21/11/2010



Passou o debate com FL. Mais uma vez o debate está lançado em muitos locais da Imprensa.

ESTE PAÍS NÃO É PARA HONESTOS!


Todos os dias a imprensa nos dá notícias sobre casos que nos fazem revoltar e pensar: que raio de democracia é esta, e pôr em causa se vale a pena continuar com este regime..!
É sobretudo a nível da justiça que o normal cidadão sente, e muito, que as leis e as decisões que elas mesmo permitem, são de uma (in)justiça tão revoltante, que às vezes chego a pensar se as pessoas que as fazem são pessoas com as suas capacidades funcionando normalmente!
mas, o grave é que o são..! São pessoas que sabem até muito bem o efeito que essas leis terão na sociedade, mas isso para eles não tem qualquer interesse! E sabem porquê? Porque o povo é calmo ; nós os portugueses, estamos sem garra, sem patriotismo, sem carácter.., que tem permitido a estes políticos fazerem o que lhes apetece e saindo no fim dos mandatos com os bolsos cheios! É um horror..!
É o caso da casa Pia que com mais um jeitinho ainda vão ser todos ilibados; é o caso Felgueiras que vai acabar prescrevendo; são os casos de grande corrupção que nunca são culpados, e quem se atreve a denunciar ainda é penalizado e fica com a vida destruída para sempre.
São os imensos casos de violadores, pedófilos, e criminosos que tiram a vida às pessoas e que (como agora é moda..) são dados como pessoas com problemas psíquicos que os iliba das suas culpas.
Enfim, seria exaustivo enumerar os casos e as situações que aliás são conhecidas por todos e que faz com que o cidadão minimamente interessado e empenhado numa justiça minimamente justa e eficaz, sentir que andamos há muitos anos a ser enganados e tratados como anormais!


Hercília Oliveira






A passar na SIC e TVI o debate . Vai ser mais um bom serão.





20/11/2010

TEIXEIRA DOS SANTOS E AS EXCEPÇÕES ( JUÍZES)













O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos tem-se mostrado irredutível , quanto a mim muito bem, em que as medidas aplicadas nos cortes salariais serão para todos sem excepção. Às empresas e institutos públicos incluindo entidades reguladoras , isto é , Banco de Portugal , etc.
Este Ministro tem mostrado personalidade , respeito pelos portugueses ,praticar uma política de esforço por todos e repartido por todos sem excepção. Os juízes fizeram pressão chegando ao ponto de fazerem aprovar uma recomendação do Conselho da Europa para não cortarem os vencimentos dos magistrados por pôr em causa a sua independência profissional. Que dirão as outras profissões , médicos , professores , enfermeiros, oficiais de justiça , funcionários das finanças , etc? Também por terem cortes salariais vão deixar de ser independentes e isentos deixando-se corromper ! Os professores darão notas em função de prendas , os médicos operam primeiro quem dá algo , os enfermeiros só tratam bem quem lhes der uma oferenda , os funcionários das finanças perdoam dívidas quando se lhes dá uma prenda, etc., etc. Por favor os juízes ao dizerem que deixarão de ser independentes , a sua afirmação é grave , estão a dizer que vão ajuizar ao sabor do momento e das águas que correm . É uma mau exemplo. Nenhuma pessoa está à venda , a sua dignidade , honra e carácter são insofismáveis e inegociáveis. Coitados dos outros funcionários que ganhem muito menos e mantém a sua postura. Neste país não pode haver filhos e enteados. Os juízes têm a mania que são mais do que os outros . A independência de cada um de nós é intrínseca e não tem preço.
Depois o Banco Central Europeu , também fez pressão para que não houvesse cortes salariais no Banco de Portugal . Então os portugueses não são todos iguais? Aliás quem mais ganha sente menos os cortes salariais, dái deve ajudar mais ao combate da crise.
A regra é não haver excepção e este Ministro com esta posição enche-me as medidas, pois tem do seu lado a esmagadora maioria dos portugueses.
Estes casos mostram o quanto este país é falaz, estulto, misógino, homofóbico , misterioso e enigmático.

