22/10/2010

Valha-nos DEUS!!!


Não estou, não posso estar feliz e contente com tudo a que assistimos, principalmente com tudo a que, facilmente podemos prever, vamos assistir, na gestão deste nosso querido País. Digo assim, digo querido País; direi decerto assim por muito tempo, porque não penso sair para outras terras como muitos (mentirosos decerto) dizem.

Este governo, este 1º Ministro, estes Ministros, estes ocupantes dos cargos mais importantes para a sobrevivência de qualquer País, são do “PIOR”.
Todos os que passaram, todos os que contribuíram para este estado de coisas (claro que em +- 80% dos últimos anos são os “Tipos” do PS), todos os que têm sido escolhidos, pelo voto, para a responsabilidade de governar, são do “PIORIO

Sacam, Coagem, Erram, Ameaçam veladamente ou não, Amedrontam, Estragam, Enganam…fazem decerto muito mais coisas erradas e dolorosas

Nesta altura trata-se do orçamento. Elemento importante e indispensável na gestão de qualquer “COISA”. Orçamento é um documento muito simples, mas muito, muito complicado de elaborar, principalmente em determinadas condições. É também muito difícil de implementar. É fácil de compreender, se for claro. É fácil discordar se contempla alterações das receitas, das despesas ou de ambas, que são obtidas pela força do poder de quem quer alterar os números para apresentar um orçamento equilibrado e faltando o mínimo possível à verdade.

As receitas têm de ser iguais, ou superiores, às despesas se não quisermos entrar em dívida. Temporariamente, e sob controlo, poderemos criar situações de desequilíbrio desta equação “INVESTINDO”, mas com a condição desse investimento ser capaz de aumentar as receitas, e repor posteriormente o equilíbrio. Em Portugal, e não seremos os únicos, temos gasto muito e investido pouco.

As despesas podem, e devem, ser reduzidas onde houver “gorduras”, vejo muitas hipóteses, sem mexer apenas nos pequenos rendimentos do trabalho ou ajudas sociais. As receitas podem ter também as mais variadas origens. Chato é que são sempre os mesmos a pagar, pois, como todos sabemos e alguns dizem, “em Portugal os ricos não pagam impostos”.

Neste momento tão difícil, os Portugueses têm a sorte imensa de ter um 1º Ministro que é o “PIOR”. Têm também a fortuna de ter um líder da oposição que não fala desacertadamente, que é muito constante nas suas opiniões, que tem mostrado clareza e coragem acima de Sócrates, que não é manobrado por nenhum “Ângelo” e que não é homem de colocar as coisas em termos de “tudo ou nada”. Estamos bem, estamos seguros, temos futuro.
Para mim, uma condição é algo que tem uma resposta:- sim ou não, negativo ou positivo, concordo ou discordo, aceito ou não aceito, zero ou um, tudo ou nada, etc etc. Se não é assim, então não é uma condição, é uma proposta para negociação. Às tantas estou a ver mal!
Não entendo como pode uma equipa (o governo) brilhar com adversário tão fraco.

Que bom seria que todos se preocupassem em procurar as formas de criar mais riqueza, de dinamizar a economia, de aumentar a competitividade do nosso País. Que virá fazer uma instituição exterior? Que fará senão gerir a crise? Que preocupações terá além dos seus interesses e a sua obtenção a qualquer custo? Que significa a dívida Portuguesa, por muito alta que fosse, para os interesses dos G8 ou G20? Que falta significativa fará um cliente destes? Que diferença fará o sofrimento de alguns milhões de Portugueses?

Que interessa a aprovação ou não do orçamento? Onde está outro melhor? Mas melhor em quê? Se não criamos riqueza, ou tiramos mais a todos ou damos menos a todos. Que todos? Pois é isto que é preciso definir com coragem e arrojo. Tanto onde cortar!!!
Que bom seria dar mais a todos e de forma mais equitativa!

Enfim, que ajuda têm dado os partidos para a obtenção de mais e melhores recursos para o País? Que partidos têm ajudado a impedir a sangria do País, em dinheiro, em valores e em cérebros? Pois é, valha-nos Deus, se nos estiver a ver e ouvir.

