14/05/2013

PARA QUEM, VALE A PENA VIVER EM PORTUGAL

Hercília Oliveira
Portugal é um país pequenino mas muito bonito, e que agrada à maioria das pessoas que nos visitam.
Tem uma gastronomia rica e variada, bons vinhos, lindas praias e um bom clima.
Um povo que recebe bem e que gosta de ser prestável quando algum turista precisa de informações.
E os visitantes têm ainda uma grande vantagem..., estão de passagem....
Mas para quem Portugal é sem dúvida um paraíso, é para quem comete delitos !
Neste país, os políticos que formem um banco para encherem os seus próprios bolsos e que obrigam o povo a pagar esse delito, ficam impunes, e continuam fazendo a sua rica vida e gerindo os seus rentáveis "negócios". Nada lhes acontecerá....
Há presidentes de câmaras que depois de serem condenados após anos de recursos, continuam sendo presidentes, gerindo a câmara de dentro da "prisão"e que só renunciam se quiserem, pois a lei feita por "eles próprios a isso não os obriga.
Os políticos que conscientemente levam o país à falência, em nada são responsabilizados, podem concorrer a nova "empreitada" e ainda temos que levar com eles todos os dias a dar palpites nos écrans da TV.
E tem mais..., neste lindo país, os condenados  por pedofilia e que são "famosos" como por exemplo Carlos Cruz , Vale Azevedo por fraudes e Isaltino Morais, vão para o "hotel da Carregueira", em Sintra...!
Sim, porque estas pessoas são especiais e como tal têm que ser tratadas como tal...!
É por estas e outras, ( e são tantas...), que vale a pena viver em Portugal, mas só para estes privilegiados porque para os outros portugueses é um pesadelo.
 

13/05/2013

Selecção JJ - Surface - You Are My Everything


Coincidências

Mário Russo
APENAS COINCIDÊNCIAS QUE NINGUÉM VÊ. TUDO NORMAL

1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do negócio da SAÚDE da CGD-Caixa Geral de Depósitos;
2) O Governo nomeia ANTÓNIO BORGES como CONSULTOR para orientar a VENDA dos negócios PÚBLICOS (privatizações) COM SALÁRIO DE MARAJÁ DAS ARÁBIAS;
3) O Grupo SOARES DOS SANTOS (Jerónimo Martins) CONTRATA o mesmo ANTÓNIO BORGES como ADMINISTRADOR, mantendo este as suas funções de VENDEDOR dos negócios PÚBLICOS do Governo;
4) O Grupo SOARES DOS SANTOS (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um  NOVO NEGÓCIO na área da SAÚDE (noticiado no início desta semana pela  imprensa);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE, da CGD, já este  MÊS (notícia pela imprensa).
Pura coincidência e nem sequer há conflitos de interesses segundo PPC. Tudo normal.
Este senhor é o que disse que os salários em Portugal deviam diminuir (o dos trabalhadores e não o dele, superior ao do Presidente da Federal Reserve dos EUA, B. Bernanke.

Os Cortes de Paulo Portas

Mário de Oliveira

São balas de matar e vão até 2017

Está visto que Maquiavel, o autor de O PRÍNCIPE, ou, em tradução actualizada e politicamente correcta, COMO SE FAZ UM CANALHA, comparado com o politicamente maquiavélico PauloPortas, o do CDS/PP e membro do governo presidido por PassosCoelho do PPD/PSD, não passa de um aprendiz. Os malabarismos que, nestes últimos dias de Abril e primeiros de Maio, ele protagonizou, perante o desaparecimento total do CDS/PP, revelam um político profissional com tudo o que há de mais perverso. Solteirão, no BI, é efectivamente casado com o Poder. Ele e o Poder são uma só coisa. E essa coisa é hedionda. Dele, nunca uma mulher dirá como uma mulher diz de Jesus, em plena missão política ao serviço do Reino/Reinado de Deus, “Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram” (cf. Lc 11,27). Dele, sempre se há-de dizer, Infeliz mãe que tal filho-poder pariu. Inteligente e arguto como poucos, coloca todas as suas capacidades ao serviço do Poder, pelo que, vê-lo em acção, é ver o Poder e todo o hediondo que o Poder é.

