12/04/2013

Sondagem



Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e SIC.

O PS à frente mas os portugueses ainda não lhe dão a maioria. Ainda está muito fresco o desempenho do anterior governo PS . Como sempre os portugueses nunca votam a favor mas votam contra. O PSD está em queda,atingir a barreira psicológica dos 25% , não é alheio toda a repulsa. por todos os dias se falar em mais cortes vulgo austeridade e despedimentos.

O que faz pensar que os partidos à esquerda ( PCP e BE) tem um score de 20% , mais o PS ( 35%), atingem uma maioria absoluta confortável.

O  PSD  está em queda livre e as eleições autárquicas serão o prenúncio do fim . Por outro lado os portugueses não confiam no PS e acham que não é a solução para o país.

Ou o governo se mantém neste estado comatoso ou há eleições antecipadas e vislumbra-se uma maioria de esquerda. 

Os portugueses não sabem o que onde fazer à sua vida politica! Que venha o Diabo e escolha...

JJ

Noticias do debate

JornalismoPortoNet

Janeiro

Farol da Nossa Terra

Deu uma excelente reportagem no jornal das 24h no Porto Canal

11/04/2013

Miguel Sousa Tavares foi contundente no CdP

Miguel Sousa Tavares foi o convidado de Joaquim Jorge no Clube dos Pensadores ( CdP) para um debate sobre o momento político atual. Após a apresentação do convidado, um prestigiado escritor português e jornalista de enorme craveira, Miguel Sousa Tavares começou por perguntar como é que um país que precisou de 3 resgates nos últimos 30 anos não aprendeu a lição? E elencou o que considera os três males endémicos da sociedade portuguesa: (i) a dependência do Estado; (ii) a dependência das corporações e (iii) a inveja.

MST fez comparações com os EUA, país que não é a “menina dos seus olhos”, mas que tem um profundo respeito. Passou lá algum tempo para conhecer aquela realidade e constatou que são uma grande democracia com responsabilidade e se cultiva o mérito, exatamente o contrário de Portugal onde impera a cunha, desde os descobrimentos.
Se antes era o monopólio dos negócios da Coroa, com Salazar veio a dependência do Estado, que perdura até hoje. Logo no 25 de Abril, o gonçalvismo veio dizer isso mesmo. As empresas e empresários vivem dos favores do Estado. A nossa constituição só elenca direitos dos cidadãos, que num ápice viram obrigações do Estado. Não há um artigo de deveres dos cidadãos para com a sociedade, como diria JF Kennedy nos EUA, não pergunte o que a pátria faz por si, mas o que você fará pela pátria.

A dependência das corporações inventadas por Salazar para controlar as profissões chegou até nós mas de forma diferente. Antes o Estado dominava as corporações, mas hoje as corporações (sindicatos) capturaram o Estado. Nada se muda ou altera sem que se levante um coro de protestos porque tudo é específico e único e tem de haver exceção.
Finalmente a inveja, característica dos portugueses, muito bem descrita por diversos autores clássicos. Segundo MST, começou com Aljubarrota. É uma verdadeira coligação dos medíocres que se levantam contra os competentes.

Com este diagnóstico cristalino, que concordo, diz MST que os portugueses ainda não perceberam onde estão. Acha que o Estado não pode suportar as despesas sociais e de saúde ao nível atual porque não tem capacidade de gerar receitas para o efeito e deve discutir o Estado Social com critérios de racionalidade económica. O Estado deve servir os mais pobres, seja em que área for. A receita adotada por Gaspar, um ministro que só sabe duas operações matemáticas (somar e subtrair) vão levar o país à ruína total, porque o que deveria ser feito é o oposto, receitas em contraciclo. Aliás, como recomendam os maiores economistas mundiais que têm estudado as crises das dívidas soberanas.
Sobre os salários dos políticos MST disse que há uma hipocrisia na sua discussão pública, porque hoje os políticos ganham pouco e são expostos a um escrutínio da vida pessoal, que afugenta os competentes. Deste modo não há como atrair os melhores para a causa pública, que poderiam resolver as graves questões com que o país se depara. Por isso, Portugal vê-se confrontado em ter os ministros que tem, liderados por um jotinha, com boas intenções e que acredita ser sério, mas só isso. E do lado da oposição a mesma situação, um líder jotinha do PS sem experiência e preparação para governar. Portanto não é nada animador a situação do país que também não conta com um PR à altura.

