17/12/2010

ACORDO ORTOGRÁFICO QUE NÃO É ACORDO


Não iria perder mais tempo com este tema já explicitei várias vezes os meus argumentos sobre este assunto. Irritou-me ler ontem no Público que já há problemas com o conversor Lince para o acordo ortográfico. Mas o meu amigo Mário Russo sendo professor no IPV, mas engenheiro não professor de português , gosta de falar do alto da sua cátedra de professor , nada que eu não esteja habituado.
Em 1911 , a tentativa de unificação da língua falhou sem a participação do Brasil que não acatou essa reforma. Durante todo o séc.XX foram várias as tentativas , entre Portugal e o Brasil , para se chegar a uma ortografia comum. Essas tentativas ocorreram em 1931,1943,1945, 1971/73, 1986 e 1990. Nestas últimas tentativas participaram já os novos países africanos , emergentes da descolonização portuguesa.
As diferenças com o Brasil vão continuar ,digo eu, e diz Inês Pedrosa: « o acordo não vai unificar nada, estão a substituir umas diferenças por outras».
Acho que não nos vamos entender melhor e tem custos económicos que poderiam ser aplicados em aumentar o conhecimento que temos uns dos outros ( países lusófonos). A maior parte das pessoas em S. Paulo nem sabe o que é Moçambique . Quando o acordo entrar em vigor nas escolas o que se vai fazer com centenas de milhares de livros ? Terão que ser substituídos.
O argumento para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional cai por terra . A língua inglesa que não tem qualquer acordo a regê-la , o inglês não precisa de unidade ortográfica para que as suas variantes britânica,americana ou australiana sejam inteligíveis. A vivacidade do inglês está nas suas variantes e não haver regras rígidas.
Este acordo não serve para nada e cria conflito com a tradição ortográfica portuguesa desnecessariamente. Não se trata de medo da mudança ou conservadorismo trata-se antes demais de respeito pela tradição ortográfica baseada na etimologia e na História da nossa língua. Os brasileiros vão fazer menos alterações do que os portugueses e somos nós que vamos aproximarmo-nos da escrita deles. Vão continuar a escrever cômico e não cómico, judô e não judo , etc.

Não aceito isso, não me podem obrigar a adoptar uma ortografia que não se justifica e não é uma necessidade premente. Podem ser simplificadoras mas não são uma necessidade de uso. A ortografia é a parte mais artificial de uma língua e rege-se pela etimologia. O acordo de 1990 por exemplo mantém algumas grafias , com o "h" inicial., por exemplo. Corre na net um abaixo assinado contra o acordo ortográfico , a ideia é reunir 35000 assinaturas para tentar travar este acordo. Não vou escrever "ótima seleção" , mas sim óptima selecção. Não vou escrever "creem" mas sim crêem , heroico mas heróico , pera mas pêra , joia mas jóia. Vou usar sempre o hífen e escrever há-de e não ha de , anti-depressivo e não antidepressivo . Vou continuar a escrever sector e não setor , característica ,e não, carateristica Os meses do ano sempre com maiúscula , Janeiro e não janeiro , etc. Desculpem sou português e defendo a minha língua e como me a ensinaram . Não tentem na secretaria mudar algo que não serve para nada. Esta unificação é ilusória . Quando se muda não quer dizer que se vá para melhor . Deixemos que a língua evolua naturalmente . Veja-se que estamos no euro mas continuamos muitos de nós ainda a falar em escudos , respeitemos o nosso passado .

Um episódio exemplar como nunca haverá unificação de coisa nenhuma. Um dia , em Portugal , o brasileiro Ruy Castro , autor do livro Carnaval no Fogo teria dito à sua secretária : « Isabel , por favor, chame o bombeiro para consertar a descarga da privada». Perante o espanto da Isabel , teve que ser ajudado por um amigo que fez a "tradução": «Isabel, por favor,chame o canalizador para reparar o autoclismo da retrete».