 Não há coligação onde ele esteja, que não se torne intrinsecamente perversa. Desde que se ligou ao PPD/PSD e, juntos, constituíram governo, está a minar por dentro o próprio PPD/PSD e a tornar cínico e cruel, o politicamente anjinho, ainda que suficientemente vaidoso e ambicioso, PassosCoelho que, cada dia que passa, está cada vez mais igual a PauloPortas, cínico e cruel, ainda que sempre naquela estudada pose de presidente do conselho de ministros que nunca se irrita, nem nunca se ri. Com ele na coligação PPD/PSD-CDS/PP, os dois partidos que suportam este governo sadomasoquista, simplesmente pulverizaram-se. Não existe ninguém mais para lá dele. Paulo Portas é o chefe em exercício, ainda que o titular oficial seja PassosCoelho. Nem os funcionários da Troika se safam com ele. Tudo ele pulveriza, porque ele é o Poder, o Poder é ele, e os dois são um só.

 Mas como mestre do próprio Maquiavel, quem o vê e ouve, admira-lhe a inteligência e a argúcia, e pode concluir erradamente que, graças a ele, as coisas, embora más, não estão tão más quanto estariam, se ele não estivesse no governo. A verdade é que o País está em vias de extinção. O Poder é assassino e torna estéreis as populações em que entrar. Basta ver que cada ano que passa, há menos crianças a nascer no nosso País e na Europa em geral, e as que ainda nascem e sobrevivem, vêem um muro de chumbo à sua frente. Resistem os velhos, elas e eles, mas porque já não se reproduzem, em breve, já nem velhos haverá.

 Ora, PauloPortas é o cérebro com que o Poder conta para levar o nosso País à extinção. Ou o travamos a tempo, e ao governo que ele fez/mantém à sua imagem e semelhança, ou desaparecemos. Com ele ao leme, via PassosCoelho, a extinção do País está próxima. Ficará apenas o Poder. E todos os que sobreviverem, como seus vassalos e lacaios. Eternos condenados pagadores de promessas, a ter de calcorrear quilómetros e quilómetros até Fátima, onde o clero católico implantou a imagem feminina do Poder que, embora macho, como PauloPortas, sempre que lhe convém, traveste-se de fêmea, no caso, numa nossa senhora qualquer, pouco importa o nome.

A verdade é que os recentes cortes anunciados pelo governo até 2017 são outras tantas balas de matar disparadas contra as populações, em particular, as mais indefesas. E, ao contrário do que se pensa e diz por aí, todos esses cortes têm a marca de PauloPortas. Se nos guiarmos só pelos discursos, diremos que eles têm a marca de VítorGaspar e PassosCoelho. Mas se nos guiarmos pelo cérebro que as concebeu e pariu, percebemos que eles têm a marca de PauloPortas, casado com o Poder, os dois um só. Graças a este malabarismo político, mantém-se a coligação e o seu governo, apresentado como “mal menor”. E em 2015 é bem capaz de voltar a receber um voto de confiança das populações. Graças ao mestre de Maquiavel, o Dr.PauloPortas

12/05/2013

PORTO

A equipa do Porto ontem venceu o Benfica , no limite porque naquela casa não existe a palavra - desistir. A mística do Porto veio ao de cima pela batuta de Pinto da Costa , acreditar sempre e as contas fazem-se no fim.

Este ano o Benfica praticou melhor futebol ,foi mais regular , está na final da Liga Europa esteve em três frentes : campeonato; taça e competições europeias. Porém como dizia o fantástico corredor de Fórmula1 Niki Lauda nos despiques com Alan Prost , « uma coisa é chegarmos à traseira de um carro, outra é ultrapassá-lo». Este  raciocínio aplica-se ao Benfica , está sempre perto mas não chega . Por este andar arrisca-se a perder tudo: campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal.

Os seus dirigentes e principalmente o seu treinador ,uns convencidos, que pensam que se ganham jogos na imprensa e por se dizer até à exaustão que somos melhores , vamos vencer , temos melhor equipa, blá blá blá, etc.

