10/02/2013

Pensamentos

Há um grande desencanto, passados estes anos todos, desde 25 de Abril de 1974 , já passaram quase 39 anos. Depois daquele brilho começou a nublar-se , é o desencanto! Que se terá passado?

A feiura instalou-se nesta democracia ; aquele brilho, aquela esperança são inesquecíveis apesar da actual decadência.

Foi uma época de grande ilusão e de grande esperança

As pessoas queriam ser mais cultas, mais educadas e mais participativas.

A política era uma esperança agora um impedimento. A politica não; os actuais políticos.

Há uma desilusão e em parte somos responsáveis por ela.

Somos a geração da ilusão e da desilusão.

Somos a geração :« quem te viu e quem te vê»

Somos uma geração bizarra entre dois séculos , entre os os nossos pais -  trabalhadores,poupados , com património e os nossos filhos -noutra onda de vanguarda.

Somos uma geração entre duas maneiras distintas de pensar. 

A realidade é como uma enorme bofetada que nos foi dada em forma de crise económica.

Nas manifestações cartazes , gritos e palavras de ordem - Não nos Representam . Mostram este profundo fracasso.

A manifestação de 15 de Setembro foi muito interessante e  um estalido de civismo  mas desvaneceu-se.

Há também uma crise no modelo de representação com muitas sombras.

O povo já não se sente representado de nenhuma maneira e os políticos tão pouco sabem como nos representar.

Não estamos só numa crise económica , estamos também numa crise institucional : a política não é só gerir determinados pressupostos, mas também priorizar as necessidades sociais ( neste capítulo estamos a falhar redondamente)

A democracia não é mais do que um biombo do poder do dinheiro.

Vivemos um momento de ignomínia . Parece um guião de um filme que mudou de repente e não sabemos o novo guião...

JJ

09/02/2013

O que se passa no PS?

António Costa é uma personalidade distinta no PS e na vida nacional e muitas vezes apontado como excelente candidato a liderar o partido. Foi número dois de Sócrates e, por coincidência, ao deixar o seu Ministério para assumir a Câmara Municipal de Lisboa, o Governo do PS e Sócrates foram deslizando num plano inclinado para o charco.

Os amigos de Costa sentiram que Seguro pode ser o próximo PM e arregimentaram um coro de valentes exigindo que a passadeira vermelha seja estendida a Costa, amigo de Sócrates para o reabilitar.
O entourage à volta de Costa pressiona-o a avançar para a liderança do partido. Na frente deste cortejo estão os lambe-botas de Sócrates, como Pedro da Silva Pereira e Santos Silva, que só causa urticária.
Acontece que hoje o PS tem um líder, pese embora publicamente reconhecido como um líder sem carisma, do tipo menino do coro da igreja. Com efeito, António José Seguro tem todas as características do cordeiro pascal. É transitório e será sacrificado na Quaresma.  Mas queira-se ou não, é o líder democraticamente eleito pelos militantes e deveria ser respeitado. Chegou ao partido com uma missão dificílima de dar uma imagem de seriedade ao partido após um consulado de trafulhices e de falta de caráter do então líder. Tentou distanciar-se das práticas de Sócrates como pode, mas tinha sempre nos calcanhares os cães de fila do antigo líder. Tem tentado afirmar-se negando qualquer “contacto” com as políticas de PPC, resvalando para o inconsequente. O que é do contra porque o contra é do contra.

Os recentes episódios de reuniões e das exigências de Costa para que Seguro una o partido e a sua aceitação destas exigências, só reforçam a ideia da fraqueza de Seguro e da sua impreparação para ser o líder do partido e, menos ainda do país. Faz um grande favor a PPC.
De facto, António Seguro presta um mau serviço a todos os títulos. Ao partido e ao país. É confrangedor a sua forma cobarde de encarar esta submissão. Se fosse um líder a sério, logo que apareceu Costa a fazer exigências, deveria “dar um murro na mesa” e convocar imediatamente eleições antecipadas e exigia a clarificação. Seria melhor perder uma eleição do que ser tratado como impreparado e incompetente para liderar o partido. Um cordeiro.
Aliás, reforça a má prestação que teve na entrevista ao editor de economia da SIC, José Gomes Ferreira, que mostrou invulgar impreparação para ser PM. Com efeito, a deterioração da situação do país e a prestação deste Governo exigem que o PS tivesse mais que estruturado um programa alternativo e as medidas que implementaria, o seu impacto e como concretizar o plano. Mas nada disso acontece. António J Seguro tem um discurso vago, populista e não sabe nem faz a menor ideia de como resolver o problema do país. Claro que assim galvaniza as gentes de Sócrates/Costa a acuá-lo e a prestar-se ao ridículo e patético papel de andar em reuniões com alguém que lhe puxou as orelhas.
Mário Russo


Qualquer das posições é demonstrativa de que o principal partido da oposição não é recomendável, para desgraça de um país ligado à máquina na UTI.



 

Os Oradores

Miguel Mota
Os nossos políticos do topo são excelentes oradores (o Prof. Vítor Gaspar é, obviamente, uma excepção) e fazem magníficos discursos. Boa voz, muito convencidos daquilo que dizem (o que é bom para convencer os que já estão convencidos) e entusiasmam os correligionários presentes, que os aplaudem freneticamente. É claro que os ouvintes presentes são todos do seu partido e acham que o que ele diz é, realmente lapidar. Isso chega para ficarem contentes e não passa pela cabeça desses ouvintes raciocinar sobre o que ouviram, relacionar com os factos presentes e passados e muito menos tirar conclusões.