Cavaco, segundo MST, não é muito dado a atos de coragem. Foi assim ao longo da sua vida: bastante ambíguo na sua atuação. Após os desastres costuma dizer “eu avisei”, mas entretanto nada faz para impedir o colapso. MST, a pergunta feita da plateia sobre uma figura de relevo, respondeu que um político sério e competente foi António Guterres. Era um estudioso e tinha sentido de Estado, responsabilidade e sensibilidade. Sério o suficiente que não foi para a Administração de nenhuma EDP, PT, Lusoponte, etc…. como é normal na nossa praça.
O diagnóstico feito por MST é muito lúcido e assertivo, revelador do seu brilhantismo. Miguel Sousa Tavares é um exemplo de meritocracia. Filho de um grande político, trilhou o seu próprio caminho com o êxito que se lhe reconhece, contrário ao dos filhos dos nossos políticos, que ao nascerem já têm o cartão do partido e a matrícula na universidade Jota que lhes abre as portas da carreira como se fizessem um doutoramento em Oxford ou no MIT. Eles estão aí todos, com o resultado que se sabe.

JJ está de parabéns por ter feito este convite. Foi um dos melhores debates entre grandes debates do CdP. Uma noite muito bem passada, numa sala à pinha para ouvir e debater com um brilhante escritor e jornalista, Miguel Sousa Tavares.

Mário Russo

Idade da reforma

Idade da reforma pode subir para os 67 anos já este ano , não me espanta e até acho bem , a esperança de vida aumentou, mas ressalvo que deve haver uma período alargado de transição , como acontece noutros países. Por exemplo em Espanha a idade da reforma vai passar de 65 para 67 anos atingiu esse valor real em 2027 . A média de subida por ano , é de 1,5 mês. Passo a explicar no 1ºano a idade da reforma passaria para 65 +1,5 mês , 2ºano 65+3meses , 3ºano 65+4,5mês e assim sucessivamente

Deste modo dava para cada trabalhador que fez descontos toda a vida , ver o melhor momento e o que se coaduna com a sua vida para pedir aposentação.

Tudo bem nada contra , porém não podemos esquecer que Portugal vem de um aumento da idade da reforma de 60 para 65 anos quase em 5 anos . O que é algo brutal e penalizador para quem está perto da reforma.

Deste modo para além de se aumentar a idade de reforma , tem que se rever o cálculo das pensões para quem já está reformado . Não podemos ter vários "países" com direitos diferentes no mesmo país! Isto é , pessoas a reformar-se na casa dos 50 anos com muito menor tempo de descontos e outros com imenso tempo de descontos e muito mais anos de serviço.

Depois o mais importante e este governo não tem vontade de o fazer . A pensão de cada português deve ser em função dos descontos feitos , e não , por cargos exercidos e outro tipo de benesses ( não estou a falar só de políticos).

Os direitos adquiridos acabaram , mas não pode ser somente para quem se vai reformar . Tem que ser para quem já se reformou. Essa é saída para termos uma política  de pensões sustentável . Aumentar a idade de reforma , reformular o cálculo das pensões antigas, dar um período de transição.

Diz o ditado: “Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. E,eu acrescento, temos que distribuir o mal pelas aldeias.

JJ

Miguel Sousa Tavares no Clube dos Pensadores

Um dos debates mais concorridos de sempre no Clube dos Pensadores . Lotação esgotada com gente a transbordar para fora da sala. Lugares sentados esgotaram rapidamente.

Um debate vivo e aceso com alguma controvérsia .

Para além da habitual apresentação de Joaquim Jorge em que definiu  Miguel Sousa Tavares como um oásis neste país alinhado , direitinho e politicamente correcto .

De início , a várias  perguntas de Joaquim Jorge (JJ) ,Miguel Sousa Tavares ( MST) respondeu prontamente sem tibieza.

À pergunta de JJ se achava que o Tribunal Constitucional ( TC) está instrumentalizado , pois o actual presidente Joaquim Sousa Ribeiro está conotado com o PS ,o anterior presidente Rui Moura Ramos estava conotado com o PSD , foi substituído por ter atingido o limite de mandato ( 9 anos não renovável).

MST respondeu que o TC é politico e não deveria ser  , a sua composição assim o refere : 13 juízes - 10 designados pela AR e 3 cooptados por estes.

MST acha que José Sócrates é um bode expiatório e a sua agenda politica não passa por voltar ao PS ou candidato a PR , mas por estilhaçar o PS e o governo.