Ao contrário o Porto esteve calado , discreto , acreditou sempre , fez o trabalho de casa , não dá nas vistas,tem atitude e comportamento de quem sabe o que está a fazer . Reparem que venceram o Benfica e sempre com humildade e os pés assentes na terra . Fizeram constar e passaram a mensagem no fim do jogo, que ainda não ganharam nada , que falta ainda o Paços de Ferreira.

O Benfica não aprende , não tem consistência e é dirigido e organizado por uns espalha brasas.. São campeões para os jornais , para a sua verborreia e alter-egos descomunais. Não aprenderam, não querem aprender e não passam de uns medíocres .

Podiam fazê-lo com José Mourinho , num jogo desta importância deveriam ter vindo para o jogo umas horas antes directamente para o Dragão , em vez de obrigar os jogadores a todo o tipo de pressão e incidentes à sua volta e com a sua presença. 

Assim o faz Mourinho quando visita Barcelona.

Que saudades de Borges Coutinho e daqueles tempos , de postura , atitude, comportamento e de vitórias.

O jogo foi correcto , intensivo e emocionante , o árbitro Pedro Proença mostrou por que é um dos melhores do mundo. O treinador do Porto , Vítor Pereira arrisca-se a vencer mais um campeonato ,a ter um registo memorável e muitos portistas querem que ele se vá embora.

Fica a imagem de um Jorge Jesus a ajoelhar-se no segundo golo do Porto perante tanta estupidez e dislates ditos antes do jogo , nunca pensando que poderia perder. E, a correria de loucos de Vítor Pereira e expressões de alegria inaudita

Para já Pinto da Costa está-se a rir baixinho e para a semana provavelmente vai-se rir alto...

JJ

11/05/2013

Desburocratização

Miguel Mota
     Um caso pontual à consideração do Senhor Ministro das Finanças

     A baixa produtividade dos portugueses é consequência de um número muito elevado de factores, não sendo, portanto, possível transformá-la de golpe, com uma única solução.

          Entre os factores que contribuem para essa baixa produtividade encontra-se um certo grau de ineficiência de muitos serviços do Estado, consequência daquilo que se chama BUROCRACIA.

 A execução de uma série de actos necessários ao desempenho de qualquer função implica sempre uns quantos passos administrativos. Foi a essa parte – necessária – da actividade – do Estado e não só – que se deu o nome de «burocracia». No entanto, essa actividade administrativa necessária foi criando passos supérfluos, ampliando-os desnecessariamente e, muitas vezes, considerando-se como o «centro do mundo» e a razão de ser das outras actividades, numa fenomenal inversão de posições. E uma actividade necessária, que na maioria dos casos passaria despercebida, transformou-se num enorme consumidor de energias, o que levou a considerar a palavra «burocracia» como sinónimo de algo execrável.

 Apontada por todos como um enorme e desgraçado mal, são poucos os que se têm ocupado da sua correcção. É fácil atribuir-lhe todos os males e atirar com a responsabilidade da sua existência para o pobre 3.º oficial que está ao «guichet». O facto é que a ele é a quem menos cabe essa responsabilidade, pois os numerosos passos, as diferentes «démarches», todas as actividades supérfluas a que os tristes mortais são submetidos são certamente da responsabilidade dum chefe, nos diferentes graus da hierarquia, até aos escalões mais elevados. Mesmo quando o citado 3.º oficial demora anormalmente algum papel ou qualquer outro passo exigido, é ainda o seu chefe – e o chefe do chefe, até ao escalão mais elevado – o responsável por consentir que isso aconteça.

A cura da burocracia – entendida como passos dispensáveis – pode, muitas vezes, encontrar-se com relativa facilidade. Basta analisar, para cada passo ou documento exigido, o que pode suceder se ele for suprimido. Infelizmente, deve ser extremamente raro que algum chefe – a qualquer nível – proceda a essa análise no sector a seu cargo.

 Tenho já, por várias vezes, apontado casos concretos de correcções fáceis, que muito dariam em economia e aumento de produtividade, por supressão da tal burocracia desnecessária.