JJ

PS/PSD: da “União Sagrada Patriótica” à Não-perda da “Alma Socialista e Social-Democrata”!


Publiquei há dias (03 de Outubro de 2010), no Jornal “Expresso”, um brevíssimo ensaio com o título voluntariamente provocatório: “O PSD português nunca existiu!” e que terá sido, sem nenhum fundamento como adiante se verá, por alguns interpretado como hipoteticamente hostil ao “Partido Social-Democrata”. Na realidade, a minha única intenção era a mesma desde que, em 1991, criei a 1ª licenciatura portuguesa de Ciência Política e afirmei que “a Política não é tudo mas tudo é político sobretudo o que e quem pretende não sê-lo”, a saber, introduzir o máximo de racionalidade e de modernidade na Sociedade Portuguesa. Até porque a adesão à União Europeia, com a felizmente inevitável progressiva europeização de Portugal, tornará cada vez mais anacrónica a terrível sentença: “Vérité en-deça des Pyréneés, fausseté au-delà”, “Verdade aquém dos Pirenéus, falsidade além…” ou vice-versa… E sinto-me tanto mais à vontade quanto fui dos primeiros a chamar a atenção quer para o que então designei como a “doença infantil do europeísmo luso” (que, paradoxalmente, se tornaria a “doença senil do luso patrioteirismo anti-europeu”) quer, sobretudo, para o facto de que “Portugal só poderá ser interessantemente Europeu se for plenamente Lusófono e interessantemente lusófono se for plenamente europeu” (entenda quem puder e aja quem dever!).
E se tentássemos fazer um pouco de elementar “ciência político-partidária”, dando um salto ao Parlamento Europeu para vermos qual é o panorama geral e onde se situam (ou foram situados) os nossos partidos? Ao contrário do que a voz corrente ou o senso comum pretendem, e fazendo também aqui a rotura epistemológica que Bachelard efetuou para a ciência em geral, a grande linha divisória político-partidária continua a ser a linha Esquerda/Direita, sendo que, neste momento, o grande pólo da(s) Direita(s) está nos “Partidos Populares/Partidos Liberais e Partidos Democratas-Cristãos” (onde se situa ou foi situado, não obstante o seu nome, o “PSD” português…) e o grande pólo da(s) Esquerda(s) está nos “Partidos Socialistas e … Social-Democratas”! Claro que, ao lado do pólo da grande Direita, existem várias outras direitas mais ou menos radicais e mais ou menos conservadoras (e até abertamente racistas e xenófobas) como também, ao lado do pólo grande Esquerda, existem (ainda bem, pensam muitos, até como estímulo, aguilhão e remorso da Esquerda Sociológica geral…) várias outras Esquerdas mais ou menos puristas e mais ou menos arqueológicas… Claro também que, no caso português, todos sabemos que muitos dos nossos “socialistas” ou “sociais-democratas” são-no, simplesmente, por acaso de circunstâncias geográficas e quejandas… Como ainda sabemos que os mais lúcidos (alguns diriam, os melhores…) membros do PSD há muito e recorrentemente têm tentado inscrever o seu partido na “Internacional Socialista (e Social-Democrata)”, sempre também com a oposição (que não provém só nem sobretudo de grandes e nobres “razões políticas”) do Partido Socialista Português, que, assim, tem mantido o PSD na companhia, para muitos dos nossos Sociais-Democratas obviamente indesejada e imposta, da grande Internacional da Direita Popular, Liberal e Democrata-Cristã…
Com toda a franqueza (e também com todo o louvor global): quem mais “Socialista”, mais “Democrata” e mais “Social-democrata” que o fundador do “Partido Socialista Português” e, de algum modo, do nosso atual regime político, Mário Soares (a que não ouso juntar o nome do “social-democrata” Francisco de Sá Carneiro, porque lhe não foi dado o “tempo” necessário para cumprir o seu destino histórico)?
Não resumindo mas concluindo, direi apenas: no momento em que as mais altas instâncias políticas do regime e as mais profundas aspirações do Povo Português fazem apelos mais ou menos explícitos a uma espécie de “União Sagrada Patriótica” face à crise que sobretudo outros (“louros e de olhos azuis” como metaforicamente disse o Presidente do Brasil Lula da Silva referindo-se aos grandes agentes do “Capitalismo neoliberal selvagem”) provocaram em Portugal e no Mundo, também eu me permito lançar ao PS e ao PSD Portugueses um apelo tão simples como decisivo: uni-vos e não percais a vossa alma socialista e social-democrata, para que a Europa não deixe morrer e não mate a sua ideia e o seu ideal ecuménicos da Democracia de todos os Direitos Humanos e do Desenvolvimento Económico e Social de todos os Homens. Assim deixaríeis de ser acusados de pantanoso “Centrão” para vos tornardes o grande “Esquerdão” dos tempos futuros.