José Carvalho


Elevar-se ou perecer


Estamos no momento, de termos que, nos elevar, ou perecer.Existe uma obrigação para todos os cidadãos , qualquer que seja a sua cor, a sua idade, o seu sexo, a sua cultura, a sua riqueza e a sua fé.
Temos de começar a distinguir, através dos nevoeiros da aurora, o caminho da nossa salvação.
A minha angústia é saber quantos de nós, a começar por quem nos governa, são capazes de ver o caminho menos doloroso,para os pobres e excluídos.Chegamos a um momento das nossas vidas de portugueses, que temos de nos entender, para posteriormente triunfar.A nossa civilização de cidadãos patriotas é afinal uma disciplina: disciplina fisiológica,moral, social e científica.
Só teremos esperança de triunfar,na vida individual, ou na vida colectiva, se soubermos modificar a sociedade actual, espelho que reflecte a corrupção, a fraqueza, a falta de solidariedade.O nosso País será o que nós dele fizermos.
Comecemos por nos mudar a nós próprios, o que todos podem fazer,e assim contribuiremos para ao bem comum.
Concluo, comentando, com muita mágoa, o nível da discussão parlamentar, a que hoje, 15/10, assisti. Limitaram-se a trocar "piropos", sobre o passado e não se firmaram no essencial- presente ...Parecia um luta de gatos e ratos!...Não foi um momento de preocupações pelo País Real, mas contagem de "espingardas"...Deprimente,para mim, mas giríssimo, para espíritos clubistas...
..."não se organiza o mundo desorganizando-se as pátrias; organiza-se o mundo com a inteligência das pátrias."
Agustina Bessa-Luís

Até amanhã! Até sempre!
Júlia Príncipe

21/10/2010

JOKER

Na negociação para haver aprovação , ou não ,do OE para 2011 , quem o vai fazer é o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos , que vai liderar a equipa com o PSD , e não , José Sócrates.
A equipa dos sociais democratas inclui o ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga, o ex-secretário de Estado das Finanças Orlando Caliço, o vice-presidente da Comissão Política do PSD Manuel Rodrigues, o vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata Miguel Frasquilho e o membro do Gabinete de Estudos do PSD Carlos Moedas. Onde está Pedro Passos Coelho ? Só estaria presente se fosse José Sócrates ,compreende-se. Os dois estão mesmo zangados.
Mais uma vez , o trunfo mais alto para este jogo arriscado , quem dá a cara e provavelmente levará a água ao seu moinho é Teixeira dos Santos .Não é só o melhor Ministro deste governo depauperado , é o joker.


JJ

Os poderes de um Presidente da República


O dia 23 de Janeiro de 2011 foi o dia escolhido por Cavaco Silva para que os portugueses façam a sua escolha no que concerne ao representante máximo da Nação.
Verificamos desde há algum tempo que diversos candidatos, numa tentativa de seduzir o voto do eleitorado, têm já feito intervenções que manifestam determinados rumos que pretendem tomar no desempenho das funções para as quais se candidatam. Esta postura é naturalmente expectável para um candidato mas no entanto o cidadão comum têm de ser capaz de filtrar as intenções dos candidatos que podem ser exequíveis e as que simplesmente não podem ser concretizadas.
Obviamente que o cidadão comum, descontente com a conjectura actual do País, tende a ver estas eleições como uma potencial tábua de salvação mas a verdade é que o nosso Presidente da Republica não dispõe de poderes executivos, sendo que apenas o Governo possui esta prerrogativa.
Entender o Presidente da Republica como um Messias que tomará providências que se reflectem em políticas governativas reais e visíveis no nosso dia-a-dia é pois uma falácia facilmente falsificável se tivermos em atenção os principais poderes do Presidente da República. O Sistema Político de Governo que temos é um sistema híbrido que se encontra entre o Sistema Presidencialista (como é o caso do sistema norte-americano, onde o Presidente dispõe do poder executivo) e o Sistema Parlamentar (que vigora na sua forma mais pura no Reino Unido, onde o Parlamento é a sede de poder). Ao contrário do Sistema Francês, que sendo um sistema híbrido apresenta uma matriz de forte inspiração presidencialista (daí a designação de sistema Semi -Presidencialista), o nosso sistema tem características predominant mente de um sistema Parlamentar (daí que a designação de sistema paraparlamentar seja a mais correcta) mas no entanto o nosso Presidente da Republica dispõe de dois poderes reais de extrema importância: o poder de dissolução do Parlamento e o poder de demissão do Governo.
Perante estes factos, verificamos que os principais poderes do Presidente da Republica podem influenciar decisivamente a vida política nacional mas no entanto o Presidente não dispõe de poderes executivos pelo que um discurso de um candidato não deve incidir sobre poderes que de facto não possui.