JJ

Acordo Ortográfico: discussão passional


O diferendo ortográfico na língua portuguesa arrasta-se há quase um século. Em 1911 Portugal promoveu unilateralmente uma profunda reforma ortográfica da língua. Fê-la sem consultar o Brasil, que não a adotou. Ao longo de todo o século XX, as várias tentativas de unificação da ortografia do português não tiveram mais do que um êxito limitado.
A discussão sobre a propriedade de uma língua é passional e sem sentido. Não é propriedade de Portugal, nem do Brasil, nem de Angola. Como dizia Fernando Pessoa “a minha pátria é a minha língua”. Portanto, a língua é propriedade dos seus falantes. Pensar doutra forma é colonialismo.
A relutância em aceitar a mudança é normal, em especial em espíritos mais sensíveis e pouco abertos a novos ares, daí as resistências e o combate feroz. Não é apenas na questão da língua. Veja-se o que acontece em qualquer país quando governos pretendem mudar. Foi assim para acabar com o esclavagismo, para acabar com o fumo nos locais interiores, para usar o cinto no automóvel, para implementar a avaliação, etc.
Eu escrevo de modo diferente de Camões e até de Pessoa, e sou português. Se agora, por decreto, fossemos obrigados a escrever com a grafia da época de Camões, caía o Carmo e a Trindade. Eu entendo que é mesmo assim, e não é por razões científicas ou mesmo razoáveis na maioria dos casos. É-se contra, e pronto. É uma chatice ter de mudar. Dá trabalho, faz pensar e é cansativo.
Mas afinal porque é que se discute com tanta paixão, que até pode raiar o xenofobismo? A discussão tem sido tudo, menos serena e racional. Tem sido feita na base do palpitómetro e da rebeldia, porque dá um ar de revolucionário.
O que afinal temos no famigerado acordo, tão benévolo, a meu ver, porque permite tantas duplas grafias?
As alterações mais significativas encontram-se na eliminação das consoantes mudas em Portugal e países luso-africanos, que só simplifica e muito a escrita. Outra alteração significativa corresponde à utilização de letra inicial minúscula nos nomes dos meses, estações do ano e pontos cardeais. Muda-se cerca de 1.6% nos lusófonos e 0.5% no Brasil.
Com efeito, o atual Acordo Ortográfico valoriza o critério fonético (ou da pronúncia), com certo detrimento do critério etimológico. É o critério da pronúncia que dita a supressão gráfica das consoantes mudas, ainda mantidas fora do Brasil, essencialmente por razões etimológicas. E é também o critério da pronúncia que leva a manter um certo número de grafias duplas — caráter e carácter, facto e fato, sumptuoso e suntuoso, etc. — e de dupla acentuação gráfica — económico e econômico, efémero e efêmero, bónus e bônus, bebé e bebê, metro e metrô, etc.
Eis algumas opiniões abalisadas: Fernando Cristóvão, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e membro da Academia das Ciências de Lisboa: "Se Portugal e o Brasil têm direito a ortografias próprias diferentes, porque é que Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor não têm o mesmo direito? E qual a língua de uso internacional que resistiria a oito ortografias diferentes?".
Vital Moreira: "não existe nenhuma razão lógica para que uma mesma língua mantenha tantas divergências ortográficas entre duas normas nacionais, quando elas não correspondem a uma divergência real na sua expressão oral".
O jurista português Pedro Lomba: "havendo uma língua única, devemos perguntar se será sensato insistir numa divisão desnecessária e complicativa das regras ortográficas dos dois países". Mauro de Salles Villar, coautor do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa — "A variedade do português do Brasil e de Portugal é muito aproximada. Não temos razão em ter duas formas oficiais de grafar a língua".
O historiador português Rui Tavares: "é natural que o acordo vá progressivamente entrando nos hábitos de escrita dos portugueses e outros lusófonos, e isto por uma razão que neste momento talvez provoque algum escândalo. Ele, de facto, simplifica-nos a vida. Em Portugal, a grande mudança é a queda das consoantes mudas (…). A partir de agora passa a haver uma regra simples. No momento de escrever, pense-se: eu pronuncio aquele "c"? Se sim, escrevo. Caso contrário, não escrevo. Esta regra vai facilitar a vida a muita gente no momento da escrita (…). Quando começar a ser utilizada, pouca gente quererá voltar atrás [e], daqui a cinco anos, ninguém se vai lembrar das razões de tanta resistência. Isto é que é ser prático.
Antes de negar, por negar, aconselho uma leitura sobre o tema, com os prós e contras que a wikipédia consolidou e que é muito valioso em informação, que aqui resumi, por falta de espaço.

Mário Russo

OPINIÃO


Cisfranco e JJ às turras no CdP, porquê?

Caro Sr. Dr. Joaquim Jorge

Tendo ficado cada vez mais surpreendido com a sua reacção às minhas intervenções no CdP, especialmente os últimos episódios e, porque julgo que em boa verdade as minhas intervenções não justificariam uma tal reacção, tomo esta iniciativa.

Parece-me que o sr. está convencido que eu tenho algo contra si. É para desfazer essa convicção que aqui estou. E o que mais me levou a isto é o facto de ter havido confusão da sua parte ou erro do sistema (não sei) em que localizam o meu IP no Porto. Como já disse no blog, isso não tem nada a ver comigo pois não sou do Porto. Será esse IP que lhe dá elementos para essa sua convicção? Como disse na altura, e reafirmo, eu nunca fiz comentários do Porto. Sempre os fiz da forma que é conhecida, sempre com pseudónimo,ultimamente Cisfranco. Já expliquei no blog porque preferia este tipo de anonimato, mas estranho como se faz uma guerra tão grande com a questão dos anónimos. A questão não é ser anónimo, mas sim dizer tudo o que se quer de forma irresponsável. Tudo quanto tenho dito – e há já 2 anos! – assumo tudo, mas, francamente não me agrada dar a verdadeira identidade. Pode ser que um dia aconteça…

Achei que lhe devia esta explicação ou talvez ajuda a ter em conta no juízo que faz a meu respeito. As minhas intervenções no blog são vivas, creio que expressivas, que fomentam a reacção, mas julgo que isso não é mau, pelo contrário, fomenta a participação/resposta, que deveria ser do mesmo género, lutando com as mesmas armas. Concorda comigo?