Fernando dos Santos Neves
Criador da 1ª licenciatura portuguesa em Ciência Política
Reitor da Universidade Lusófona do Porto

Liberdade de escolha


Gostaria de lembrar ao leitor João Salgado (DN de 15-11-2010) que "é ao povo que cabe a escolha" do Primeiro Ministro, mas não entre todos os cidadãos, como seria se em Portugal houvesse democracia. O povo está limitado a escolher o PM apenas entre a meia dúzia de chefes de partido, o que, em qualquer país que raciocine é ditadura. Bem gostaria que, em vez desta ditadura partidocrática que nos impuseram sem referendo, tivéssemos, para a Assembleia da República, eleições livres, como para o Presidente da República, as únicas democráticas. Numa democracia os partidos têm toda a razão de existir como associações de cidadãos com o mesmo credo político, mas nunca como órgãos de poder e muito menos como órgãos de poder ditatorial. Foi para haver democracia e eleições realmente livres - e não para isto - que se fez o 25 de Abril.

Miguel Mota,
Oeiras





A passar de novo o debate de 2ªfeira . Cimeira da Nato desviou a atenção da Imprensa mas de novo o interesse.

DEBATE COM MÁRIO CRESPO


O Clube dos Pensadores ( CdP) vai fazer o seu último debate de 2010 . Joaquim Jorge , fundador do Clube convida Mário Crespo a estar presente no dia 7 de Dezembro, terça-feira pelas 21h30 no GaiaHotel-

O tema em agenda será «Balanço do Ano Político»

Mário Crespo é jornalista e actualmente é o pivot do Jornal das 9, moderador do programa de debates Plano Inclinado e apresentador de 60 Minutos, todos eles transmitidos no canal de televisão SIC Notícias. Notabilizou-se como correspondente da RTP em Washington, D.C. e Nova Iorque, entre 1991 e 1998. Até à data, foi o único jornalista português acreditado na Casa Branca, durante os mandatos de George H. W. Bush (1989 a 1993) e Bill Clinton (1993 a 2001).

Este é 48º encontro no CdP desde que se começaram a realizar debates . Mário Crespo despe a pele de apresentador e moderador de televisão e passa a comentador e analista deste primeiro ano da legislatura do, XVIII Governo Constitucional e do momento político actual que vivemos.

Ao longo do ano de 2010 passaram pelo clube Felícia Cabrita e Nuno Melo para falar de Justiça e Processos Judiciais , Marques Mendes de Ética na Política , João Cravinho de Corrupção . No 4º aniversário do Clube dos pensadores esteve presente Luís Filipe Menezes , Pedro Abrunhosa falou de A falta de empenho dos cidadãos na vida política e depois seguiu-se o Ciclo da República com vários candidatos presidenciais , Fernando Nobre , Manuel Alegre , Defensor Moura e Francisco Lopes.