Mauro Martins

Doutorando em Ciência Política

Pelos visto Portugal não está assim tão mal


Na edição do JN Dia 18 de Outubro de 2010, com destaque na primeira página, “ Trabalhadores vão descontar mais para o IRS ” fiquei surpreendido quando abri o jornal na página 3. O texto muito bem conseguido falava no aumento do imposto do IRS a partir de Janeiro de 2011, mas qual o meu espanto, os gráficos apresentados a acompanhar o texto exemplificavam um contribuinte solteiro com vencimento mensal de 4.000 euros, outros exemplos de Famílias com vencimentos de 4.000 euros de 10.000 euros e ainda outra com 1.780 euros mensais.Interroguei-me? Será que o País a que se refere o JN é o mesmo que o meu, Portugal? É que em Portugal, o salário médio são 777 euros e um terço da População activa ganha abaixo de 600 euros mensais.
Sei que vivemos num País onde as Pessoas se podem exprimir livremente, dizerem ou escreverem o que querem, desde que não prejudiquem terceiros, mas por favor apresentarem aqueles exemplos, convínhamos.
O Povo quer que falem e escrevam com transparência, os Portugueses exigem que lhes expliquem o porquê de toda esta confusão em que estamos metidos, precisamos saber até quando esta ditadura vai durar.
A Direcção do JN, sabe que existe Vida para além deste colete, imposto pela publicidade institucional.
Ao Povo, Ele merece que escrevam coisas que entendam, que os sensibilize e até que os mobilize se for preciso para defenderem o seu Futuro e dos seus filhos. Basta desta perseguição a quem produz, não pensem que vamos ter sempre esta passividade bovina.

Abel José Ribeiro

PROGRAMA TELEVISÃO : JOTA AO QUADRADO


Programa sobre política e actualidade « Jota ao Quadrado » à quinta-feira pelas 22h no canal RTV . TV CABO posição 88 e CABOVISÃO posição 14

Um programa em que estão frente a frente Jorge Queiroz e Joaquim Jorge

Emissão em directo -
http://www.rtv.com.pt/www/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=35&Itemid=18 ( por vezes não é possível )

As repetições do Programa Jota ao Quadrado são as seguintes:
6ªfeira - 03:00
Sábado - 00:30
Sábado - 19:00
2ªfeira - 00:30

CdP

20/10/2010

PRESIDENCIAIS


GASTOS

Proponho que não haja gastos na campanha eleitoral para a Presidência da República.A campanha deve ser poupadinha e minimalista, por respeito a todos os portugueses que estão em grandes dificuldades para levarem o seu dia-adia com dignidade e aqueles que já não o conseguem fazer. Se é para apertar o cinto, não há dinheiro para actos supérfluos. A democracia tem custos mas reduza-se ao mínimo dos mínimos essa despesa. Utilização de novas tecnologias em toda a sua plenitude: Net; FacebooK ;Twitter; etc. Zero cartazes, bonés, t-shirts , brindes e outros objectos kitsh.Sessões de esclarecimento e pouco mais. Chega!
O dinheiro arrecadado durante a campanha entregá-lo, o que sobrar, a instituições de solidariedade a ao banco alimentar. Por fim os votos dos candidatos valem em média , cada um , 3€ . Esse dinheiro dos contribuintes portugueses pagos como subvenção seriam canalizados para quem mais precisa.


JJ

ORÇAMENTO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS


O Orçamento de Estado e a sua aprovação seguem dentro de momentos. Ontem mais novidades com a imposição de seis condições para o aprovar: aumento do IVA de apenas um ponto percentual ;suspensão das parcerias público-privadas e das grandes obras ;cabaz alimentar com IVA a 6%; deduções fiscais pagas em títulos do tesouro ;agência independente para as contas públicas;verdade das contas orçamentais.