Eu gosto do seu espaço, o CdP, gosto do que aí se apresenta, participo e reajo como me é próprio, mas vejo que se tiram conclusões abusivas e gratuitas do que eu digo.

Não sei, isto foi uma tentativa de clarificar as nossas relações que oxalá seja conseguido.

Com os melhores cumprimentos.

Cisfranco

(por enquanto)

16/12/2010

ACORDO ORTOGRÁFICO

Sou contra este acordo ortográfico que vai entrar em vigor, primeiro para o próximo ano escolar 2011/2012 e depois no parlamento a partir de 2012. Este acordo reside unicamente na teoria economiscista e beneficia de todo o Brasil. Recuso-me ser colonizado por um país que fomos nós que o descobrimos. Já me chega todos os dias levar com jogadores brasileiros , apresentadores brasileiros e gente a imitar os brasileiros. Gosto muito do Brasil , da sua alegria , mas não aceito isto. Sou português , gosto muito da nossa língua e recuso-me a escrever como não aprendi na escola. Há tantas coisas que se podem e deveriam mudar , não esta. Quando passar a escrever os meus textos vou colocar um asterisco no fim do texto a dizer (* antigo acordo ortográfico) . A diversidade da nossa língua é uma mais-valia e enriquecimento cultural. Eu não tenho problemas em perceber o português dos brasileiros , angolanos , etc. Veja-se a beleza da língua espanhola quer em Espanha , Cuba , Venezuela , Chile , etc. Nunca houve uma imposição para todos. Por mim vou continuar a escrever baptizado com p , acção com dois c , etc. Desculpem recuso-me descaracterizar-me e deixar de ser quem sou e o que me ensinaram . Esse manancial de vivências faz parte da minha vida intelectual e do meu enriquecimento humano.



* escrito ao abrigo do acordo ortográfico ainda em vigor e que vou utilizar sempre
JJ

JOTAAOQUADRADO

Programa sobre política e actualidade « Jota ao Quadrado » à quinta-feira pelas 22h no canal RTV . ZON posição 88 e CABOVISÃO posição 14.

Um programa em que estão frente a frente Jorge Queiroz e Joaquim Jorge.

Emissão em directo e mais tarde gravada http://www.livestream.com/clubedospensadores

Repetições do Programa Jota ao Quadrado são as seguintes:
6ªfeira - 04:00
Sábado - 00:30
Sábado - 19:00
2ªfeira - 00:30


nota : questões que queiram ser respondidas e colocadas no programa escreve-as se fizer o favor nos comentários. Joaquim Jorge procurará responder dentro das suas possibilidades. Se desejar dar a sua opinião, também agradecemos muito.Obrigado.


CdP

15/12/2010

POLITICA E COISAS PIORES

1 - Há um grupo de vencidos da política que teima em não se ir embora.
2- Há imensos ex na política, que parecem jarrões chineses , objectos frágeis e preciosos que não se sabe que fazer com eles.
3- Muitos saíram do poder de uma forma menos boa. Uns o partido não os quis , outros por escândalos , outros por perderem eleições , etc.
4- A muitos falta humildade e grandeza , envaidecidos por décadas de protagonismo são incapazes de retirar-se com descrição e para segundo plano.
5- Em vez de ajudarem os novos actores , sendo jovens ou não , a ocuparem o primeiro plano tudo fazem para os pôr na rua.
6- Deste modo mostram que não querem servir a política , mas sim , servir-se dela.
7- Entrar na política é fácil , o difícil é sair dela ou porventura sair dignamente.
8- Como não se deveria ir para a política e exercer cargos só porque se milita num partido e se tem amigos , também não se deveria poder ficar na política eternamente.
9 - A política deve impor galhardamente princípios éticos, ódio ao luxo, espectáculos desonestos,excesso de rigidez , teimosia e idealismo importuno.
10- É grave a situação em Portugal . Confusão e incoerência dos princípios , desordem nas finanças,enfraquecimento deplorável na autoridade, falta de confiança nas capacidades do país, um desalento atrás do qual se esconde um indiferentismo.
11- O sistema político está caduco e em agonia. As pessoas não se sentem representadas em actos eleitorais. Votar é fastidioso. Não se vota a favor mas sim contra, sem fé,nem esperança e com indiferença.
12- Vota-se por votar , como um dever ou um imperativo , mais nada.
13- Sabemos o que podemos esperar dos políticos e essencialmente o que não podemos esperar.
14- Mais dia menos dia isto vai rebentar , se nada acontecer, temos o que merecemos.

JJ

O Analfabeto

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."


Bertolt Brecht (1898-1956)


(enviado Jorge Carvalho Pisco)

PROGRAMA DE RÁDIO - CLUBE PENSADORES

Programa na RCM vai para o ar à quarta-feira ,entre as 19h e as 20h. ( repete sábado às 24h ) .

