18/02/2013

Clube dos Pensadores recebe Miguel Relvas

HOJE

Joaquim Jorge , fundador do Clube dos Pensadores ( CdP) convidou Miguel Relvas para estar presente no dia 18 de Fevereiro, segunda-feira pelas 21h30 no Hotel Holiday Inn em Gaia. O tema : Momento Político.

Miguel Relvas, Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares foi o grande estratega da ascensão de Pedro Passos Coelho a líder do PSD e mais tarde a Primeiro-Ministro do XIX Governo Constitucional de Portugal.

Apesar do problema com a sua licenciatura e de alguns dossiers controversos como a TAP ( adiada a privatização), RTP ( optou pela reestruturação),conseguiu impor a reforma Administrativa Local

É o Ministro mais político deste governo , zelando pelo bom relacionamento entre o PSD e CDS/PP na coligação governamental e fazendo a articulação do governo com o Parlamento. Tem sido uma mais-valia no diálogo e na manutenção da coligação PSD/PP.

O início de ano está a correr de feição ao Governo em que há uma descida significativa das taxas de juro e um regresso aos mercados antes de Setembro de 2013.
O défice do Estado em 2012 ficou nos 5% ( 8328,8 milhões de euros, abaixo ao limite de 9028 milhões), fixado no programa de ajustamento económico e financeiro.Por outro lado há a possibilidade do aumento de prazos dos empréstimos a Portugal.
Porém , a crise que assola o país com uma austeridade que teima em manter-se , o aumento do desemprego e a dificuldade da retoma de crescimento . O relacionamento com a oposição, pela recusa de todos os partidos : PS, PCP e BE de integrar a comissão sobre a reforma do Estado ( corte de 4000 mil milhões de euros) . As consequências que terá para os funcionários públicos esta reforma . O clima social em 2013 está muito degradado chegando ao ponto de muitas vozes pedirem eleições antecipadas e haver múltiplas convocatórias de variadas manifestações

O CdP já recebeu ao longo dos anos figuras de vários quadrantes políticos e sociais : Ministra da Justiça Paula Teixeira da Cruz , Procuradora-Geral Adjunta Cândida Almeida , o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes ex- Primeiro- Ministro , o Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros Paulo Portas , o líder do PCP Jerónimo de Sousa , o líder do PS António José Seguro , o charmain da Jerónimo Martins Alexandre Soares dos Santos , Manuel Alegre histórico do PS , o sindicalista Carvalho da Silva , entre outros.

Clube dos Pensadores

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Blogues : Aventar

17/02/2013

“AQUILO QUE OS LÍDERES MUNDIAIS NÃO DIZEM…”

António Ramos*
Permitam-me levar ao conhecimento de todos os leitores deste blogue sobre uma investigação que o signatário levou e efeito, embora com todos os defeitos da rapidez com que foi elaborada e que gostaria de partilhar com vista a uma reflexão, porque as tarefas do dia a dia e as preocupações da crise que aí está, não nos dá espaço e tempo para estar atento às mudanças que correm à nossa frente:

 1.Assim verifica-se que a crise do sistema financeiro mundial está à beira do colapso e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais – a FED, o BCE, o BANCO DO JAPÃO e o TESOURO BRITÂNICO – têm injectado montantes astronómicos no SISTEMA BANCÁRIO MUNDIAL, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas.

 2.A crise do petróleo. Há seis meses que o petróleo entrou numa espiral de preços. O petróleo jamais voltará aos níveis de 2007; a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham e começarão rapidamente os efeitos dos custos de energia, de transportes e serviços. Por exemplo, a subida no preço dos bilhetes do avião com grandes implicações sociais com consequências na indústria de férias e turismo de massas para as classes médias.

 3. A contracção da mobilidade. Fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias e as trocas físicas comerciais irão sofrer contracção profunda.

4. A Imigração. A Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de emigrantes. Que buscam melhores condições de vida e formação.

 5. A destruição da classe média. O movimento da destruição das classes médias está a varrer o velho Continente. As pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, força social e capacidade de intervenção.

 6.A Europa morreu. Todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser. Não tem liderança e já não consegue definir quaisquer objectivos num “caldo” de 27 países.