Uma outra boa qualidade que têm é um inexcedível descaramento. Vi e ouvi, na televisão, Seguro, em Coimbra, num desses magníficos discursos. Começou com uma longa lista de coisas boas que quer para Portugal. Foram muitas e, certamente porque todos as queremos, foi muito aplaudido. Simplesmente, nada disse de como as obter, as acções necessárias para as alcançar. Nada. Nadinha. Mas isso que importa, se falou tão bem!

Depois, atacou violentamente o governo que temos por estar a destruir o estado social, algo completamente inadmissível. Aplausos frenéticos de todos aqueles que já se esqueceram de que foi o seu partido, o PS, que iniciou em grande esse ataque, começando por extinguir o abono de família – criado pelo Salazar – e um bom número de centros de saúde, além de outros serviços públicos. E os pobres cidadãos, além da perda monetária do abono de família, passaram a ter de contar com bem maiores deslocações ou, em alternativa, pagar a privados que, em muitos casos, logo abriram a sua loja, aproveitando essa brecha.

Isto por um partido que se diz socialista e muita gente julga que “é de esquerda”, algo que só foi no seu início, quando andava de braço dado com o PC, em ocupações, e Mário Soares, na rua, de punho erguido, berrava “Partido Socialista, um partido marxista”. Mas esse esquerdismo acabou cedo, mesmo antes do seu chefe declarar que tinha metido o socialismo na gaveta, donde nunca mais o tiraram. Nesse dia o partido devia ter mudado de nome.

Voltando ao discurso, ouvi um enorme ataque aos políticos que prometem uma coisa em campanha e depois fazem precisamente o contrário. Até estamos de acordo. Mas já não deve estar lembrado das magníficas propostas e promessas do seu partido em 2005 e de como fez tudo descaradamente ao contrário durante os seis anos em que foi governo, de como afundou a economia e as finanças de Portugal e de como colocou o país nesta vergonhosa situação.

Note-se que o que descrevo neste exemplo se aplica a todos os partidos. Convém também lembrar que os cidadãos portugueses, além de não se poderem candidatar a deputados, não podem votar em pessoas e só podem votar em partidos. Porque – muito se apregoou – as pessoas não interessam, o que interessa são as ideias. O Salazar “tinha” de manipular os resultados das votações porque, estupidamente, deixava que as pessoas se candidatassem. Agora, não há “perigo” de ser eleito alguém que não convenha porque só é candidato quem a meia dúzia de ditadores decide. Os eleitores dum círculo têm toda a liberdade... de escolher, presumivelmente para, em seu nome, irem legislar e governar, um desses pacotes de candidatos, já escolhidos pelos chefes dos partidos. E isto, para a quase totalidade dos portugueses, incluindo ilustres politólogos, é “democracia”!
Para termos eleições livres é necessário alterar os Artigos 149º e 151º da Constituição*, da forma que já propus:

Artigo 149º
Alterar para:

Os Deputados são eleitos por círculos eleitorais uninominais, constituídos por um conjunto de freguesias adjacentes, somando um total de (40.000 a 50.000 ?) eleitores ou, no caso de haver freguesias com mais do que esse número de eleitores, por bairros adjacentes, de forma a situarem-se dentro daqueles limites.

Artigo 151º
1 - Alterar para:

As candidaturas serão apresentadas, nos termos da lei, por um grupo de não menos de X nem mais de Y eleitores do respectivo círculo eleitoral.

Definir os números X e Y. Pode considerar-se como referência a eleição para o cargo de Presidente da República, em que a proporção é de, aproximadamente, um a dois por cada mil eleitores. Para um círculo de 40.000 eleitores teríamos 40 a 80 proponentes, que parece ser número aceitável.

2 – Suprimir

 Termino com o final do artigo “Partidofobia e partidocratite”, que publiquei no “Expresso” em 1979:
“Partidos políticos como congregações de homens com o mesmo credo político, sim! Partidos como órgãos de poder paralelo, não! E partidos como órgãos de poder ditatorial, três vezes não!"

 

 

08/02/2013

Artigo de opinião no jornal Público sobre Limitação de Mandatos

Nota introdutória

Veio esta semana a lume de uma forma inusitada e até excessiva sobre a impossibilidade de Luís Filipe Menezes e Fernando Seara serem candidatos noutra Câmara. Há constitucionalistas ,a favor, e  outros contra. Gente do PSD a procurar nos tribunais ; pessoas ligadas a Rui Rio ( nutre simpatia por Rui Moreira) procuram impugnar a candidatura de LFM em tribunal , agora vem Paulo Morais também do PSD , só porque é da Associação Transparência e Integridade, impugnar no Tribunal Administrativo.  

Na interpretação de uma lei há sempre pontos de vista diferentes . Surpreendente por exemplo no Porto , não ser o PS , PCP a contestar a candidatura de LFM , mas sim irmãos , gente da mesma família ( PSD) a contestar. Dá que pensar!
´
Penso que quem conduz o processo eleitoral é a Comissão Nacional de Eleições,que já se pronunciou de forma favorável às candidaturas . Mas em último caso o Tribunal Constitucional deve pronunciar-se de uma forma definitiva e vinculativa para que não restem dúvidas.

Deste modo deixo aqui a minha opinião expressa em finais de 2012 , para uma atenta leitura.