Agora vamos esperar até dia 29 de Outubro ( discussão adiada para 2 e 3 de Novembro) , dia da votação na generalidade. Se for aprovado segue-se as votações na especialidade. Muitas destas medidas propostas ,não em tom de ultimato, parecem exequíveis. A mais difícil é do aumento do IVA de só 1% ( de 21% para 22%) , aí, faz com que a receita diminua significativamente.Não sei não! Pois já não há muito por onde ir buscar. Talvez cortar ainda mais nas despesas do Estado: menos ministérios ;menos obras públicas; menos empresas públicas ; menos fundações ; menos estudos; menos consultadorias ;menos publicidade ; menos gente nestas organizações ; menos despesas em campanhas eleitorais pagas em subvenções pelos contribuintes; etc.
O PSD deve procurar dentro desta política da inevitabilidade e que parece que vamos em movimento contra um precipício e nada fazemos ou podemos fazer. Exigir de uma vez por todas ,rigor e responsabilidade pelas medidas tomadas a partir de agora. Quem esbanjar e desperdiçar os recursos dos contribuintes responde criminalmente.
Os portugueses exigem verdade ,exactidão, certeza,rigor ,boa-fé,conformidade entre o que se diz e se faz, transparência,que se perceba facilmente,evidente e claro.De outro modo não contem comigo e penso que isso acontece com a maioria dos portugueses.

JJ


Orçamento de Estado

Orçamento 2011 e a indecente chantagem do governo


As notícias de há tempos a esta parte resumem-se à crise, ao orçamento de austeridade, aos PECs. É uma conversa deprimente e sem nenhum lampejo de talento que em vez de mobilizar o país para uma saída em força do fundo do poço, mais o deprime e desencoraja a fazer seja o que for.

Já tivemos 2 PECs que o governo afirmou não ser preciso mais, mas afinal é. Só não sei porque se há-de acreditar mais nesta terapia, ditada pelos mesmos, que erram sempre, em tão pouco tempo.

Mas também o que não é aceitável é a ameaça, como a que Teixeira dos Santos fez: "Se nós falharmos, alguém virá aqui impor condições que vão ser mais duras, mais gravosas, e mais lesivas para todos nós" em comparação com as medidas do OE2011.
Que Portugal tivesse de partilhar soberania no seio da UE, todos sabíamos, mas que já era colónia de alguém do FMI é novidade e remete-nos para a pergunta: o que estes senhores do governo estão a fazer?

Não servem para governar o país e conduziram-no a um beco sem saída. Revelam falta de talento para fazer as reformas de que o país verdadeiramente necessita e apresentam um orçamento que só sabe sacar dinheiro de impostos e cortar salários, cortar comida. Não reforma onde é fundamental. Não sabe defender-se nas instâncias internacionais e ameaça os portugueses com o bicho papão FMI. Inaceitável e digno de um país das bananas.

Não aceito como boa que se viabilize o Orçamento a qualquer custo, porque senão o país desaparece. Logo o mais velho país com fronteiras estáveis do mundo. O papão de que a economia não será financiada é uma conversa para enganar papalvos. A dívida portuguesa é suficientemente grande para que os “Al Capones” da alta finança a tratem com mais cautela, sob pena de perderem biliões de Euros. Um pequeno devedor é penhorado e trucidado. Um grande devedor é tratado como parceiro.
Afinal quem é esse papão com que nos ameaçam? Será que esse papão não estará mais interessado em que a economia cresça para haver garantias do retorno dos empréstimos? Não será que se for apresentado um orçamento que aponte na direcção certa das reformas (reorganização do estado, cortes nos indecorosos Institutos Públicos que sacam o erário público e os nossos impostos) e que mostre o potencial de crescimento, não é mais interessante que o esmagar dos pobres e da classe média de um país, que é motor de desenvolvimento?
Não aprovar o orçamento de guilhotina não será o fim do país. A crise já está instalada e nada será pior do que o que nos espera com este garrote fiscal. É preciso ter coragem nesta hora e mostrar ao mundo que Portugal pode ter um governo que não se verga à chantagem da especulação. Não aprovar/viabilizar o Orçamento pode ser a medida mais PATRIÓTICA que se pode tomar. Já que estamos na lama, devemos tentar sair dela, e não mantermo-nos no chiqueiro, que é o que acontecerá com estas medidas.
O que se tem passado desde Fevereiro mostra que este governo está cansado, não tem ideias e pior que tudo, já entrou em desespero e faz o que lhe mandarem os dignitários da alta finança, nem que seja enterrar em vida os portugueses.
Nada é pior que esta situação. Querem fazer-nos crer que não, mas não conseguem provar. Clarifique-se a governação deste país, que é a que verdadeiramente não serve, nem tem credibilidade internacional. Apresente-se um orçamento sério para ver se os mercados não acalmam. O que não traz confiança ao mercado é a credibilidade deste governo.
Das consequências já ditas pelos pais das próprias terapias, pergunto: para que serve um orçamento que unicamente mata um povo? Há algo pior? Para quê aprová-lo? Por masoquismo?

