Eu peço desculpa mas o tema crise e pelo que estamos a passar continua-me na mente e não me abandona nunca.Nunca me passou pela cabeça estar a passar pelo que estou a passar. Eu não me sinto responsável e não foi por culpa minha que se chegou a este ponto. Sempre tive uma vida equilibrada financeiramente, não tenho dívidas , tenho umas parcas poupanças como qualquer um de nós.Sou um cidadão normal que tenho uma vida normal.Nunca tive um nível de vida superior às minhas possibilidades. Porém a maioria dos portugueses vivia muito acima do que podia e devia. A maioria das famílias está endividada e estão a pagar algo que vale actualmente muito menos, isso é doloroso mas não vale a pena carpir lágrimas .Para estes a culpa, é a meias, com os governantes. Porém comigo e quem está na minha situação, a culpa é toda de quem nos governou ao longo destes anos , uns mais do que outros. É preciso que os responsáveis sejam chamados à justiça. Eu como português exijo que se faça justiça , exijo explicações e culpados com nome. A classe que nos governou e nos governa têm dificuldade em perceber que esta crise move-se à velocidade da Internet e os governantes fazem-no à velocidade da democracia.Temos tido na nossa democracia muitas eleições e muito más decisões.
A apatia com que vivem os portugueses não ajuda.O círculo do poder em Portugal mantém-se , dever-se-ia abrir as decisões políticas a referendo. Os portugueses estão com muito medo, confiaram nos políticos. E agora? Cada vez confiam menos e tem muito medo do seu futuro: emprego, falta de dinheiro,velhice , saúde , etc. E, isso não vai permitir um final feliz...
JJ
26 Fevereiro 2012
Crise
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E é esta sensação terrível que nos anda a corroer, JJ.
ResponderEliminarÉ certo que estou a viver um momento familiar particularmente complicado, mas o problema da sociedade atual está a revelar-se de extraordinária complexidade.
Temos que exigir que a haver responsáveis ao mais alto nível, não seja possível que se furtem à Justiça. E nós sabemos que os há, que estão mais que referenciados e que os subterfúgios usados pelos meandros da Justiça estão a permitir que se esgueirem como enguias.
É terrível pensar que o Homem não sabe o que quer, que, acima de tudo, é um ser eminentemente egoísta!
Será que temos que enveredar pelo caminho tortuoso do "salve-se quem puder"?
Que é feito dos princípios civilizacionais que tanto apregoamos?
António Nunes
Eu gostava de saber com que base se pode afirmar que a maioria dos portugueses "vivia muito acima do que podia e devia".
ResponderEliminarSe é a pensar nas penhoras e incumprimento de compromissos lembro que tais compromissos foram assumidos quando as pessoas tinham um nível de vida compatível e os seus proventos chegavam para esses compromissos. Tal como JJ, as pessoas não esperavam vir a sofrer o brutal corte no seu nível de vida que, tudo somado, não estimo em menos de 40%, a que estamos sujeitos desde 2005. Com tais cortes, que admira que muita gente tenha deixado de poder satisfazer os compromissos assumidos?
Miguel Mota
Meu caro amigo MM, as pessoas compravam tudo novo: carros, casas, férias , etc., etc.
ResponderEliminarEu detesto novos-ricos. Por vezes falavam comigo e procuravam fazer com que me sentisse mal com o que tinha e fazia.
"Eles" diziam o que está a dar é dever dinheiro...
Não tenho pena nehuma dessa gente . Uns pedantes, convencidos , gastadores e novos-ricos.
JJ
Evidentemente que os portuguese andaram a viver com o que não tinham e com o que nunca poderiam vir a ter na medida que os salarios em Portugal são o que são!
ResponderEliminarEm Portugal, só quem ganha bem são os F da P..a dos politicos, os seus familiares e amigos.
Ambrósio
Houve tempos de facilitismos, sem duvida que em dado momento até! até!!! férias a crédito tantos gozaram....algum dia se pagaria...e o dia chegou...
ResponderEliminarE agora é preciso pagar o carro que custou 20.000,00 mas só se devia ter comprado de 10.000,00, e muitos, em tudo "adquriram" o que "normalmente" nunca teriam feito....pelo triplo do que deveriam ter feito....e mais...
Claro que as Governações e Oposições fizeram o mesmo...e agora tudo está a rebentar...
Tudo.....
Que fazer???? Não sei!
Mas algo por certo terá que ter um inicio:
- nem mais do mesmo, nem mais dos mesmos!!!!!(mas todos de um lado e do outro estão sempre por lá...)
a.kuettner
Houve tempos de facilitismos, sem duvida que em dado momento até! até!!! férias a crédito tantos gozaram....algum dia se pagaria...e o dia chegou...
ResponderEliminarE agora é preciso pagar o carro que custou 20.000,00 mas só se devia ter comprado de 10.000,00, e muitos, em tudo "adquriram" o que "normalmente" nunca teriam feito....pelo triplo do que deveriam ter feito....e mais...