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Limitação de mandatos
A lei, aprovada em 2005, no Governo de José Sócrates,que limita a três mandatos de quatro anos (12 no total) o exercício dos cargos de primeiro-ministro, presidentes dos governos regionais da Madeira e dos Açores,presidentes de câmaras e de juntas de freguesia, só agora é que está a gerar grande celeuma.O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, salvo se no momento da entrada em vigor da presente lei tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o 3.º mandato consecutivo, circunstância em que poderão ser eleitos para mais um mandato consecutivo. O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia, depois de concluídos os mandatos referidos no número anterior, não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido.
 
Esta lei entrou em vigor em 2006. Na altura fiquei com a sensação que esta lei era dirigida a Alberto João Jardim e uma forma de o apear do poder. Porém, a Constituição da República já explicitava o princípio da renovação: ninguém pode exercer a título vitalício qualquer cargo político de âmbito nacional, regional ou local.
Todavia, partindo do pressuposto de que as eleições são livres, transparentes e que não pisem o risco da lei eleitoral,não deveria haver limitação de mandatos. Parece que se quer na secretaria contrariar a vontade popular. Pede-se o voto do povo e depois, se o povo vota sempre no mesmo,já não vale! Que raio de democracia é esta? Procura interferir-se em tudo na vida dos
cidadãos, até nas suas escolhas. O sufrágio universal é exercido pelo povo de uma forma igual, directa, secreta e periódica.
 
Sou contra a limitação do que quer que seja e de mandatos para presidentes de junta e presidentes de câmara. Mas a haver limitação de mandatos deveria ser para todos órgãos de soberania e instituições públicas. É lamentável a perpetuação do poder na direcção de escolas, nos sindicatos, organizações patronais, direcções de empresas públicas, etc. Esta reforma no sistema político é anquilosada.
Ultimamente tenho lido alguns artigos no PÚBLICO, uns a favor, outros contra a possibilidade de um presidente poder concorrer noutra câmara. Esta questão levanta-se porque Luís Filipe Menezes(L.F.M.) pretende concorrer à CM Porto por impossibilidade de poder continuar na CM Gaia. O espírito da lei seria a impossibilidade de concorrer e haver uma renovação de candidaturas. Porém, esta lei, se era para impossibilitar um candidato noutra câmara vizinha, está mal redigida, pois é omissa quanto a isso. O problema põe-se porque o candidato à CM Porto se chama L.F.M. Se fosse outra figura, a questão não se punha deste jeito. Aliás, noutro registo, Isaltino Morais, apesar de todos os problemas com a Justiça e consequente perda de mandato, tem a veleidade de se tentar candidatar de novo a Oeiras! Alegando um alçapão na lei por ter renunciado em 2001 e desse modo não ter cumprido três mandatos consecutivos. (2001/05 – 1º mandato: 2005/09 – 2ºmandato; 2009/13 – 3ºmandato). E não há tanto alarido.
 
Se a lei tem buracos e interpretações díspares, se faz favor altere-se a lei. Se fosse uma lei para cobrar impostos ou lesar os contribuintes e se o Estado não o conseguisse fazer, os senhores legisladores alteravam essa lei num ápice...
Os partidos que legislam na AR (PS, PSD, CDS, PCP,BE) deveriam,sim, permitir a representação de novas forças políticas e com novas ideias e a possibilidade de candidaturas independentes a deputado. Mas não querem ceder o seu poder. A democracia, apesar de todos os defeitos, é o melhor de todos os sistemas políticos mas deveria ser corrigida, melhorada e ser mais abrangente.
No fascismo havia a prepotência de um senhor, agora há a prepotência, com as devidas diferenças, de vários senhores(líderes dos maiores partidos).
 
No caso L.F.M. a questão de limitação de mandatos põe-se por várias razões. As principais: o PS teme-o; e a rivalidade insanável Rui Rio-Luís Filipe Menezes. Rio mais contido, pelas contas e de gabinete.Menezes mais expansivo, criativo e sonhador. L.F.M. é alguém que gera paixões mas também ódios, alguns de estimação. Porém L.F.M. é um fazedor – eu vivo em Gaia há 28 anos e há uma cidade de Gaia antes de Menezes e outra Gaia, mais desenvolvida e para melhor, na era Menezes. Tenho pena é que L.F.M. não possa continuar em Gaia a desenvolver o seu projecto e vá para o Porto.




Debate a passar com Miguel Relvas

 
 

noticia no debate , porém tem uma imprecisão. O debate é dia 18, e não, dia 11 ( véspera de Carnaval)

Farol da Nossa Terra

Crónica de Liverpool


Pedro Almeida
O trabalho dos políticos e a emigração

 António Costa, numa manobra política executada recentemente, decidiu refrear-se de concorrer ao lugar de Secretário Geral do PS, o que lhe daria hipótese de concorrer a primeiro-ministro, mas deixou recados a António José Seguro, para arrumar a suas ideias e deixar de ser evasivo, na forma como faz oposição a este Governo.
O que António Costa omitiu foram os esqueletos guardados no armário de cada ex-membro do Governo e que obriga o partido respectivo a estar calado, quando se encontra na oposição.

A razão por que os Governos que tomam posse não denunciam quase nada e não responsabilizam criminalmente os anteriores Governantes, é porque esta é a vez deles de comerem o bolo, que são os Impostos dos Portugueses.
Com a garantia de que, quando voltarem a ser oposição, não serão eles assombrados, com ameaças de investigação às suas actividades passadas.

Entretanto, as gerações emigram. Não há razão para ficarem zangados com PPC. Emigrar é uma coisa positiva. Aprende-se com os outros, seja na Europa ou por esse Mundo fora.
Os Portugueses estão feridos pelo apelo do Primeiro-Ministro à emigração, porque isso demonstrou ignorância e incompetência da parte dele, em virar os números do desemprego.

