19/02/2013
18/02/2013
Clube dos Pensadores recebe Miguel Relvas
HOJE
Clube dos Pensadores
17/02/2013
“AQUILO QUE OS LÍDERES MUNDIAIS NÃO DIZEM…”
![]() |
| António Ramos* |
*sem foto por decisão do autor
Debate
Agradeço a
Miguel Relvas estar presente no Clube dos Pensadores .Podia ter ido às jornadas
de reflexão política do PSD intitulada Consolidação, Crescimento e
Coesão ,mas preferiu estar connosco no Clube dos Pensadores.O que perguntaria a Miguel Relvas
![]() |
| Mário Russo |
Joaquim Jorge está de parabéns porque este debate é importante e oportuno. Permitirá a Relvas “desabafar”, ante tanta contestação à sua pessoa, essencialmente devido ao obscuro processo de obtenção da licenciatura, revelador de certo provincianismo. Aconteceu o mesmo com Sócrates. Infelizmente os portugueses são complexados e ainda impera a síndrome dos senhores doutores/licenciados. A competência e a inteligência não estão aliadas aos títulos académicos, mas às características intrínsecas de cada pessoa.
Relvas é um dos poucos ministros políticos e um articulador entre Governo e Parlamento que está a ser queimado em lume brando por sua culpa e por isso a sua eficácia reduz-se muito e com isso o Governo perde estratégia e campo de manobra e ação.
O Ministro Relvas acredita mesmo que tem de ficar de cócoras diante da Tróika e que nós acreditamos?
O Ministro Relvas acha que o Governo não tem voz ativa e é apenas uma correia de transmissão da Tróika, como vez por outra faz crer, ao sacudir a água do seu capote?
O Ministro Relvas acha que um povo que aceita ser pobre é invencível? Como dizia Salazar, e por isso está a transformar os portugueses em verdadeiros pobres com esse objetivo ideológico?
Impor salários chineses aos portugueses, cortes nas funções básicas do Estado e cortes generalizados e cegos que reduzem a massa monetária na economia, têm agravado o desemprego e com ele menos arrecadação de impostos, mais despesa social com mais desempregados e mais défice. Ou seja, entramos num ciclo vicioso de pobreza ou espiral recessiva, já reconhecidos até pelo fundamentalistas e monetaristas do seu governo. No entanto insistem diante das evidências. O país pode cair na violência social. O que diz um ministro político a esta teimosia? Concorda? É impotente porque está fragilizado?
Conceito de democracia
![]() |
| Miguel Mota |
16/02/2013
Uma pontinha de fé...
A meta dos quatro mil milhões está complicada de atingir , e a solução, é mais ponderação e análise da situação , isso requer tempo e mais prazo.
Há alguma
resistência a medidas mais drásticas de alguns ministros e os portugueses agradecem alguma calma , pois em vez de curarmos da constipação morremos de pneumonia.
Haver eleições autárquicas em Setembro de 2013 é um bálsamo para a austeridade e os portugueses agradecem. Há eleições legislativas em 2015, o governo começa a pensar nesses cenários.
Paulo Macedo reclamou de novo uma
«discriminação positiva» para a Saúde; Nuno Crato jurou que não haverá «aumento
do horário de trabalho» para os professores; e até o novo secretário de Estado
do Emprego afirmou que «a reforma do Estado não tem necessariamente que implicar
qualquer tipo de despedimento ou o afastamento de pessoas».
É preciso mudar de estilo e de estratégia , alguma folga e dar tempo ao tempo. A destruição do emprego continua imparável . Em três meses desapareceram 125 mil empregos. São quase um milhões de desempregados ( 923.000) . O pior disto tudo , mais de metade dos desempregados está há mais de um ano à procura de emprego . Por outro lado mais de metade não recebe qualquer apoio.
Com a recessão a
agravar-se (os números do PIB divulgados ontem foram ainda piores do que o
previsto), as exportações a cair.O cenário é negro.
A sétima revisão da
troika no fim deste mês pode marcar a viragem da intransigência para alguma flexibilidade
Vamos ver se é possível ter mais tempo e se a troika é sensível a essa chance de corrigir o défice mais lentamente .
O regresso aos mercados de dívida foi um bom sinal.
O desemprego tem um efeito devastador, com a perda de trabalho perde-se uma parte importante da nossa identidade e na participação na sociedade. Se estas medidas forem para a frente com mais desemprego é uma bomba-relógio para quem o sofre e suas famílias. Não é humano, é preciso pensar nestas pessoas e mudar de prioridades .