Mário Russo

Os Tiriricas.


No Brasil, é obrigatório o voto; quem não o fizer sofrerá as consequências.Ora como os brasileiros são um povo com muito sentido critico, mas também tem um enorme sentido de humor, aqueles que como em Portugal fariam no Brasil parte da abstenção, arranjam sempre maneira de mostar o seu desencanto para com os políticos, de forma por vezes bem bizarra
Uma vez propuseram o macaco tião , agora foi o palhaço Tiririca que teve até uma votação surpreendente!
Conhecendo eu bem o povo brasileiro e de vários níveis sociais,não tenho a menor dúvida em afirmar que ao contrário do que alguns pensam, não foi ignorância ou por falta de cultura que votaram no palhaço..! Não, o que eles quiseram dizer aos políticos, é que para eles o palhaço poderia muito bem fazer o mesmo ou até melhor que os chamados doutores da política. Claro, que os paulistas tem agora um problema, pois não pensavam que o palhaço tivesse tantos votos; e havendo como em Portugal, (entre Lisboa e Porto) a rivalidade entre o Rio e S.Paulo,agora são os cariocas que estão gozando com a cara dos paulistas
Em Portugal é o contrário, os descontentes respondem com a abstenção ou com o voto em branco,Depois temos os que ainda tem a pachorra e a paciência de votar e pôr nos governos aqueles que andam fazendo de conta que estão governando para os tiriricas deste país! É sem dúvida o que há anos eles andam fazendo.Portanto os meus parabéns ao povo brasileiro,porque aqui no "famoso continente europeu" não se passa nada, está tudo bem felizes e contentes,e pelos vistos, nas próximas eleições vão votar nos mesmos artistas.