A ira contra PPC, deve-se também ao facto de a emigração estar tradicionalmente associada a vida de sacrificio, privações e tristeza.
Mas emigração não é assim, nestes dias.

Li no jornal The Guardian de 30/01/13 duas entrevistas feitas a um arquitecto Irlandês, Brendan Doris, 62 anos de idade, e a um Gestor de negócios e marketing do Porto, Diogo Gomes. Faço aqui algumas transcrições dessas entrevistas:
A Irlanda não é estranha a grandes ondas emigratórias, mas os números recentes mostram um recorde dos últimos 25 anos. 87 mil pessoas deixaram o país no primeiro trimestre de 2012. É o quarto país com maior desemprego na Europa, com 14,6%. Alguns comentadores dizem que a emigração salvou a Irlanda de um colapso social económico ainda maior, chamando-lhe Válvula-de-segurança-social, em que reduziu indirectamente o desemprego e a carga sobre os serviços sociais. Economistas acreditam que isto evitou, também, distúrbios sociais como na Grécia.

 Brendan Doris mudou-se para os Emirados Árabes Unidos em Setembro de 2012 e diz “ficarei aqui pelo menos 4 anos, se não mais. Sou arquitecto, trabalho por conta própria e não tinha trabalho suficiente na Irlanda. Todos os meus clientes continuavam a adiar os projectos- havia montes de potencial, mas eu não vivo de potencial. Tem sido emocionalmente difícil. Todos os dias, passo uma hora e meia no Skype com a família, ajudando com os trabalhos de casa e observando-os a jantar por isso, somos uma família virtual. Em alguns aspectos, vemo-nos mais regularmente do que quando vivíamos juntos”. E a entrevista prossegue...
Diogo Gomes, aderiu a um programa do Governo Português, colocando estagiários recém-formados, em companhias Portuguesas à volta do Mundo, oferecendo-lhe apoio financeiro. Três semanas antes de arrancar, foi avisado de que iria para Moçambique, durante uns meses. Isto aconteceu faz dois anos. Diogo diz “isto são maus tempos para se ser novo, português e se procurar trabalho. A taxa de desemprego juvenil é de 39,1%. Um membro do Governo não provocou escândalo ao mandar os desempregados, por Facebook, montar nas bicicletas para procurar trabalho mas sim, causou escândalo e indignação, quando os mandou emigrar”

Foi o que ele fez. “As melhores oportunidades, jazem fora do país, para quem procura experiência depois de se formar”
“A situação em Portugal é muito delicada. No passado, nós tivemos líderes muito improfissionais, que levaram o país a um enorme défice. A economia imobilizada e as medidas de austeridade cortam a criação de trabalho. Na realidade, considero-me cheio de sorte . A vida em Moçambique é muito agradável, há muito que fazer também a’ noite. Portugal é o meu pais e é fantástico para viver. Só damos o devido valor, quando estamos longe. No entanto, estou muito feliz em Moçambique, e ir duas vezes por ano a Portugal é o suficiente para ver amigos e família e para voltar as minhas raízes”.

A DIFERENÇA ABISMAL !

Hercília Oliveira
Já em tempos aqui me referi, ao tratamento que é dado pela imprensa às atitudes e declarações que são feitas pelas facções" esquerda" "direita".

Que estas diferenças aconteçam entre os "aficionados", ainda se compreendem. Mas até entre estes já se nota um grande "arrefecimento, pois com os exemplos que ambas têm dado já se aperceberam que as diferenças na maior parte das vezes é só uma questão de conversa e não de factos concretos.

Mas a imprensa continua a fazer a mesma má (des)informação e pior que isso, a ser de uma incoerência intolerável!

Vejamos o que se passou há dias :

Arménio Carlos, dirigente sindical da CGTP, ao referir-se ao representante do FMI em Portugal, Abebe Selassie, fê-lo da seguinte forma: "O Rei Mago Escurinho"!

Esperei uns dias para ver as reacções que iriam surgir ...!

Pois fiquei espantada..., ou talvez não! Só ouvi uma pequena referência feita num programa televisivo e em tom muito leve.

Vamos agora imaginar, que aquelas declarações tinham sido feitas por alguém ligado ao patronato ou à direita!?

Mais..., imaginemos aquela frase dita por Isabel Jonet ou Alexandre Soares dos Santos?

Não tenhamos a mínima dúvida..., eu não tenho; seriam dias e dias de acusações, de debates, e talvez até de mais umas tantas petições para levar a tribunal estas pessoas acusando-as de racismo!

Neste país, além dos políticos, temos também uma comunicação social que deixa muito a desejar. Uma vergonha!

 

07/02/2013

Selecção JJ - Al Jarreau - Mornin'


JOAQUIM JORGE na RTV


Há uma página no Facebook Visão Alternativa
Programa na RTV com Joaquim Jorge e Paulo Pereira - 5ªfeira : 23:30 -Canal 193 da ZON - Canal 19 da CaboVisão ou online www.rtv.com.pt
Programa de TV

Jornal de Negócios

Annete Schavan

Não é só em Portugal que acontecem problemas com graus académicos! Annete Schavan , ministra alemã da Educação , foi castigada com perda do grau académico de doutoramento. Foi acusada de plágio.

A Faculdade de Filosofia declarou o doutoramento inválido por usar trabalho intelectual que não era seu.