Os temas para esta emissão serão : Financiamento dos partidos , Wikileaks, Preciclagem , Municipalização dos estádios do Leça e Leixões e redução da estrutura da CMM

Como sempre, estará todo ouvidos para as opiniões dos ouvintes, mais tarde , depois da conversa.Este programa é para os membros , simpatizantes e sociedade civil que poderão sugerir,opinar e criticar.

Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :
1 – via telefone fixo através do número 22 9381756
2 - via telemóvel : 91 6842604; 96 2960423 ; 931871053


No blogue , os comentários dos internautas serão lidos e tidos em conta para a discussão.Esta emissão estará disponível online a partir do site
http://www.rcmatosinhos.com/online.aspx ou 91.0 no seu rádio

Clube dos Pensadores

14/12/2010

FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS


Esta alteração à lei do financiamento dos partidos, agora aprovada, prevê um aumento significativo nas receitas em dinheiro vivo, duplicam o valor admissível para donativos privados (de 675 mil euros para 1.257 milhões de euros) e aumentam em mais de um milhão de euros o limite para entrada de “dinheiro vivo”.

É consagrada a possibilidade de considerar receitas de campanha “donativos de pessoas singulares”, algo que antes só era permitido para as candidaturas Presidenciais e de movimentos de cidadãos nas autárquicas.

Esta aprovação é um desastre e uma vergonha. O divórcio entre os políticos e os cidadãos desta forma não fica na estaca zero mas na estaca menos zero.As alterações agora aprovadas diminuem o grau de exigência de justificação das receitas e criam condições para uma menor capacidade de fiscalização das despesas realmente efectuadas.

O aumento das contribuições privadas, sem a correspondente diminuição da subvenção pública, adensa esta situação, em particular nos tempos de crise em que vivemos.

João Cravinho tinha sublinhado já que esta lei é “uma pouca vergonha” e uma “porta aberta à corrupção”.

Vislumbro nesta nova lei , algo razoável.O lucro das campanhas ,até agora, o excedente, deduzido o montante das acções de angariação de fundos, era distribuído proporcionalmente por outras candidaturas. Na nova redacção, esse excedente reverte para o Estado em eleições presidenciais ou fica congelado entre eleições de âmbito partidário

O que eu acho é que o Estado não deveria subsidiar campanhas eleitorais pagas por todos nós . Usem as novas tecnologias para passarem a mensagem e sejam poupados. Arranjem fundos privados , o custo da democracia tem de ser muito menor. aliás a maioria dos portugueses não liga patavina a eleições.

Fazem de todos nós uns pacóvios e atrasados mentais. Este tipo de vigarice um dia vai mudar. Os partidos políticos parecem empresas S.A. ,com administradores, direcção , quadros superiores e trabalhadores ( todos militantes), mas o pior é que são pagos por todos nós, dêem lucro ou não, e são vias de acesso ao poder e aos dinheiros públicos de todos nós.

JJ

13/12/2010

PRECICLE





Nesta época de Natal em que há propensão para gastar mais do que o necessário , seria bom pensar e meditar um pouco.

Já temos o hábito de reciclarmos os produtos depois de os utilizar mas podemos preciclar antes de os comprar. Será porventura uma pequena atitude para ajudar o planeta Terra a ter mais saúde e ajudá-lo a salvar. Se, quando formos às compras de Natal , fizermos as opções correctas , preciclando, isto é, reduzir o lixo antes de o comprar. Evitando o uso de materiais nocivos , não são precisos tantos embrulhos e embalagens , poupe nisso.

Sabia que cada português produz aproximadamente 250 kilos de lixo por ano ! Todavia nesta época do ano cada pessoa num só dia pode produzir mais de 3Kg de lixo. Produzir menos lixo revela uma preocupação no ambiente. A ideia que procuro transmitir , que pense duas vezes antes de comprar.


"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco"
Edmund Burke

JJ

Fuga aos impostos com colaboração das Finanças


Os impostos são algo tão certo na vida como a morte. Mas deveriam ser ensinados desde a pré-primária qual a sua importância e para que servem (ou deviam servir). Cedo todos teriam consciência da sua importância para a construção do Estado que queremos.

Provavelmente ensinaria os cidadãos a não escamotearem o seu pagamento, nem a reclamar, e muito menos a encetar pela fuga. Do outro lado, a exigência na qualidade dos políticos a serem eleitos, para que fossem interpretes sérios dos anseios dos pagantes.

Isto está tão longe de acontecer que nas mais altas esferas da economia e finanças se contratam batalhões de especialistas para fugir, com argumentos legais, ao pagamento desta taxa social. A antecipação do pagamento de impostos é apenas uma mostra, mas não toda.