MST tem uma "má imagem de Cavaco Silva , achando-o , o pior politico da democracia portuguesa." Referiu por outro lado  que "o Estado deve acabar com nos Observatórios, Fundações , fundir autarquias, etc."

À pergunta que JJ fez sobre a forma de envolver o PR , sugerindo a  Pedro Passos Coelho chamar o PR para presidir ao Conselho de Ministros como consagra a Constituição . MST disse que "Cavaco Silva não aceitaria ,e vai andar nesta ,de dizer que avisou e não se envolve em nada."

Acrescentou que "Miguel Relvas nunca deveria ter sido Ministro e já devia ter-se demitido há muito tempo".

Por fim enfatizou que "vivemos num tempo de tempestade com várias tormentas com um primeiro-ministro , Pedro Passos Coelho que veio da jota pessoa séria e bem intencionada mas impreparada para governar , com um candidato a primeiro - ministro, António José Seguro , que veio da jota e fez sempre vida na politica , acabando num PR ausente  e que não se vai meter em nada."

MST que não pertence a nenhum partido, religião, clube de futebol ( não é sócio do Porto, simpatiza),loja maçónica, empresa, sindicato, associação de interesses, nem faz advocacia de negócios, esteve igual a si próprio .

Um debate vivo , alegre , emotivo , controverso e polémico. Quando se iniciou o debate . MST "disse que responderia a todas as perguntas ,mas que não lhe pedissem  para cantar a "Grândola ,Vila Morena" ,em alusão ao que se passou num debate anterior no Clube com a presença de Miguel Relvas  ( gargalhada geral da assistência )."
.  

É pena que Miguel Sousa Tavares sendo um homem independente e com propostas válidas e importantes para o país não tenha o eco devido . Alguma  comunicação social achou que este debate não era importante , merecesse ser divulgado e fazer noticia do que aqui se disse. É pena!

Ao contrário a moldura humana bateu um recorde assistência , com tanto interesse humano e tão pouca imprensa. Alguém me sabe explicar isto?

CdP

Debate em imagens com Miguel Sousa Tavares

fotos: Vítor Alves
 
 
 

 















A Troika a Chantagem montada pelo Governo de PPC

Mário Russo
O chumbo do TC a algumas normas do OE foi mal digerido pelo governo, que em vez de ter serenidade, fez o maior alarido e clamou aos mercados para penalizarem Portugal.

Vítor Gaspar acaba de fazer um despacho de suspensão do OE aprovado, impedindo o funcionamento das instituições públicas, com exceção de despesas com salários. Esta decisão é o corolário da incompetência e impreparação deste Governo. De facto, para um país à beira de uma guerra de nervos, paralisado na sua economia e a precisar de injeção de recursos, vê o seu governo a fazer o contrário do que os maiores especialistas mundiais recomendam, designadamente dois prémios Nobel.

Paul Krugman diz inclusive que a Troika é sádica, tal como a Comissão Europeia. Penso que pior que a Tróika é o Governo de PPC, pois conhece-se a proposta que essa mesma Tróika  já fez, por pressão dos resultados desastrosos da sua receita e pela força da lucidez da Irlanda, em dar mais 7 anos para os ajustes necessários a Portugal e Irlanda.

Os ministros das finanças vão reunir hoje para apreciar esta proposta, que curiosamente os nossos sádicos governantes não querem, pois preferem holocaustamente vergar o povo português. Um povo que aceita a sua pobreza é invencível, como dizia Salazar.
Não sei se é ideológico, mas que não é normal não é.
Voltando ao chumbo do TC, o valor estimado, que veio a público como de défice do OE, tem a outra face, que  é de crescimento do PIB e animação mínima da economia.

Mas as contas não foram bem feitas, porque os 1,3MM são de consumo, logo cerca de ¼ revertem em receita de impostos.
Como se vê, a Troika começa a reconhecer o seu falhanço e com a sua proposta de flexibilização dando mais 7 anos (mais tempo) está a tramar a estratégia de chantagem deste Governo.

10/04/2013

Clube dos Pensadores recebe Miguel Sousa Tavares

HOJE

Joaquim Jorge , fundador do Clube dos Pensadores ( CdP) , convidou Miguel Sousa Tavares  para estar presente no dia 10 de Abril ,quarta-feira  pelas 21h30 no Hotel Holiday Inn em Gaia. O tema : Actualidade Política.
 
Miguel Sousa Tavares , jornalista e  escritor português . Actualmente é colunista semanal do jornal Expresso e comentador residente, na SIC, no Jornal da Noite.
 