Hercília Oliveira

Opinião do debate


Mais um interessante debate se protagonizou ontem à noite, desta vez com a presença do Candidato à P.R. , Defensor Moura. Como cidadão, fiquei ainda mais convencido de que a minha preferência pela personalidade para futuro PR está já bem definida. Definitivamente é necessária uma ruptura com os poderes instituídos, na governação há tempo demais, sem ideias verdadeiramente renovadoras, cheios de vicíos e de rotineira falta de rigor e capacidade organizativa/produtiva. Este candidato apresentou-se como mais um elemento do sistema, quando se analisa o seu percurso político, discurso "domesticado" e alinhado com as cupulas.
Vestiu uma camisa/gravata nova, tentando criar a ilusão de um pouco de cor no meio de um oceano cinzento de dominio do aparelho partidário. Muito EU pouco NÓS!
Exige-se lugar à competência, é preciso desblindar e simplificar a legislação para que as pessoas possam concorrer individualmente ou em pequenos grupos pelos seus círculos locais.
Regionalização como aquela que é advogada pela grande maioria dos autarcas profissionais só levaria á criação de pequenos Terreiros do Paço, tendo a conta a nossa história recente e a nossa génese latina.
Não se falou da grave crise social em que estamos mergulhados, debate-se a economia e esquecem-se as pessoas.
Há fome e muito desespero. Não há Futuro no horizonte de muita gente. Sobre isso, silêncio!
Também deu para verificar que a fronteira ideológica entre o PS e o PSD práticamente não existe, o produto da politica de um partido é o sucedâneo do outro.
O espaço politico de cada um deles não se distingue por diferentes ideias e conceitos, essenciais na evolução e renovação da sociedade.
Esta fórmula vigora há demasiado tempo, os 2 partidos não são mais que o prolongamento um do outro.
Criou-se a formula X2, na perspectiva de disponibilizar/alargar espaço à colocação da vasta clientela politica, em que a ideologia e consciência social são meros pormenores. Nunca foi tão visível como agora a primazia da opção do interesse pessoal/particular versus interesse público e de missão em prol e benificio da sociedade como um todo.
É urgente mudar este paradigma, que se impõe nos dias de hoje quase como uma fatalidade.
Recuso-me a aceitar que toda a cultura, saber e desenvolvimento social que a Humanidade conseguiu construír, embora de uma forma desigual, esteja a ser nuclearizada para uma versão moderna da Revolução Industrial, reduzida a 2 classes sociais distintas. Irrita-me profundamente a descarada e inqualificável forma como o poder politico/económico submete a maioria dos cidadãos, dá e tira sem consequência, a sensação de ser "rato" (encanzelado) com que o "gato" (sempre de barriga cheia...) se diverte!
Alguma coisa, se não muita, vai ter mesmo de mudar, a bem ou a mal!

Julio Martins


PROGRAMA RÁDIO - CLUBE PENSADORES

Programa na RCM vai para o ar à quarta-feira ,entre as 19h e as 20h. ( repete sábado às 24h ) .

Tem como assistente de realização Elísio Santos .

Joaquim Jorge falará do Orçamento de Estado,Presidenciais e debate no CdP, etc.

Como sempre, estará todo ouvidos para as opiniões dos ouvintes, mais tarde , depois da conversa.

Este programa é para os membros , simpatizantes e sociedade civil que poderão sugerir,opinar e criticar.Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :
1 – via telefone fixo através do número 22 9381756
2 - via telemóvel : 91 6842604; 96 2960423 ; 931871053

No blogue , os comentários dos internautas serão lidos e tidos em conta para a discussão.

Esta emissão estará disponível online a partir do site
http://www.rcmatosinhos.com ou 91.0 no seu rádio

Clube dos Pensadores

19/10/2010

DEBATE EM IMAGENS

DEBATE EM PALAVRAS

Defensor Moura contra o “tem de ser”, avança para a Presidência da Republica no CdP

Defensor Moura é um homem de convicções e de desafios. Joaquim Jorge convidou-o a dissertar sobre a sua candidatura à Presidência da Republica e iniciou o debate, como sempre, agradecendo à imprensa e às pessoas que responderam ao convite para o debate. Sala cheia, mais uma vez, para ouvir e participar activamente na discussão dos temas propostos.

Começou por fazer uma competente síntese biográfica do candidato, que foi Chefe da Torre de Controlo do Aeroporto de Luanda, ainda muito jovem. Tirou o curso de Medicina e Cirurgia como trabalhador estudante, tendo-se especializado em medicina interna no Hospital S. João do Porto. Presidente da autarquia vianense por 16 anos, transformou a cidade.

Defensor Moura disse que os candidatos às presidenciais apresentam-se a eleições, mas discutem o programa como se fossem governo, o que não corresponde à verdade, porque o “programa eleitoral de um candidato à Presidência da República é a constituição”. Para este Médico, não faz sentido com a maturidade que cada um tem fazer promessas que não possa cumprir e por isso, os candidatos valem pelo que foram, fizeram, onde fizeram e como o fizeram, para que o povo saiba com quem contar em Belém. A alta magistratura depende da forma como cada um interpreta a mesma constituição. Assim foi com todos os anteriores presidentes, que condicionaram a sua actuação no 1º mandato, gerindo mais a recandidatura do que olhando para os interesses da nação.