Estimar qual o montante que circula na economia paralela, como já tenho lido, e uma fantasia, porque se é paralela, ninguém sabe mesmo. No entanto, deve ser mesmo muito dinheiro e ao contrário do que se faz passar, não é a “chafarrica” da esquina ou o sr. Manel que fez um biscate que engrossam as fugas ao fisco. Elas são realizadas pelas empresas legalizadas, sejam as grandes superfícies comerciais, sejam os da restauração e quejandos. Tudo legalizado.

Com efeito, as grandes cadeias comerciais fogem ao pagamento de impostos através de sofisticados softwares. Quem não teve experiências de pedido de faturas e dizerem que será passada na caixa central (a maioria não vai). Ou notas de pagamento que dizem textualmente que não servem de fatura. E quando se apresentam documentos desta natureza e o contabilista dizer que não servem porque as Finanças não aceitam?

Todos já tiveram estas experiências, que mostram que as Finanças colaboram com os infratores.

Se as Finanças aceitassem tais notas e fossem de seguida cruzar a contabilidade para ver se estavam contabilizadas (claro que não estariam) e de seguida aplicasse uma multa exemplar, mais de metade da fuga nas “barbas” de toda a gente, deixaria de se realizar.

A pergunta que me apetece fazer é porque não é feito isto? E a única coisa que me ocorre é porque não há vontade e porque é um frete ao poder económico. Nem é preciso inventar nada. Coisa simples: uma nota no DR a explicar que é aceite toda a nota de pagamentos em termos contabilísticos, verificável à posteriori, com as consequências devidas aos infratores.

Mário Russo


*novo acordo ortográfico

CIDADÃO ÍMPAR


Procurava apontamentos arquivados, para consultar, e que me iriam servir de apoio a um trabalho, sobre educação e cidadania.
Com grande emoção,encontro um trabalho apresentado pelo PROF.ERNÂNI LOPES ,11-09-96 no Centro Pastoral Paulo VI. Tive a felicidade de estar presente, nesse evento.Solicitei à organização o envio de cópia, que conservo como um tesouro.Pensei em enviar um "cheirinho" do trabalho, em homenagem ao CIDADÃO ÍMPAR.

Título: A Economia como fonte de bem-estar:UTOPIA ou REALIDADE?
Da análise/reflexão para a acção
5 questões de fundo no plano reflexivo e conceptual
1-A dimensão local >o que é "ser Português" no final do séc. xx
2-A dimensão universal> o desenvolvimento dos POVOS no Mundo e a salvaguarda da continuidade da obra da Criação
3-Do IIº para o IIIº Milénio> tempos naturalmente de complexidade, porventura de convulsões mas, sobretudo, Tempos de Fé, Esperança e Caridade.Sinais dos tempos/espiritualidade/assumir o futuro
4-A tensão filosófica e conceptual entre fundamentos doutrinais e realidade da vida corrente> como articular a concepção doutrinal e a vida concreta dos Estados, das Empresas e dos Homens
5-Ver largo e longe> agir com a humildade e a coragem da presença da eternidade.A visão cristã

AS OBRAS DE MISERICÓRDIA

>de misericórdia corporal

*dar de comer a quem tem fome
*dar de beber a quem tem sede
*vestir os nús
*socorrer os orfãos e as viúvas
*visitar os doentes
*hospedar os peregrinos
*libertar os prisioneiras
*sepultar os mortos

>de misericórdia espiritual

*ensinar os ignorantes
*aconselhar os indecisos
*consolar os aflitos
*corrigir os transviados
*perdoar as ofensas
*suportar os molesttos
*rezar pelos vivos e defuntos

págs. 28/29-Ernâni Rodrigues Lopes-

Até amanhã! Até sempre!
Júlia Príncipe

12/12/2010

WIKILEAKS

A Internet tem posto em causa os poderes instituídos ,e quanto a mim, muito bem. O próprio Clube dos Pensadores sem a Internet e o uso deste meio não teria a dimensão que tem, de uma forma simples , rápida e barata conseguimos passar a nossa mensagem ,quer na Net , quer no Facebook e quer nos SMS que enviamos a todos que querem ser informados. Pode constituir-se um partido na Net ou convocar uma manifestação rapidamente através das ferramentas tecnológicas que temos ao nosso dispor. Há duas décadas se falássemos disto era impensável ou apelidados de loucos.

Vem isto a propósito, que numa sociedade democrática e aberta a verdade deve ser dada a conhecer sem subterfúgios. Compreendo que a as noticias do Wikileaks são comprometedoras para muita gente , mas goste-se ou não ou pondo em causa muita coisa e muita gente , são verdadeiras e apoiadas em documentos verdadeiros . A exigência de transparência , acabar com as restrições e excesso de secretismo na política deve ser o mote , neste novo mundo digital . No fundo fala-se em liberdade ,mas esta esta é, coarctada e censurada.