Num momento particularmente  difícil do país , a crescente contestação e  as dificuldades criadas ,o governo de  Pedro Passos Coelho pode pedir a demissão ou fazer uma remodelação. Tudo corre mal : previsões , desemprego ,  inconstitucionalidades do  OE 2013 no TC, imposições da troika com cortes no Estado, moção de censura do PS , regresso de José Sócrates , etc.
 
É urgente uma política mais subtil que procure o crescimento e tenha mais em conta os cidadãos.
O poder político está em curto-circuito . Vivemos numa tecnocracia de comité. As saídas para sair da crise não estão a funcionar , quem manda não está à altura deste desafio.

A Europa está convertida num campo de minas , veja -se o que  se está a passar no Chipre.O primeiro corralito europeu começou no Chipre , vamos ver se não chega a Portugal.
 
O Clube dos Pensadores em 2013 já recebeu Jorge Miranda reputado constitucionalista , Miguel Relvas , Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares , Belmiro de Azevedo, charmain da Sonae, pelo seu 7ºaniversário.
 
Em anos anteriores já recebeu Pedro Passos Coelho,  Jerónimo de Sousa , Francisco Louçã, António José Seguro , Pedro Santana Lopes , Paula Teixeira da Cruz ,Manuel Alegre, Carvalho da Silva, entre outros. 
 
Clube dos Pensadores

noticia do debate

09/04/2013

Despacho

Considerando que o Acórdão n.º 187/2013, do Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade com força obrigatória geral dos artigos 29.º, 31.º, 77.º e 117.º, da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de Dezembro Orçamento do Estado para 2013.

Que aquele acórdão coloca sérias dificuldades no cumprimento dos objectivos a que Portugal está internacionalmente vinculado, e das metas orçamentais que tem de cumprir.

Que, em consequência, se torna necessária a adopção de medidas que reforcem o controlo da execução orçamental e consequentemente de contenção da despesa do sector público administrativo e, bem assim, de adequação do Orçamento do Estado à nova realidade.

Neste contexto, e até deliberação em sede de Conselho de Ministros em matéria de medidas de adequação do Orçamento do Estado a esta nova realidade e de reforço do controlo da execução orçamental, nomeadamente no que se refere à determinação de fundos disponíveis no âmbito de cada um dos Programas Orçamentais, determino o seguinte:

1 – Os serviços do sector público administrativo, da administração central e da segurança social, bem como as entidades, que, independentemente da sua natureza e forma, tenham sido incluídas em cada subsector no âmbito do Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais, nas últimas contas sectoriais publicadas pela autoridade estatística nacional, não podem, com excepção do agrupamento 01 "despesas com o pessoal", do pagamento de custas judiciais e das decorrentes de contratos em execução cujo montante a pagar não pudesse ser determinado no momento em que foi celebrado, nomeadamente, por depender dos consumos a efectuar pela entidade adjudicante, assumir novos compromissos sem autorização prévia do Ministro de Estado e das Finanças.

2 – A Direcção-Geral do Orçamento (DGO) apenas pode autorizar os pedidos de libertação de créditos e as solicitações de transferências de fundos referentes às dotações referentes às situações excepcionadas no número anterior, cujos compromissos tenham sido registados nos sistemas informáticos da DGO até à presente data, ou autorizados nos termos do presente despacho.

3 – O presente despacho produz efeitos a partir da data da sua assinatura caducando com a deliberação do Conselho de Ministros que aprove limites aos fundos disponíveis no âmbito de cada um dos Programas Orçamentais.

Lisboa, 8 de Abril de 2013

Ministro de Estado e das Finanças

Vítor Louçã Rabaça Gaspar
Vítor Gaspar

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enviado por Manuela Vaz Velho
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Vítor Gaspar congelou as despesas dos ministérios, com excepção de pessoal, custas judiciais e contratos em execução.

1 - Deslocações e estadias
2 - Estudos, pareceres, projectos e consultadoria
3 - Limpeza e Higiene
4 - Comunicações (Internet, telefone, telemóvel e outros)
5 - Combustíveis e lubrificantes
6- Transportes
7 - Alimentação refeições confeccionadas
8 - Software informático
9 - Assistência técnica
10 - Material de escritório
11 - Livros
12 - Formação

fonte: DE

Segundo Manuel Vaz Velho que enviou este  despacho , acha que aqui está a chantagem mais vergonhosa que o nosso ministro resolveu fazer para contrariar a decisão do TC. Mesmo que as deslocações sejam pagas com fundos comunitários e não do orçamento de estado, caso dos projectos, como é obrigatória a aquisição na plataforma de compras públicas também não se podem realizar e os projectos com compromissos agendados e despesas previstas não podem ser executados.