Claro que as Governações e Oposições fizeram o mesmo...e agora tudo está a rebentar...
Tudo.....
Que fazer???? Não sei!
Mas algo por certo terá que ter um inicio:
- nem mais do mesmo, nem mais dos mesmos!!!!!(mas todos de um lado e do outro estão sempre por lá...)
a.kuettner
Caro J.J.
ResponderEliminarNem todos são tão clarividentes como o Sr. e como tal foram enganados os bancos atenção os bancos eu aprendi a respeitar o banco porque era um local sério,deixou de o ser,mas como dizia os bancos "desafiavam" os clientes inclusivé a pedir dinheiro para comprar accões desse mesmo banco,o Sr. não o fez e eu também não,mas houve muitos que foram enganados,eu também sou enganado pela VODAFONE por exemplo,mas é coisa de sumenos importancia não deixando de ser importante.
Tal como o Sr escreve alguém tem culpa e esse alguém tem nome,mas não somos islandeses e daí nada avança,não têem nome esses culpados...
na minha opinião BANQUEIROS E POLÍTICOS CORRUPTOS deste presidentes de Junta até presidentes da nação são todos culpados ,com dinheiros públicos não se brinca...
A culpa é dos funcionários publicos que este país anda e andou alimentar. Se esta classe fosse reduzida em 50% já tinhamos IVA a 15% e uma mentalidade à Sueco.
ResponderEliminarMais pedante e convecido do que tu?
ResponderEliminarCriaste um clube e um bloge para te armares ao pingarelho e dares-te a conhecer, já que não eras conhecido. Mas o tacho esse morre solteiro.
Eureka!!!!!!!!!! Conseguiu descobrir o que Joaquim Jorge faz.
ResponderEliminarParabéns! Agora é só imitá-lo...
Não trate o Sr. por tu ou se calhar é amigo dele .
mas um amigo não diz coisasd estas
Eu so tenho pena, e muita, dos que levando uma vida sempre com a "cabecinha" no lugar, se encontram desempregados e sem prespectivas de tão cedo encontar colocação.
ResponderEliminarDe resto..., acho que a crise ate vai ser muito útil para fazer as pessoas cair na realidade e se deixarem de vaidades tolas e que ainda por cima os tornou arrogantes e com nuita falta de civismo.
Acreditam que houve quem pedisse emprestimos para comprar câes de raça que custam caro!?
Sabiam que há pessoas que com o rendimento minimo pagaram a carta de condução não precisando dela para nada!???
Sabem que ainda hoje há muitas pessoas que jogam comida no lixo diáramente? E muitas vão se abastecer nas organizações sociais e chegam a dar mantimentos aos vizinhos ou acabam por as "despachar"!???
Acreditam..???
Pois podem acreditar que é verdade!!
É tudo tão errado nesta sociedade consumista, e tão mal governado por os maus politicos que a governam que vai ser muito difícil alterar estas situações.
Eu ja começo a ficar cansada de falar sempre nas mesmas coisas e no fim tudo continua na mesma.
Pode ser que a crise ajude a que alguma coisa se altere..., e para melhor.
Hercília Oliveira
O anónimo das 5:59:00 PM tem todos os sintomas de um ressaviado.
ResponderEliminarO caixa d'óculos
conclusão... a lei da selva afirma-se! e não vale a pena divagar... salve-se quem puder!
ResponderEliminarCaro JJ,
ResponderEliminarO que os portugueses agora fazem é medir os políticos pela mesma raza (como dizem na minha Barcelos natal). Com tanto político corrupto e incompetente serão todos assim...
Calhando, a melhor demonstração disso (já aqui o fiz notar, noutra oportunidade) foram os 230 sacos de lixo endereçados a cada um dos deputados da Nação e com o agradecimento pelo trabalho feito.
Os media não deram cobertura por aí além à iniciativa anónima, mas tal é sintomático: houve certamente ordem para tal, como é costume.
É que se amoda pega, teremos um descarregamento de carro de lixo frente a cada ministério, de um contentor de 40 pés de bosta à frente da residência do PM e uma oclusão ao sistema de esgoto no palácio de sua excelência algarvia e presidencial.
Era malcheiroso, mas expressivo do apreço pelo trabalho feito pelos actuais ocupantes e por todos os anteriores, que nos conduziram à actual situação.
Se os portugueses tomaram o freio nos dentes quanto ao consumo, foi porque políticos incapazes não souberam domar o setor financeiro, que fez o que quiz para obter ganhos INDECENTES.
Houve situações em que para aumentar o limite de crédito de individuos, estes apresentavam às financeiras declarações de rendimentos "não declarados em IRS" e esta perfeita ilegalidade fiscal fazia fé que poderiam pagar o pópó (nos casos que conheço), porque já tinha que pagar a casa, as férias, o pópó da mulher e etc.