 7. A China ao assalto. A construção naval ao nível mundial comunicou a todos os interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque todos os estaleiros navais do Mundo têm toda a capacidade de construção ocupada por encomendas de navios… da China.

 8. A crise do edifício social. As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar. As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se, as novas gerações não querem laços de projecto comum.

 9. O ressurgir da Rússia e da Índia. Estas estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante.

 10. A revolução tecnológica. Nos últimos meses suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos cinco anos.

 Depois de tudo isto, pergunto-me a mesmo. Em que praia este Governo está a tomar banho. Austeridade, mais austeridade e mais austeridade…

 E ao resultados do Grupo dos G20?

*sem foto por decisão do autor
 

Debate


Agradeço a Miguel Relvas estar presente no Clube dos Pensadores .Podia ter ido às jornadas de reflexão política do PSD intitulada  Consolidação, Crescimento e Coesão ,mas preferiu estar connosco no Clube dos Pensadores.
A maioria dos ministros estará nessas jornadas com militantes do PSD:
Eu sei que a sua figura está envolvida em grande controvérsia por variadas razões e mais alguma. Porém é importante ouvir um membro do governo e explicar as medidas que tomaram e que ainda vão tomar
Está aqui sem  condições ou exigências de alguma espécie , o que é de louvar o seu arrojo e confiar em Joaquim Jorge
O Clube tem por lema receber condignamente todos os seus convidados : ministros ; sindicalistas ; de esquerda ; de direita ; socialistas; Procuradores-gerais ; professores universitários; and so on.
Não temos nada a provar , em tolerância , respeito pelos outros e contraditório.
O Clube dá um espaço amplo para a plateia vulgo sociedade civil fazer as perguntas que acha que deve fazer de uma forma educada , livre e participativa .
Estamos sempre a criticar ( eu fui um deles) e não gostei quando o Governo com convites previamente seleccionados discutiu à porta fechada e sem presença de jornalistas a Reforma do Estado.
Mas como criticamos devemos também aplaudir. Aqui estamos de forma livre, sem condições para que o Ministro explique o que o governo fez e vai fazer.
Deste modo merece o meu aplauso.Não aceito que se aproveitem deste formato único do Clube em que cada um pode perguntar o que muito bem entender  sem censura ou algo combinado previamente.

Liberdade implica responsabilidade .  Espero que haja elevação sem achincalhamento sem serem indelicados . Com isto não quero dizer que não haja contraditório , pontos de vista diferentes e perguntas difíceis.
O unanimismo não faz parte do ADN do Clube, antes pelo contrário fomenta-se o debate de ideias. Mas fomenta-se também a educação e o respeito pelos outros, mesmo não estando de acordo.

Se o fizerem estão a atacar não o convidado mas o Joaquim Jorge , o Clube e todo o trabalho que temos feito em prol da cidadania e da participação cívica ao longo destes quase 7 anos.
Clube dos Pensadores

O que perguntaria a Miguel Relvas

Mário Russo
Eu tenho muita pena de não poder estar presente a este debate que será certamente muito polémico e promete boa discussão, porque àquela hora estarei a voar para outras paragens.

Joaquim Jorge está de parabéns porque este debate é importante e oportuno. Permitirá a Relvas “desabafar”, ante tanta contestação à sua pessoa, essencialmente devido ao obscuro processo de obtenção da licenciatura, revelador de certo provincianismo. Aconteceu o mesmo com Sócrates. Infelizmente os portugueses são complexados e ainda impera a síndrome dos senhores doutores/licenciados. A competência e a inteligência não estão aliadas aos títulos académicos, mas às características intrínsecas de cada pessoa.

Relvas é um dos poucos ministros políticos e um articulador entre Governo e Parlamento que está a ser queimado em lume brando por sua culpa e por isso a sua eficácia reduz-se muito e com isso o Governo perde estratégia e campo de manobra e ação.

Ao vir ao Clube dos Pensadores Miguel Relvas revela coragem, pois vai expor-se publicamente. Por isso tiro-lhe o chapéu.
Não podendo estar presente, gostaria de fazer perguntas a Miguel Relvas sobre o rumo que o seu Governo conduz o país com a aplicação da receita monetarista e porque continua a teimosia em aplicar uma receita falhada.