Este doutoramento versava :« Estudos sobre a Formação do Carácter  e da Consciência». Até me faz rir . Há pessoas para terem tudo e serem tudo fazem cada figura que nem adjectivos tenho.

O novo-riquismo intelectual impera também na Alemanha , não é só em Portugal. As pessoas tudo fazem e não olham a meios para terem muito dinheiro , novo-riquismo , mas também serem doutores.

Em Portugal é pródigo em pessoas com grandes curriculum vitae, ao lê-los até nos sentimos pequeninos , mas de repente alguém descobre que não é bem assim.

Economistas com masters , doutoramentos , etc., mas não resolveram a crise e fizeram afundar o país com as suas análises e previsões.

Por vezes uma simples pessoa , com os seus conhecimentos da vida teria feito muito melhor desempenho que doutos economistas portugueses.

JJ

06/02/2013

Humor


Ministra da Justiça - Paula Teixeira da Cruz

O Ministério da Justiça  ( MJ) pretende e aconselha que os juízes desenvolvam estratégias de poupança e chama à atenção para a necessidade de boas práticas : custos com formação contínua ; transportes ;papel de impressões ; etc.

Sugere compra de passe de autocarros , só quando justificável , a comunicação electrónica em vez de papel , a configuração da impressora em modo de rascunho e a impressão de papel só quando existir necessidade legal.

Completamente de acordo , com pequenos gestos e adquirir novos hábitos no dia-a-dia pode-se poupar muito e muito dinheiro. São peanuts, mas tudo junto é muito dinheiro.

Aliás , Paula Teixeira da Cruz quando esteve no Clube dos Pensadores , apresentou-se de uma forma simples . austera  e espartana. Sem excesso de comitiva e de uma forma discreta e singular.

É assim que deve ser , governar também com o exemplo. Reduzir os gastos do Estado em tempo de crise deve ser o normal , de um forma constante.

A imoralidade de utilização de viaturas do Estado para fins , não consentâneos com o cargo, uso excessivo do telemóvel, viagens, deslocações, etc. Devem ser banidos deste governo e Administração Pública.

O exemplo é a melhor forma de governar. Tudo que pode ou deve servir para modelo ou para ser imitado , esta é a forma de os portugueses verem e perceberem . O exemplo vale muito mais que milhares de  vãs palavras  e  intenções. A cultura do exemplo deve imperar.

Porém o MJ deve pagar aos juízes o que deve- 147 mil euros em despesa de deslocação e depois exigir a partir daí , esta cultura de exemplo.

JJ

AINDA OS" FRANQUELINS...!"

Hercília Oliveira
Estes cromos que temos que ouvir, mesmo que muitas vezes nem façamos questão disso mesmo, à parte a irritação que nos causam , em algumas ocasiões proporcionam-nos momentos de humor, e sem pagar imposto.
Um dia destes, dizia o José Junqueiro, parlamentar do PS, que nomear o Franquelim depois de ele ter desvalorizado tudo de que se apercebeu no BPN, e nomea-lo para secretário de Estado, era uma grande falta de ética!
Eu também acho...!
Mas o que eu gostaria de saber, é o que este sr acha, de o sr Victor Constâncio estar no lugar de responsabilidade que estava e nada fazer para impedir este roubo e dizer que nada soube!?
E que prémio é que ele teve...?
Foi para o BCE...!!!
Se estes senhores fizessem ideia da figurinha que fazem, nunca abriam a boca.
Ou então fazem ideia que somos realmente tão estúpidos, que não nos apercebemos de nada!
E alguns por vezes até parece que gostam de assim ser considerados.

05/02/2013

Artigo Denúncia de Colarinho Branco

Apesar das elevadas taxas de desemprego existentes no meu país remeto um exemplo de como a política é o melhor empregador a nível da Administração Pública, não sendo para tal necessário curriculum ou desempenho pessoal.

A personagem em questão responde pela graça de Daniel David Gomes Martins.

- Residente em S. Pedro do Sul onde exerceu advocacia no escritório paterno. Único trabalho que se lhe conheceu. São 4 irmãos, em que cada um deles milita num partido diferente. A perspectiva, segundo o Daniel é poderem ajudar-se mutuamente, à medida que os vários partidos passam no poder.

- integra lista de candidatos ao Município de S. Pedro do Sul pelo PS nas Autárquicas de 2005, supostamente era o nº 2. Lista encabeçada por Vítor Barros,

- O PS perde as autárquicas para o PSD. Sócrates é o primeiro-ministro e como prémio de consolação leva Vítor Barros para Secretário de Estado da Agricultura,

- Vítor Barros para premiar o bom desempenho de Daniel Martins, apesar de terem perdido leva-o consigo para Lisboa e fá-lo ingressar na Secretaria de Estado da Modernização Administrativa, liderada pela Dra. Maria Manuel Leitão Marques em Julho de 2008. Apesar da sua parca experiência, entra como especialista e a auferir uma remuneração equiparável à de adjunto de gabinete (acima de 3000€ mensais),

Despacho do Gabinete da Secretária de Estado da Modernização Administrativa para nomear como Adjunto (prémio por serviços prestados ao PS):
http://www.proteccaocivil.pt/Legislacao/Documents/Res.%20CNPC%20n%C2%BA%2025-2008.pdf

Nas eleições autárquicas seguintes assume um papel diferente, que lhe permite acumular o cargo com as funções desempenhadas em Lisboa. Foi candidato á Assembleia Municipal de S. Pedro do Sul:http://josecarlosalmeidasps.blogspot.pt/2009/08/lista-de-candidatos-assembleia.html