Se houver mais tempo e mais suavidade nas medidas abre-se uma janela de oportunidade . Vamos ter fé...
JJ
15/02/2013
Mais disparates sobre a Agricultura
![]() |
| Miguel Mota |
14/02/2013
A salvação da humanidade é conseguida pelas populações, ou simplesmente não será!
![]() |
| Mário de Oliveira |
Dentro do capitalismo e do seu irmão gémeo, o cristianismo, em todas e cada uma das suas múltiplas versões históricas, nunca haverá salvação para a humanidade. O Ocidente que ambos pariram, é, hoje, o protótipo, para o resto do mundo, do grande acidente/desastre que acaba de alcançar proporções estruturais de genocídio, ecocídio e geocídio. Sem dar o mais pequeno sinal de recuo. Tão pouco faz caso dos sucessivos alertas, dados, cada dia, sob a forma de reacções/manifestações “furiosas” da natureza, que ele continua a esventrar, explorar, devassar, violentar, em toda a crueza e potência do
Princípio Masculino que é, de resto, a sua inconfundível assinatura de dono, patrão, algoz, lobo do lobo e lobo do próprio homem.
Nem K. Marx alguma vez sonhou que o capitalismo e o cristianismo – os dois cada vez mais um só, no Ocidente! – levariam tão longe e tão fundo todos os seus apetites devoradores e devastadores. É que nem sequer cuidam do chão de que precisam para pisar/negociar; do ar de que precisam para respirar e da água de que precisam para beber, se quiserem perpetuar-se sobre o planeta. Entendem que, quando este planeta já não der mais, têm já em projecto mudar-se de armas e bagagens para um outro, que o céu, já eles sabem há muito que não existe, a não ser nos contos de fadas para crianças/adultos que recusam crescer e assumir-se na história, ou nos contos/historinhas de catequeses paroquiais, episcopais e papais, nomeadamente, por alturas de cada festa do solstício de inverno e do solstício de verão.
13/02/2013
JSD
A JSD aposta no aprofundamento do regime de incompatibilidades dos políticos para melhorar a imagem dos partidos.
É uma boa proposta mas não é inovadora , neste espaço há muito tempo que falo nessa e noutras sugestões. Por exemplo, um governante não pode de uma assentada passar para o privado ( empresa) que tutelava ou tinha negociações com essas empresa sendo titular de cargo público, isto é elementar para a higiene politica e democracia.
Para além das incompatibilidades , há que sê-lo e parecê-lo. É uma questão de moralidade , referência de valores , ética e fomentar a exemplaridade.
Qualquer cidadão que exerce um cargo público não pode perder de vista o interesse público e o bem comum.
Na política há muita falta de honradez e vontade para fazer as coisas bem. É preciso instaurar hábitos que nos façam recuperar a virtude e o fundamento de normas morais.
O normal é a egolatria, o egoísmo e satisfazer os seus próprios interesses .
Parece-me que falta vontade politica para clarificar e ser exemplar nestas matérias e noutras.
Os políticos estão sempre sob suspeita devido ao poder que têm, aos interesses em jogo ,e às somas enormes de dinheiro com que lidam.
O financiamento dos partidos deveria ser reduzido ao mínimo , assim como, o financiamento das campanhas eleitorais. A JSD propõe financiamento exclusivo do Estado e pelas quotas dos militantes . Eu discordo , deve haver cada vez menos Estado, a democracia fica caríssima ao erário público. Governo , assessores , Parlamento , carros , mordomias, ordenados, subvenções , partidos polticos, financiamentos, etc.
Democracia e partidos políticos , cada vez menos dependentes do Estado e com mais transparência . Não ultrapassar certos limites por repugnância , a corrupção política dá asco e deve ser repelida por toda a gente.
O inquietante é a maioria dos portugueses perceber o que se passa e nada poderem fazer,apesar de todas as denúncias.
O alerta da JSD é bom . Porém a sociedade para mudar tem de mudar os seus membros e tomar consciência. Para mudar os partidos e o seu funcionamento é preciso que os seus militantes tomem consciência e mudem .
Há tanta coisa que na politica me incomoda pela corrupção e falta de sentido comum. A politica actualmente parece o Diabo., não há espaço para o Deus Ética.