Com efeito, o desemprego de perto de 1 milhão de portugueses pode ser entendido que “estamos no caminho certo” senhor Ministro? E ainda pior “em linha com o previsto”, e não se fazer nada para contrariar? Que insensibilidade e malvadez senhor Ministro.
Acreditar nos economistas que levaram o mundo ao atual colapso, sobretudo nos EUA e Europa, e que são os mesmos que debitam a receita para saída da crise, não é o mesmo que pôr a raposa a guardar o galinheiro?

Porque é que o Governo não ouve especialistas não comprometidos com os saqueadores da arca que nos vão governando politica e economicamente, como o Nobel Paul Krugman ou Nouriel Roubini, que de há quase uma década vêm alertando para o caminho do precipício em que nos dirigíamos? Que apenas dizem que o que se está a fazer na Europa e é UM DISPARATE TOTAL?
Porque o Governo em vez de se focar no défice não se concentra nas políticas de emprego? Porque, como alguém conhecido disse, É a Economia Estúpido.
O Ministro Relvas acredita mesmo que tem de ficar de cócoras diante da Tróika e que nós acreditamos?
O Ministro  Relvas acha que o Governo não tem voz ativa e é apenas uma correia de transmissão da Tróika, como vez por outra faz crer, ao sacudir a água do seu capote?

O Ministro Relvas acha que um povo que aceita ser pobre é invencível? Como dizia Salazar, e por isso está a transformar os portugueses em verdadeiros pobres com esse objetivo ideológico?

Impor salários chineses aos portugueses, cortes nas funções básicas do Estado e cortes generalizados e cegos que reduzem a massa monetária na economia, têm agravado o desemprego e com ele menos arrecadação de impostos, mais despesa social com mais desempregados e mais défice. Ou seja, entramos num ciclo vicioso de pobreza ou espiral recessiva, já reconhecidos até pelo fundamentalistas e monetaristas do seu governo. No entanto insistem diante das evidências. O país pode cair na violência social. O que diz um ministro político a esta teimosia? Concorda? É impotente porque está fragilizado?

Conceito de democracia

Miguel Mota
Os portugueses, incluindo os mais ilustres politólogos, falam constantemente na “nossa democracia”, por oposição à tenebrosa ditadura derrubada em 25 de Abril. Eu gostava que me explicassem quais são as principais liberdades que consideram necessárias para um sistema ser considerado democracia.

Um exemplo, entre muitos. Luís Marques (Expresso de 12-2-2013) começa o seu escrito dizendo “O sistema político português, uma democracia bastante estranha...”

Parece que lhes basta, para estarem em democracia, não haver aquela censura estúpida e ineficaz.

Eu gostava que me dissessem, também, se consideram compatível com o conceito de democracia um sistema em que os cidadãos não se podem candidatar a deputados e que, quando vão votar – para elegerem quem, presumivelmente em seu nome, irá legislar e governar – apenas têm a imensa liberdade de escolher uma lista – com ordem fixa e vários ilustres desconhecidos – entre meia dúzia delas, elaboradas ditatorialmente por outras tantas pessoas.

Fui sempre contra a outra ditadura. Considerando os resultados, acho esta muito pior.

 

16/02/2013

Uma pontinha de fé...

A  meta dos quatro mil milhões está complicada de atingir , e a solução, é mais ponderação e análise da situação , isso requer tempo e mais prazo.
Há alguma   resistência a medidas mais drásticas de alguns ministros e os portugueses agradecem alguma calma , pois em vez de curarmos da constipação morremos de pneumonia.

Haver eleições autárquicas em Setembro de 2013 é um bálsamo para a austeridade e os portugueses agradecem. Há eleições legislativas  em 2015, o governo começa a pensar nesses cenários.

Paulo Macedo reclamou de novo uma «discriminação positiva» para a Saúde; Nuno Crato jurou que não haverá «aumento do horário de trabalho» para os professores; e até o novo secretário de Estado do Emprego afirmou que «a reforma do Estado não tem necessariamente que implicar qualquer tipo de despedimento ou o afastamento de pessoas».