Para o conhecer veja a foto de Daniel Martins no PS. É a segunda a contar de cima e da esquerda:http://josecarlosalmeidasps.blogspot.pt/2009/08/apresentacao-candidatos-cm-e-am.html

Curiosamente, apesar do exercício destas funções públicas, manteve o seu lugar numa instituição bancária, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, no seu Conselho Fiscal. Confira-se o referido através da ata da Assembleia Municipal de S. Pedro do Sul:http://www.cm-spsul.pt/downloads/actas/acta_172.pdf

Mantendo a sua ascensão fulgurante, o partido reconhece-lhe os seus méritos, pelo que findo cerca de ano e meio, consegue entrada directa num cargo de Direcção em Comissão de Serviço na AMA, IP em 15 Fevereiro de 2010.
Despacho de competências na RNSA de 2010:
http://dre.pt/pdf2sdip/2011/04/074000000/1720817208.pdf

Até aquela data desconhecem-se-lhe quaisquer competências de chefia ou experiência em liderança de equipas. Contudo torna-se responsável por toda as Lojas do Cidadão e da Empresa, ou seja assume a responsabilidade de serviços com abrangência nacional e nos quais estão representados praticamente a totalidade da Administração Pública.

Estranhamente, em 10 de Fevereiro de 2010 foi exonerado das funções que exercia na Secretaria de Estado para a Modernização Administrativa.
Veja por favor o link (página nº 2) :
http://www.parlamento.pt/Documents/dr41.pdf

Ou seja foi exonerado antes do início da Comissão de Serviço referida anteriormente.

Ou seja já se perspectivava os resultados eleitorais do PS e havia que assegurar pouso mais seguro.

Na sequência de uma gestão de recursos humanos conturbada e da realização de despedimentos sem justa causa, veio-lhe a ser instaurado um processo disciplinar.
Como forma de se salvaguardar de um eventual afastamento da AMA, IP, consegue junto do seu amigo de infância (amizade já proveniente dos progenitores), consegue uma nomeação para Assessor do Secretário de Estado da Segurança Social do governo PSD-CDS. Confira no link :
http://www.sg.msss.pt/preview_documentos.asp?r=2805&m=PDF

Apesar das suas limitadas competências profissionais, reúne as características de um bom político, alicerçadas na crítica mordaz e na ausência de investigação, de prática e de desempenho aprofundados.

Veja um exemplo do que afirmo, numa crítica ao partido onde depois ingressou:
http://maissaopedrodosul.blogspot.pt/2010_01_01_archive.html

Com alteração do Conselho Directivo da Agência para a Modernização Administrativa, IP (confira em:
http://www.i-gov.org/index.php?article=18085&visual=1&id=&subject=332 )

Encontravam-se reunidas as condições para o regresso de Daniel Martins à AMA, IP. Dado que assim se encontrava afastada a hipótese de ser sancionado disciplinarmente.
Contudo, apesar de já se encontrar em exercício de funções na Ama, IP, desconhece-se qualquer despacho de exoneração da Secretaria de Estado onde se encontrava. Para além de ser ilegal é a forma encontrada pelo interessado, em manter-se sob a protecção do actual governo onde o seu amigo é Secretário de Estado.
Apesar de colaborar numa Secretaria de estado de um governo de coligação entre o PSD e o PS, Daniel Martins ainda mantém as suas ligações ao PS, conforme pode ver no link:
(Ainda é deputado municipal pelo PS hoje)
http://ps-spsul.pt/orgaos-politicos/

Foi suplente na lista de candidatos às Legislativas de 2011 pelo PS:http://legislativas.sapo.pt/2011/candidatos/distritos/viseu/

Perante estes factos, convido-vos a investigar e a denunciar publicamente estas artimanhas e malabarismos.

Como não sou político e não consegui amigos no poder, vou ter que emigrar, apesar da minha idade. Saio hoje de Portugal e vou para local inóspito mas onde posso trabalhar.

António Silva

Pensamento

"Ninguém no mundo tem poder sobre o seu juízo interior; embora possam obrigar-nos a dizer em pleno dia que é noite, não há força capaz de nos coagir a pensá-lo."

Alain, pseud. de Émile-Auguste Chartier

RUI MOREIRA

Estas eleições autárquicas estão a ser noticia no Porto de uma forma desusada e constante. A culpa é da nova lei de limitação de mandatos. A nova lei não permite a continuidade de Rui Rio , deste modo há vários candidatos ,uns assumidos , outros ainda não : Rui Moreira , Luís Filipe Menezes ( LFM) , Manuel Pizarro ( MP), falta candidato do PCP e BE.

Todos os cidadãos têm direito a tomar parte na vida politica e na direcção de assuntos públicos do país e localmente.

Rui Moreira diz que concorre como independente , porém candidatura independente tem que se lhe diga ! É preciso apresentar determinado número de proposituras , é preciso bastante dinheiro para o arranque da campanha , um staff considerável , colocar-se no terreno , pessoas para concorrer nas freguesias,etc. Porém já se percebeu que se avançar terá o apoio do CDS/PP que é uma ajuda muito importante no aspecto logístico , assim como Artur Santos Silva ( presidente do BPI) financiará a campanha.

Rui Moreira deste modo tem todas as condições para ter uma candidatura para fazer um bom desempenho , mas não para ganhar como acalenta essa hipótese. Aliás a sua candidatura tem vários óbices evidentes : o primeiro parece que é empurrado pelos hostes de Rui Rio, que querem a todo o custo ,que vença toda a gente menos Luís Filipe Menezes , depois a simpatia com que é vista pela candidatura de Manuel Pizarro do PS , percebe-se que pode obstar a que LFM tenha o maior número de votos.