 Apontarei aqui um outro, que ofereço a quem de direito, nomeadamente ao senhor ministro das Finanças.

Os orçamentos do Estado são feitos com muito grande rigidez, com as verbas distribuídas por numerosas «rubricas», que funcionam como compartimentos praticamente estanques. Não é possível fazer uma aquisição se não houver verba na rubrica respectiva e as «transferências de verbas» são normalmente algo muito demorado. Não é o caso virgem que uma «transferência de verba», isto é, a mudança dum determinado quantitativo duma rubrica para outra, solicitada no meio do ano, só seja autorizada no fim do ano, às vezes quando já nem há tempo para efectuar a aquisição. Obviamente, os resultados sofrem.

 Admito que haja sectores onde essa comparticipação não tenha qualquer inconveniente por tudo estar suficientemente definido. Mas nalguns outros o problema é grave e é impossível prever antecipadamente com tal pormenor, as despesas que terão de ser efectuadas, para que se atinjam os objectivos desejados.

 Um desses sectores é a «investigação científica», a actividade que tem por objectivo a ampliação dos conhecimentos do homem, alguns casos apenas como aumento geral desses conhecimentos – investigação pura ou básica – noutros com o objectivo de mais ou menos directa utilização – investigação aplicada – para se realizar melhor agricultura, indústria, medicina, etc., etc.

É um trabalho exigente que requer pessoas com muito alta especialização e dotadas de características especiais de imaginação e alto poder de raciocínio (para poder relacionar factos e fenómenos e daí tirarem novas conclusões), além duma grande dedicação.

Nesse trabalho é impossível prever antecipadamente o quantitativo exacto das numerosas despesas pelo que, ao elaborarem o orçamento, os investigadores sabem de antemão que irá haver discrepâncias orçamentais para cada rubrica e os gastos necessários. São frequentes os casos em que a verba dum projecto de investigação, orçamentada de determinada maneira, apresenta, na altura das despesas, rubricas em que a verba é insuficiente, enquanto noutras ela pode existir em excesso.

 Se analisarmos esse problema, facilmente chegaremos à conclusão de que, aprovado um projecto de investigação, e atribuída a verba global considerada, o que interessa ao Estado (e, portanto, aos cidadãos) é que ele seja executado com o mínimo de entraves possível. Quaisquer entraves que surjam vão causar diminuição da produtividade, seja por maiores demoras na execução, ou por não se conseguir realizar parte do que estava programado.

Aprovado um projecto de investigação e o quantitativo global do seu custo, é absolutamente irrelevante para os resultados que o dinheiro seja gasto em ácido sulfúrico ou em disquetes para o computador, na reparação dum microscópio electrónico ou na aquisição de alguns livros, etc., etc., etc.

Se, para os efeitos estatísticos e, até, para futuros planeamentos, se deseja catalogar, à   posteriori, as despesas por rubricas, muito bem, pois é tarefa que qualquer administrativo faz com facilidade. Mas ter que parar o trabalho porque falta verba na rubrica destinada a comprar disquetes para o computador, embora possa ainda sobrar dinheiro na rubrica por onde se comparam frascos de ácido sulfúrico ou aquela por onde se pagam as reparações do microscópio electrónico é algo absolutamente ridículo e que causa ao País prejuízos fabulosos. Podem-no atestar algumas centenas ou milhares de investigadores científicos que enfrentam este problema no seu dia-a-dia de trabalho.

 Nalguns casos, os prejuízos podem ser um tanto atenuados quando o pobre investigador que já não tem verba para as disquetes e, por isso, teve que parar o trabalho com o computador, consegue encontrar um colega que no seu projecto ainda tem verba para disquetes e que está necessitado de verba para repara o seu microscópio electrónico. Então, falseando o que está determinado, um  compra disquetes de que não precisa, para dar ao seu colega que, por sua vez, lhe manda reparar o microscópio electrónico com a verba de que ainda dispõe. É graças a estes «maus» funcionários que as coisas não são ainda piores do que a realidade actual. Mas em tudo isto – e só nos casos em que é possível – se gasta imenso tempo e paciência, com o que o trabalho sofre uma perda de produtividade.