É preciso mudar de estilo e de estratégia , alguma folga e dar tempo ao tempo. A destruição do emprego continua imparável . Em três meses desapareceram 125 mil empregos. São quase um milhões de desempregados ( 923.000) . O pior disto tudo , mais de metade dos desempregados está há mais de um ano à procura de emprego . Por outro lado mais de metade não recebe qualquer apoio.

Com a recessão a agravar-se (os números do PIB divulgados ontem foram ainda piores do que o previsto), as exportações a cair.O cenário é negro.

A sétima revisão da troika no fim deste mês pode marcar  a viragem da intransigência para alguma flexibilidade
Vamos ver se é possível ter mais tempo e se a troika é sensível a essa chance de corrigir o défice mais lentamente .

O  regresso aos mercados de dívida foi um bom sinal.
 
O desemprego tem um efeito devastador, com a perda de trabalho perde-se uma parte importante da nossa identidade e na participação na sociedade. Se estas medidas forem para a frente com mais desemprego é uma bomba-relógio para quem o sofre e suas famílias. Não é humano, é preciso pensar nestas pessoas e mudar de prioridades .

Se houver mais tempo e mais suavidade nas medidas abre-se uma janela de oportunidade . Vamos ter fé...

JJ

15/02/2013

Selecção JJ - Tony Bennett & Amy Winehouse - Body And Soul


A passar o debate

Mais disparates sobre a Agricultura

Miguel Mota
João Pereira Coutinho tem escrito variados artigos sensatos e com lógica. Mas recentemente, com o titulo “TV Ruína”, escreveu um chorrilho de disparates sobre a Agricultura. O tema de partida foi a notícia de alguns quererem voltar a ter na TV o programa “TV Rural”. Transcrevo uma parte:

“Mas entendo o espírito que anima esta grotesca interferência no “serviço público”: a ideia juvenil de que é possível ressuscitar o nosso sector primário, devastado por Bruxelas com a conivência de sucessivos governos, através da mera propaganda televisiva. Infelizmente, não é: décadas de abandono dos campos não se revertem com odes isoladas aos produtores que resistem por aí”.

De tudo isto só tem certo a má actuação dos governos anteriores, em descarados e ruinosos actos de destruição, que só foram um tanto travados pela actual ministra.

Bruxelas, mesmo com os vários erros da PAC, não é a responsável pelo nosso descalabro nesse sector. Não obrigou ninguém a arrancar vinhas ou a não cultivar. Se alguns que receberam subsídios não souberam ou não quiseram dar-lhes destino certo não é da responsabilidade da União Europeia. Os países europeus que vêm cá vender produtos que tínhamos obrigação de aqui produzir estão sujeitos à mesma PAC.

Não só é “possível ressuscitar o sector primário”, como é imperioso fazer essa recuperação, a bem da nossa economia e, até, da nossa independência alimentar. É claro que não é só “através da mera propaganda televisiva”, mas esta dá uma boa ajuda.

Parece que algo está a ser feito, embora eu pense que já se poderia ter feito mais nestes dois anos. Nos muitos escritos sobre o tema, tenho indicado o que julgo se podia e devia fazer, mesmo com o reduzido know how que o ministério possui, comparado com o que tinha há quarenta anos e eu considerava ser insuficiente para as necessidades do país. Como tenho repetidamente indicado, é imperioso iniciar um “Plano Intensivo de Investigação Agronómica e de Extensão Rural”, mesmo só coma prata da casa. Não tenho notícia de que isso esteja a ser realizado.

A referência “aos produtores que resistem por aí”, nalguns casos com bom êxito, é a melhor prova do que é possível generalizar.

O programa “TV Rural” ensinava os agricultores a fazer melhor agricultura e mostrava muitos aspectos mesmo para quem não era agricultor e gostava de o ver. Bom será que ressuscite pois ele é um elemento da extensão rural que, com a investigação agronómica, são as alavancas do Ministério da Agricultura necessárias para fazer a nossa agricultura  dar uma maior contribuição para a economia portuguesa.