Esta polémica deriva de o jornalismo muito institucional , dependente de dinheiro, mas como feito até aqui, tem os dias contados e o seu poder estar a passar para os blogues , sites , redes sociais , isto é , para a Internet.
Fugas de informação sempre houve , agora nunca houve com esta dimensão. O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Os governos sempre utilizaram a tecnologia para controlar os passos dos cidadãos e a sua vida privada , desta vez , foram os governos que sentiram na pele a indiscrição , os seus segredos e a invasão da sua vida privada.
O que veio a público não é assim uma coisa do outro mundo e os países ditos democráticos não ficam mal na fotografia. Ficam pior a China que queria rearmar o Irão e a Coreia do Norte , que tentou atacar o Google. Hugo Chávez financiava o narcotráfico para Daniel Ortega. A pressão sobre médicos cubanos na Venezuela antes de imigrarem para os EUA , etc.

É preciso meditar neste assunto com realismo e responsabilidade mas a liberdade de expressão e a verdade são inegociáveis doa a quem doer. E, porventura é um grito de alerta contra estes sistemas políticos ditos democráticos mas que têm perdido reputação e com práticas que deixam muito a desejar.
Daí, não estar de acordo com o meu amigo Mário Russo, pois numa sociedade aberta nunca se poderá castigar ou pôr em causa a verdade.

JJ

Wikileaks e a hipocrisia jornalística


Já escrevi sobre o fenómeno desta empresa do sr. Assange que disponibilizou milhares de informações sigilosas, sobretudo dos Estados Unidos e que culminou com a divulgação de uma lista de pontos estratégicos a nível mundial que se fossem afetados poderiam pôr em causa a segurança dos EUA (e do Ocidente, como é evidente), num evidente bom serviço à Al-Qaeda.

Contrariamente ao que penso, o feito deste senhor é cantado em verso e prosa como o guardião da liberdade e um verdadeiro herói. As loas tecidas pelo sr. Leonel Moura e Batista Bastos e as bravatas de Lula da Silva, fizeram com que voltasse ao assunto, ante a hipocrisia revelada.

Com efeito, se este senhor tivesse disponibilizado exatamente o mesmo tipo de informação “roubada” da embaixada da Rússia, de Cuba ou da China, seria apelidado de inimigo do Estado de Direito, criminoso de guerra, mercenário a soldo do imperialismo. No entanto, como é sobre os EUA, é um herói. Claro que a sua prisão por ofensas sexuais a umas senhoras é tão ridícula como ele não ser preso por violar o Estado de Direito, interceptação de mercadoria roubada e revelação de segredos e informações de segurança de Estado.

De facto, as informações reveladas foram classificadas como secretas ou confidenciais, por governo legítimo, escrutinado e democrático, em que os Tribunais funcionam, por mais ridículas que algumas sejam. Tal informação foi roubada por um soldado que as vendeu à Wikileaks. O soldado, certamente será julgado por crime de guerra, e o que deveria acontecer ao dono da empresa? Gostaria de saber o que acontece a alguém que adquire um bem que sabe que foi roubado? Posso responder: para os srs. Leonel e Batista Bastos, se for roubado aos EUA é um herói, mas se for à Rússia, à China ou a Cuba, é um ladrão e criminoso.

O que me faz rir é o argumento de que se a Wikileaks não divulgasse a informação secreta (sobre os EUA) seria um atentado à liberdade. O que é, na realidade, é a subversão do Estado de Direito e voyeurismo puro, para além de uma grande irresponsabilidade e atuação criminosa porque coloca informação confidencial nas mãos de terroristas e de nações párias. A não ser que esteja a serviço desses grupos criminosos.

A atitude de diversos jornalistas que li (exceção de Miguel Sousa Tavares) e que veneram o feito do sr. Assange, deixa-me preocupado, porque revela que o nível jornalístico não é apenas mau, mas interpretado por gente sem princípios, o que é muito perigosos para qualquer democracia, pois serão os primeiros a enterrá-la.

A nível internacional lamento muito a posição de Lula da Silva a defender Assange (o coitadinho), com as suas tradicionais bravatas anti-imperialismo americano primário. Gostaria de ver qual a sua posição se acaso a Wikileaks divulgasse as conversas e as trapalhadas do mensalão, o maior roubo ao erário público da história do Brasil perpetrado pelo seu PT, ou sobre a forma como aconteceu a riqueza astronómica do filho de Lula da Silva à custa de favores paternos a empresas multinacionais no setor das telecomunicações, com graves prejuízos para as finanças públicas.

A hipocrisia campeia por este mundo a uma velocidade estonteante que chega a desanimar.

Mário Russo



* novo acordo ortográfico

11/12/2010

ANO PROIBIDO :2011


O ano que vai começar será a doer e com repercussões inimagináveis na vida de todos nós. As pessoas estão anestesiadas com o mal que nos foi dado a conhecer , mas não o sentiram nos seus salários e no dia-a-dia. A partir de 1 de Janeiro com a aprovação do OE , a corrida vai começar sem retorno possível , e aí , estou expectante o que vai acontecer e como as pessoas se vão adaptar a essa nova realidade. Será uma luta pela sobrevivência mas cada vez mais , a indicação é dada pelas sondagens e nas conversas de rua, há que mudar o rumo dos acontecimentos. Deve-se controlar o gasto público , apertar o cinto e fazer mais com menos. Governar não é adoptar um sem fim de planos económicos ( PEC 1, 2, 3) , mas sim , fixar objectivos, planificar e pôr os meios para o conseguir , mas não se fez isso. Tirou-se uns coelhos da cartola e umas medidas avulsas. Agora será a doer e a brincadeira acabou. É proibido falhar e é o ano proibido. Proibido esbanjar , gastar e o supérfluo .A nossa liberdade está limitada pelo azar e a necessidade de controle do défice e alguma incompetência de quem nos têm governado. Estamos num beco sem saída e não tenho a certeza se vamos sair dele. É a política do facto consumado.