 Esta situação ridícula, que não tem a mínima utilidade para o País, pode ser curada imediatamente e de forma bem simples. Para isso basta que o Senhor Ministro das Finanças determine, quiçá no dia 25 de Outubro, o Dia Nacional da Desburocratização, para vigorar imediatamente, o seguinte:

− Os projectos de investigação científica devem continuar a ser elaborados com as despesas distribuídas por rubricas, como até aqui.

− As despesas podem ser efectuadas sem ter em atenção as rubricas mas, naturalmente, sem ultrapassar o limite de quantitativo total do projecto e seguindo as restantes normas em vigor para as aquisições.

− A catalogação final das despesas será feita, pelo pessoal administrativo, segundo as rubricas em vigor. No final do ano deverá ser dado ao investigador responsável pelo projecto o quadro da sua programação por rubricas e como, na realidade, foi dispendido o quantitativo total, pois as discrepâncias encontradas poderão dar boas indicações para programação futura.

O Estado não gastará nem mais um centavo do que estava programado e o rendimento do trabalho será muito mais elevado.
É este um exemplo muito simples de desburocratização, de aplicação fácil, imediata e sem encargos, capaz de dar aos cidadãos uma riqueza que passa despercebida mas é real.

Nota: Este artigo foi premiado com Menção Honrosa no Concurso de Jornalismo organizado em 1990 pelo Secretariado para a Modernização Administrativa.

Entrevista de Joaquim Jorge à Rádio Geice Fm de Viana



Entrevista de Joaquim Jorge à radio Geice Fm em Viana , a propósito da sua ida ao IPVC falar de Ecologia Politica . Para ouvir fazer download

10/05/2013

Selecção JJ -Luther Vandross & Beyonce Knowles


Livro

Pronto! Aqui está a imagem do novo livro...


Sondagem

    

PS já vale mais do que PSD e CDS juntos
 

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC mostra que o PSD está em apuros e mantém a sua queda acentuada. Não é alheio os novos cortes exigidos pelo Governo.
 PS já vale mais do que PSD e CDS juntos e o PCP e BE já valem mais de 20%.
 Se mantiver esta tendência o PSD nas autárquicas vai sair dizimado e muitos autarcas do PSD ,vão pagar o preço da política do Governo.
 Sinceramente algo se vai passar depois das eleições autárquicas, a seguir ao Verão. Muita coisa vai acontecer...
 
JJ

As nêsperas

Miguel Mota

A nespereira é uma das árvores de fruto mais usadas em quintais caseiros. É uma árvore que não exige cuidados especiais, com boa longevidade e, além de produzir saborosos frutos, serve também como árvore de sombra.

Nesta época do ano está em plena frutificação mas, em muitos casos e ao contrário do que sucede com a maioria das outras árvores de fruto, como pereiras, macieiras, pessegueiros, etc. em que todos os frutos são colhidos, o que vemos é que nas nespereiras, frequentemente, muitos dos frutos ficam na árvore.  Isso pode acontecer por a produção exceder muito o consumo da família ou por não haver quem suba à árvore ou a escadas para colher os frutos.

Esse facto tem alguns inconvenientes. O primeiro é o desperdício, o não aproveitamento de algumas toneladas de frutos saborosos e saudáveis. Mas os frutos que ficam nas árvores favorecem a manutenção, para o ano seguinte, de pragas e doenças, entre estas avultando o pedrado, o fungo que causa aquelas manchas negras na superfície do fruto. Por estas razões, seria de grande utilidade colher todos os frutos maduros, para que nada fique na árvore durante o inverno como, repito, se vê com muita frequência.

Já em tempos sugeri que seria uma boa tarefa para rapazes e raparigas, nas suas horas vagas, proporem aos donos dessas árvores irem lá colher as nêsperas. Poderiam deixar aos donos das árvores uma parte da colheita e a restante produção, em grande quantidade, poderá ser destinada a consumo pelos próprios, para ser dada a instituições e escolas, ou até para venda, se esse negócio não encontrar objecções por parte da ASAE.