Candidata-se contra a resignação e o “tem de ser”. Enumerou os candidatos que têm rejeição de parcelas significativas dos partidos que os apoiam, mas não tendo alternativas, apoiam porque “tem de ser”. Indigna-o a falta de valores e a quebra de promessas, como as SCUT. Não se resigna ao excessivo centralismo e pretende que um preceito constitucional se cumpra – a Regionalização – pois a sua falta tem conduzido à assimetria e asfixia do país. Mas é contra todo o tipo de centralismo e clientelismo que se possa criar nas regiões.

Joaquim Jorge perguntou ao convidado o que ele pensa de Pedro Passos Coelho, ao que Defensor Moura disse ser um produto do aparelho partidário e um líder que apostou todos os trunfos na “primeira jogada” e está agora refém da sua estratégia e sem trunfos para jogar. Salientou que não tem experiência pública. JJ também foi acutilante ao perguntar se DM fosse Cavaco demitiria o Governo perante os casos que têm sido noticiados. Defensor Moura disse que dissolveria a AR, caindo o governo, caso houvesse falta de condições para o regular funcionamento das instituições, como é o caso, em que aparecem coligações negativas que não dão margem de governabilidade e que o país não suporta nesta conjuntura de crise.

Na plateia estavam figuras de topo da política nacional, como Nuno Cardoso que congratulou-se pela iniciativa do CdP e de Joaquim Jorge ao fazer cidadania activa. Elogiou a coragem de Defensor Moura em arrojar-se neste combate, sem o apoio do aparelho partidário. Disse que, ao contrário de DM, não acredita na regeneração dos partidos por dentro.

Paulo Morais perguntou se era legítima a chantagem que está a ser feita sobre as bancadas parlamentares da oposição na AR para aprovação do OE a qualquer custo, e se isto não seria o não funcionamento regular das instituições.
Defensor Moura insurgiu-se contra a discussão política nas TVs e na praça pública, que configura o grau zero da participação e responsabilização política.

Carlos Brito, ex-ministro de Cavaco, salientou a sua amizade com o actual PR e perguntou a DM o que pensava sobre os círculos uninominais e que relação pode ser estabelecida entre o actual modelo de desenvolvimento e a revisão constitucional.
Defensor Moura é a favor dos círculos e das candidaturas independentes, pois fará com que os partidos escolham melhor os seus candidatos e que o desenvolvimento está atrelado ao da Europa e bem complexo dissociar-se. A Europa está diante de um desafio de competitividade económica com países que não respeitam as regras sociais e ambientais e a Europa tem de saber defender-se.

Já Pedro Froufe congratulou-se pela espontaneidade do candidato, que foi surpresa e pelo facto da Regionalização ter palco nestas eleições pela voz do candidato, apesar do momento financeiro de crise, que afasta este tipo de discussões. Joaquim Jorge aproveitou para perguntar se DM achava normal que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse dito num programa de TV que Cavaco apresentaria a candidatura a 26 de Outubro e das pressões sub-reptícias para que o OE seja viabilizado por PPC. Defensor Moura disse não concordar, mas é da natureza de Marcelo esse ímpeto.

Diversas perguntas foram feitas pela plateia, a que Defensor Moura foi dando a sua visão, dentro do que se expôs. Mais um debate que encheu as medidas, como diz o povo, e que foi do agrado da maioria das pessoas, a julgar pelos comentários que ouvi no fim do evento. Parabéns a Joaquim Jorge que nos brindou com mais uma excelente realização cívica, que já está na galeria das tertúlias de qualidade a nível nacional.

Mário Russo

Noticias do debate

Defensor Moura "surpreendido" com "porta-voz" de Cavaco Silva
Público.pt - ‎18 de Out de 2010‎
O candidato presidencial Defensor Moura manifestou-se hoje “surpreendido” com o anúncio da recandidatura de Cavaco Silva feito por Marcelo Rebelo de Sousa, ...
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/defensor-moura-surpreendido-com-portavoz-de-cavaco-silva_1461517

LUSA
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11657217.html

Hoje
«Como é que Cavaco, sendo economista, deixou isto chegar a este ponto?»
Portugal Diário há 77 minutos
...candidato a Presidente da República Defensor Moura afirmou segunda-feira, em Gaia...pelo Clube dos Pensadores. Defensor Moura criticou ainda o actual Presidente...lhe chegasse», apontou. Defensor Moura acrescentou achar «esquisito Marcelo...