Pela minha parte, acho que há despesas que devem ser proibidas como compra de carros e um controle estreito de despesas. Além destas, acabar com Observatórios e dar dinheiro para Fundações , rever as pensões,em que os descontos é que valem para a pensão (neste pacote as pensões antigas) , etc. Prefiro que o país viva com menos e que não se despeça ninguém.

A solução tem que passar por fazer ver à troika que precisamos  de mais tempo e análise da situação flexibilidade. Ameaças, chantagem  e retaliação não levam a lado nenhum. Vem aí um verdadeiro extermínio como disse num post recente Auschwitz-social e Austeridade só,não vai resolver .

JJ

Joaquim Jorge - Porto Canal




 noticia do debate com MST ( amanhã)
A passar informação na RTPI

Selecção JJ - Maze & Frankie Beverly - Joy And Pain


08/04/2013

Janeiro

Auschwitz social

Despedimentos na função pública, reduções das pensões, subida das propinas no superior, aumentos das taxas moderadoras e diminuição nas comparticipações dos medicamentos devem ser as primeiras medidas a avançar.

Deste modo o culpado é o TC que se limitou a fazer cumprir as normas da Constituição. Até agora a culpa foi do governo anterior ( PS) a meias com as imposições da troika.

Agora a culpa é do TC . Quando será  culpa deste governo? Os seus erros? A incapacidade de fazer ver à troika que é preciso mais tempo e mais flexibilidade nas metas?

O governo se for para a frente com estas medidas vai criar  um Auschwitz social , campos sociais de extermínio : desempregados sem direitos , pensionistas com reformas cortadas, prestações sociais cortadas, etc.  Os outros eram judeus, estes porque são funcionários públicos.

A vingança está aí. Não fizeram o que queríamos agora tomem lá, para os portugueses se virarem contra o TC.

A culpa nunca é deste governo!

JJ

Austeridade só, não vai resolver

O governo esgotou as suas possibilidades de recuperação económica e por outro lado não se pode violar normas constitucionais , fundamentais de um estado de Direito e nos seus acordos sociais.

O problema de tentar fazer as coisas em pouco tempo , concentrando todo o seu empenho no seu ambicioso , mas nefasto, cortes dos gastos públicos.

Os resultados obtidos estão muito aquém dos resultados pretendidos - saneamento das Finanças Públicas. Ao contrário aprofundaram na economia o aumento do desemprego e a espiral de recessão.

O governo deve procurar outras alternativas de redução do défice público.

As tensões politicas e sociais vão aumentar de novo e serão muito visíveis com o aproximar de datas históricas : 25 de Abril e o 1º Maio.

O país está completamente dizimado. os portugueses já não podem mais ,com tanta e tanta austeridade. Para qualquer passo da sua vida os portugueses sentem a  austeridade: transportes , saúde , ensino, alimentação, estadia em casa ( água , luz , telefone) , etc.

A inadequação técnica das suas politicas , decisões e inconveniências mostra o quanto este governo tem estado mal.

É preciso sanear as finanças públicas ,para Portugal mudar de vida de forma sustentável com crescimento e emprego.

Neste cenário de recessão , com prazos excessivamente curtos sem apoio da maioria dos portugueses e estabilidade social não vai ser possível. Tudo que seja relacionado com cortes é entendido  como uma provocação.


JJ

07/04/2013

Comunicação de Pedro Passos Coelho

foto: jornal Público
Pedro Passos  Coelho hoje na televisão não pode criticar o Tribunal Constitucional. E não pode dizer que o Governo não aceita aumentar mais os impostos que seria a solução do Tribunal Constitucional.

Um governo democraticamente eleito tem direitos mas também obrigações .o Governo deve conduzir a politica geral mas também tem responsabilidades . Uma delas é respeitar a Constituição 

O Governo não deve virar-se contra o Tribunal Constitucional deve virar-se para a troika que nos deve  dar mais tempo e melhor forma de pagar o que devemos. O TC não é um órgão politico , limita-se a apreciar a inconstitucionalidade e a ilegalidade de normas  que infrinjam o disposto na Constituição ou os princípios nela consignados. Vivemos num Estado de Direito, e não, num Estado de confisco , de saque ou de fora-de-lei.