Os milhares de pequenas melhorias como esta ajudam muito a fazer a diferença entre um país rico e um país pobre.

Crónica Liverpool

Pedro Almeida
Morte de Estudante na Queima das Fitas
Quando algo horrível e dramático acontece, este lado da sociedade devia ter valores de honestidade, justiça e qualidade para mostrar, porque se deve estar do lado bom.
Mas, na verdade, a sociedade deixou de exibir esses valores para com os seus.
Quem está no comando da destruição desses valores, tão essenciais para qualquer sociedade, prefere ver os peões matarem-se duma maneira crua e surreal, do que eles caírem na realidade.
Conforme a violência gratuita alastra, eles saberão esconder-se nos seus bunkers, cheios de ouro e outras insignificâncias.
Os bons contribuem para o problema, pois fazem a sua parte de sofredores.
Aparte de lugares como o Clube dos Pensadores, onde por sinal muita gente vem beber, para se situar na realidade dos factos, não se discute, no geral, o que são as prioridades de valores que se querem para Portugal.
Mas, mesmo que se sugiram e discutam essas prioridades, ninguém dá ouvidos e tudo continua na mesma, ou melhor, caminha para pior.
Para quando, as pessoas se erguerem e começarem a mudar o destino do País?
 

09/05/2013

Pensões

Os  Sindicatos da Função Pública considera ilegal a aplicação de cortes retroactivos nas pensões do Estado e que são inconstitucionais.
 Outros , como a Associação de Pensionistas acham  que a aplicação de cortes retroactivos nas pensões do Estado é uma alteração de regras no final do jogo.
 Esta medida, que está a ser ponderada pelo executivo, visa uma redução na ordem dos 10% em todas as pensões da Caixa Geral de Aposentações, no âmbito do processo de convergência das fórmulas de cálculo de pensões da CGA e da Segurança Social. E os privados? É um caminho mas não é o melhor.
 O problema não é só dos actuais pensionsitas , também o é, e parece que ninguém quer falar nisso, das pessoas que estão próximas da reforma com mais de 55 anos. O defraudar de expectativa , do acordo e confiança do que foi descontado, para o Estado ou Segurança Social. Neste caso o jogo está para acabar e inventa-se um penalti. Isto é , faz-se batota e o jogo fica viciado. 
Não questiono a inconstitucionalidade da medida , pois também o deveria ser pela mudança das regras para quem está no final da 2.ªparte  do jogo.
 Para a Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados que me desculpem , mas o jogo para eles já acabou e muitos e muitos foram muito beneficiados com bonificações , cálculo e idade de reforma.
 O caminho melhor é recalcular todas as pensões pelos descontos feitos em vez de cortes em 10% , generalizado e muitas vezes incorrecto. Coisa fácil mas que parece complicada . Numa folha de cálculo coloca-se todos os descontos feitos ao longo da vida de um trabalhador e chega-se a um valor, ponderando variantes, como factor de sustentabilidade , idade de reforma ,ano de reforma, etc.
 Quem está reformado antes dos 65 anos deverá dar uma contribuição por usufruir de uma pensão antes da idade da reforma até à data dos 65 anos. Quem usufruiu de uma valor superior aos descontos feitos deve-lhe ser retirado esse valor.
 É uma falácia os direitos adquiridos , nesse caso, muitos funcionários ainda há pouco tempo se reformavam com 60 anos e tinham n bonificações! O caminho é este dos três R´s ( reacerto, recálculo , reformulação) das pensões quer dos públicos , quer dos privados.
 Por fim acabar com todo os privilégios dos políticos , gestores e afins.
 
 JJ

Reformas


Segundo li, os cortes podem atingir actuais reformados da função pública. Acho muito bem.

Não podemos viver num país até determinada data ( por exemplo 2005) em que um cidadão se reformou com determinados requisitos altamente favoráveis e com bonificações .

No lema tudo que está para trás fica assim e quem está para a frente ( depois de 2005) e arca com o ónus de tudo ( pensão penalizadíssima e muito mais idade para se reformar).