Os nossos economistas e alguns dos nossos jornalistas já mostraram grande ignorância (se não for pior...) em relação à agricultura. Além de não saberem que é parte da economia, como se prova com o nome errado que, desde Guterres, dão ao Ministro do Comércio e Indústria (que é só Ministro de Parte da Economia), houve um que considerou que a agricultura era apenas “residual”. Outro economista, quando perguntado se a agricultura não poderia dar uma boa contribuição, declarou que “no campo alimentar poderia dar um pequeno contributo” caso que comentei no LE (Um "pequeno contributo", 24-6-2011). Um jornalista num jornal com as responsabilidades do “Expresso”, declarou em 25-3-2000, que a seca intensa desse ano era “o ponto final da nossa agricultura”. O título do artigo era mesmo “O fim da nossa agricultura”, que também comentei no LE (Continuam muito erradas as ideias sobre a Agricultura, 26-10-2011).

Não se deve deixar que tais aberrações passem sem ser denunciadas. É que há pessoas que, não estando dentro dos assuntos, até são capazes de as tomar como verdades.

14/02/2013

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Hoje na Visão, a vinda do Relvas

A salvação da humanidade é conseguida pelas populações, ou simplesmente não será!




Mário de Oliveira

Dentro do capitalismo e do seu irmão gémeo, o cristianismo, em todas e cada uma das suas múltiplas versões históricas, nunca haverá salvação para a humanidade. O Ocidente que ambos pariram, é, hoje, o protótipo, para o resto do mundo, do grande acidente/desastre que acaba de alcançar proporções estruturais de genocídio, ecocídio e geocídio. Sem dar o mais pequeno sinal de recuo. Tão pouco faz caso dos sucessivos alertas, dados, cada dia, sob a forma de reacções/manifestações “furiosas” da natureza, que ele continua a esventrar, explorar, devassar, violentar, em toda a crueza e potência do
Princípio Masculino que é, de resto, a sua inconfundível assinatura de dono, patrão, algoz, lobo do lobo e lobo do próprio homem.


Nem K. Marx alguma vez sonhou que o capitalismo e o cristianismo – os dois cada vez mais um só, no Ocidente! – levariam tão longe e tão fundo todos os seus apetites devoradores e devastadores. É que nem sequer cuidam do chão de que precisam para pisar/negociar; do ar de que precisam para respirar e da água de que precisam para beber, se quiserem perpetuar-se sobre o planeta. Entendem que, quando este planeta já não der mais, têm já em projecto mudar-se de armas e bagagens para um outro, que o céu, já eles sabem há muito que não existe, a não ser nos contos de fadas para crianças/adultos que recusam crescer e assumir-se na história, ou nos contos/historinhas de catequeses paroquiais, episcopais e papais, nomeadamente, por alturas de cada festa do solstício de inverno e do solstício de verão.

 

Cabe-nos, populações deste terceiro milénio, acordarmos e mudarmos de ser e de Deus. Não podemos ficar à espera dos indispensáveis alertas, por parte dos Estados das nações, nem por parte das cúpulas das igrejas cristãs, muito menos, da maior de todas e a mãe de todas, a igreja cristã católica romana. Todos os seus chefes – religiosos e clérigos, uns; seculares e laicos, outros – são os mais alienados dos seres vivos, dotados de consciência, já que vivem fora da realidade histórica, num tipo de mundo que em nada coincide com o nosso mundo, o das populações, cada vez mais condenadas a ter de sobreviver – indignidade das indignidades – da sopa dos pobres e do lixo, da ociosidade/desemprego, da depressão generalizada e das hóstias de farinha de trigo sem fermento, que as igrejas cristãs distribuem nos seus cultos semanais ou na suas legiões de boa vontade, com as trombetas mediáticas a acompanhar, para que todo o mundo seja sabedor que ainda há gente endinheirada que ajuda gente carenciada.