JJ
12/02/2013
Artigo de opinião no jornal Público
Rui Moreira
Estas eleições autárquicas estão a ser noticia no Porto
de uma forma desusada e constante. A culpa é da nova lei de limitação de
mandatos. A nova lei não permite a continuidade de Rui Rio , deste modo, há
vários candidatos ,uns assumidos , outros ainda não : Rui Moreira , Luís Filipe
Menezes ( LFM) , Manuel Pizarro ( MP), falta saber os candidato do PCP e
BE.
Todos os cidadãos têm direito a tomar parte na vida
politica e na direcção de assuntos públicos do país e
localmente.
Rui Moreira diz que concorre como independente ; porém
candidatura
independente tem que se lhe diga , É preciso apresentar determinado número de
proposituras , é preciso bastante dinheiro para o arranque da campanha , um
staff considerável , colocar-se no terreno , pessoas para concorrer nas
freguesias,etc. Porém já se percebeu que se avançar terá o apoio do CDS/PP que é
uma ajuda muito importante no aspecto logístico , assim como Artur Santos Silva
( presidente do BPI) financiará a campanha.
Rui Moreira deste modo tem todas as condições para ter
uma candidatura para fazer um bom desempenho , mas não para ganhar como acalenta
essa hipótese. Aliás a sua candidatura tem vários óbices evidentes : o primeiro
parece que é empurrado pelos hostes de Rui Rio, que querem a todo o custo ,que
vença toda a gente menos Luís Filipe Menezes , depois a simpatia com que é vista
pela candidatura de Manuel Pizarro do PS , percebe-se que pode obstar a que LFM
tenha o maior número de votos.
Sou amigo de Rui Moreira , estudei com ele no Colégio
Brotero na Foz , já esteve no Clube dos Pensadores como convidado de
honra, acho-o uma pessoa com personalidade , culta , afável , educada ,
dialogante e suficientemente inteligente para não se deixar instrumentalizar.
Seria com certeza um bom presidente de Câmara , mas não nestas circunstâncias.
Não estou a ver Rui Moreira vereador de LFM ou de
Manuel Pizarro. Rui Moreira tem um palco privilegiado , é presidente da
Associação Comercial do Porto ( o da Associação Comercial de Lisboa ninguém
conhece) , foi comentador desportivo durante muitos anos na RTPN , actualmente é
assíduo na televisão em programas de economia e politica , tem uma vida
boa,calma e mediatização que chegue . A sua hora para ser presidente do FC Porto
pode naturalmente chegar um dia.
Porém com esta candidatura , eu sei que tem muitos
apoios como António Lobo Xavier , Valente de Oliveira , Arlindo Cunha e Miguel
Veiga , todos da linha Rui Rio . Azeredo Lopes ( ex-presidente da ERC) seu amigo
pessoal , etc. Por fim,tem a simpatia de Paulo Portas, mas isso não chega .
Para se ganhar a CMP é preciso alguma elite mas muito
povo. Eu no lugar de Rui Moreira não avançava . Porém se avançasse não excluía
fazer alianças com LFM, o que não me parece à partida , pois a génese da sua
candidatura é muito mais anti-Menezes que anti-Pizarro. Deste modo mostrava que
não privilegiaria ninguém como parceiro pós-eleitoral e que a sua candidatura
vem na linha da sua postura pública - por bem e não contra
ninguém.
Rui Moreira ao concorrer poderá ter um score à
volta de 10% , tirando votos a LFM , da sua área ideológica , com isso
beneficiaria a candidatura de Manuel Pizarro. Deste modo a sua candidatura é tão
bem vista pelos socialistas mas não me acredito que muitos deles votem em Rui
Moreira. Unicamente lhes dá jeito...
Rui Moreira é sempre uma mais-valia para a cidade do
Porto , não é homem de fazer "jeitos", se for a votos pode ficar com o ónus de
evitar uma vitória do PSD , por sinal o partido que venceu as últimas eleições
em coligação com o CDS-PP, que é de Rui Rio , seu amigo.
Rui Moreira não precisa de concorrer a nada para ser
influente e ouvido , na cidade do Porto. Tem um estatuto único e invejável na
cidade . Sempre esteve acima de questões partidárias. A última palavra é dele ,
mas tem um capital politico, social e humano que é uma pena se o
desperdiça.



