Não podemos viver dentro do mesmo país com vários tipos de reformados e pensionistas.

Deste modo o Governo deve  rever todo o sistema de cálculo das pensões, para trás ( com retroactividade ) . Deve lentamente convergir as  regras da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social e não de supetão. Deve haver um período de transição. E evidentemente preservar as pensões mais baixas.

O Governo pretende cortar nas actuais pensões do Estado, aplicando um corte de 10% na parcela da pensão que foi calculada só com base no último salário. Não concordo.

Deve rever todas as pensões , em que o seu valor deve ser calculado pelos descontos feitos , e não, por benesses ou cargos exercidos.

Há muita gente que tem uma pensão que não condiz com os descontos feitos. É pegar numa folha Excel e rapidamente recalcular a pensão de cada pessoa.

Acabar com as subvenções vitalícias concedidas pelo Estado. E, não permitir que alguém que tenha uma pensão, possa acumular com um vencimento , antes de perfazer 65 anos.

Neste momento o país precisa de uma redefinição ética, cívica e moral. É preciso sentido comum e uma base moral honesta.

É preciso empenho em quem tem a responsabilidade e a autoridade de decidir , É preciso doses de equidade e exemplaridade para se ganhar confiança e dar-se a volta a este estado de coisas.

Como diz o sábio povo. « casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão» . É preciso distribuir o mal pelas aldeias , para as aldeias terem alguma coisa no futuro. Não podem uns ter tudo e outros nada . Uns de mãos nos bolsos e outros a carregar "heranças".

É legitimo redefinir os privilégios e distribuir os sacrifícios.

JJ

Janeiro

Farol da Nossa Terra

Rádio Geice

IPVC

08/05/2013

Funcionários públicos : enterrados vivos

O Governo ao engendrar uma sistema maquiavélico de despedimentos na função pública vai conseguir fazer algo de extraordinário, enterrar pessoas vivas.

Como o vai fazer é diabólico. Os funcionários públicos passam de uma posição aparentemente favorável ( segurança no emprego) , para uma situação pífia e histriónica ,( despedido sem mais nem menos).

A jactância desta situação é insólita e torna o funcionário público , refém de uma estratégia delineada exactamente ,por quem é em parte culpado, do endividamento até ao tutano do nosso querido país.

A morbidez desta situação é que o funcionário público é enterrado vivo e é ele que faz a cova onde vai ser enterrado. Pois ao longo desta crise tem-lhe sido cortados ( pá a pá) direitos como vencimento , subsídio , acesso à saúde, etc.

O caricato desta situação é que se exige tudo e não se lhe dá nada ou muito pouco. Manda-se embora do pé para a mão e dá-se uma indemnização , porém se essa indemnização passar os 47.000€ , não a recebe , depois não tem direito a subsidio de desemprego , como qualquer trabalhador tem acesso. Por fim nunca mais pode trabalhar num organismo público. O que é isto senão enterrar uma pessoa viva? Coarctar a possibilidade de refazer ou tentar refazer a sua vida como acontece , num comum funcionário privado que é despedido, pode ir para o privado ou até público.

Como vai viver um funcionário que fez mais de 34 anos de descontos até à idade de reforma com mais de 55 anos ? Provavelmente pedir, roubar, perder a dignidade ou suicidar-se . Alguém está atento a este drama e flagelo social que aí vem?

O funcionário público é o alvo a abater , perseguido , existe um racismo persecutório contra o funcionário público criado por este governo e outros. O funcionário público é um privilegiado , um malandro , etc.

Ponho à vossa consideração , alguém com mais de 55 anos que receba uma indemnização amputada do seu valor real ( deveria receber 90.000€ mas só recebe 47.000€ , como pode viver até chegar à idade de reforma ?

Como é possível passar-se de forma instantânea de uma situação normal para uma situação de precipício.

Um funcionário público antes era enterrado morto como toda a gente agora vai ser enterrado vivo.