Está previsto para Janeiro de 2011 a apresentação de um novo livro da autoria do fundador Joaquim Jorge que incide numa análise crítica do primeiro ano da legislatura ( 2009/2010),

Ao longo destes quase 5 anos já estiveram presentes no CdP na área política : Alberto João Jardim , Medina Carreira, Manuel Maria Carrilho , Pedro Santana Lopes , Miguel Beleza,João Cravinho , Paulo Portas , António José Seguro, Francisco Louçã , Carvalho da Silva , Luís Filipe Menezes , Garcia Pereira, Marques Mendes , entre outros . Na área do desporto : Vítor Baía , Ricardo Costa , Hermínio Loureiro , Reinaldo Teles, entre outros. Na área do jornalismo ; José Leite Pereira , José Marquitos , Ricardo Costa , José Manuel Fernandes , entre outros . Na área ambiental : Francisco Ferreira , Maria Teresa Goulão ,entre outros. Na área universitária : Fernando dos Santos Neves ( reitor da Lusófona do Porto ), João Peças Lopes ( INESC), etc.


Clube dos Pensadores

19/11/2010

SEM EXCEPÇÃO

Com a Cimeira da Nato as noticias sobre este acontecimento fazem esquecer a política interna. BaracK Obama é a estrela e muitos convidados de honra. Nesta Cimeira de Lisboa falar-se-á de tudo menos dos problemas dos portugueses. Seria bom que José Sócrates pedi-se aos nossos ditos "amigos" que nos ajudem a sair deste estado trético.

O Orçamento de Estado está para ser aprovado na especialidade mas parece que já há quem pretenda à socapa excepções ao aperto do cinto : empresas querem antecipar dividendos para evitar a nova tributação, empresas públicas ( CGD ) não querem cortes salariais , etc.

Esta gente ainda não percebeu que o chico-espertismo acabou e que o tempo é de aperto para todos. nesta conjuntura não pode haver excepções . Aliás, acho que os cortes salariais devem abranger os funcionários das entidades privadas . O esforço tem que ser de todos sem excepção , senão não vale a pena.

O mal deve ser distribuído por todos sem excepção somos um país sem vintém e nunca chegamos a pataco . Por mais que queiramos , nunca saímos daquilo que somos. Uns pobres e também de espírito.


JJ

Espanha humilhada num perfeito tango Português


Olé, Olé, Olé, foi assim que fechou a noite da glória Lusitana. Foram precisos apenas 37 minutos para o primeiro golo surgir, mas fora mal invalidado pelo árbitro francês, Antony Gautier. Logo de seguida, a goleada começou a ganhar forma com um petardo de Carlos Martins, desferido na recarga a um remate fenomenal de Cristiano Ronaldo. Foram 4 no Total mas parecia que havia energia para dar +4, numa Espanha que em nada soube defender o seu titulo de campeã Europeia e Mundial. Com a Selecção Nacional bem organizada no meio-campo, a Espanha andou aos "patos" sem conseguir a tão desejada posse de bola, que nunca a souberam conquistar. Os olés do público já no final do jogo mais contribuíram para enervar os espanhóis, que como sabemos não são bons perdedores, sendo que alguns os pupilos de Vicente del Bosque chegaram mesmo a perder a cabeça e a começar a enveredar pela dureza excessiva, mostrando que a Espanha só tem Fair-Play quando está ganhar. Finalmente se chega à conclusão que o CQ era uma alma destabilizadora em todo o balneário e fora. Viva o Paulo Bento para orgulho
Nacional e para desespero dos Sportinguistas, que tal como os Benfiquistas, continuam a dar mais valor às Direcções do que aos Treinadores que fazem as equipas ganhar. Aconteceu com Mourinho e parece que vai acontecer agora com Paulo Bento. Parabéns Selecção !! Grande Abada !! Oléeeeeeee...

Antonio Costa

18/11/2010

O “PSD” português nunca existiu!