Porque se permitiram coisas destas? Porque ganhava o empregadote da financeira a comissãozinha, ganhava a financeira com os juros de usura aplicados e os quadros superiores com os bónus de fim de ano. O estado embolsava montantes de impostos que cobriam aqueles que perdia ao não controlar por ineficiência a economia paralela.
Tudo bem no melhor dos mundos.
E depois veio a crise internacional (curiosamente originada pela bolha especulativa americana, de que já ninguém parece lembrar-se). E o setor terciário deixou de ser a grande aposta e ficou-se a olhar para o primário e secundário: mas onde está a agricultura exportadora de bens de alta qualidade que rendem fortunas por exemplo a uma Holanda? Onde está a indústria de bens tecnológicos que suporta uma Espanha com quase 1/4 de desempregados?
FORAM-SE Á VIOLA. A agricultura definhou e tem alguns casos de sucesso que não chegam. A indústria, sem protecção contra a invasão de bens produzidos em países de economias emergentes e terceiros da comunidade europeia, ou migrou para paises com fiscalidade e mão de obra mais favorável ou fechou portas ou está cambaleante e moribunda cá.
Sem uma visão de Estado e com uma miopia de ciclo eleitoral, foi-se atirando com flashes de inspiração económica avulsa, muitas vezes contraditórios.
Chegamos a isto.
O caixa d'óculos
Sem duvida, gastou-se mais do que podia. A maior parte das vezes, so' para impressionar o vizinho. Ainda hoje esses comportamento existe.
ResponderEliminarSem duvida, os bancos exploraram essa mentalidade e toca a tirar partido dela, sem qualquer responsabilidade.
Mas ha' aqueles que simplesmente, sao bombardeados com aumentos diarios de todos os bens de consumo, sem aumento de ordenados ha' alguns anos e, muitos, com reducao dos mesmos.
Por outro lado, os proxonetas dos politicos e seus afiliados da financa, continuam impunes e, nada os afecta.
Pedro=Liverpol
Caro Pedro
ResponderEliminarA impunidade, a descaradeza dos politicos e de quem faz as leis que os protege e também as más decisões que alguns juízes deliberadamente tomam, fazem com que cada vez mais detestemos os politicos e pela parte que me toca gostaria que se fossem embora e para bem longe!!
Um abraço
Hercília Oliveira
Tempos de "Falicitismos...", os bancos "deram muitas facilidades...", ou havia até quem alterasse a folha do IRS para "enganar os bancos e pedir mais dinheiro...".
ResponderEliminarComo é que a população esquece que o negócio dos bancos é vender dinheiro, e por quanto mais tempo melhor?
Aos bancos interessa emprestar muito dinheiro, com o prazo mais longo possível, e se o endividado não pagar, tanto melhor...Accionam-se as garantias! Sempre foi assim, ao longo da história! Foi assim que sempre trabalharam os agiotas e é assim que os bancos funcionam. O FMI também funciona assim. Empresta, depois concede mais "facilidades", e quando o cliente não conseguir pagar, "accionará as garantias..."!
Isto que eu estou a dizer, qualquer um dos nossos antepassados, mesmo analfabeto, de há varias gerações, nos ensinaria.
Havia até aquele ditado popular de que o Banco é a instituição que empresta dinheiro a quem provar que não necessita desse dinheiro. Se tiver um património superior ao empréstimo, tudo bem, se não apresentar garantias, então o banco não empresta.
Assim como um vendedor de bebidas alcoólicas quer vender quanto mais bebidas melhor, também o negócio dos banqueiros é vender dinheiro.
Compete aos clientes evitar essas bebidas alcoólicas ou beber com moderação.
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ResponderEliminarCompletamente de acordo com o comentário das 9.18h
ResponderEliminarCaro Peter63pan,
ResponderEliminarDetesto armar em Sibila, mas como sabe, em casa onde não há pão costuma-se ralhar e ninguém tem razão.
Quando a fivela fôr além do último furo, vamos mostrar ao mundo que a treta do povo sereno e ordeiro é isso mesmo: treta.
Esta malta da política não estudou a história de Portugal como devia. Podiam começar com a crise de 1383-1385 donde vem a expressão "nem rei nem roque". Depois é toda uma lista que faz ver que, curiosamente, somos dos povos com mais revoltas de toda a Europa e que quase todas eram dirigidas... ao poder instituído!
Hoje em dia não existem os mecanismos de controlo de massas que estiveram activos desde a primeira república até 1974 e que transformaram o povo português no tal povo sereno e ordeiro.
Quem não conhece a história do seu país não merece governá-lo. Ponham os olhinhos no Prof. Adriano Moreira que rege a sua normalmente correta análise a posteriori num conhecimento profundo da história e antropologia cultural do seu povo.
Gostava de saber o que andam a fazer os sociólogos de serviço nos partidos. É malta do Maio 68 e se calhar anda demasiado ocupada com os charros e as bebedeiras.
O caixa d'óculos