 

Narra o Evangelho de Lucas que, quando Jesus, em Abril do ano 30, já se aproxima de Jerusalém, a cidade, de repente, aparece-lhe lá ao longe, em toda a sua imponência. Era ali o umbigo do Mundo, no pensar/dizer de um qualquer judeu de então. O sonho de qualquer judeu, naquele então, era visitar a cidade, ao menos, uma vez, na sua vida. E quem conseguia esse feito, toda a deslocação em direcção à cidade, era uma festa, em grupo, tecida de cantos, danças, salmos, sons de múltiplos instrumentos musicais da época. Jesus, pelo contrário, vê a cidade, em toda aquela sua grandeza e em todo aquele seu ouro, e chora. Chora, convulsivamente. De dor. Porque vê que, afinal, o tão falado e admirado Templo é a negação da realidade/verdade. Aquele luxo é o lixo da esmagadora maioria dos judeus, camponeses como ele. O Deus daquele templo é o mesmo do Mundo, o Senhor… Dinheiro! Só mesmo o Deus Dinheiro veste semelhante imponência. E é do Dinheiro, que vêm a perdição, o roubo, a exploração, os impostos sobre impostos, as multas sobre multas.

 
E Jesus só não volta para trás, porque vai em missão ao serviço da realidade/verdade. Há-de deixar claro, duma vez por todas, perante o seu povo e perante os povos de todos os tempos e lugares, que as populações do mundo têm de entender uma coisa, difícil, mas verdadeira: – a salvação da humanidade = vida de qualidade e abundância para todos, em toda a terra, é conseguida por elas, recíproca e maieuticamente religadas, sem intermediários, sem sacerdotes/pastores, sem partidos, sem Poderes, sem religiões, numa palavra, sem estranhos ou mercenários, ou simplesmente não será! E para ser realidade amanhã, tem de começar a ser já Hoje! Tudo o que não for assim, é messianismo político, a grande Ilusão de todas as Esquerdas!

13/02/2013

Selecção JJ - Joslyn - Used To


JSD

A JSD aposta no aprofundamento do regime de incompatibilidades dos políticos para melhorar a imagem dos partidos.

É uma boa proposta mas não é inovadora , neste espaço há muito tempo que falo nessa e noutras sugestões. Por exemplo, um governante não pode de uma assentada passar para o privado ( empresa) que tutelava ou tinha negociações com essas empresa sendo titular de cargo público, isto é elementar para a higiene politica e democracia.

Para além das incompatibilidades , há que sê-lo e parecê-lo. É uma questão de moralidade , referência de valores , ética e  fomentar a exemplaridade.

Qualquer cidadão que exerce um cargo público não pode perder de vista o interesse público e o bem comum.

Na política há muita falta de honradez e vontade para fazer as coisas bem. É preciso instaurar hábitos que nos façam recuperar a virtude e o fundamento de normas morais.

O normal é a egolatria, o egoísmo  e satisfazer os seus próprios interesses .

Parece-me que falta vontade politica para clarificar e ser exemplar nestas matérias e noutras.

Os políticos estão sempre sob suspeita devido ao poder que têm, aos interesses em jogo ,e às somas enormes de dinheiro com que lidam.

O financiamento dos partidos deveria ser reduzido ao mínimo , assim como, o financiamento das campanhas eleitorais.  A JSD propõe financiamento exclusivo do Estado e pelas quotas dos militantes . Eu discordo , deve haver cada vez menos Estado, a democracia fica caríssima ao erário público. Governo , assessores , Parlamento , carros , mordomias, ordenados, subvenções , partidos polticos, financiamentos, etc.

Democracia e partidos políticos , cada vez menos dependentes do Estado e com mais transparência . Não ultrapassar  certos limites  por repugnância , a corrupção política dá asco e deve ser repelida por toda a gente.

O inquietante é a maioria dos portugueses perceber o que se passa e nada poderem fazer,apesar de todas as denúncias.

O alerta da  JSD é bom . Porém a sociedade para mudar tem de mudar os seus membros e tomar consciência. Para mudar os partidos e o seu funcionamento é preciso que os seus militantes tomem consciência e mudem .

Há tanta coisa que na politica me incomoda pela corrupção e falta de sentido comum. A politica actualmente parece o Diabo., não há espaço para o Deus Ética.