Pelo menos desde que, em 1991, criei a 1ª licenciatura de Ciência Política nas Universidades Portuguesas, várias vezes, em privado e em público, tenho afirmado, para surpresa e escândalo de muitos, que “O PSD português nunca existiu!”
“Eppur si muove!...”, “E no entanto ele continua a andar por aí e de que maneira!”, respondem galilaicamente logo alguns, recordando toda a história e todas as “estórias” do “PSD” na Democracia Portuguesa.
Aliás, mais exato do que dizer “O PSD português nunca existiu!” seria talvez dizer que tal nome é uma ilusão e uma mentira político-terminológica e nem foi por acaso que o seu nome original de batismo não foi “PSD” (Partido Social-Democrata) mas sim “PPD” (Partido Popular Democrático)! E bastará, também aqui, olharmos para a Europa e irmos até ao Parlamento Europeu para descobrir que, afinal, o “PSD” português se encontra, obviamente e naturalmente, arrumado não no grupo dos “PSDs”, mas sim no grupo dos “PPEs”! Parece que quisemos, uma vez mais, dar razão (Hélas!) à tristemente célebre sentença gaulesa: “Vérité en-deçà des Pyrénées, fausseté au-delà”! (Verdade aquém dos Pirenéus, falsidade além, ou vice-versa!).
Mas, no fundo, a questão é outra e é, precisamente, de “ciência política”…, a qual nunca pode deixar de dizer duas coisas essenciais:
a) A primeira é que a Política não é tudo, mas que tudo é político, também, senão principalmente, o que parece ou pretende não sê-lo;
b) A segunda é que, sem cairmos na admissão e aplicação simplistas da afirmação do filósofo Alain: “Se alguém me diz que não é de esquerda nem de direita, já sei que é de direita!”, as noções de “Esquerda” e “Direita” continuam a ser noções e realidades fulcrais distintivas e estruturantes das sociedades contemporâneas e que vale a pena traduzir modernamente uma e outra mas não, numa implícita e inconsciente homenagem do vício (“Direita”) à virtude (“Esquerda”), negar as respetivas diferenças teóricas e práticas…
Com todas as suas fraquezas e cedências, os Partidos Socialistas e Social-democratas Europeus continuam a ser, não diria a esquerda possível e ainda menos a única, mas a grande esquerda sociológica real e só os muito distraídos, os muito ignorantes ou os muito sabidos é que continuam a identificar o atual “PSD” português com as ideias e os ideais das Esquerdas Socialistas e Social-Democratas Europeias… Aqui é que seria caso para dizer que “as coisas são como são” e nem o taumaturgo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa conseguirá realizar esse milagre…
O “PSD” português nunca existiu nem interessa que continue ilusória e falsamente a existir como Partido da Esquerda que não é, aquém dos Pirenéus e provavelmente em breve apenas aquém dos rios Minho, Douro, Caia ou Guadiana. Mas no seu justo sítio europeu de partido da direita, como hoje se diz, mais ou menos moderada e com o seu verdadeiro nome original, nada impedirá que tenha o seu lugar no âmbito de qualquer “regime democrático” que, como é comummente admitido e constantemente repetido depois de W.Churchill, continua a ser “o pior dos regimes políticos, mas só depois de excetuarmos todos os outros”. E sobre esta e muitas outras afins questões, ser-me-á permitido chamar atenção para a brilhantíssima tese de doutoramento que acaba de ser defendida pela Prof.ª Ângela Montalvão Machado, atual diretora da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais da Universidade Lusófona?


Fernando dos Santos Neves
Reitor da Universidade Lusófono do Porto
Criador da 1ª Licenciatura portuguesa em Ciência Política

+ texto escrito com o novo acordo ortográfico

Impressionante “PORTUGAL SOLIDÁRIO”


