06 Março 2012

Governo com problemas...

O ambiente no governo não é o melhor, este confronto entre Álvaro Santos Pereira e Vítor Gaspar, não é bom nesta altura. Já chega a oposição ser do contra , agora haver problemas no quintal do governo é grave.

Álvaro Santos Pereira tem um handicap em democracia, é independente , pensa pela sua cabeça , veio de fora e isso não é aceite pelos PSD`s.

A questão é de quem controla o dinheiro? Mas qual dinheiro? O do QREN que vale 5800 milhões de euros. Deste modo instalou-se uma guerra , não, entre a oposição e o governo, mas entre membros do governo.


Caricato numa altura em que todos deveriam estar unidos e a remar para o mesmo lado. Depois, ainda nem passou um ano de governação!

Neste tempo de crise, sempre pensei que os problemas seriam por dificuldade de controle do défice ou falta de dinheiro. Agora por controlar o dinheiro! É surreal , inconcebível e sem nexo.

No fundo quer-se desautorizar Álvaro Santos Pereira e passar um atestado de menoridade , porém é ele quem coordena as pastas da economia, o emprego e as obras públicas e telecomunicações que muito tem que ver com o QREN ( Quadro Referência Estratégico Nacional) .

Naturalmente que o Ministro das Finanças em tempo de crise deve ter uma palavra a dizer, mas a última palavra deve pertencer a Álvaro Santos Pereira.

Esta aparente crise vai desembocar mais cedo ou mais tarde em remodelação e o governo vai sair enfraquecido. O Ministro da Economia está a prazo...

Os portugueses não lhes interessa quem manda ou gere o QREN , querem medidas para os seus filhos ,de combate ao desemprego jovem ( +30%) , programa de formação , estágios e apoio ao primeiro emprego.


Medidas para a competitividade, empreendedorismo, valorização do território, etc. O resto é mais uma bronca e novela que não abona a favor do governo.

JJ

8 Pensamento(s):

  1. JJ,

    Peço licença para discordar. Aos portugueses interessa quem manda e gere o QREN.
    É que se fosse o Álvaro (como gosta de ser chamado) haveria razoável probabilidade de os fundos serem atribuidos por mérito, porque este moço não deve favores a nenhum dos cancerosos políticos que militam no PSD e são usualmente chamados de barões. Se for o Ti Gaspar (como eu o chamo) parece-me que o aparelho lobista PSD controlado pelos cancerosos políticos já citados vai ter influência, se não direta sobre o ministro talvez através da comissão de análise no âmbito do ministério.
    Política à portuguesa uma vez mais, para não variar.
    Razão têem os empresários, que já viram o tiro e apoiam o Àlvaro, um técnico que não tem os vícios dos políticos e sobretudo não depende do cargo que ora ocupa para ter um futuro.
    Infelizmente, parece-me que o dito cujo moço já se fartou da imundice que cheira todos os dias no Terreiro do Paço e arredores e vai arrancar antes que fique contaminado com alguma doença. Acho que foi isso que disse ontem ao nosso primeiro.

    O caixa d'óculos

    ResponderEliminar
  2. O Mister Bean (actor) e o Rafael Benitez (treinador)estão em rota de colisão. Um inglês e um espanhol não se dão.

    ResponderEliminar
  3. Se o problema do QREN se resumisse a meia dúzia de patácas,o Álvaro poderia pôr e dispôr segundo o seu critério. Mas não!
    É muita "massa" e os "panificadores" são mais que muitos. Este é que é o problema! Como diz o povo: são 7 cães a um osso!

    ResponderEliminar
  4. Se realmente é isto que se passa, só mostra mais uma vez, que o maior problema deste país são OS POLÍTICOS!!!
    RUA COM ELES, e que apareçam mais independentes para pôr este país na ordem!!!

    Hercília Oliveira

    ResponderEliminar
  5. Uma boa medida para a redução dos ministérios: Um Primeiro-Ministro formal, que dá a cara pelas políticas do Governo, sejam elas qual forem; um Primeiro-Ministro sombra, disfarçado de Ministro dos Assuntos Maçónicos, digo, Parlamentares; e um Primeiro-Ministro das Finanças, que controla todos os outros ministérios em consonância com o PM anterior.
    Com a velocidade com que se esgotam competências, se exterminam apoios sociais e se matam reformas estruturais, e na medida em que governar se transformou na matemática de fazer contas - de somar (dívida) e de subtrair (aos do costume), já não precisamos de mais ninguém. A ideia ultra-liberal de um Estado-mínimo (que o é) deve ser acompanhada de um corte nas panelas em conformidade.

    ResponderEliminar
  6. Caro JJ:
    Há uma cesta de ovos para distribuir e, aí temos o caldo entornado.
    Eu,já não suporto estes "manipuladores" de actos e palavras: os oportunistas, os políticos com letra pequena,os amanuenses,etc.Por amor de DEUS, tratem desta Família Portuguesa exaurida.Eu acho que o ÁLvaro(é a minha homenagem, contra o riso de escárneo de alguns doutores e engenheiros e outros que TAIS)!...
    Eu, neste momento, o que mais desejo , antes de tudo, é que os meus NETOS possam vir a ser bons "engenheiros" da da natureza humana.
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

    ResponderEliminar
  7. Os políticos têm quatro anos para "SACAR" o máximo que puderem...

    É o que se tem passado nos últimos trinta e sete e anos.

    Muitos contínuam lá, saqueando,estão impunes...

    ResponderEliminar
  8. O Ministro da Economia não tinha a noção do País real......e agora está embrulhado nele, com todos os politicos, primos, filhos, amigos a defenderem os seus quintais....

    Claro que vai ganhar quem tem mais tempo de instrução partidária/politica....

    Mais do mesmo. O Chefe é politico , destes, desde que anda de calções...
    mais do mesmo.........tachos, tachos....
    a.kuettner

    ResponderEliminar