JJ

Façam-se Mudanças...



Esse argumento de que os governos (sejam eles quais forem) estão governando porque foram eleitos, e por isso não podem ser substituídos, é uma grande treta; e só pode dar jeito a quem na verdade vai para o governo com a determinação de fazer o que mais proveitoso seja para eles e para o partido no poder.
Que legitimidade terá um governo, que depois de estar no poder não cumpre minimamente por desleixo ou conveniência, o programa com que foi eleito? Na verdade, quando isso acontece, (e tem acontecido com a maior parte dos governos!) quem lá está não é quem o povo elegeu, mas sim quem dos votos se apoderou para fazer, na maioria das vezes, o oposto para o que foi eleito
Então, que legitimidade têm para lá continuarem e não poderem ser substituídos!?
Porque não, fazerem-se alterações na próxima revisão constitucional?
Nós, eleitores, bem que vamos dando sugestões válidas, o problema é que temos sempre o mesmo obstáculo: são os políticos que fazem as leis...!

Hercília Oliveira

10/12/2010

DESPEDIMENTOS À VISTA


Sócrates no debate na AR lamenta excepções aos cortes salariais nos Açores e eu lamento a possibilidade de haver despedimentos. Não me venham com o argumento da justa causa , esse argumento é falacioso e abre as portas a mandar para rua quem o patrão quiser e entender.

Essa liberalização seria possível se houvesse uma mentalidade capaz e equilibrada em relação a recursos humanos.

A eugenia social está em marcha , os mais fortes e capazes ficam , os mais fracos e doentes têm o caminho da rua aberta.Uma geração dominante sobre uma geração recessiva, isto é, sobrevive ( não vai para a rua) quem se adaptar e aguentar as diabrites dos patrões.

Não se pode defraudar a geração que tem entre 45 e 55 anos . Está a ser penalizada com a reforma e valor da pensão e agora vai ser penalizada com o despedimento.

Esta geração é a desgraçada que tem aguentado com tudo que pior tem acontecido em Portugal. Quem está no meio é que se lixa , os mais novos irão preparar-se para o que aí vem e os mais velhos estão já muito perto da recta final. Agora quem está no meio disto tudo , os quarenta , cinquenta estão tramados , tinham uma expectativa de vida que lhes saiu gorada e ceifada para sempre.

Haja respeito para quem já tem mais de 30 anos de serviço e descontos feitos independentemente da idade.

O que é preciso não é mandar gente embora. Que é feito dos dinheiros do Fundo Social Europeu ? Onde estão esses empresários que ficaram com o dinheiro e nada fizeram ? Gostava imenso de ver patrões despedidos por incompetência e desrespeito pelos trabalhadores.

O caminho pode ser mandar em algumas áreas pessoas embora mas indemnizá-las devidamente de forma a poderem montar um negócio ou viverem decentemente depois de muitos e muitos anos de trabalho.
Deve-se estimular a economia com redução de impostos e sobre os rendimentos individuais, criar um imposto extraordinário sobre bancos e grandes empresas.

A austeridade tem que recair não sobre quem menos tem mas sobre quem mais tem ou pode vir a ter .

O princípio da flexibilidade laboral imposta pela Europa poderia ser uma boa medida se tivéssemos patrões humanos , capazes e inteligentes mas só olham pela vida deles. Fogem aos fisco como ninguém , a economia paralela e consequente fuga aos impostos representa 24,2% do PIB.

JJ


NÃO HÁ EXCEPÇÕES AOS CORTES


Governo obriga todas as empresas públicas a cortar salários .O Governo determinou hoje que em todas as empresas públicas tem de se verificar a redução remuneratória prevista para a Função Pública.
Apoiado! Afinal o governo tem mecanismos para obrigar à prática de uma cultura de exemplo e que esse exemplo tem que vir de cima para baixo , sem excepções ou permissividade.
Desta forma a opinião pública fica mobilizada para poupar , cortes nos seus vencimentos e no seu dia-a-dia. Assim não há descrédito e não há lei de excepção para ninguém . O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos marcou pontos e impôs-se a quem não queria cumprir esta norma. Estão criadas as condições ao incentivo e estímulo para os sacrifícios serem aceites por todos , porque são para todos. Este Ministro Teixeira dos Santos foi auto-exigente marcou pontos e demarcou-se dos maus exemplos.