Sim, Portugal Solidário, é o nome , é o título, é a forma como se identifica, a forma como se denomina a conferência que na tarde do próximo DOMINGO dia 21 de Novembro 2010 terá lugar no Palácio da Bolsa do Porto.
Esta conferência conta com a participação de algumas das mais altas dignidades portuguesas, a nível nacional e europeu, civil e religioso, como são Dr Durão Barroso, Prof. Cavaco Silva, D. Jorge Ortiga e a economista Drª Isabel Jonet do Banco Alimentar contra a fome.
Esta conferência é realizada no âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à exclusão Social.!!!!!!
Sou acérrimo defensor duma economia forte, viva e criadora de trocas que façam dividir e repartir algo de “poucos” que têm “muito” a mais, por aqueles “muitos” que “muito pouco” têm para sobreviver. Por isso concordo com algumas despesas que “alguns” fazem e que servem apenas para lhes dar o prazer de gozar as suas possibilidades. Esses possíveis exageros, caso não impliquem importações ou envio de remessas para o exterior, fazem alguém trabalhar e conseguir, com dignidade, o pão nosso de cada dia
Agora vejamos:
1- Uma conferência a pensar na “POBREZA” e na “EXCLUSÃO SOCIAL” anuncia durante uma semana no JN e outros jornais, a uma página inteira (talvez 2000 a 2500 €uros por dia por jornal) a realização do evento. Despesa sem justificação evidente, mas poderia ser dinheiro para garantir o posto de trabalho dos profissionais desses jornais.
2- Este evento tem o patrocínio da TSF e da MOTA-ENGIL. OK, é decerto um meio de publicitarem a sua existência. Não esquecer de ler TSF,JN,DN, Olive Desportos, J Oliveira, J Coelho, etc ah,ah
3- Assistir a esta conferência só é possível por convite fechado, da organização, leia-se MOTA-ENGIL, ou por quem os represente. Convites dirigidos a quem souber portar-se bem.
4- Por quê tanta divulgação se as entradas são tão restritas?
5- O dinheiro gasto nas páginas inteiras dos jornais não contribuiriam também, ainda que de forma indicativa, para eliminar a fome de alguém?
6- O combate à exclusão! Esta é piadona! Pois, mas não se pode dizer isto porque é dor de cotovelo.
7- Pensar no combate à pobreza e à exclusão merece o meu total apoio. Usar estas meritórias intenções para fazer estas exibições de poder, com dinheiro que não deixa de ser alvo de suspeitas!!!
Que compreenda quem for capaz e bem intencionado, pelo menos mais bem intencionado que eu.

José M Carvalho

Destak pág.6 ( ontem) . Visão pág.17 . Noticiam debate.


OS RATOS de PORÃO


Quando um barco começa a meter água ou se declara a bordo um incêndio, os primeiros seres vivos a aperceberem-se do inevitável naufrágio são, como se sabe, os numerosos ratos que, de todos os lados, aparecem espavoridos, de rabo erguido e pêlo eriçado, tentando, debalde, a salvação impossível. Na inconsciência do sei instinto irracional atiram-se como doidos pela borda fora, mergulhando de olhos cegos pelo terror, nas águas frias do oceano. Daí a expressão conhecida e muitas vezes repetida, «Fogem como ratos de porão».
A atitude destes míseros animais traz-nos à mente alguns políticos do Governo que embarcaram num qualquer barco manhosos à cata dum qualquer resto de fatia bolorenta e que ao mais pequeno sinal de alarme – água ou fogo – desembestam como touros cegos e farpeados na arena e lançam-se ao mar, abandonando «armas e bagagens», deixando ao desamparo e ao sabor dos ventos, o timoneiro que os arregimentou e a tripulação fiel e intemerata.
Assim tem sucedido neste pedaço de país que se tem retalhado em tantos farrapos quanto os que estão apostados em comer-lhe os ossos, já que a carne há muito que a devoraram no festim selvagem e inconsciente dos primeiros cheiros «a canela» que a democracia messiânica lhes trouxe de mão beijada.
Assim tem sucedido neste recanto plantado à beira-mar, à medida que o barco da política vai metendo água e o fogo lhes queima a última tábua de salvação.
É vê-los abandonar o barco e, mais ladinos que os seus irmãos irracionais, desaparecem sub-repticiamente da cena fazendo-se esquecidos e ignorados.
Nomeados pra lugares e funções para os quais não possuíam competência, defensores de causas que desconheciam, vendedores ambulante de «banha da cobra», falsos profetas e angariadores de ilusões, exploradores e sugadores de um povo crédulo e intrinsecamente messiânico, esses «ratos da política» de meia tigela, que ainda ontem os víamos de monco ao nariz e fralda borrada,, ao mais pequeno sinal de perigo, fogem espavoridos a esconder-se nas tocas da sua mediocridade, ruminando no fel das suas entranhas, a próxima ocasião de embaraçarem de novo num qualquer barco recauchutado.
Fraldiqueiros e oportunistas, como os ratos de porão, seus irmãos de ofício, vão espreitando pelo buraco das suas ambições, aguardando que a água se escoe ou o fogo se vá extinguindo pouco a pouco.
O pior é que, ratos de porão que são, dificilmente escapam a uma «molhadela» intensa e ao chamusco das traves queimadas, e naufragam e perecem, irremediavelmente na tragédia que ajudaram a fazer.
Ainda bem que assim é. Ainda bem que a água e o fogo, como elementos purificadores, vão separando o trigo do joio, joio que tem destruído este país, mas que mais tarde ou mais cedo, acabará por se estiolar, num auto-aniquilamento que nenhuma «água benta» de presunção os há-de salvar.
Enfim, nesta alegria de ratos e homens, pode ser que os homens se salvem do meio da ratice de alguns que tudo pretendem devorar, ao ponto de chegarem a devorar-se uns aos outros, numa orgia macabra, anunciadora do fim dos tempos (de governação).
Entre ratos e homens, alguém há-de escapar!