JJ

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12/02/2013

Selecção JJ - Sade - Nothing Can Come Between Us


Artigo de opinião no jornal Público

Rui Moreira

Estas eleições autárquicas estão a ser noticia no Porto de uma forma desusada e constante. A culpa é da nova lei de limitação de mandatos. A nova lei não permite a continuidade de Rui Rio , deste modo, há vários candidatos ,uns assumidos , outros ainda não : Rui Moreira , Luís Filipe Menezes ( LFM) , Manuel Pizarro ( MP), falta saber os candidato do PCP e BE.
Todos os cidadãos têm direito a tomar parte na vida politica e na direcção de assuntos públicos do país e localmente.
Rui Moreira diz que concorre como independente ; porém candidatura independente tem que se lhe diga , É preciso apresentar determinado número de proposituras , é preciso bastante dinheiro para o arranque da campanha , um staff considerável , colocar-se no terreno , pessoas para concorrer nas freguesias,etc. Porém já se percebeu que se avançar terá o apoio do CDS/PP que é uma ajuda muito importante no aspecto logístico , assim como Artur Santos Silva ( presidente do BPI) financiará a campanha.
Rui Moreira deste modo tem todas as condições para ter uma candidatura para fazer um bom desempenho , mas não para ganhar como acalenta essa hipótese. Aliás a sua candidatura tem vários óbices evidentes : o primeiro parece que é empurrado pelos hostes de Rui Rio, que querem a todo o custo ,que vença toda a gente menos Luís Filipe Menezes , depois a simpatia com que é vista pela candidatura de Manuel Pizarro do PS , percebe-se que pode obstar a que LFM tenha o maior número de votos.
Sou amigo de Rui Moreira , estudei com ele no Colégio Brotero na Foz , já esteve no Clube dos Pensadores como convidado de honra, acho-o uma pessoa com personalidade , culta , afável , educada , dialogante e suficientemente inteligente para não se deixar instrumentalizar. Seria com certeza um bom presidente de Câmara , mas não nestas circunstâncias.
Não estou a ver Rui Moreira vereador de LFM ou de Manuel Pizarro. Rui Moreira tem um palco privilegiado , é presidente da Associação Comercial do Porto ( o da Associação Comercial de Lisboa ninguém conhece) , foi comentador desportivo durante muitos anos na RTPN , actualmente é assíduo na televisão em programas de economia e politica , tem uma vida boa,calma e mediatização que chegue . A sua hora para ser presidente do FC Porto pode naturalmente chegar um dia.
Porém com esta candidatura , eu sei que tem muitos apoios como António Lobo Xavier , Valente de Oliveira , Arlindo Cunha e Miguel Veiga , todos da linha Rui Rio . Azeredo Lopes ( ex-presidente da ERC) seu amigo pessoal , etc. Por fim,tem a simpatia de Paulo Portas, mas isso não chega .
Para se ganhar a CMP é preciso alguma elite mas muito povo. Eu no lugar de Rui Moreira não avançava . Porém se avançasse não excluía fazer alianças com LFM, o que não me parece à partida , pois a génese da sua candidatura é muito mais anti-Menezes que anti-Pizarro. Deste modo mostrava que não privilegiaria ninguém como parceiro pós-eleitoral e que a sua candidatura vem na linha da sua postura pública - por bem e não contra ninguém.
Rui Moreira ao concorrer poderá ter um score à volta de 10% , tirando votos a LFM , da sua área ideológica , com isso beneficiaria a candidatura de Manuel Pizarro. Deste modo a sua candidatura é tão bem vista pelos socialistas mas não me acredito que muitos deles votem em Rui Moreira. Unicamente lhes dá jeito...
Rui Moreira é sempre uma mais-valia para a cidade do Porto , não é homem de fazer "jeitos", se for a votos pode ficar com o ónus de evitar uma vitória do PSD , por sinal o partido que venceu as últimas eleições em coligação com o CDS-PP, que é de Rui Rio , seu amigo.
Rui Moreira não precisa de concorrer a nada para ser influente e ouvido , na cidade do Porto. Tem um estatuto único e invejável na cidade . Sempre esteve acima de questões partidárias. A última palavra é dele , mas tem um capital politico, social e humano que é uma pena se o desperdiça.