O que Passos Coelho deve fazer é virar-se para a troika e a Sr.ª Merkel e deixar os portugueses em paz . Os portugueses estão a suportar o maior aumento de impostos de que há memória na história da democracia portuguesa.

Anunciou,  que vai acelerar o processo de redução da despesa do Estado, nomeadamente nas áreas da Saúde, Educação, Segurança Social e empresas públicas. Espero que não seja para haver mais despedimentos.

Pediu ajuda para se apresentar propostas. Vou-lhe dar algumas que me ocorreram agora.

O lema reduzir o Estado aos serviços mínimos nesta situação de emergência .

1 - Exigir o envolvimento do PR e convoca-lo para estar presente no Conselho de Ministros e presidir .( artigo 133º da Constituição).
2- Encetar uma diálogo com todas as forças politicas e sociais  tendo como lema Portugal e não questões partidárias
3 - Incorporar ideias dos outros partidos ( nomeadamente do PS)e forças sociais
4- Deixar os funcionários público naturalmente saírem da função pública não metendo nem mais um funcionário público. Fomentar a sua mobilidade nos serviços necessários com as devidas adaptações e respeito de direitos.
5- Acabar com todos os Observatórios
6- Suspender todos os apoios a Fundações até sairmos da crise
7- Proibição e compra de carros para o Estado
8- Estou disponível para  emprestar ao Estado português 5.000€ a juro zero durante 5 anos . Acho que a classe média anda à volta de 2.000.000 ( 2 milhões de portugueses ). Contas feitas 5.000 x 2.000.0000= 10.000 milhões de euros.

JJ

Selecção JJ - Rita lee - Lança Perfume



As desgraças nunca vêm sós

Tudo é possível em politica , até o impossível. Actualmente a pergunta não é se o governo vai cair, mas se se aguenta . Nesta crise toda não nos podemos esquecer das responsabilidades de Cavaco Silva ( o que não sabe o que é e não sabe o que quer ) , enviou fiscalização para o TC e deu ontem relegitimação politica ao governo. Como as desgraças nunca vêm sós , Pedro Passos Coelho parece um boxeur que começa a cambalear pelos golpes dos seus adversários ,a situação é mais ingrata e injustificada pela dificuldade de se dar a volta a esta situação.

Por um lado temos que reduzir o défice a despesa do Estado , mas por outro lado , felizmente temos que cumprir a Constituição e a lei. Vivemos actualmente na politica uma crise de inacção e capacidade de definir prioridades : primeiro as pessoas , depois as dívidas do país que essas pessoas nada têm que ver com o caso.

Vivemos acima de tudo uma crise moral , muito maior que  a crise económica e assistimos a decisões politicas que minam este governo. Pedro Passos Coelho está a perder a confiança dos portugueses , depois da chegar ao poder ( em que os portugueses pensaram que finalmente era a nossa solução) . Há razões de ligeireza a tratamento de  determinados assuntos , descontrole, confusão entre o privado e público . Este governo foi votado pelos portugueses pela nuance da diferença e que iam fazer diferente. A erosão da  sua confiança está a ser posta em causa de uma maneira muito rápida em dois temas em que os portugueses acreditavam : economia e rigor político.

Este governo prometia relançamento económico, criação de emprego, reorientação do Estado , mas o que se vê é aplicação drástica de austeridade , imenso desemprego, etc. Estamos atados de pés e mãos à Comissão Europeia , Banco Central , Mercados Financeiros e eleições de Setembro na Alemanha para ver se a Sr.ª Merkel é reconduzida ou não.

Não nos livramos do défice e a dívida pública teima em não baixar apesar de não haver mais nada que tirar aos bolsos das pessoas.

Infelizmente este governo não tem consistência politica , fala muito , está rasgado entre um CDS  ora governo  ora oposição, com Ministros e secretários de Estado jovens , ambiciosos  e sem experiência . Parece que estão todos à apostar  na debilidade do Primeiro-Ministro  A boa vontade e sentido de tolerância de Pedro Passos Coelho mesclada com algum intransigência autista leva-o a ser maltratado por muita gente : manifestantes, oposição e maioria .

O alvo deste governo está a tornar-se caótico e sem rumo. A situação económica não melhora , a decisão esperada do TC está produzir o contrário porque o pior ainda está para vir se a troika não o perceber.

A humilhação está a chegar e logo pode-se ir ouvir o que Pedro Passos Coelho vai dizer, mas logo a seguir ouvir-se-á José Sócrates...

JJ