Sou amigo de Rui Moreira , estudei com ele no Colégio Brotero na Foz , já esteve no Clube dos Pensadores como convidado de honra, acho-o uma pessoa com  personalidade , culta , afável , educada , dialogante e suficientemente inteligente para não se deixar instrumentalizar. Seria com certeza um bom presidente de Câmara , mas não nestas circunstâncias.

Não estou a ver Rui Moreira vereador de LFM ou de Manuel Pizarro. Rui Moreira tem um palco privilegiado , é presidente da Associação Comercial do Porto ( o da Associação Comercial de Lisboa ninguém conhece) , foi comentador desportivo durante muitos anos na RTPN , actualmente é assíduo na televisão em programas de economia e politica , tem uma vida boa,calma  e mediatização que chegue . A sua hora para ser presidente do FC Porto pode naturalmente chegar um dia.

Porém com esta candidatura , eu sei que tem muitos apoios como António Lobo Xavier , Valente de Oliveira , Arlindo Cunha e Miguel Veiga , todos da linha Rui Rio . Azeredo Lopes ( ex-presidente da ERC) seu amigo pessoal , etc. Por fim,tem a simpatia de Paulo Portas, mas isso não chega .

Para se ganhar a CMP é preciso alguma elite mas muito povo. Eu no lugar de Rui Moreira não avançava . Porém se avançasse não excluía fazer alianças com LFM, o que não me parece à partida , pois a génese da sua candidatura é muito mais anti-Menezes que anti-Pizarro. Deste modo mostrava que não privilegiaria ninguém como parceiro pós-eleitoral e que a sua candidatura vem na linha da sua postura pública - por bem e não contra ninguém.

 Rui Moreira ao concorrer poderá ter um score à volta de 10% , tirando votos a LFM , da sua área ideológica , com isso beneficiaria a candidatura de Manuel Pizarro. Deste modo a sua candidatura é tão bem vista pelos socialistas mas não me acredito que muitos deles votem em Rui Moreira. Unicamente lhes dá jeito...

Rui Moreira é sempre uma mais-valia para a cidade do Porto , não é homem de fazer "jeitos", se for a votos pode  ficar com o ónus de evitar uma  vitória do PSD , por sinal o partido que venceu as últimas eleições em coligação com o CDS-PP, que é de Rui Rio , seu amigo.

Rui Moreira não precisa de concorrer a nada para ser influente e ouvido , na cidade do Porto. Tem um estatuto único e invejável na cidade . Sempre esteve acima de questões partidárias. A última palavra é dele , mas tem um capital politico, social e humano que é uma pena se o desperdiça.

JJ

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Resultados para a CMP em 2009

PPD/PSD.CDS-PP

47,48%
62.507 votos

Mandatos

7
PS

34,7%
45.682 votos

Mandatos

5
PCP-PEV

9,8%
12.904 votos

Mandatos

1
B.E.

4,98%
6.552 votos
PCTP/MRPP

0,7%

04/02/2013

FRANCAMENTE, FRANQUELIM...!

Hercília Oliveira
Coitado do Franquelim..., por estes dias, só porque vai servir a Nação, anda nas bocas do mundo!
Estando o país tão precisado de homens empreendedores, competitivos, e com capacidade de inovação, não se pode dar ao luxo de desperdiçar pessoas como o Franquelim!
Um homem que ao serviço do grupo SLN/BPN deu todas as provas de "empreendedorismo"," competitividade", e" inovação", não pode ser assim desperdiçado e ainda por cima "mal tratado".
Mas a culpa não é dele coitado, a culpa é dos sem vergonha que pegam nos "Franquelins" deste país e os (nos) sujeitam a este vexame mostrando um total desrespeito pelos cidadãos .
O que os cidadãos deste país deviam fazer já nas próximas eleições, era ficarem TODOS em casa e darem uma lição de cidadania a esta gentinha.
Mas não..., quando chegar o tal dia, lá vão os carneirinhos pôr a cruzinha no quadradinho que lhes dará acesso a continuarem a fazer o que lhes apetece sem o mínimo respeito por quem os elege.
Depois ainda querem que os respeitemos...!?
Pois meus caros senhores, eu há muito que deixei de vos respeitar e também minimamente.
A única coisa que eu sinto é raiva..., muita raiva.

03/02/2013

Humor


APOIOS DO ESTADO

O Estado distribuiu mais de 2400 milhões de euros em subvenções em 2011. As Misericórdias são as mais beneficiadas . Porém faz-me pensar , esta quantia corresponde a mais de metade do que o Governo agora quer cortar na reforma do Estado , nas funções sociais.

Porém há muitas fundações a receber dinheiro e grandes empresas como Mota- Engil , Efacec , PT - Prime, Toyota, e outras.

É preciso mais transparência e critérios bem definidos a quem se dá apoio ( subvenção). Como diz Luís Valadares Tavares , antigo presidente do INA ( Instituto Nacional da Administração) : é importante distinguir entre contratualização e subsidiação. A subsidiação da ineficiência e a falta de transparência tem que acabar.

Completamente de acordo é necessário saber e perceber quais são as necessidades reais do pais  Depois é preciso saber de que forma são gastas as verbas , por quem e para quem.

Não se sabe lá muito bem, como tudo isto se processa, é necessário uma avaliação exigente, e transparente, com os resultados obtidos.

Infelizmente o mais importante fica por se saber.  É preciso uma cultura de prestação de contas , rigor e disciplina.