http://diario.iol.pt/politica/presidenciais-defensor-moura-cavaco-tvi24/1200422-4072.html

Já teria dissolvido a Assembleia da República" porque "não se pode governar assim" - Defensor Moura
RTP há 2 horas
...não se pode governar assim" - Defensor Moura Vila Nova de Gaia, 19 out...candidato a Presidente da República Defensor Moura afirmou segunda feira, em Gaia...não se pode governar assim" - Defensor Moura "Desde janeiro que há um...
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?t=Ja-teria-dissolvido-a-Assembleia-da-Republica-porque-nao-se-pode-governar-assim---Defensor-Moura.rtp&article=384665&layout=10&visual=3&tm=9

há 8 horas Presidenciais: "Já teria dissolvido a Assembleia da República" porque "não se pode governar assim" - Defensor Moura Visão
há 8 horas Presidenciais: «Já teria dissolvido AR», Defensor Moura Diário Digital
há 8 horas Presidenciais Já teria dissolvido a Assembleia da República porque não se pode governar assim Defensor Moura Expresso

DEFENSOR MOURA

Caro Joaquim Jorge,

Parabéns pelo seu Extraordinário clube e pela qualidade das intervenções dos Pensadores.
Obrigado pela oportunidade que me proporcionou de dialogar com os seus amigos que, estou ciente, podem levar a minha mensagem mais longe.
Não quis, ontem, diminuir a dignidade da sessão fazendo um apelo às assinaturas de apoio à candidatura mas, a verdade, é que ainda me faltam cerca de dois milhares de assinaturas para as 7.500 necessárias para ser mesmo candidato.
Mas, hoje, lembrei-me de lhe pedir que reencaminhe esta mesma mensagem para os seus amigos, especialmente dos que ficaram a gostar de mim:

Subscrição de proponentes da candidatura de Defensor Moura no site www.defensormoura.com

Enviei-lhe também um sms para reencaminhar para os Pensadores não internautas poderem enviar endereço da residência para o telemóvel 929044981.

Obrigado pela colaboração

Defensor Moura



nota: se outra candidaturas me solicitar a colaboração fá-lo-ei de igual modo. Somos a favor da livre participação e possibilidades de participação. Um candidato a Presidente da República independente fora da esfera dos partidos precisa de ser proposto por um mínimo de 7.500 cidadaõs eleitores. Se a candidatura de Fernando Nobre me solicitar colaboração, assim o farei.

JJ

18/10/2010

DEBATE COM DEFENSOR MOURA


O fundador do Clube dos Pensadores ( CdP) Joaquim Jorge convida o candidato presidencial Defensor Moura para estar presente, dia 18 de Outubro , 2ª feira , pelas 21h30 no GaiaHotel em Gaia para falar sobre « A presidência da República ».

Este debate insere-se no "Ciclo da República" levado a cabo pelo CdP . Em Junho esteve presente Fernando Nobre , em Setembro Manuel Alegre e agora Defensor Moura . Em Novembro estará presente Francisco Lopes candidato do PCP. Vamos ainda encetar esforços para ter presente outros candidatos.

Defensor Moura é candidato presidencial, ex-autarca , tendo sido presidente da Câmara de Viana do Castelo , actualmente é deputado do PS mas não é apoiado pelo PS , nem por nenhum outro partido . A sua candidatura é independente.


Defensor Moura é um homem do norte e a favor da regionalização. Aproveitando o ensejo Joaquim Jorge convidou para estarem presentes no debate Paulo Morais , Nuno Cardoso , Carlos Brito , Gomes Fernandes e Pedro Froufe, para darem a sua opinião sobre este tema. Estarão presentes outras personalidades ligadas ao Norte do país.

Ao longo da sua actividade o CdP já recebeu ,Manuel Maria Carrilho , Alberto João Jardim , Pedro Santana Lopes, Medina Carreira , Miguel Beleza , Carvalho da Silva ; Francisco Louçã , António José Seguro , Paulo Portas, João Cravinho, Luís Filipe Menezes , entre outros


nota: Tendo em conta o interesse manifestado por muita gente, convém ir cedo para ter lugar sentado.
CdP



Metro pag.3 e Janeiro pág.4