JJ

09/12/2010

Em PORTUGAL nem tudo é tão MAU!

Para acabar 2010, fomos brindados com mais um excelente debate neste nosso estimado espaço do Clube dos Pensadores. Joaquim Jorge proporcionou-nos a possibilidade de ouvir um dos mais conhecidos jornalistas Portugueses, pessoa de capacidades profissionais e intelectuais sobejamente exibidas. Gostei de estar na plateia, gostei de ouvir o convidado e os intervenientes da assistência.
Não sou especial apreciador da forma e conteúdo de algumas das ideias de Mário Crespo. Compreendo que por convenientes e compreensíveis interesses profissionais não se declare aberta e claramente a preferência ideológica (excepto a contestação), mas desagrada-me a superior e intelectualíssima afirmação: Não necessito, não concordo, não utilizo essas classificações. Como alguém disse, “são da direita”, talvez envergonhada, conveniente e pseudo contestatária.
Entre as minhas, reduzidíssimas, capacidades não encontro algumas das mais interessantes: hipocrisia, bajulação, lisonjeio, desonestidade, capricho, raiva, etc.
Tenho dificuldade em perceber, sem dúvidas, o sentido e intenção de algumas prosas, sobretudo se escritas por sobredotados que sabem tudo e sabem também tudo o que os outros devem saber e ser capazes de entender. Quem afirma:” Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência”, não pode virar a cara ou quase insultar quem o confronta com outros conhecimentos e convencimentos. Sei quem tem a culpa e que a “dificuldade fica com quem a tem”…
Permitam-me alguns comentários sobre as várias afirmações ouvidas
- Degradação do sistema educacional. Concordo com esta, mas não a afirmaria na altura em que o Público afirma, na 1ª página, que os alunos portugueses foram os que mais progrediram, 4 lugares, nos testes feitos no âmbito do PISA (Programme for International Student Assessment), OCDE.
- O que é que é horrível? O orçamento, o que se diz sobre o orçamento, o que se diz sobre o que se deve fazer com o orçamento, o que se diz sobre o que se deve mas não deve fazer com o orçamento, o que se diz sobre o que é necessário fazer com o orçamento, ou tudo em simultâneo? Outros vão fazer melhor brevemente!
- Sobre TGVs e outras obras e decisões que tais. Mais opiniões do que todas as ouvidas? Mais discussões do que as que foram travadas? E não se discute?! Já sei, “não ouvem”. A solução é que não devia ser esta mas sim aquela, qual afinal?
- O governo da Irlanda disse que vai fazer cortes de 6 mil milhões de euros no Orçamento em 2011. Seis não são oito, são seis. Não esqueçamos que: a) Os cortes no orçamento serão uma combinação de redução de gastos e aumento de impostos; b) O déficit do Orçamento da Irlanda deve atingir 32% do PIB até o fim de 2010 (tem mesmo que cortar muito!); c) Actualmente, metade da população economicamente activa da Irlanda, de 1,9 milhão de pessoas, não paga imposto; d) Não houve alteração sobre a idade mínima da reforma; e) Os apoios sociais às crianças desceram 10€ por mês; f) O orçamento foi aprovado com 82 votos a favor e 77 contra.
- Pessimismo não leva a lado nenhum, dizem várias vozes, concordo. Então porque se insiste com a voz de Medina Carreira? Haverá melhor optimista realista?
- Israel como exemplo das vantagens de governos sem maiorias!! Pois, todos os partidos sabem utilizar os interesses dos Americanos. Nós também saberíamos.
- O 1º Ministro é um “Sacana” e ponto. Então não dizem tanta coisa dele? Usando a tábua de Ernâni Lopes, haveria 6 ou 7 razões para o demitir. Serei um dos primeiros apoiantes desta opinião logo que os tribunais o decidam. Ah, pois é, os tribunais estão comprados, são forçados, são todos uns nabos que não conseguem provar nada. Pois, valem-nos os jornalistas de eleição que já decidiram.
- A mesma tábua de Ernâni Lopes aconselha FIRMEZA em vez de MOLEZA. Uma das afirmações que apenas traduzem o bom senso do autor e que devia ser o senso comum. Pois é, se 400 controladores espanhóis resolvem, sem qualquer pré aviso, completamente fora da lei, prejudicar arbitrariamente os 40 milhões e todos os outros, a firmeza do governo é criticada porque essa firmeza não, teria de ser outra firmeza. Ser contra, ser contra tem vantagens. Quem prefere o despedimento puro e simples de 17000 em vez da firmeza, ainda que militar, sobre meia dúzia dos mais responsáveis (claro que activistas, reivindicadores, lutadores de classe, tudo isso, mas fora da lei democrática). Perceber isto implicaria calcular o problema dos milhares de famílias que foram arrastadas para a situação de desemprego. Firmeza na liderança pode evitar esses sofrimentos e conduzir para a firmeza de acção, mas legal.
É por isto que não sou especial apreciador de Mário Crespo, e como ele dirá, será recíproco.

José Carvalho