JJ

02/02/2013

Selecção JJ - Everything But The Girl - Missing (Official HQ)


Casamento por conveniência

Esta. semana António José Seguro e António Costa ensaiaram um casamento por conveniência , para sua própria sobrevivência ,estão condenados a entenderem-se . Nota-se que não gostam um do outro e tem concepções de vida muito diferentes mas é o melhor para eles , não casam por amor , mas porque lhes dá jeito.

A família de António Costa ( apoiantes), assim como a família de António José Seguro ( apoiantes)não vêem com bons olhos este casamento . Ontem a bancada vazia do PS mostra a frustração e a recusa de tal casamento , sentem-se defraudados com o namoro de Costa e Seguro e acham que Seguro não é o homem indicado para liderar o PS.

A paz vai ser podre e Seguro pode ser cozido em lume brando. Para muitos seguidores de Sócrates este unanimismo , tacticismo, ziguezague é um erro politico. Vão ter que arranjar outro porta-voz e não é fácil.

Para já António Costa prefere o namoro e possível casamento de conveniência que a zanga e o divórcio.

O PSD e os portugueses estão à espera para ver no que isto dá...

JJ

01/02/2013

Selecção JJ- Alexander O'Neal - "Never Knew Love Like This"


António Costa

António Costa deu a entender que ia avançar e depois recuou . No fundo parece que actuou em ziguezague , mas com o seu sorriso maroto , marcou pontos. Exigiu prazos, fez um ultimato e é o porta-voz para os críticos desta direcção do PS , permitindo negociar cargos internos e lugares. Ao exigir uma estratégia comum e não haver razão para divisões . De uma assentada não vai a votos , não concorre à liderança mas impõe algumas normas .

Ao ler-se os estatutos percebe-se que tomou uma boa decisão, desde que Seguro tomou posse como novo líder do PS , já entraram para o PS , novos 17.000 militantes com capacidade de voto ( 2 a). Deste modo António José Seguro venceria , depois ao forçar este entendimento está a defender os seus correligionários pois só haverá eleições internas e congresso depois das eleições legislativas (17ª 2 b), até 120 dias ) .

Penso que tomou uma boa decisão . Disse que era preciso contar com ele , e que não o ignorassem mas também percebeu que os socialistas e principalmente os portugueses não querem nada com o que de pior teve a era socrática. António Costa tem que arranjar outro tipo de delfins. 

JJ


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(Da capacidade eleitoral)

1. Só têm capacidade eleitoral activa os membros do Partido com doze meses de inscrição na data do ato eleitoral e com as quotas em dia até um mês antes do dia da eleição.
2. Só têm capacidade eleitoral passiva os membros do Partido com as quotas em dia até um mês antes do dia da eleição e com os seguintes tempos de inscrição
a) 12 meses, para as eleições das secções, das concelhias e das federações;
b) 18 meses, para as eleições dos órgãos nacionais.
Artigo 17º(Do mandato dos órgãos electivos)
1. O mandato dos órgãos electivos tem a duração correspondente aos ciclos eleitorais, nos seguintes termos:
a) Aos órgãos das Secções e das Concelhias corresponde o ciclo eleitoral autárquico;
b) Aos órgãos das Federações e aos órgãos nacionais corresponde o ciclo eleitoral legislativo;
2. As eleições para os órgãos identificados no número anterior decorrerão:
b) até cento e vinte dias no caso dos órgãos das federações e dos órgãos nacionais.
3. Findo o mandato, os membros dos referidos órgãos mantêm-se em funções até à entrada dos eleitos em sua substituição.
4. Nenhum militante pode acumular o exercício de mandatos em órgãos executivos nacionais, regionais, federativos e concelhios.
5. Os membros dos órgãos jurisdicionais e de fiscalização económica e financeira não podem acumular o exercício do mandato com qualquer outro no interior do Partido.
6. A eleição de um militante para o exercício de mandato em órgão executivo implica a extinção imediata de mandato para que tenha sido anteriormente eleito e que com este seja incompatível nos termos do número anterior.
7. Os membros do Partido que tiverem exercido o cargo de membro do Secretariado Nacional, de Presidente da Federação, de Presidente da Concelhia ou de Secretário-Coordenador de Secção por dois mandatos sucessivos, num mínimo de oito anos, não podem candidatar-se a esse cargo na eleição seguinte.

Os cães

Miguel Mota
     Era uso dizer que o cão é o melhor amigo do homem. Provavelmente ainda é, pelo menos em muitos casos. Mas nos últimos anos tem havido notícias de cães a morderem pessoas, muitas vezes com gravidade e recentemente mais um, causando a morte duma criança.

Podemos dizer que a culpa destes casos ocorrerem com certa frequência é do estado, mais precisamente da entidade que é responsável por uma falha.

Antigamente havia leis que, agora, ou foram revogadas, ou pura e simplesmente deixaram de ser cumpridas, assistindo-se a uma vergonhosa impunidade dos prevaricadores. Entre essas normas encontrava-se uma que determinava que os cães não podiam andar soltos, pelo menos em público, sem açaimo. Por essa razão não havia os casos que agora ocorrem com alguma frequência, de cães a morderem pessoas e até, como neste caso recente, a causarem a morte.

Não sei se a lei que obrigava os cães a andarem com açaimo já foi revogada ou se é apenas o sector responsável por zelar pelo seu cumprimento que se desleixou. Penso que é urgente que essa lei volte a ser cumprida.

VISÃO ALTERNATIVA 31-01