Francisco Azevedo Brandão

PIADA SOBRE O POBRE FUNCIONÁRIO PUBLICO


Um individuo vai andando pela rua quando de repente um assaltante mascarado lhe aponta a arma e diz:
- Passa o relógio!

O coitado dá-lhe o seu Rolex falso e o ladrão protesta:

- O que é isto? Esta porcaria qualquer vendedor ambulante vende por 10 euros! Passa para cá a carteira, porra!

O homem dá-lhe a sua carteira de plástico, imitação Pierre Cardin e o assaltante encontra nela uma senha de autocarro, 2 vales de refeição e cinco euros.

O ladrão diz:

- Não vales nada! O teu fato está gasto, os teus sapatos puídos e a única coisa que parece que presta é uma reles imitação barata! Afinal, o que fazes na vida?

A vítima responde, quase chorando:

- Sou funcionário público!

E o ladrão, tirando a máscara, pergunta com um sorriso simpático:
- Olá colega... em que repartição trabalhas ?

Poder de um boato


17/11/2010

A VANGUARDA DA MUDANÇA

Actualmente na política vive-se um mar de dúvidas , anos de stop and go, reflexo da nossa maneira de ser e amplificada pela crise e politica mundial. A insatisfação dos cidadãos é maior do que nunca . Eu penso e não tenho dúvidas que é preciso mudar este sistema político e a forma como somos representados quando elegemos alguém para um cargo público.

Os portugueses lentamente estão a compreender que o verdadeiro repto que enfrentam não é substituir uns dirigentes políticos por outros. É sim , corrigir um sistema político que deixou de funcionar, é preciso criar um banco de cérebros e ideias que passe para além dos partidos e emanem da sociedade civil , como aqui neste micro-espaço ( debates, blogue , rádio , televisão) temos feito, criticamos e muitas e muitas vezes sugerimos.

Temos que voltar ao bom caminho e esse caminho não surge do nada. É preciso uma estratégia para reparar e mudar a forma de governar, quer no governo , quer nas câmaras , quer nas instituições públicas, etc. Que lute contra o imobilismo físico e mental e se adapte aos desafios do séc.XXI. Nos últimos 30 anos , vivemos numa sociedade democrática que passamos de uma trajectória cheia de promessas para o provável desaparecimento.