JJ

Joaquim Jorge na RTV


07/05/2013

Livro

Vem aí novo livro. Fiquem com as imagens dos 3 livros anteriores.
Para isso foi criada uma Página do evento , utilizando o Facebook para uma maior divulgação. Será um evento diferente numa sala única e com algumas surpresas.



Selecção JJ - Gwen McCrae - Keep The Fire Burning (12'' Version)


Joaquim Jorge em Viana

Joaquim Jorge , biólogo e fundador do Clube dos Pensadores vai estar em Viana , no dia 10 de Maio , sexta-feira , pelas 12h, nas IV JORNADAS DE ENGENHARIA CIVIL E DO AMBIENTE, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo  para falar  de Ecologia Política.

 Não é a primeira vez que Joaquim Jorge vem a Viana. Em 2011 esteve na  na Biblioteca  Municipal de  Viana do Castelo (Siza Vieira) em que José Maria Costa , Presidente da Câmara de Viana do Castelo foi o anfitrião , Mário Russo apresentou o seu livro Blogue Clube dos Pensadores e organizou o evento
O Clube dos Pensadores em 2013 já recebeu Jorge Miranda reputado constitucionalista , Miguel Relvas , Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares , Belmiro de Azevedo pelo seu 7ºaniversário, charmain da Sonae , Miguel Sousa Tavares ,comentador político e  escritor e João Semedo , coordenador do BE.

 Em anos anteriores já recebeu Pedro Passos Coelho,  Jerónimo de Sousa , Francisco Louçã, António José Seguro , Pedro Santana Lopes , Paula Teixeira da Cruz ,Manuel Alegre, Carvalho da Silva, entre outros.

 Enxertos do que Joaquim Jorge vai falar:

 (...) As dificuldades do momento deveriam fazer com que os partidos não gastassem dinheiro nenhum em campanha eleitoral . Os partidos deveriam evitar recorrer a outdoors que são caríssimos e poluem a paisagem. Há tantas maneiras de informar gastando um mínimo de dinheiro para além da Internet e redes sociais , usando a televisão , rádio e telemóveis. Fazer sessões de esclarecimento abertas a todos e não missas cantadas somente com fiéis . Esta é uma sugestão de contenção ,mas para não variar , «olha para o que eu digo mas não olhes para o que eu faço». Relembro que os partidos são financiados nas suas campanhas , recebem pelo voto euros e subvenção. Não acham que é demais? A democracia fica muito cara , não se poderia poupar nesta área?

 (...)A próxima campanha eleitoral deve ser minimalista, austera , discreta e poupada. É obsceno nesta altura de penúria e severa austeridade que os partidos não façam austeridade , ainda mais em propaganda política(...)

 Nesta campanha eleitoral autárquica de 2013, Joaquim Jorge sugere:

 O que é necessário é serviços para os cidadãos e não poder político nem entelequia ( algo difícil de entender ) . Coisas práticas e fáceis de entender.
É preciso ouvir as pessoas, ver o que sugerem para o seu bairro ou zona residencial que pudesse melhorar a sua qualidade de vida e desenhar um programa de baixo para cima, dando o poder de decisão às pessoas.

Abordar temas que afectam a qualidade de vida de qualquer pessoa: transportes; habitação; acesso a serviços de saúde, ensino e justiça, entre outros; oportunidades de participação cívica; acesso à informação; oportunidades de trabalho; qualidade de espaços públicos; etc.

Falar com as pessoas, ver o que é prioritário, e o que é que faz falta incluir.


Os políticos devem ter cuidado com as suas atitudes e comportamentos.

A melhor forma de incutir confiança e respeito é «o exemplo do nosso poder tem que ser igualado pelo poder do nosso exemplo», as instituições públicas estarem ao serviço das pessoas e não aos interesses e objectivos particulares e partidários.

Há gente que já perdeu a fé nos políticos e no país. Estão fartos de sorrisos brancos, fatos escuros, interesses obscuros, demagogia, broncos e insultos. Um palavreado contínuo, uma retórica brilhante vazia de conteúdo e inacção.
Como diz Michel Maffesoli, «o político é o contrário do que é a democracia; agora são uns poucos, uma aristocracia, quem governa».