, votos garantidos. Não importa o que se faz à sociedade, o que importa são os votos, o PODER!

Esta moda de criar DIAS especiais para ser contra ou a favor do que quer que seja, chega a cair no ridículo. E esta então é hilariante!!
E muitas vezes tem o efeito contrário.
Se eu for homofóbica, vai ser porque me dizem que não posso ser, que vou mudar!? E posso até dizer que não sou para ser "correta". Mas é por isso que deixo de o ser!?
Enfim, esta gente que fala em liberdade, cada vez mais nos quer controlar e orientar até os pensamentos! Comigo não funciona.
Mas, o importante, é que com as medidas fantásticas para o país, que Costa apresentou, melhor será nos mentalizarmos e nos prepararmos  para mais 40 anos de caos no país.

Pensamento



Nunca seja espectador da injustiça e da estupidez. 

Christopher Hitchens