O sistema político está disfuncional , apesar diga-se em abono da verdade ,de alguns dirigentes políticos terem boas intenções e de esforços para alterar este estado de coisas. A mudança só é possível com um novo sistema político , aberto , moderno , que tenha a capacidade de actuar com decisão e que seja o reflexo dos anseios da sua população e que se adapte aos desafios e às oportunidades do séc.XXI ( biotecnologia, energias limpas,tecnologia de informação, agricultura, cidades sustentáveis, utilização da água e energia com inteligência, boa educação , transportes de qualidade, etc.). Em lugar do exaustivo e irresponsável rancor que paralisa a política actual , um novo sistema imbuído de espírito independente , pragmático e com perspectiva de longo prazo . Modificar os limites dos mandatos e sistema de iniciativas independentes e das populações . Descentralizar é preciso.Não poder aprovar um projecto sem ter uma fonte de financiamento sustentável e exequível. Talvez criar uma almofada , «fundo para tempos difíceis» , um novo sistema tributário , etc.



JJ
voltarei a este tema

OPINIÃO


Nunca se nos tornou tão difícil escrevermos esta coluna, não que faltasse matéria, mas mais pelo melindre da questão que desejamos partilhar.
Este Portugal, que nasceu em 1143 pela mão e espada de Afonso Henriques; que séculos depois se estendeu até ao Algarve e desbravando “mares nunca dantes navegados”, deu novos mundos ao Mundo; que se libertou das” garras” de Castela e soube reencontrar a Liberdade quase no último quartel do século XX, este Portugal, “cantinho à beira-mar plantado”, está a perder as suas últimas virtudes, da credibilidade e da honra.
Não somos nós, modesto e ignorado cidadão, a entrar no último quartel da vida, quem o afirma. São milhões de portugueses, iguais a nós, que o sentem; são alguns – o número vai em crescendo, cada dia que passa - dos “doutores” da política, da economia e das finanças, de todos os quadrantes, incluindo os que estiveram ou estão nas estruturas do partido que nos governa, quem o diz e escreve.
Bastará lerem-se as últimas entrevistas do socialista Henrique Neto ao “Jornal Económico “ , do ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, ao “Expresso”, de António Vitorino e Ana Gomes, ao “Sol”.
E, perante isto, há quem pareça não se perturbar, não se inquietar, não sentir a consciência a dizer-lhe que já basta e que é hora de deixar o poder. O “reino” de Sócrates está no estertor e só ele o não sente. Ele e mais meia dúzia de aliados – alguns que jamais sonhariam ser parceiros da nossa desgraça colectiva – e outros que perdendo todo o pudor querem continuar a cultivar a sua “quinta”, colhendo dela, sem olhar a meios “frutos” que os vão “depositar” em quintas alheias, pois aí estão mais seguros.
Dentro de dias vai ser aprovado na especialidade o nado-morto que é o Orçamento do Estado e, a partir daí, cremos ser chegada a hora de o primeiro-ministro, num último assomo de vergonha, deixar o poder, pois se o não fizer, apagar-se-á a ténue luz de um túnel que cada vez é mas longo e as esperanças de todos e cada um de nós, de um futuro com um mínimo de dignidade esvair-se-á.
Não é isto que desejamos para nós, para os nossos filhos ou para os nossos netos. Não! Já basta de sofrimento e de desgraça.
E é ainda com uma ponta de esperança que o cumprimentamos, com a amizade de sempre.


Manuel Cruz
director do jornal Carvalhos

PROGRAMA RÁDIO - CLUBE PENSADORES

Programa na RCM vai para o ar à quarta-feira ,entre as 19h e as 20h. ( repete sábado às 24h ) .

Convidado Manuel Cruz director do jornal dos Carvalhos
Como sempre, estará todo ouvidos para as opiniões dos ouvintes, mais tarde , depois da conversa.Este programa é para os membros , simpatizantes e sociedade civil que poderão sugerir,opinar e criticar.
Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :
1 – via telefone fixo através do número 22 9381756
2 - via telemóvel : 91 6842604; 96 2960423 ; 931871053

No blogue , os comentários dos internautas serão lidos e tidos em conta para a discussão.Esta emissão estará disponível online a partir do site http://www.rcmatosinhos.com/online.aspx ou 91.0 no seu rádio
Clube dos Pensadores